Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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Olá! Depois de mais de um mês sem postar, encontro algum tempo nessas férias para escrever. Confesso que ando meio sem inspiração, portanto, não hesitem em me mandar sugestões de postagens por email ou comentário.

Bem, vamos lá, vou falar um pouco sobre clarividência e as minhas percepções dos planos sutis através dela. Antes de mais nada, façamos uma distinção entre os termos clarividência e vidência. Não são definições universais, mas clarividência é uma habilidade anímica (ou seja, do próprio espírito) que permite a percepção mais ou menos ampla e mais ou menos detalhada dos planos sutis e os seres que neles habitam. A vidência é uma faculdade mediúnica que permite a visão limitada do plano astral e de alguns de seus habitantes que estejam na vizinhança vibratória do médium. E há também um termo que está em desuso, que é a dupla-vista. A pessoa que é dotada de dupla-vista vê o plano astral e seus habitantes todo o tempo, em sobreposição com o plano físico e seus habitantes. Vê tanto com os olhos abertos quanto fechados e é também uma habilidade anímica, mas dependente de predisposição orgânica.
A diferença fundamental entre clarividência e vidência é que a primeira é permanente, pois que é uma conquista do Espírito, enquanto a segunda é transitória, pois trata-se de uma faculdade mediúnica emprestada para o cumprimento da missão de determinado espírito encarnado. A vidência, como mediunidade, tem um alcance limitado de visão do astral e dos espíritos, porque é uma habilidade passiva direcionada pelos espíritos guias do trabalho.
A clarividência pode ser puramente anímica ou também mediúnica. No meu caso, eu já possuía um certo grau de clarividência devido ao treinamento com bruxaria, mas com o desenvolvimento mediúnico (que me trouxe também a incorporação), ela se expandiu bastante. Acredito que todas as pessoas tenham certo grau de clarividência e que pode ser desenvolvido, mas elas não o percebem porque de início é muito sutil. Quem vê é o chakra frontal ou terceiro olho, não os olhos físicos, por isso as imagens se formam na mente e é mais fácil se concentrar nelas com os olhos fechados. Com a prática, você pode manter os olhos abertos e ainda continuar vendo mentalmente as cenas (estou mais ou menos nesse estágio). Para certas pessoas, com bastante treino, a "visão" se torna tão clara de um modo como de outro, aproximando-se de um estado de dupla-vista, mas que depende da sua Vontade, do seu controle.
A abrangência da percepção proporcionada pela clarividência é proporcional à concentração do clarividente e consequentemente, da profundidade do estado de transe em que se encontra. Isto deve-se à liberdade que o espírito pode desfrutar - quanto mais concentrada a pessoa estiver, quanto mais profundo for o transe, mais o seu espírito (na verdade, corpo astral e, ocasionalmente, corpo mental inferior) se encontra livre das amarras físicas que lhe bloqueia as percepções psíquicas.
Foi desse modo que obtive um desenvolvimento rápido de minha clarividência através do trabalho mediúnico. Eu o faço num templo de Apometria (leia um post sobre isto aqui), onde sempre se emprega uma técnica para "desdobrar" ou dissociar os corpos sutis (ou níveis de consciência) do médium. Através de comandos da Vontade e pulsos magnéticos, a aura do médium é desdobrada e cada nível passa a habitar temporariamente o plano que lhe é próprio: corpo astral no plano astral, corpos mentais nos planos mentais. Isso aumenta muito a capacidade do médium ou clarividente em perceber o que há nesses planos. Além disso, o doutrinador pode direcionar o foco da clarividência para os pontos que interessam num tratamento, e pode usar recursos oferecidos pela espiritualidade que mais parecem tecnologia de ponta, como por exemplo visão de raios-X, zoom, visão panorâmica, etc. Isso acontece porque a Vontade molda o plano astral facilmente e tais artifícios são apenas necessários para que o subconsciente amplie as capacidades que já possui. Um mago clarividente pode, portanto, fazer uso dos mesmos recursos sem depender necessariamente do auxílio de outros espíritos.

