Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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Olá! Depois de mais de um mês sem postar, encontro algum tempo nessas férias para escrever. Confesso que ando meio sem inspiração, portanto, não hesitem em me mandar sugestões de postagens por email ou comentário.

Bem, vamos lá, vou falar um pouco sobre clarividência e as minhas percepções dos planos sutis através dela. Antes de mais nada, façamos uma distinção entre os termos clarividência e vidência. Não são definições universais, mas clarividência é uma habilidade anímica (ou seja, do próprio espírito) que permite a percepção mais ou menos ampla e mais ou menos detalhada dos planos sutis e os seres que neles habitam. A vidência é uma faculdade mediúnica que permite a visão limitada do plano astral e de alguns de seus habitantes que estejam na vizinhança vibratória do médium. E há também um termo que está em desuso, que é a dupla-vista. A pessoa que é dotada de dupla-vista vê o plano astral e seus habitantes todo o tempo, em sobreposição com o plano físico e seus habitantes. Vê tanto com os olhos abertos quanto fechados e é também uma habilidade anímica, mas dependente de predisposição orgânica.
A diferença fundamental entre clarividência e vidência é que a primeira é permanente, pois que é uma conquista do Espírito, enquanto a segunda é transitória, pois trata-se de uma faculdade mediúnica emprestada para o cumprimento da missão de determinado espírito encarnado. A vidência, como mediunidade, tem um alcance limitado de visão do astral e dos espíritos, porque é uma habilidade passiva direcionada pelos espíritos guias do trabalho.
A clarividência pode ser puramente anímica ou também mediúnica. No meu caso, eu já possuía um certo grau de clarividência devido ao treinamento com bruxaria, mas com o desenvolvimento mediúnico (que me trouxe também a incorporação), ela se expandiu bastante. Acredito que todas as pessoas tenham certo grau de clarividência e que pode ser desenvolvido, mas elas não o percebem porque de início é muito sutil. Quem vê é o chakra frontal ou terceiro olho, não os olhos físicos, por isso as imagens se formam na mente e é mais fácil se concentrar nelas com os olhos fechados. Com a prática, você pode manter os olhos abertos e ainda continuar vendo mentalmente as cenas (estou mais ou menos nesse estágio). Para certas pessoas, com bastante treino, a "visão" se torna tão clara de um modo como de outro, aproximando-se de um estado de dupla-vista, mas que depende da sua Vontade, do seu controle.
A abrangência da percepção proporcionada pela clarividência é proporcional à concentração do clarividente e consequentemente, da profundidade do estado de transe em que se encontra. Isto deve-se à liberdade que o espírito pode desfrutar - quanto mais concentrada a pessoa estiver, quanto mais profundo for o transe, mais o seu espírito (na verdade, corpo astral e, ocasionalmente, corpo mental inferior) se encontra livre das amarras físicas que lhe bloqueia as percepções psíquicas.
Foi desse modo que obtive um desenvolvimento rápido de minha clarividência através do trabalho mediúnico. Eu o faço num templo de Apometria (leia um post sobre isto aqui), onde sempre se emprega uma técnica para "desdobrar" ou dissociar os corpos sutis (ou níveis de consciência) do médium. Através de comandos da Vontade e pulsos magnéticos, a aura do médium é desdobrada e cada nível passa a habitar temporariamente o plano que lhe é próprio: corpo astral no plano astral, corpos mentais nos planos mentais. Isso aumenta muito a capacidade do médium ou clarividente em perceber o que há nesses planos. Além disso, o doutrinador pode direcionar o foco da clarividência para os pontos que interessam num tratamento, e pode usar recursos oferecidos pela espiritualidade que mais parecem tecnologia de ponta, como por exemplo visão de raios-X, zoom, visão panorâmica, etc. Isso acontece porque a Vontade molda o plano astral facilmente e tais artifícios são apenas necessários para que o subconsciente amplie as capacidades que já possui. Um mago clarividente pode, portanto, fazer uso dos mesmos recursos sem depender necessariamente do auxílio de outros espíritos.

