Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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Antes de retomar a história do post anterior, quero agradecer às inúmeras visitas que o blog vem recebendo, sempre atingindo novos recordes de visitação e subindo no page rank do Google. Agradeço também aos emails que recebo através do link de Contato e peço desculpas pela eventual demora em respondê-los. Continuo a disposição a ajudar no que estiver ao meu alcance. Agora vamos continuar...


Depois daquela noite, o Caos havia sido despertado, assim como a nossa curiosidade imprudente. Marcamos novas reuniões e tentarei relatar os eventos mais significativos de que me lembro.
Certa noite, planejávamos executar uma sessão mediúnica dentro de um Círculo Mágico, de modo que pudéssemos controlar que tipo de espíritos poderiam entrar. Após o lançar o Círculo e invocar os elementos, fiz a Invocação Verdadeira de Anúbis, deus egípcio dos mortos, assumindo a sua forma em meu corpo astral para que, desse modo, eu tivesse alguma autoridade ao lidar com os espíritos e pudesse me apresentar como um guia para eles. Estávamos em 5 pessoas, com apenas um médium (o mesmo do relato anterior) de canalização.
Abri um portal para que apenas espíritos perdidos e sofredores, sem más intenções, pudessem atravessar a barreira mágica. Mas esse tipo de comando é muito vago, nem todos os presentes estavam devidamente preparados espiritual ou magicamente para esse tipo de sessão, já trazendo consigo espíritos obsessores de fora e o médium era muito inexperiente para controlar suas próprias percepções ou discernir a índole dos espíritos, antes de permitir a sua manifestação.
Desse modo, tivemos más surpresas novamente. O primeiro espírito a se manifestar já me pegou pelo pescoço, dizendo que  não precisava de nada que pudéssemos oferecer, que tinha ódio de mim e que éramos tolos. Dessa vez, entretanto, eu estava munido de Vontade Mágica, e pude trazer o médium de volta à consciência apenas chamando-o pelo nome de forma imperativa.
Mas rapidamente outro espírito incorporou. Ele disse que estava ligado a um dos presentes pela inveja que ele sentia, sentimento que compartilhavam. Mas ele se mostrava claramente em sofrimento e dor, com danos na garganta. Ofereci ajuda, dizendo que poderia curá-lo e enviá-lo a um lugar melhor, mas ele insistia em dizer que esse sentimento de inveja faria mal à pessoa referida, que ela era uma pessoa ruim por isso. Tive que argumentar um pouco até convencê-lo que o que importava era a sua condição e a necessidade de ajuda, que os sentimentos da pessoa só diziam respeito a ela mesma. Então ele aceitou e, com a ajuda dos presentes, comecei a tratar o seu corpo astral e seus chakras pela emissão de energia nas cores apropriadas e visualização (a emissão é feita em direção ao médium, mas pelas ligações energéticas estabelecidas, a energia chega até o espírito imediatamente). Ele urrou de dor quando atingimos o chakra laríngeo, a energia era intensa demais para que ele pudesse recebê-la. Então, diminuímos a intensidade e focamos na restauração de seu chakra. Recomposto e em melhor estado, ele aceitou ser encaminhado para um lugar onde pudesse continuar sua jornada. Conectei-me à sua energia e com essa vibração abri um portal para uma dimensão apropriada para a sua condição (através de um pentagrama de invocação na direção Leste do Círculo), e ele partiu.
Logo percebemos que as manifestações estavam obedecendo a um padrão, os espíritos estavam ligados a cada um dos presentes, manifestando-se em ordem em relação à posição em que estávamos sentados.
A próxima manifestação estaria então relacionada à única menina do grupo, mas, contrariando as expectativas, foi ela quem entrou num estado de transe ao contemplar a chama de uma vela. Ela podia conversar conosco e dizia coisas confusas, sobre estar em um lugar escuro, um cômodo indistinto e sentir uma presença. Mas não havia nada a fazer, na época (quase dois anos atrás) eu ainda não estava habituado ao trabalho com vidência e não conhecia as técnicas que são empregadas nessas situações, como agora conheço. Estava prestes à chamá-la de volta à consciência normal, quando, de repente, ela começou a se desesperar com uma dor, uma ardência que vinha do seu pingente de pentagrama. Ela dizia que ele queimava em sua pele e imediatamente o tirou e jogou no cálice com água, voltando do transe.
Fiquei intrigado com aquilo, pois o pentagrama voltava a incomodá-la caso voltasse a usá-lo, mas não transmitia nenhuma sensação para mim ou outras pessoas. Perguntei mentalmente à Presença Oculta de que se tratava, e eles disseram que as próprias escolhas dela levaram àquilo. Ela havia rejeitado a Arte (tinha parado de frequentar nossos rituais de Bruxaria), e agora o símbolo da Arte rejeitava o seu uso, pois que não podia mais se identificar como bruxa através dele... Ela não voltou a usá-lo.
E então, a última manifestação, proveniente de um convidado que não era habituado a esse tipo de ritual ou sessão e estava meio apavorado. Um espírito revoltado, muito agressivo, sentindo um ódio enorme. Ele dizia ao convidado como era intenso esse ódio que eles compartilhavam, instigando-o a baixar suas defesas, para que o atingisse emocionalmente e pudesse manipulá-lo. E estava claramente conseguindo atingir seu propósito. O menino estava se encolhendo na cadeira, dizendo-se sentir tal ódio e um calor muito intenso, sendo drenado pela entidade. Como o espírito negava ser ajudado e continuava afetando-o negativamente, interrompi a manifestação. Mais tarde, o menino relatou que sempre sentia esse ódio injustificado, que fazia brotar dele um calor muito intenso, uma vontade de explodir. Iríamos investigar isso mais tarde...  Por ora, encerramos a sessão/ritual.
Concluímos que o Círculo era ineficaz para conter manifestações indesejadas, a menos que todos os participantes estivessem previamente purificados e protegidos, livres de quaisquer espíritos previamente ligados a eles. No entanto, ele me proporcionava alguma autoridade e maior facilidade em controlar os eventos psíquicos que ocorriam em seu interior, além da conexão com os Guardiões e Presença Oculta. A Verdadeira Invocação teve mais efeito psicológico em mim do que impacto real nos espíritos que se manifestavam, pois nenhum demonstrou reação quando eu me apresentava como Anúbis. Mesmo porque nesse tipo de situação, deve-se apelar para a crença pessoal do espírito, pois todas as suas percepções são muito subjetivas e são elas que moldam a sua vivência no plano astral.  Pudemos também comprovar a eficácia dos portais dimensionais e do tratamento com cromoterapia.
Há muito ainda a ser relatado e continuarei a fazê-lo em artigos posteriores. Faço novamente a mesma ressalva de que ninguém deve tentar empregar estas técnicas ou misturar práticas mágicas/espirituais distintas. O choque de egrégoras é a menor das consequências e muita coisa pode dar errado, como estou mostrando para vocês. Isto NÃO é bruxaria e NÃO é espiritismo. Mediunidade e fenômenos psíquicos são independentes de sistemas religiosos. Até a próxima!