Há também aqueles objetos de vidência, tais como bolas de cristal, espelhos, keek-stane, bacias d'água e até copos contendo ovos crus. Quando se utiliza eles, o termo correto é "scrying". É uma questão de preferência do clarividente ou médium, para alguns, esses instrumentos ajudam a despertar a faculdade e ela toma um controle ativo da sua consciência, "pulando pra fora" e se manifestando nos referidos instrumentos. Pessoalmente, não vejo necessidade deles. Acho até mais difícil a ocorrência dessa "clarividência externa". Mas se eles forem devidamente consagrados, utilizando-se das correspondências adequadas [por exemplo, com as energias da Água (sistema elemental) da Lua ou Netuno (sistema planetário) ou energias de Peixes e Escorpião (sistema zodiacal)], tais instrumentos podem ampliar a clarividência.

A clarividência pode ser muitas vezes subjetiva e metafórica, porque cada pessoa experimenta o mundo astral de uma maneira única e particular, moldada por suas crenças, por seu conteúdo mental inconsciente, por seus medos e por seu conhecimento. Desse modo, dois clarividentes podem estar observando algo ao mesmo tempo e ainda assim ver coisas diferentes, cores e símbolos diferentes que têm significados singulares para cada um. No trabalho em grupo, isso representa geralmente um problema, mas que é facilmente contornado através do ajuste vibratório dos médiuns ou clarividentes, conectando todos a uma mesma egrégora (o que geralmente é feito através de orações em círculo, de mãos dadas).
E o que é possível ver através da clarividência? Tudo depende, como já dito, da profundidade do transe e da concentração. Pode-se ver os chakras, os nadis (acho geralmente difícil ver os nadis, é preciso um esforço maior, a não ser pelo Sushumna - por onde sobe a Kundalini - que é bem visível), corpos sutis (dos mais densos para os mais sutis, aumentando o grau de dificuldade), auras de pessoas, objetos e animais, espíritos desencarnados e todos os habitantes do plano astral, como elementais, elementares, cascões astrais, miasmas, formas-pensamento, etc. Também é possível ver através de paredes e objetos físicos, assim como ver à distância (isso envolve necessariamente desdobramento).


Através disso, o clarividente pode obter um grande número de informações, que vêm principalmente da análise dos chakras e da aura de uma pessoa. Pelo estado e cor em que se encontram, ele pode conhecer as características gerais de personalidade, o estado de saúde, a conduta sexual, a presença de selos iniciáticos, a ocorrência de aparelhos parasitas implantados por obsessores, grau de desenvolvimento espíritual, entre outras coisas. Para fazer uma análise detalhada de como fazer tudo isso, eu precisaria de um post inteiro. Mas daí já pode-se perceber a responsabilidade do uso dessa habilidade, a ética com o uso das informações adquiridas e o karma que pode advir do mal uso. Digamos que não faz parte da etiqueta psíquica ficar investigando a aura dos outros... mas quem sabe disso e não quer ter a privacidade invadida, tem meios de se proteger.
Por último, me perguntaram sobre os famosos chás para abrir a vidência. Eles funcionam basicamente de dois modos: como condensadores fluídicos ou como psicotrópicos. Os do tipo condensador fluídico usam o "númen espiritual" da planta, ou seja, sua contraparte etérica que tem propriedades energéticas estimulantes para o chakra frontal. Além disso, as ervas podem ser colhidas em momentos astrológicos favoráveis e serem impregnadas pela Vontade com outras energias para se tornarem ainda mais eficazes. Esse tipo de chá é relativamente inofensivo, considerando as doses terapêuticas normais, e pode-se utilizar para este fim pétalas de rosa, artemísia, louro, alecrim, erva-doce, anis estrelado, etc.
Os chás psicotrópicos contém alguma substância quimicamente ativa que abre rapidamente o chakra frontal e outros centros de energia, "escancarando" os selo de segurança que normalmente barram a nossa visão. Eles são muito perigosos e devem ser utilizados com muito cuidado, apenas por pessoas altamente entendidas do assunto e acompanhados de guias, tanto físicos quanto espirituais, para protegerem a pessoa durante a "viagem".
"Sem ninguém prejudicar, faça o que desejar" e "Tudo o que fizeres voltará em triplo para ti"... Abençoados sejam!

Antes de retomar a história do post anterior, quero agradecer às inúmeras visitas que o blog vem recebendo, sempre atingindo novos recordes de visitação e subindo no page rank do Google. Agradeço também aos emails que recebo através do link de Contato e peço desculpas pela eventual demora em respondê-los. Continuo a disposição a ajudar no que estiver ao meu alcance. Agora vamos continuar...