Há também aqueles objetos de vidência, tais como bolas de cristal, espelhos, keek-stane, bacias d'água e até copos contendo ovos crus. Quando se utiliza eles, o termo correto é "scrying". É uma questão de preferência do clarividente ou médium, para alguns, esses instrumentos ajudam a despertar a faculdade e ela toma um controle ativo da sua consciência, "pulando pra fora" e se manifestando nos referidos instrumentos. Pessoalmente, não vejo necessidade deles. Acho até mais difícil a ocorrência dessa "clarividência externa". Mas se eles forem devidamente consagrados, utilizando-se das correspondências adequadas [por exemplo, com as energias da Água (sistema elemental) da Lua ou Netuno (sistema planetário) ou energias de Peixes e Escorpião (sistema zodiacal)], tais instrumentos podem ampliar a clarividência.

A clarividência pode ser muitas vezes subjetiva e metafórica, porque cada pessoa experimenta o mundo astral de uma maneira única e particular, moldada por suas crenças, por seu conteúdo mental inconsciente, por seus medos e por seu conhecimento. Desse modo, dois clarividentes podem estar observando algo ao mesmo tempo e ainda assim ver coisas diferentes, cores e símbolos diferentes que têm significados singulares para cada um. No trabalho em grupo, isso representa geralmente um problema, mas que é facilmente contornado através do ajuste vibratório dos médiuns ou clarividentes, conectando todos a uma mesma egrégora (o que geralmente é feito através de orações em círculo, de mãos dadas).
E o que é possível ver através da clarividência? Tudo depende, como já dito, da profundidade do transe e da concentração. Pode-se ver os chakras, os nadis (acho geralmente difícil ver os nadis, é preciso um esforço maior, a não ser pelo Sushumna - por onde sobe a Kundalini - que é bem visível), corpos sutis (dos mais densos para os mais sutis, aumentando o grau de dificuldade), auras de pessoas, objetos e animais, espíritos desencarnados e todos os habitantes do plano astral, como elementais, elementares, cascões astrais, miasmas, formas-pensamento, etc. Também é possível ver através de paredes e objetos físicos, assim como ver à distância (isso envolve necessariamente desdobramento).


Através disso, o clarividente pode obter um grande número de informações, que vêm principalmente da análise dos chakras e da aura de uma pessoa. Pelo estado e cor em que se encontram, ele pode conhecer as características gerais de personalidade, o estado de saúde, a conduta sexual, a presença de selos iniciáticos, a ocorrência de aparelhos parasitas implantados por obsessores, grau de desenvolvimento espíritual, entre outras coisas. Para fazer uma análise detalhada de como fazer tudo isso, eu precisaria de um post inteiro. Mas daí já pode-se perceber a responsabilidade do uso dessa habilidade, a ética com o uso das informações adquiridas e o karma que pode advir do mal uso. Digamos que não faz parte da etiqueta psíquica ficar investigando a aura dos outros... mas quem sabe disso e não quer ter a privacidade invadida, tem meios de se proteger.
Por último, me perguntaram sobre os famosos chás para abrir a vidência. Eles funcionam basicamente de dois modos: como condensadores fluídicos ou como psicotrópicos. Os do tipo condensador fluídico usam o "númen espiritual" da planta, ou seja, sua contraparte etérica que tem propriedades energéticas estimulantes para o chakra frontal. Além disso, as ervas podem ser colhidas em momentos astrológicos favoráveis e serem impregnadas pela Vontade com outras energias para se tornarem ainda mais eficazes. Esse tipo de chá é relativamente inofensivo, considerando as doses terapêuticas normais, e pode-se utilizar para este fim pétalas de rosa, artemísia, louro, alecrim, erva-doce, anis estrelado, etc.
Os chás psicotrópicos contém alguma substância quimicamente ativa que abre rapidamente o chakra frontal e outros centros de energia, "escancarando" os selo de segurança que normalmente barram a nossa visão. Eles são muito perigosos e devem ser utilizados com muito cuidado, apenas por pessoas altamente entendidas do assunto e acompanhados de guias, tanto físicos quanto espirituais, para protegerem a pessoa durante a "viagem".
"Sem ninguém prejudicar, faça o que desejar" e "Tudo o que fizeres voltará em triplo para ti"... Abençoados sejam!

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O uso das técnicas, rituais e conhecimentos adquiridos no Além do Físico é de responsabilidade única e exclusivamente sua, caro leitor. Não me responsabilizo, em nenhum nível, pela má utilização de tais ferramentas mágicas e espirituais.

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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