Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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Retomando o post anterior, agora vamos passar para a parte prática.

Feitiço onírico

Para realizá-lo, você só precisará escrever o feitiço em um papel, ou seja, a sua declaração de intenção. É importante que ela contenha uma invocação aos deuses, o seu objetivo - expresso em frases claras e objetivas no tempo presente (ao invés de "Eu irei bem na prova", escreva "Eu vou bem na prova de Matemática amanhã", por exemplo) e uma frase final como: "Este pedido eu envio para o reino dos sonhos". 
Além disso, você precisa sintetizar o seu desejo em poucas palavras para criar um mantra que será repetido durante o feitiço.
Coloque o papel com a declaração de intenção ao lado da cama e preferencialmente, espere até o momento de quietude psíquica para começar. Você pode ficar acordado até lá, ou programar o despertador por volta das 4 da manhã. Você provavelmente já estará com sono e em estado alterado de consciência, mas se precisar reforçá-lo, faça a técnica da Contagem Regressiva de Cristal ou semelhante para entrar em alfa.
À luz de um abajur ou de velas, pegue o papel e leia o seu feitiço em voz alta. Ouvir a sua voz causará um impacto no seu subconsciente, mais do que falar mentalmente apenas.
Apague a luz e deite-se de forma connfortável. Com os olhos ainda abertos, visualize uma esfera prateada do tamanho de uma bola de golfe aninhada na sua garganta. Saiba que está lá e sinta o seu pulsar quente e penetrante. Pronuncie o seu mantra em voz alta uma vez e feche os olhos. Continue a repetí-lo mentalmente, enquanto se concentra na esfera prateada.
Agora preste atenção, nesse momento em que sua consciência está quase caindo no sono, você precisa se concentrar em ver imagens dentro da esfera relacionadas com o seu feitiço, como se ela fosse uma bola de cristal. Veja o seu desejo já realizado, veja a si mesmo conseguindo o que quer.
Continue a repetir o mantra e a imaginar a esfera na garganta. Não deixe que as imagens fujam do seu objetivo. Quando estiver no limite entre o sono e a consciência e já tiver atingido um bom estado de concentração e visualização, veja a esfera de luz saindo de sua garganta e entrando no cenário do sonho que você programou.
Nesse momento, você pode entrar em um sonho lúcido e ter consciência de todas as suas ações rumo à concretização de seu objetivo ou pode simplesmente dormir, mas saiba que a forma-pensamento foi lançada e seu feitiço onírico foi ativado.

A segunda técnica, a incubação de sonhos, é bem semelhante e usa praticamente o mesmo princípio. Através dela você pode dormir com uma pergunta e sonhar com a resposta, comungar com os deuses em templos antigos, vislumbrar o futuro...

Incubadora de Sonhos

Prepare o alarme para tocar três horas depois que for dormir. Deite-se na cama com as luzes apagadas e diga:
Senhor e Senhora da Noite, emprestem a mim sua sabedoria esta noite. Aos invisíveis, peço que sua presença transpareça pelo véu do sono.
(Insira aqui um mantra especial. Pode ser um pedido do tipo: "Re­velem a mim...", ou peça que os deuses estejam com você, dizendo:"Estejam comigo esta noite na forma de avatares").

Faça o relaxamento profundo de olhos abertos. Comece a alcan­çar a quietude interior.
Ainda com os olhos abertos, comece a imaginar uma pequena esfera prateada aninhada na sua garganta, assim como no feitiço do sonho. Saiba que a esfera está lá, sinta-a.
Repita o mantra em voz alta (novamente na forma de uma per­gunta ou de um pedido para que os deuses estejam com você). Feche os olhos, concentre-se em ver a esfera prateada com maior clareza.
Refaça o mantra mentalmente, continue a se concentrar na visualização da esfera. Mas não tente ver imagens dentro da esfera; apenas concentre-se nela por três ou quatro minutos, sempre repetin­do o mantra.
Antes de se sentir passando para as ondas alfas de menor fre­quência, as hipnagógicas, libere uma pequena quantidade de energia emocional, repita o mantra em silêncio uma vez mais e veja a esfera prateada se dissolvendo e espalhando sua luz pelo seu corpo. Tente não pensar em nada nessa hora e aguarde o sono.
O sonho incubado virá. E você se lembrará dessa experiência mística, desse cenário onírico, na hora em que o alarme tocar. É uma boa ideia deixar caneta e papel à mão para documentar essa visão noturna.
FONTE CONSULTADA: Bruxaria Noturna - Konstantinos, Madras.