Depois daquela noite, o Caos havia sido despertado, assim como a nossa curiosidade imprudente. Marcamos novas reuniões e tentarei relatar os eventos mais significativos de que me lembro.
Certa noite, planejávamos executar uma sessão mediúnica dentro de um Círculo Mágico, de modo que pudéssemos controlar que tipo de espíritos poderiam entrar. Após o lançar o Círculo e invocar os elementos, fiz a Invocação Verdadeira de Anúbis, deus egípcio dos mortos, assumindo a sua forma em meu corpo astral para que, desse modo, eu tivesse alguma autoridade ao lidar com os espíritos e pudesse me apresentar como um guia para eles. Estávamos em 5 pessoas, com apenas um médium (o mesmo do relato anterior) de canalização.
Abri um portal para que apenas espíritos perdidos e sofredores, sem más intenções, pudessem atravessar a barreira mágica. Mas esse tipo de comando é muito vago, nem todos os presentes estavam devidamente preparados espiritual ou magicamente para esse tipo de sessão, já trazendo consigo espíritos obsessores de fora e o médium era muito inexperiente para controlar suas próprias percepções ou discernir a índole dos espíritos, antes de permitir a sua manifestação.
Desse modo, tivemos más surpresas novamente. O primeiro espírito a se manifestar já me pegou pelo pescoço, dizendo que  não precisava de nada que pudéssemos oferecer, que tinha ódio de mim e que éramos tolos. Dessa vez, entretanto, eu estava munido de Vontade Mágica, e pude trazer o médium de volta à consciência apenas chamando-o pelo nome de forma imperativa.
Mas rapidamente outro espírito incorporou. Ele disse que estava ligado a um dos presentes pela inveja que ele sentia, sentimento que compartilhavam. Mas ele se mostrava claramente em sofrimento e dor, com danos na garganta. Ofereci ajuda, dizendo que poderia curá-lo e enviá-lo a um lugar melhor, mas ele insistia em dizer que esse sentimento de inveja faria mal à pessoa referida, que ela era uma pessoa ruim por isso. Tive que argumentar um pouco até convencê-lo que o que importava era a sua condição e a necessidade de ajuda, que os sentimentos da pessoa só diziam respeito a ela mesma. Então ele aceitou e, com a ajuda dos presentes, comecei a tratar o seu corpo astral e seus chakras pela emissão de energia nas cores apropriadas e visualização (a emissão é feita em direção ao médium, mas pelas ligações energéticas estabelecidas, a energia chega até o espírito imediatamente). Ele urrou de dor quando atingimos o chakra laríngeo, a energia era intensa demais para que ele pudesse recebê-la. Então, diminuímos a intensidade e focamos na restauração de seu chakra. Recomposto e em melhor estado, ele aceitou ser encaminhado para um lugar onde pudesse continuar sua jornada. Conectei-me à sua energia e com essa vibração abri um portal para uma dimensão apropriada para a sua condição (através de um pentagrama de invocação na direção Leste do Círculo), e ele partiu.
Logo percebemos que as manifestações estavam obedecendo a um padrão, os espíritos estavam ligados a cada um dos presentes, manifestando-se em ordem em relação à posição em que estávamos sentados.
A próxima manifestação estaria então relacionada à única menina do grupo, mas, contrariando as expectativas, foi ela quem entrou num estado de transe ao contemplar a chama de uma vela. Ela podia conversar conosco e dizia coisas confusas, sobre estar em um lugar escuro, um cômodo indistinto e sentir uma presença. Mas não havia nada a fazer, na época (quase dois anos atrás) eu ainda não estava habituado ao trabalho com vidência e não conhecia as técnicas que são empregadas nessas situações, como agora conheço. Estava prestes à chamá-la de volta à consciência normal, quando, de repente, ela começou a se desesperar com uma dor, uma ardência que vinha do seu pingente de pentagrama. Ela dizia que ele queimava em sua pele e imediatamente o tirou e jogou no cálice com água, voltando do transe.
Fiquei intrigado com aquilo, pois o pentagrama voltava a incomodá-la caso voltasse a usá-lo, mas não transmitia nenhuma sensação para mim ou outras pessoas. Perguntei mentalmente à Presença Oculta de que se tratava, e eles disseram que as próprias escolhas dela levaram àquilo. Ela havia rejeitado a Arte (tinha parado de frequentar nossos rituais de Bruxaria), e agora o símbolo da Arte rejeitava o seu uso, pois que não podia mais se identificar como bruxa através dele... Ela não voltou a usá-lo.
E então, a última manifestação, proveniente de um convidado que não era habituado a esse tipo de ritual ou sessão e estava meio apavorado. Um espírito revoltado, muito agressivo, sentindo um ódio enorme. Ele dizia ao convidado como era intenso esse ódio que eles compartilhavam, instigando-o a baixar suas defesas, para que o atingisse emocionalmente e pudesse manipulá-lo. E estava claramente conseguindo atingir seu propósito. O menino estava se encolhendo na cadeira, dizendo-se sentir tal ódio e um calor muito intenso, sendo drenado pela entidade. Como o espírito negava ser ajudado e continuava afetando-o negativamente, interrompi a manifestação. Mais tarde, o menino relatou que sempre sentia esse ódio injustificado, que fazia brotar dele um calor muito intenso, uma vontade de explodir. Iríamos investigar isso mais tarde...  Por ora, encerramos a sessão/ritual.
Concluímos que o Círculo era ineficaz para conter manifestações indesejadas, a menos que todos os participantes estivessem previamente purificados e protegidos, livres de quaisquer espíritos previamente ligados a eles. No entanto, ele me proporcionava alguma autoridade e maior facilidade em controlar os eventos psíquicos que ocorriam em seu interior, além da conexão com os Guardiões e Presença Oculta. A Verdadeira Invocação teve mais efeito psicológico em mim do que impacto real nos espíritos que se manifestavam, pois nenhum demonstrou reação quando eu me apresentava como Anúbis. Mesmo porque nesse tipo de situação, deve-se apelar para a crença pessoal do espírito, pois todas as suas percepções são muito subjetivas e são elas que moldam a sua vivência no plano astral.  Pudemos também comprovar a eficácia dos portais dimensionais e do tratamento com cromoterapia.
Há muito ainda a ser relatado e continuarei a fazê-lo em artigos posteriores. Faço novamente a mesma ressalva de que ninguém deve tentar empregar estas técnicas ou misturar práticas mágicas/espirituais distintas. O choque de egrégoras é a menor das consequências e muita coisa pode dar errado, como estou mostrando para vocês. Isto NÃO é bruxaria e NÃO é espiritismo. Mediunidade e fenômenos psíquicos são independentes de sistemas religiosos. Até a próxima!

