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Egrégora (do grego egrêgorein, Velar, vigiar), é como se denomina a entidade criada a partir do coletivo pertencente a uma assembléia, ou seja, é um campo de energia criado no Plano Astral a partir da energia emitida por um grupo de pessoas através dos seus padrões mentais e emocionais.                                                                                                           (Wikipedia)
Em outras palavras, egrégora é também o conjunto de formas-pensamento de teor comum, agrupadas sob uma forma mais ou menos definida.
No Plano Mental, egrégoras e formas-pensamento têm existência objetiva, tanto quanto os objetos sólidos têm para nós no Plano Físico. Elas obedecem a um conjunto de leis e influenciam todos os planos, acima ou abaixo, por atração de semelhantes. Uma forma-pensamento moldada com a aparência de um deus, conecta-se à egrégora universal daquele deus no Plano Espiritual por correspondência e "cristaliza-se" nos Planos Astral e Etérico pela devoção/imaginação/emoção de seus criadores e pode provocar verdadeiros milagres. É o que acontece em organizações religiosas, que têm todos os elementos necessários para a ocorrência desse fenômeno:

- Regularidade dos encontros/cerimônias/rituais
- Estado de consciência alterado dos membros devido à ritualística, cânticos, hinos, danças, etc.
- A emoção religiosa
- A representação gráfica das divindades, com séculos ou milênios de idade, como suporte para a visualização, etc.

Convém fazer uma pequena distinção entre dois termos esotéricos: alma-grupo e egrégora. A alma-grupo é a forma mental coletiva de um grupo que se reúne por iniciativa própria para estudar, celebrar ritos, meditar, etc. Ela é criada então de fora para dentro, do Plano Físico para o Plano Astral-Mental e pode não ter objetivos necessariamente espirituais.
A egrégora é uma forma mental que têm Mentores e Seres Extrafísicos na sua direção, e são eles que selecionam as pessoas com relações kármicas e espirituais com o objetivo da congregação para tomar a sua forma física, ou seja, a egrégora forma-se de dentro para fora, dos Planos Astral-Mental para o Físico. A longo prazo, a alma-grupo pode tornar-se uma egrégora. Por exemplo, na Bruxaria, Coven é uma egrégora, Círculo é uma alma-grupo.

Ao longo de nossas vidas, conectamo-nos com várias egrégoras, almas-grupos e correntes de formas-pensamento. E isso pode ocorrer de forma harmônica ou não, gerando choque de egrégoras e o que eu chamo de "Síndrome de Desastres provocado pelas Egrégoras Dominantes".
Quando um indivíduo interessa-se pelo Oculto ou Estudos Espirituais, aparece como um alvo brilhante na mira das Egrégoras Dominantes, que não desejam o seu progresso espiritual. É estranho falar assim, como se as egrégoras fossem entidades conscientes, mas de certa forma o são, e seguem um instinto de preservação - sempre reunir mais pessoas para alimentarem a sua forma mental e desestimular a criação de outras egrégoras que poderiam causar a sua destruição.
Quando falo de Egrégoras Dominantes, refiro-me àquelas das grandes religiões institucionalizadas, principalmente o Cristianismo em suas formas exotéricas, como o Catolicismo e o Protestantismo (Igrejas Evangélicas). Nas Ordens thelemitas, essas religiões são dadas como mortas, pois pertencem ao Aeon (era) passado e seus líderes espirituais estão em outros níveis de consciência cósmica e por isso não podem mais atingir o seu verdadeiro objetivo de "religare". Os thelemitas são orientados a desligar-se dessas egrégoras e banir ativamente a sua influência de suas vidas. No livro "Ataque e Defesa Astral", de Marcelo Motta, ele ensina um pequeno ritual de banimento:
O gesto consiste em mover um dos braços em arco diagonalmente em frente do corpo e para trás, desviando ao mesmo tempo a vista e dizendo claramente, mesmo se em voz baixa, as palavras: Apo pantos kakodaimonos, que em grego significam “Para trás de mim todos os espíritos de discórdia”. O mesmo gesto e as mesmas palavras devem ser feito e pronunciadas ao entrar em qualquer edificação em que essas religiões são celebradas, ou que contenham habitualmente membros dos seus cleros.
Alguém duvida desse choque de egrégoras? Voldemort contra Harry Potter
Mas o mesmo não acontece com a pessoa ingênua e comum, que começa a ler livros de Ocultismo e Magia, a praticar técnicas meditativas e de expansão da consciência, mas continua frequentando as reuniões de sua religião original. Logo começam os problemas: brigas com parentes e familiares pelo seu interesse em "satanismo", coincidências e desastres que a levam pensar que Magia é realmente maléfica, sonhos estranhos, mal estar quando vai meditar ou ler uma obra esotérica, e se apesar de tudo, ela ainda persistir nos seus estudos ocultos, pode começar uma verdadeira vampirização por entidades astrais pertencentes à Egrégora Dominante.
Para evitar isso convém ser Iniciado em uma Ordem, ou pertencer a um grupo de estudos, pois eles propiciarão uma egrégora protetora em torno de seus membros. Na realidade, esta é a função principal de uma Ordem, pois embora seja difícil, é possível encontrar os materiais e técnicas para estudar e praticar Magia sozinho.


Em outros casos, há apenas os choques entre egrégoras opostas, mesmo que não haja nenhum envolvimento com o Oculto. Mesmo ideologias contrárias produzem esse efeito entre seus membros, como por exemplo na política, entre defensores do socialismo e defensores do capitalismo.
Como fazemos parte de várias egrégoras e almas-grupos, inevitavelmente ocorrerão estes choques. Para evitá-los, devemos estabelecer um tempo e horário especialmente dedicado para cada uma, e então encerrar formalmente a sua participação nela. Por exemplo, toda reunião deve ter um início e um fim bem estabelecidos. Então saímos do local e conscientemente nos desligamos daquela influência - até que chegue o momento do novo encontro. A maioria das pessoas não consegue fazer isso, levando problemas de trabalho para casa, discussão de futebol para a cerimônia religiosa, etc.
Em Ordens de Magia, covens e outras organizações esotéricas, a ligação e o desligamento dos membros com a egrégora é parte essencial do processo. Utiliza-se de artifícios que estabelecem na mente de todos a ação ritual, como por exemplo através do uso de roupas e acessórios ritualísticos, o uso de velas, a concentração no início, a execução do trabalho ou liberação de poder no auge do ritual e o aterramento no final. Desse modo é possível frequentar várias ordens, grupos ou reuniões sem que as energias de cada uma entrem em conflito na vida cotidiana.

Hudson

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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