Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

Pesquisar







A Era Simbólica – Pré-Babilônica

Como era de se esperar, essa lembrança foi progressivamente nublada, devido às sucessivas reencarnações e à necessidade de envolvimento na vida social mundana.

Além disso, podemos deduzir que, aumentando, ao longo do tempo, a quantidade de seres encarnados, cresce em igual proporção o volume de matéria mental exalada por inteligências habitantes das duas dimensões da vida.

Com os espíritos imigrantes já adaptados ao ambiente do planeta Terra, dá-se maior número de reencarnações, e assim a egrégora ou atmosfera psíquica do planeta vai-se tornando cada vez mais densa e pesada, o que é acarretado pela ação dos pensamentos desgovernados, revoltados ou viciosos. Desse modo, os fluidos terrenos passam a responder com maior dificuldade à ação exclusivamente mental de seus habitantes.

Em resumo, são dois aspectos centrais. De um lado, a perda progressiva da memória espiritual dos degredados, bem como do acesso ao conhecimento superior, o que restringe a eficácia dos magos. De outro, o adensamento das vibrações e do próprio panorama astral, provocado pelo aumento do contingente populacional de baixa condição moral, o qual plasma, em derredor, realidade condizente com seu atraso evolutivo.

Perdendo o conhecimento superior devido ao fato de ficarem naturalmente absorvidos nas questões de sobrevivência, os poucos iniciados retiraram-se para os templos antigos, isolando-se em colégios fechados.

Esse movimento se deu nos planos corpóreo e extracorpóreo; neste último, a conspiração de seres do astral formou diversas confrarias, cada qual sob o comando de algum mago que se mostrasse mais apto à condução dos demais.

A partir de então, em ambas as dimensões, tanto os magos brancos quanto aqueles que se identificavam com os elementos de discórdia, no plano astral, viram-se compelidos a associar o poder do pensamento às simbologias. Tal ferramenta foi a solução encontrada para que os novos iniciados compreendessem e empregassem os conceitos da magia. Na fase que se seguiu, o conhecimento foi-se tornando ainda mais escasso, mesclando-se às simbologias elaboradas com o nítido objetivo de fornecer muletas psíquicas aos iniciados.

A Era Fetichista – Babilônios e Caldeus

Segundo os registros do mundo espiritual, os colégios iniciáticos da Babilônia, dos caldeus e de outros povos contemporâneos
a eles, corresponde a um período ainda posterior à fase simbólica, à qual nos referimos há instantes. No ápice destas sociedades, os sacerdotes utilizavam elementos materiais e rituais não apenas como símbolos, mas também como condensadores de vibrações.

Tais artefatos serviam então para substituir ou suplantar o poder mental perdido e aglutiná-lo, com o auxílio externo, de forma a atender aos fins propostos. Já que não conseguiam usar a força mental pura, ante a complexidade dos pensamentos e formas-pensamento que se multiplicavam no plano astral, elaboravam condensadores de energia mental, tais como amuletos, altares e outros objetos magísticos, sempre com uma única finalidade: acumular a força mental.


Os magos da Babilônia e da Caldéia, os sábios da Pérsia, as pitonisas da Grécia — sem exceção, todos empregavam os elementos simbólicos e concretos não como artifícios exóticos e, em essência, dispensáveis, mas como instrumentos para proceder à condensação de energia, que mais tarde poderia ser aplicada conforme desejassem.

Vejam, por exemplo, o caso da arca da aliança dos israelitas, que funcionava como importante acumulador de energias, copiada por Moisés do modelo encontrado por ele nos templos egípcios, em sua peregrinação como iniciado em Heliópolis e Karnak.

Essa é a fase fetichista da história, em que os apetrechos materiais, de meros símbolos, convertem-se em elementos centrais, adquirindo status fundamental no exercício da magia, sobrepujando-se até sobre o ensino de natureza propriamente espiritual.

É a expressão material do culto ganhando destaque, em detrimento do essencial: a sabedoria imponderável, que sempre norteou, em solo terreno, todos os fundadores de escolas que professam algum princípio superior. Alguém identifica qualquer semelhança com a história do cristianismo e todas as grandes revelações que a humanidade conheceu?

Magia Negra e Feitiçaria – Idade Média

A compreensão do ser humano e da realidade que cria em torno de si é rica e elaborada, inclusive no que se refere às questões mais simples do seu cotidiano. Imagine quando levamos em conta seus dilemas e os conceitos esdrúxulos que advém de experiências dramáticas, vivenciadas nos dois planos de existência.

Sendo assim, no que concerne à fase fetichista e ao que falamos sobre esse estágio de aprendizado, é possível notar que os espíritos consorciados aos magos negros, já naquela época bastante distantes do conhecimento iniciático, efetivamente introduziram sacrifícios humanos e de animais em suas práticas.

Visavam não apenas à condensação da força mental, mas também formavam campos magnéticos de baixíssima frequência, desprezando por completo o ensino espiritual, davam início à magia negra mais primitiva e vulgar, que descambaria de vez, mais tarde, na chamada feitiçaria. Nesse conluio com as entidades das trevas, homens e espíritos desavisados se transformaram em instrumentos das forças do abismo.
É um período que, cronologicamente, encontra seu ápice na Idade Média; felizmente, logo depois, é suplantado por ideias mais humanas e sadias, muito embora os efeitos de conchavos do gênero ainda perdurem nos dias atuais, em processos obsessivos gravíssimos.

A partir de determinado momento da historia, na modernidade, renasce no interior dos templos, lojas e colegiados a sabedoria das leis da magia clássica e da alta magia. Inspirados pelo Alto, Eliphas Levi, Papus e outros nomes dessa importante escola representam o advento de novos conhecimentos para os estudiosos no plano físico.

A magia então retorna a um estágio de transição, menos degradado, situado entre as fases simbolista e fetichista. Perde, pelos menos entre os humanos encarnados, o selo de negrume que por tanto tempo marcou o estudo das leis do ocultismo.

FONTE: Magos Negros, Robson Pinheiro

 

0 comentários:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Advertência

O uso das técnicas, rituais e conhecimentos adquiridos no Além do Físico é de responsabilidade única e exclusivamente sua, caro leitor. Não me responsabilizo, em nenhum nível, pela má utilização de tais ferramentas mágicas e espirituais.

Quem sou eu

Minha foto
Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

Postagens populares

Seguidores

Visitas

Qual a sua relação com o Mundo Não-Físico?

Google Analytics Alternative