Olá, viajantes do Além do Físico! Ando meio sumido, eu sei, mas continuo recebendo e respondendo os emails de vocês na medida do possível. Vou escrever o que vier à mente hoje...
Muitos dos que ousam penetrar no terreno do sobrenatural e do oculto o fazem por curiosidade, busca de soluções milagrosas para seus problemas ou escapismo do mundo real. São motivos compreensíveis, mas as pessoas que chegam através deles não estão realmente preparadas para o que vão enfrentar. Não existem milagres provocados por palavras mágicas e o treinamento mágico exige muita disciplina, algo que não está ao alcance de umas poucas semanas de dedicação. Isso leva à desistência, ou à tentação pelos caminhos mais curtos, atalhos perigosos...
Quando uma pessoa começa a se envolver com Espiritualidade ou Ocultismo e quaisquer de suas variações, ela se torna algo como um pequeno alvo no "mapa" das falanges de espíritos e seres trevosos, interessados em desviá-la do Caminho e aproveitar ao máximo de sua ingenuidade e fragilidade, obsediando-a, mas não sem antes iludí-la com grandes promessas.
E os problemas podem ser ainda maiores quando a obsessão vem de dentro, através de subníveis de consciência. Isto é, personalidades de vidas passadas que persistem com seus veículos de consciência (corpos astral, mental inferior ou mental superior) mesmo após a morte física. Geralmente, esses subníveis ficam confinados no tempo-espaço específicos de suas vidas terrenas, principalmente com mortes traumáticas que geram cordões magnéticos que literalmente prendem-nos ao local da morte ou a algum objeto (arma do crime, por exemplo). Mas certas situações podem trazer estes subníveis para o espaço-tempo atual em que a pessoa vive - através de afinidades de pensamento, vícios, conduta e comportamento - tornando-se seus obsessores.
Isso aconteceu comigo... Foi há quase dois anos atrás.