Olá, viajantes do Além do Físico! Ando meio sumido, eu sei, mas continuo recebendo e respondendo os emails de vocês na medida do possível. Vou escrever o que vier à mente hoje...
Muitos dos que ousam penetrar no terreno do sobrenatural e do oculto o fazem por curiosidade, busca de soluções milagrosas para seus problemas ou escapismo do mundo real. São motivos compreensíveis, mas as pessoas que chegam através deles não estão realmente preparadas para o que vão enfrentar. Não existem milagres provocados por palavras mágicas e o treinamento mágico exige muita disciplina, algo que não está ao alcance de umas poucas semanas de dedicação. Isso leva à desistência, ou à tentação pelos caminhos mais curtos, atalhos perigosos...
Quando uma pessoa começa a se envolver com Espiritualidade ou Ocultismo e quaisquer de suas variações, ela se torna algo como um pequeno alvo no "mapa" das falanges de espíritos e seres trevosos, interessados em desviá-la do Caminho e aproveitar ao máximo de sua ingenuidade e fragilidade, obsediando-a, mas não sem antes iludí-la com grandes promessas.
E os problemas podem ser ainda maiores quando a obsessão vem de dentro, através de subníveis de consciência. Isto é, personalidades de vidas passadas que persistem com seus veículos de consciência (corpos astral, mental inferior ou mental superior) mesmo após a morte física. Geralmente, esses subníveis ficam confinados no tempo-espaço específicos de suas vidas terrenas, principalmente com mortes traumáticas que geram cordões magnéticos que literalmente prendem-nos ao local da morte ou a algum objeto (arma do crime, por exemplo). Mas certas situações podem trazer estes subníveis para o espaço-tempo atual em que a pessoa vive - através de afinidades de pensamento, vícios, conduta e comportamento - tornando-se seus obsessores.
Isso aconteceu comigo... Foi há quase dois anos atrás.


