Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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Trechos selecionados de "Oito Sabás para Bruxas", de Janet e Stewart Farrar



Imbolg, Bealtaine, Lughnasadh e Samhain são os ‘Sabás Maiores’; os Equinócios e Solstícios são os ‘Sabás Menores’. (As datas reais dos Equinócios e Solstícios podem variar em um dia ou dois no uso tradicional, e também de ano a ano em fato astronômico, ao passo que os Sabás Maiores tendem à envolver ambos “Véspera” e o “Dia”seguinte). Os Sabás Menores solar-astronômicos são ao mesmo tempo mais antigos e mais novos do que os Sabás Maiores naturais-de fertilidade – mais antigos no sentido em que eles foram a preocupação altamente sofisticada dos misteriosos povos Megalíticos que antecederam aos Celtas, Romanos e Saxões nas margens do Atlântico Europeu por milhares de anos; mais novos, no sentido que os Celtas – talvez a maior influência única ao dar à Antiga Religião o formato ritual verdadeiro no qual ela tem sobrevivido no Ocidente – não eram de orientação solar e celebravam apenas os Sabás Maiores, até o que Margaret Murray denominou como os “invasores solsticiais” (os Saxões e outros povos que se estenderam na direção oeste com a queda do Império Romano) se reuniu e interagiu com a tradição Celta. E ainda assim eles trouxeram apenas os Solstícios: “Os Equinócios, diz Murray, “nunca foram observados na Bretanha”

Tudo isso é refletido no fato de que são os Sabás Maiores que tem nomes Gaélicos. Dentre as várias formas que as feiticeiras utilizam, nós escolhemos as Gaélico Irlandesas, por motivo pessoal e histórico – pessoal porque vivemos na Irlanda, onde aquelas formas possuem significados vivos; histórico, porque a Irlanda foi o único país Celta que nunca foi absorvido pelo Império Romano, e portanto é na mitologia Irlandesa e em sua antiga linguagem que os contornos da Antiga Religião podem ser muitas vezes mais claramente discernidos. Mesmo a Igreja Celta permaneceu obstinadamente independente do Vaticano por muitos séculos.

Nós já salientamos que os Oito Sabás refletem dois temas distintos, com raízes históricas diferentes embora interativas: o tema solar e o tema da fertilidade natural. Eles não são mais separáveis, mas cada um deve ser compreendido caso ambos devam ser encaixados em nossa “sinfonia”. À nós parecia que uma chave para esta compreensão seria reconhecer que dois conceitos da figura de Deus estavam envolvidas. A Deusa está sempre lá; ela muda seu aspecto (em ambos seus ciclos de fecundidade como a Mãe Terra e em suas fases lunares como a Rainha do Céu), mas ela está sempre presente. Entretanto o Deus, em ambos os conceitos, morre e é renascido.
Isto é fundamental. O conceito de um Deus sacrificado e renascido é encontrado em toda parte, voltando aos menores vestígios da pré-história; Osiris, Tammuz, Dionísio, Balder e Cristo são apenas algumas de suas formas posteriores. Contudo você procurará em vão através da história da religião por uma Deusa sacrificada e renascida – temporariamente perdida de vista, talvez, como Perséfone, mas sacrificada, nunca. Tal conceito seria religiosamente, psicologicamente e naturalmente impensável.

Daremos uma olhada, então, nestes dois temas de Deus. A figura do Deus-Sol que domina os Sabás Menores dos solstícios e equinócios, é relativamente mais simples; seu ciclo pode ser observado mesmo através de uma janela de um flat elevado. Ele morre e renasce em Yule; começa a fazer sentir sua jovem maturidade, e a impregnar a Mãe Terra com ela, através do Equinócio da Primavera; brilha no ápice de sua glória no Meio do Verão; resigna-se com o poder decrescente, e a influência que diminui sobre a Grande Mãe, através do Equinócio de Outono; e novamente enfrenta a
morte e o renascimento na maré de Yule.

O tema da fertilidade natural é muito mais complexo; ele envolve duas figuras de Deus – o Deus do Ano Crescente (que aparece vez e outra na mitologia como o Rei do Carvalho) e o Deus do Ano Decrescente (o Rei do Azevinho). Eles são os gêmeos claro e escuro, cada um sendo o “outro self” do outro, eternos rivais, eternamente conquistando e sucedendo um ao outro. Eles competem eternamente pelo favor da Grande Mãe; e cada um, no ápice de seu reino de meio-ano, é sacrificialmente desposado com ela, morre em seu abraço e é ressuscitado para completar o seu reinado.
‘Luz e escuridão’ não representam ‘bem e mal’; elas significam as fases expansiva e de contração do ciclo anual, uma tão necessária quanto a outra. A partir da tensão criativa entre as duas, e entre elas por um lado e a Deusa por outro lado, a vida é gerada. Este tema de fato excede nos Sabás Menores de Yule e Meio de Verão. Em Yule o Rei do Azevinho termina o seu reinado e cai para dar lugar ao Rei do Carvalho; no Meio de Verão o Rei do Carvalho é por sua vez substituído pelo Rei do Azevinho.