Um amigo meu estava em pleno desenvolvimento mediúnico e vi nisso uma grande oportunidade de colocar certas ideias em prática. Na companhia de mais dois amigos, eu planejava invocar os espíritos da Presença Oculta que assistem aos rituais e pedir que um deles se manifestasse através da incorporação para nos passar diretamente conhecimentos de magia.
A mediunidade dele era forte e sem controle. Era muito fácil induzi-lo ao transe e provocar as manifestações. Eu não dispunha de nenhum nome, sigilo ou qualquer outra identificação para que pudesse chamar um espírito específico, portanto fiz uma invocação genérica. Eu não havia traçado o Círculo, porque essa mesma condição invalidava a sua utilidade. Fiz apenas alguns banimentos simples e invoquei o elemento Espírito.
A incorporação (ou canalização, como é mais usual dizer em bruxaria) foi quase imediata. O médium começou a gargalhar e logo vi que algo não estava certo. Saudei o espírito e perguntei-lhe quem era, se servia aos Deuses Antigos e fazia parte da Presença Oculta. Ele riu de escárnio, dizendo: "Olhe bem pra mim, e veja se eu sou desses!". Sobre alerta, pedi que ele se retirasse pois não era quem eu estava procurando. Mas ele disse que uma vez que estava ali, não iria embora tão cedo e se levantou, vindo contra mim.
Até então eu não sabia que o espírito podia controlar todos os movimentos do médium, a não ser em ocasiões muito especiais. Ou naquele caso, de muito descontrole. Tracei um pentagrama de banimento com o athame na direção dele, o que fez com que fraquejasse momentaneamente e logo viesse em outra investida. Eu não estava preparado para uma situação como essa e não dispunha de muitos recursos. Água salgada aspergida na sua direção também foi inútil e ele continuava a vir na minha direção, com intenções nada amigáveis. Por fim, joguei água pura no rosto do médium, forçando-o a voltar do transe.  
Abro aqui um grande parênteses para alertar: não se pode, em hipótese alguma, tirar o médium de um transe, ainda mais se ele estiver num transe inconsciente, como era o caso. Nessa situação, o espírito (em termos mais exatos, o corpo astral) do médium desloca-se ligeiramente para fora do corpo, e o espírito incorporado cria laços mais profundos com o duplo etérico e os chakras do médium. Forçar o desligamento dessa ligação pode danificar o cordão astral que liga o corpo astral ao corpo físico e causar eventualmente um desmaio, coma ou até mesmo a morte da pessoa.
Então meu amigo voltou à consciência normal, mas por pouco tempo. Nós tínhamos escancarado os seus canais mediúnicos e ele mal tinha controle de si mesmo. Entrou em transe novamente e incorporou outros espíritos semelhantes, querendo me afrontar. Apesar de ter sido difícil, consegui fazê-lo voltar sem métodos bruscos, apenas chamando firmemente pelo seu nome completo. Assoprar no ouvido, tocar as mãos e ombros são outros artifícios usados para esse propósito.
Encerramos a noite exaustos e amedrontados, mas o pior ainda estava por vir.
Apesar de tudo, essas experiências me deram ainda mais ideias e marcamos outras sessões... Eu pretendia unir magia e mediunidade como um sistema eminentemente prático. Eu via a mediunidade como um atalho que agilizava o treinamento mágico lento e ardoroso e promovia manifestações promissoras.
Mas essa história é longa e continua em outro post. Quero deixar bem claro que conto essas experiências unicamente com o intuito de alertá-los contra o perigo que elas oferecem. De modo algum incentivo a repetirem isso, e se o fizerem, em nome dos Antigos, eu me isento de qualquer responsabilidade. Esses métodos não fazem parte da bruxaria, espiritismo ou umbanda e não estou deturbando nenhuma dessas práticas.

Na Astrologia, Mercúrio em Escorpião indica uma pessoa de pensamentos profundos, que não se contenta apenas em examinar uma situação, mas em estudá-la com a maior profundidade e seriedade possível; é o chamado “Mercúrio dos céticos”, muito encontrado em psiquiatras, psicanalistas e ocultistas - pessoas que gostam de entrar de cabeça nos mistérios e na psique humana.
Coincidência ou não, eu tenho Mercúrio em Escorpião, assim como Lua, Vênus, Júpiter, Plutão, Caput Draconis, Meio Céu e os planetas menores Nessus e Quaoar. Isso me torna um escorpiano muito mais autêntico do que o meu signo solar em Libra - o que justifica a ineficiência de horóscopos de jornais. Mas os planetas podem se manifestar em oitavas altas ou baixas, e eu não sou nem um pouco cético, mas gosto realmente de desvendar mistérios e ir a fundo em investigações. Isso não vem ao caso, podemos falar de Astrologia em outra ocasião.
O ceticismo é geralmente associado ao agnosticismo ou ateísmo e surgiram muitas definições para se adequar aos mais diferentes grupos. Vamos analisar algumas delas:

  • Agnosticismo estrito - a ideia de que a compreensão ou conhecimento sobre deuses ou o sobrenatural se encontra totalmente fora das possibilidades humanas e que jamais tal será possível. Um Agnóstico Estrito diria "Eu não sei e você também não".
  • Agnosticismo empírico — A ideia de que a compreensão e conhecimento do divino ou sobrenatural não é até ao momento possível mas que se aparecerem novas evidências e provas sobre o assunto tal é uma possibilidade. Um agnóstico empírico diria "Eu não sei. Você sabe?".
  • Agnosticismo apático - a ideia de que, apesar da impossibilidade de provar a existência ou inexistência de deuses ou do sobrenatural, estes a existir não teriam qualquer influência negativa ou positiva na vida das pessoas, na Terra ou no Universo em geral. Um agnóstico Apático diria "Eu não sei, mas também para que é que isso interessa?".
  • Ignosticismo - embora se questione a compatibilidade deste grupo com o agnosticismo ou ateísmo há quem o considere como um grupo agnóstico. Esse grupo baseia-se no fato de que primeiramente é preciso definir Deus, para apenas posteriormente discutir sua existência. Para cada definição de Deus, pode haver uma discussão diferente e diferentes grupos de ateus, teístas e agnósticos referentes àquela definição particular. Um ignóstico diria "Não sei. O que considera "Deus"?".
  • Agnosticismo modelar — A ideia de que questões metafísicas e filosóficas não podem ser verificadas nem validadas, mas que um modelo maleável pode ser criado com base no pensamento racional. Esta vertente agnóstica não se dedica à questão da existência ou não de divindades. Um agnóstico modelar diria "Eu não sei. Mas podemos criar um".
Há também o ateísmo forte, que afirma e milita a favor da não existência de Deus, em contraste com o ateísmo cético, que apenas se abstém de afirmar que deuses existem.

O Além do Físico tem um campo muito abrangente de conhecimentos e crenças, mas vamos generalizar que ele parte do pressuposto da existência de Deuses, Deusas, seres multidimensionais, realidades sutis e a capacidade do ser humano em manipular energias não-físicas e atualmente desconhecidas da Ciência para realizar mudanças nos plano físico e nos sutis, ou seja, a capacidade de operar com Magia.
Um mago ou ocultista é quase sempre um cético que decidiu procurar por si mesmo a Verdade, e a primeiro momento, não estabele crenças. Na realidade, ninguém precisar crer em algo para que isso seja real. Isto está lá e existe, independente de qualquer coisa. Mas o caminho mágico, alquímico ou hermético oferece um sistema metódico de treinamento físico e espiritual que possibilita ao praticante descobrir as realidades não-físicas por si mesmo, com os seus sentidos físicos e não-físicos. Há sistemas de treinamento que não utilizam sequer a visualização criativa, para não induzir o candidato à "falsas" visões.
Estes são os famosos Mistérios Iniciáticos e são denominados assim não porque são secretos e não devem ser ditos, mas porque não têm como ser ditos em nossa linguagem limitada e por isso precisam ser experimentados.

A verdadeira Iniciação desperta o candidato aos Mistérios e lhe dá chaves para compreendê-los e acessá-los e nenhuma crença é necessária para que isso funcione. Um Iniciado sabe que Deuses podem ser tanto seres divinos, sobrenaturais e regentes das forças da natureza quanto arquétipos do inconsciente coletivo. Essas visões não se contradizem, mas também não são completas. Servem a seus propósitos, limitadamente, dentro de determinado campo de atuação.
No Antigo Egito, os candidatos à Iniciação eram induzidos à uma viagem astral para que conhecessem a imortalidade do espírito e não temessem a morte. Hoje, este conhecimento está a disposição de qualquer um que se proponha a testar as técnicas com rigor e disciplina.
Já na Bruxaria, os Mistérios também são essenciais na sua liturgia, mas espera-se dos Iniciados que venerem e respeitem os deuses de sua Tradição, não como arquétipos, mas como seres reais e poderosos com os quais podemos estabelecer contato direto através de estados alterados de consciência. Este é apenas um modo de se contatar as forças universais, e dentro de seus limites, é completamente verdadeiro e eficaz.