Recebo muitos pedidos, tanto virtuais quanto de amigos, para que eu ajude a interpretar os seus sonhos. Eu até dou a minha opinião, mas digo que é o simbolismo que eu vejo naquele contexto, e pode não fazer nenhum sentido para o sonhador. Assim como os manuais de interpretação de sonhos de bancas de revistas só podem registrar apenas uma interpretação, quando existem várias.
A interpretação de sonhos surgiu com Freud, pai da psicanálise. Toda a sua teoria era embasada na teoria de que qualquer impulso psíquico da mente humana é propelido pela libido, o desejo sexual. Então, qualquer objeto, animal ou forma alongada era para ele um símbolo fálico, e o contexto do sonho revelaria um desejo sexual reprimido. Seu parceito, Carl Jung, mais tarde acrescentou o conceito de Inconsciente Coletivo - um registro psíquico de imagens, símbolos e arquétipos compartilhado por toda a humanidade. Com isso ele ampliou muito o leque de interpretação de experiências oníricas. Mas nenhum psiquiatra ou psicólogo nunca adentrou tão profundamente o mundo dos sonhos quanto os ocultistas, bruxos, magos e xamãs.


Os sonhos certamente constituíram um grande mistério para os seres humanos pré-históricos, mas na Antiguidade já era um tema muito abordado e inclusive dominado por algumas culturas. Os monges tibetanos e os senois da Malásia interagiam ativamente com as formas astrais que apareciam em seus sonhos e os primeiros criaram manuais de instrução para isso. Na Mesopotâmia foi criada uma das técnicas de que falaremos aqui: a incubação de sonhos. Ela foi largamente utilizada no Mundo Antigo, principalmente na Grécia. Consistia em criar um sonho pela Vontade e "forcá-lo" a se manifestar na realidade física. Além disso, havia também a Oniromancia - técnica de adivinhação pelos sonhos, em que os sonhadores geralmente pediam por alguma revelação ou conselho através dos sonhos, e os Deuses prontamente atendiam, é claro. Outros tempos...

O melhor horário para se praticar qualquer meditação e principalmente operação mágica com sonhos é o período da madrugada que vai mais ou menos das 3 às 5 da manhã, e é conhecido como "hora da quietude psíquica". É quando as formas-pensamentos que inundaram o plano astral e mental durante o dia (pela grande atividade mental das pessoas) já foram dissolvidas e o adepto tem mais facilidade para alcançar esses planos.

Para a prática das técnicas oníricas é preciso alcançar o chamado estado hipnagógico. Ele ocorre quando estamos passando do estado desperto (ondas cerebrais Beta), para o estado de sono (ondas Theta). Entre uma e outra, há o estado Alfa, e adivinha só, você já o conhece muito bem! É o estado de transe que os bruxos tanto treinam e que você já devia dominar. Nesse estado vão surgir na tela mental imagens muito vívidas e geralmente caóticas, e que causam aqueles "pulos" quando estamos caindo no sono.
O segredo é estar consciente desse estado e manipulá-lo ao seu favor.

Antes de passar para a parte prática, que virá no próximo post, só preciso distinguir os tipos de sonhos.
A maioria dos sonhos comuns são apenas resultado do mecanismo de limpeza e assimilação de conteúdo que o cérebro faz todas as noites. Por isso há aquela confusão de imagens e situações que não fazem nenhum sentido - é a ordem de prioridade que o cérebro monta de todas as informações recebidas durante o dia.
O outro tipo de sonho é o que merece realmente ser analisado. É aquele que advém de experiências reais no Astral, mas do qual temos uma lembrança extremamente simbólica e também confusa. Podemos nos lembrar de ter visitado lugares a que nunca fomos, de conversar com pessoas que não conhecemos e experimentar uma série de coisas que nunca poderíamos imaginar serem possíveis. Às vezes essas experiências trazem pequenas profecias ou avisos para algum conhecido, mensagens dos Deuses ou de entes queridos.
A evolução deste tipo de sonho é quando atingimos a lucidez onírica... mas isso é assunto do próximo post. Enquanto isso, quem ainda não treinou o estado de transe ou de alfa, confira o exercício 6 da seção Treinamento Mágico Completo e o post Técnica do Transe. Até mais!