Um amigo meu estava em pleno desenvolvimento mediúnico e vi nisso uma grande oportunidade de colocar certas ideias em prática. Na companhia de mais dois amigos, eu planejava invocar os espíritos da Presença Oculta que assistem aos rituais e pedir que um deles se manifestasse através da incorporação para nos passar diretamente conhecimentos de magia.
A mediunidade dele era forte e sem controle. Era muito fácil induzi-lo ao transe e provocar as manifestações. Eu não dispunha de nenhum nome, sigilo ou qualquer outra identificação para que pudesse chamar um espírito específico, portanto fiz uma invocação genérica. Eu não havia traçado o Círculo, porque essa mesma condição invalidava a sua utilidade. Fiz apenas alguns banimentos simples e invoquei o elemento Espírito.
A incorporação (ou canalização, como é mais usual dizer em bruxaria) foi quase imediata. O médium começou a gargalhar e logo vi que algo não estava certo. Saudei o espírito e perguntei-lhe quem era, se servia aos Deuses Antigos e fazia parte da Presença Oculta. Ele riu de escárnio, dizendo: "Olhe bem pra mim, e veja se eu sou desses!". Sobre alerta, pedi que ele se retirasse pois não era quem eu estava procurando. Mas ele disse que uma vez que estava ali, não iria embora tão cedo e se levantou, vindo contra mim.
Até então eu não sabia que o espírito podia controlar todos os movimentos do médium, a não ser em ocasiões muito especiais. Ou naquele caso, de muito descontrole. Tracei um pentagrama de banimento com o athame na direção dele, o que fez com que fraquejasse momentaneamente e logo viesse em outra investida. Eu não estava preparado para uma situação como essa e não dispunha de muitos recursos. Água salgada aspergida na sua direção também foi inútil e ele continuava a vir na minha direção, com intenções nada amigáveis. Por fim, joguei água pura no rosto do médium, forçando-o a voltar do transe.  
Abro aqui um grande parênteses para alertar: não se pode, em hipótese alguma, tirar o médium de um transe, ainda mais se ele estiver num transe inconsciente, como era o caso. Nessa situação, o espírito (em termos mais exatos, o corpo astral) do médium desloca-se ligeiramente para fora do corpo, e o espírito incorporado cria laços mais profundos com o duplo etérico e os chakras do médium. Forçar o desligamento dessa ligação pode danificar o cordão astral que liga o corpo astral ao corpo físico e causar eventualmente um desmaio, coma ou até mesmo a morte da pessoa.
Então meu amigo voltou à consciência normal, mas por pouco tempo. Nós tínhamos escancarado os seus canais mediúnicos e ele mal tinha controle de si mesmo. Entrou em transe novamente e incorporou outros espíritos semelhantes, querendo me afrontar. Apesar de ter sido difícil, consegui fazê-lo voltar sem métodos bruscos, apenas chamando firmemente pelo seu nome completo. Assoprar no ouvido, tocar as mãos e ombros são outros artifícios usados para esse propósito.
Encerramos a noite exaustos e amedrontados, mas o pior ainda estava por vir.
Apesar de tudo, essas experiências me deram ainda mais ideias e marcamos outras sessões... Eu pretendia unir magia e mediunidade como um sistema eminentemente prático. Eu via a mediunidade como um atalho que agilizava o treinamento mágico lento e ardoroso e promovia manifestações promissoras.
Mas essa história é longa e continua em outro post. Quero deixar bem claro que conto essas experiências unicamente com o intuito de alertá-los contra o perigo que elas oferecem. De modo algum incentivo a repetirem isso, e se o fizerem, em nome dos Antigos, eu me isento de qualquer responsabilidade. Esses métodos não fazem parte da bruxaria, espiritismo ou umbanda e não estou deturbando nenhuma dessas práticas.

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O uso das técnicas, rituais e conhecimentos adquiridos no Além do Físico é de responsabilidade única e exclusivamente sua, caro leitor. Não me responsabilizo, em nenhum nível, pela má utilização de tais ferramentas mágicas e espirituais.

Quem sou eu

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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