Mas o que há em comum entre magos, bruxos e ocultistas é que eles são Iniciados e conhecem as Verdades. Elas não estão imutavelmente registradas em livros sagrados, embora constantemente sejam expostas através de metáforas e parabólas, elas não são dogmas e não precisam ser aceitas como um sistema de crenças. Elas existem, sempre existiram e continuarão a existir - muitas vezes como Paradoxos, aparentes contradições, mas isto apenas quando tentamos definir conceitos e realidades que fogem à lógica cartesiana. Acho interessante citar o Princípio da Incerteza de Heisenberg, famoso por dizer que não é possível determinar simultaneamente com a mesma precisão a velocidade e a posição de um elétron de determinado átomo. Assim também são as Verdades expressas através de Paradoxos.
Assim sendo, na maioria das vezes não temos o interesse ou razão para discutir com ateus, agnósticos ou céticos. Não fazemos proselitismo e não precisamos provar nada pra ninguém para que nossas práticas sejam verdadeiras. Simplesmente respeitamos opiniões divergentes.

O Além do Físico oferece dois sistemas de treinamento que possibilitam qualquer pessoa a operar com magia. O conhecimento não é mais elitizado e a Iniciação ocorre de dentro para fora. Diz-se que quando o discípulo está pronto, o mestre aparece. E isso é verdade, pode acontecer com o surgimento de um Iniciador físico ou com o despertar do próprio Sagrado Anjo Guardião ou Self Superior. Mas nada acontece num passe de mágica...


Olá, pessoal! Desculpem-me pela falta de postagens e atualizações, irei explicar o que está acontecendo agora.

Estou passando por muitas mudanças na minha vida, passei nos vestibulares que prestei para Química Bacharelado (USP, Unicamp e UFSCar - optei por USP) e estive envolvido com provas, papelada, trotes, viagens... além disso, e em consequência disso, tenho me distanciado um pouco da Bruxaria e me concentrado mais na Apometria, no meu trabalho mediúnico. Não pretendo abandonar nenhuma das duas, mas estarei adaptando minhas práticas de acordo com a nova rotina que devo iniciar a partir de março.
Em relação ao blog, pretendo não abandoná-lo, mas a frequência das atualizações provavelmente será menor. Desabilitei a opção de comentar como anônimo e os comentários deverão ser aprovados antes de serem publicados, para que quem realmente queira fazer alguma pergunta, crítica ou explanação não precise ficar lendo comentários ridículos de quem não tem respeito pelos outros. Continuo a monitorar os emails recebidos através do link de Contato (no canto direito superior da página), que é o meio mais eficiente para requisitar minha ajuda ou opinião. Lembrando que o email do remetente deve ser um endereço válido, pois muitos colocam qualquer coisa e ficam sem resposta depois. A encomenda de mapas astrais e sinastrias também continua.
Estou pensando na possibilidade de abrir vagas para colaboradores, visando manter a frequência de atualização das postagens. Se alguém se interessar, fale comigo através do link de Contato e acertaremos detalhes.
Para visitantes novos, esclareço que o conteúdo postado aqui é de minha autoria (identificados pela tag "Meus textos") ou trechos transcritos de livros confiáveis com comentários meus, com apresentação da bibliografia. Se precisar transcrever algum texto meu, por favor me notifique antes e coloque a fonte e um link de redirecionamento para o original.
Quero também agradecer aos leitores fiéis que estão sempre mandando dúvidas, sugestões de postagens e recomendando o blog. Graças a vocês, os números do Além do Físico continuam subindo e estamos com uma média de 400 visitas por dia!
E por último, o que se ensina aqui é sério. Magia, Bruxaria, Ocultismo e Hermetismo não precisam de proselitismo ou de provas de sua eficiência. São Caminhos para poucos e podem ser testados pelos céticos corajosos ou pelos Renascidos (aqueles que já trilharam essas trilhas antes), e estes poderão atestar os seus resultados. Consequências existem para todos os atos, e para atos mágicos e conscientes, elas são muito mais intensas!
Abençoados sejam Os Que Buscam!