Hudson

Drogas na Magia Cerimonial

É bem sabido que há várias drogas que podem ser utilizadas para exaltar a consciência e induzir um psiquismo temporário. Mas talvez não se saiba que muitas dessas substâncias estão sujeitas ao controle das autoridades e que obtê-las de fontes irregulares, ou mesmo ter a posse delas para fins ilegítimos, constitui crime sujeito a prisão, e nesse caso também as autoridades estão alertas e os magistrados costumam ser extremamente drásticos.
Todos os iniciados do Caminho da Mão Direita concordam em que exaltar a consciência por meio de drogas é um procedimento perigoso e indesejável. Existem pesquisadores que por razões legítimas desejam empreender uma experiência, mas não posso conceber qualquer razão legítima para introduzir um neófito no hábito das drogas. Em todo caso, se tais experiências são tentadas, elas deveriam ser conduzidas sob a supervisão de um médico qualificado, que estaria em condições de prevenir a catástrofe ou de lidar com ela no caso de sua ocorrência. As drogas que alteram a consciência afetam também o coração, e o coração nem sempre é como deveria ser. Além disso, a composição das drogas raras não está padronizada e varia bastante; elas podem conter várias impurezas, e as amostras podem tornar-se anormalmente tóxicas. O aborrecimento de termos sob as mãos um cadáver inesperado e inexplicável só é superado pelo desgosto de tornarmo-nos nós mesmos o cadáver, e uma dessas eventualidades pode ocorrer quando as pessoas começam a fazer experiências com drogas que "afrouxam os laços da mente".

Drogas na Bruxaria Antiga

Poções, ungüentos e fumigações foram utilizados amplamente, e entre todos os ingredientes misteriosos e extraordinários de que eram compostos podemos redescobrir as substâncias que, como sabemos, têm amplos poderes medicinais. A papoula, que produz sono e sonhos, o cânhamo, que produz visões, a datura, que causa a perda da memória, grãos empestados, que produzem o aborto, insetos, que são poderosíssimos afrodisíacos, cascas de árvores, que são eficazes anafrodisíacos, e, no Novo Mundo, os brotos de certos cactos - tudo isso, e muito mais, desempenhou seu papel nas infusões das bruxas. Paracelso obteve renome por utilizar algumas tradicionais poções mágicas para fins medicinais. Os Bórgia obtiveram infâmia por empregá-Ias como venenos sutis que destruíam a mente sem necessariamente destruir o corpo. Conta-se que o filósofo romano Lucrécio perdeu a sanidade devido a uma bebida mágica que sua mulher lhe deu para restaurar a sua afeição por ela. Existem antigas receitas de ungüentos de bruxas que contêm ópio e cantárida. Não é difícil imaginar que espécie de sonhos irromperiam no sono assim induzido. C. S. Ollivier, em seu recente livro Analysis af Magic and Witchcraft, opina que a assistência ao Sabbat era amiúde obtida através de sonhos induzidos por drogas.
Venenos sutis exercem também um papel na eficácia das maldições, sendo o método favorito fazer um talismã de bronze, cobre ou chumbo, e prendê-lo discretamente no fundo de um vaso de beber ou de uma panela. Que efeito tinha o talismã, eis um dado conjectural, mas não há dúvida pelo menos quanto ao efeito do chumbo, que se dissolve constantemente em pequenas quantidades, e do verdete nos alimentos.
 (Autodesefa Psíquica - Dion Fortune)

Disseram-me que nos velhos tempos as bruxas conheciam uma erva chamada Kat que, quando misturada com incenso, despertaria o olho interior, o subconsciente, mas se outra erva, Sumach, não fosse adicionada à mistura, esta não poderia ser usada por muito tempo, já que produziria alucinações. Se ambas fossem usadas corretamente, era possível sair do corpo. Infelizmente, elas não sabem que ervas eram essas; mas diz-se que crescem na Inglaterra. Dizem que, se respirar incenso com Kat, a mulher se torna mais bonita, de forma que é possível que seja um cânhamo selvagem. Os feiticeiros usavam algo com o mesmo propósito e sua mistura continha cânhamo e muitos outros ingredientes para amortecê-lo. Muitas raças primitivas usam drogas para conseguir a elevação do espírito: coca na América do Sul, mescalina no México e muitas outras substâncias. Elas têm um efeito variável no sistema nervoso, trazendo o que pode ser a abertura do olho interior ou mesmo alucinações. O álcool tem o efeito de aumentar a precognição, como prova a Sociedade de Pesquisa Psíquica.
(Bruxaria Hoje - Gerald Gardner)