Livro: Os Mistérios Wiccanos
Autor: Raven Grimassi


Como já observamos, na Tradição dos Mistérios a Deusa da Lua é conhecida por traços ligados às quatro fases da Lua: nova, crescente, cheia e minguante [para efeitos mágicos, pegamos as datas do calendário e consideramos "Nova" três dias antes e três dias depois da Lua Nova. Consideramos "Crescente" três dias antes e três dias depois da Lua Crescente. "Cheia" três dias antes e três dias depois da Lua Cheia. "Minguante" três dias antes e três dias depois da Lua Minguante.] . Nas tradições públicas de antanho, a Deusa Lunar possuía três aspectos: Donzela, Mãe e Anciã. Nos níveis iniciados, seu quarto aspecto era revelado como A Encantadora. Assim, cada face da Lua era identificada como um aspecto da deusa:Lua Nova: Encantadora
Lua Crescente: Donzela
Lua Cheia: Mãe
Lua Minguante: Anciã

A Lua Nova (quando não é vista por três noites) é o período correspondente à Encantadora. Na verdade, sempre que a Lua não puder ser vista ou é oculta por nuvens, também são seus períodos de poder. A Lua Crescente pertence à Donzela; a Lua Cheia, à Mãe; a Minguante, à Anciã. A Encantadora não segue uma ordem de aparição como o fazem a Donzela, a Mãe e a Anciã. Sua natureza pode surgir em qualquer dos outros aspectos da Deusa e pode ainda refletir-se em seus contrapontos humanos.
Ela tece o seu caminho entrando e saindo das outras características como bem lhe praz, extamente como se espera de uma deusa com seu nome. Os Mistérios Lunares não possuíam orientação linear, como os Mistérios Solares, de modo que a progressão das fases personificadas não seguia necessariamente um padrão estabelecido. A necessidade de se estabelecer uma ordem cronológica é algo que os povos modernos herdaram de seus ancestrais patriarcais.

A natureza da Encantadora pode aflorar nas mulheres em qualquer das fases, Donzela, Mãe ou Anciã, pois a Donzela pode ser sedutora e encantadora/tentadora assim como a Mãe; as naturezas são aspectos diferentes da sexualidade. A Anciã também pode ser encantadora/tentadora, atraindo por sua graça, sabedoria e experiência. Eis por que a Encantadora também é conhecida como Tentadora. A Tentação, na mentalidade pagã, não possui conotação negativa, e significa simplesmente ser atraído para fora de seu curso original preconcebido. Uma mulher (ou uma deusa), como tentadora, não necessita ser associada à sexualidade ou à negatividade.

Por muito tempo procurei a técnica através do qual eram obtidos os sigilos pessoais dos magos, aqueles que funcionam como assinaturas mágicas destes no plano astral e enfim encontrei-o num site caoísta em inglês chamado Neuromagick. Esse tipo de sigilo é feito com base no mapa astral da pessoa (ou evento), sendo uma representação bem fidedigna da mesma, assim como o seria um testemunho tradicional (qualquer material biológico ou objeto físico que carregue a energia da pessoa). O método atual é uma adaptação da Golden Dawn e utiliza as correspondências das 22 letras hebraicas com os glifos planetários e dos signos zodiacais. O alfabeto hebraico é dividido em 3 letras-mãe, 7 letras duplas (que podem ter um sonho forte ou suave) e 12 letras simples. 

Utiliza-se o alfabeto hebraico porque a Golden Dawn tem a sua base mágica teórica na Cabala. De acordo com o pensamento cabalístico, as letras hebraicas formam os padrões básicos e as ferramentas com que Deus criou o universo. O mesmo pensamento se aplica às runas nórdicas, por exemplo, e métodos alternativos poderiam ser desenvolvidos.
Através de substituição fonética simples, chega-se à seguinte tabela:




Assim, tomemos um mapa astral fictício para demonstrar o método. Ele foi gerado gratuitamente no Astodienst, para uma Selena nascida em 12/12/1992 às 12:12, em Brasília. 


Eu uso esse site pra fazer a transliteração do português (ou inglês, no caso), para hebraico. Através dele, cheguei à transliteração de Selena para סלנה (SLNH), lembrando que em hebraico não existem vogais. Por isso uso o site, o ideal seria alguém fluente, como um rabino, para fazer a transliteração correta. Através das tabelas, chega-se ao seguinte sigilo (inicia-se no círculo e termina no traço perpendicular):


O meu exemplo, por acaso, só se valeu das letras simples, mas teste com o seu próprio nome e mapa e veja o resultado. 

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O uso das técnicas, rituais e conhecimentos adquiridos no Além do Físico é de responsabilidade única e exclusivamente sua, caro leitor. Não me responsabilizo, em nenhum nível, pela má utilização de tais ferramentas mágicas e espirituais.

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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