Os Registros Akáshicos



Segundo os Ensinamentos Misteriosos, a Esfera Magnética da Terra (também conhecida como éter contido) é um campo energético contendo os padrões de todos os atos, pensamentos e fatos do passado. Esse campo é conhecido na terminologia ocultista como o MANTO ÓDICO. O material que compõe esse material etéreo é conhecido como Akasha, e os padrões nele contidos são chamados de Biblioteca Akáshica. Diz-se que esse plano pode ser acessado através das habilidades psíquicas, viagens astrais ou estados de transe, e é a fonte do que alguns chamam de material canalizado. Os ocultistas buscam ligar-se mentalmente a essa dimensão para obter o conhecimento preservado e contido nos padrões de energia. 

Segundo uma velha crença Wiccana, um Bruxo pode "compreender a voz do vento". Esse dogma surgiu publicamente pela primeira vez em "Aradia, o Evangelho das Bruxas", de Charles Leland. Ele fornece uma lista dos poderes associados aos bruxos italianos que seguem os ensinamentos de Aradia. Compreender a "voz do vento" significa estar em harmonia com as vibrações das correntes akáshicas. Através dessa sintonia, podemos obter o conhecimento "levado pelo vento" e relembrar coisas dadas como perdidas no passado. Aradia dizia que uma pessoa deve participar da Roda do Ano, observando cada Treguenda (Sabbat) para unir-se às forças da Natureza.

Os registros Akáshicos são mais facilmente acessados ao nascer do sol. O portal elemental de Akasha (ver exercício) é geralmente empregado como portal mental para essa dimensão. As técnicas empregadas pelo Ocultismo Ocidental para ganhar acesso aos planos foram introduzidas publicamente pela Golden Dawn. Se desejar, o leitor pode utilizar-se das técnicas do portal elemental contidas no Apêndice. Quando estiver tentando canalizar a partir dos registros Akáshicos, deve utilizar o portal de Akasha e mentalmente buscar um cenário de uma biblioteca num templo.

Portais Elementais

A proposta desta técnica é criar portais ou passagens através das quais o praticante possa mentalmente explorar outros planos. A técnica aqui utilizada baseia-se nas práticas da Golden Dawn. Coloque o símbolo adequado num quadro ou pinte-o com aquarela num espelho grande (ver ilustrações). Ao lado, coloque uma grande cartolina branca (ou algo semelhante).  

Prithivi (Terra), Vayu (Ar), Tejas (Fogo), Akasha (Espírito)
As cores devem ser as mais reais possíveis, de modo ideal sendo fortes e brilhantes. Um vermelho fogoso é adequado ao triângulo, azul celeste para o círculo, amarelo-claro para o quadrado, prata para a cres­cente e um preto profundo para o oval.
Sente-se confortavelmente em frente ao símbolo selecionado com um olhar fixo deliberado até que perceba uma tênue névoa ou halo ao redor do símbolo. Nesse ponto, desvie seu olhar para a cartolina branca. Em alguns segundos, urna ilusão da cor complementar surgirá contra o fundo branco. Feche os olhos e mentalmente visualize o símbolo como uma passagem pela qual possa caminhar. É importante fazer mental­mente o símbolo grande para que você possa passar por ele, ou então visualizar-se como pequeno o suficiente para passar pelo desenho do símbolo.
Passe mentalmente através do portal. Se tiver qualquer dificuldade, tente sentir fisicamente o elemento representado e em seguida tente atravessar o portal. Uma vez passado, atente para a cena. Mentalmente afirme que o portal ficou para trás e não perca o sentido de onde ele está em relação a você. Você estará relativamente seguro durante esse tipo de exercício, e explora mentalmente a dimensão onde sua consciência ingressou. O principal ponto deste exercício é treinar sua mente em experiências de outros mundos. Também o põe em contato direto com os quatro elementos e seus relativos elementais. Com o tempo, a for­mação dessa relação irá auxiliá-lo no desenvolvimento de seus poderes mágicos.
Quando chegar o momento de retornar, atravesse mentalmente o portal. Após isso, concentre-se na sensação de seu corpo sentado na cadeira (ou onde quer que o tenha deixado). Estique-se, toque as super­fícies com suas mãos. Em outras palavras, permita que seus sentidos físi­cos confirmem que você está realmente de volta à dimensão material. Abra seus olhos e guarde os símbolos. Experimente os outros portais em uma outra noite, e somente trabalhe durante a fase crescente da lua (até que se sinta proficiente no exercício).
 FONTE: Os Mistérios Wiccanos, Raven Grimassi.
* Pessoal, desculpe pela irregularidade nas postagens. Estou numa correria esse mês por causa de vestibulares.  

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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