Como puderam ver, a visão de Dion Fortune sobre o assunto é meio antiquada em relação ao uso das drogas na magia cerimonial e muito preconceituosa quando se trata de bruxaria. Na sua época (décadas de 20 e 30), a Bruxaria ainda era um culto marginal e realizado às escondidas, e ela própria era muito cristã. Seu desenvolvimento mágico foi muito rápido devido à lembrança de suas vidas passadas, e com elas, suas habilidades psíquicas. Por isso ela não deve ter recorrido à nenhuma substância suspeita para fazer eclodir os seus poderes. 
Algumas drogas, como as psicotrópicas, abrem os chakras e às vezes rompem permanentemente a tela etérica que os protege, outras promovem um desdobramento astral total ou parcial. As viagens e alucinações são resultado da inundação de impressões psíquicas caóticas que a pessoa recebe, o que pode ser muito perigoso, considerando a companhia e o local em que esteja, ou seja, de como é o ambiente astral em que se encontra. Outras substâncias, como os analgésicos e narcóticos, por outro lado, entorpecem os sentidos astrais, fechando os chakras e densificando os corpos sutis. Muitos praticantes de magia evitam ao máximo tomar qualquer medicamento mais forte que uma aspirina, para não terem as suas habilidades prejudicadas.
Hoje em dia, uma variedade de ervas e drogas ainda são utilizadas em alguns ramos de bruxaria e Ordens de Magia. Mas os problemas são cada vez maiores e seu uso vem diminuindo bastante : o envolvimento com o crime organizado, a perda da sabedoria dos Antigos, a falta da simbiose mágica do sacerdote com o espírito (númen) da planta e a inconsistência do treinamento de muitos praticantes, levando-os apenas à viagens perigosas e ilusórias. Note que eu não encorajo e muito menos dou instruções para o uso magístico de substâncias químicas, mesmo porque é um conhecimento praticamente inacessível para um praticante solitário como eu. Um magista responsável desenvolve suas habilidades por árduo esforço e treinamento, para não depender de nenhum fator externo. Consulte a nossa seção de exercícios de treinamento!


P.S.: A caixa de pesquisa agora funciona!

 Nesse post, selecionei alguns trechos do livro "Mãos de Luz", de Barbara Brennan, uma excepcional clarividente e curadora espiritual. Seu livro está disponível em nossa seção de Downloads. Aqui ela fala sobre os efeitos eminentemente observáveis das drogas sobre a aura. No próximo artigo, postarei sobre o uso das drogas na magia cerimonial e na bruxaria antiga.
Minha única observação em relação ao efeito das drogas na aura foi nessa semana. Três rapazes haviam acabado de fumar maconha e sentaram na minha frente, na sala de aula. O cheiro, é claro, era insuportável, mas a energia era pior. A aura tornou-se pegajosa e escorregadia, assumiu um tom de verde acizentado que vinha lentamente na minha direção (eu não vejo a aura com os olhos abertos, percebo-a com o a visão interior). Alguns dos chakras aparentemente giravam no sentido contrário, para sugar a energia alheia. Usei a energia do capim-cidreira para elevar a minha vibração e depois fiz uma limpeza geral no local e na aura de meus amigos, que também estavam próximos. O capim-cidreira é ótimo para abrir os chakras superiores e acelerar as vibrações do campo áurico, recomendo!

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Drogas como o LSD, a maconha, a cocaína e o álcool prejudicam as cores brilhantes e saudáveis da aura e criam o “muco etérico”, exatamente como faz a doença. A Figura E mostra o efeito da inalação de cocaína sobre a aura da pessoa. Todas as vezes que ela cheirava cocaína no sábado à noite, na sessão das
tardes de terça-feira apresentava uma porção de muco etérico cinzento, pegajoso, no lado direito do rosto e da cabeça, ao passo que o lado esquerdo continuava relativamente claro.
A Figura F mostra a aura de um homem que fez muitas viagens de LSD e ingeriu muito álcool. A aura é de um marrom esverdeado sujo. A mancha verde suja, que se movia lentamente para baixo e não era liberada, correlacionava-se com os seus sentimentos mistos, não-diferenciados e contidos, de raiva, inveja e dor. Se ele tivesse sido capaz de separar os sentimentos, compreender-lhes a essência, expressá-los e liberá-los, tenho a certeza de que a mancha se teria separado, em matizes mais brilhantes e mais claros, das cores correspondentes — vermelho, verde e cinza — e, em seguida, se afastado. Em virtude, porém, da quantidade de contaminação escura do campo, esse homem tem de levar a efeito uma limpeza enérgica e profunda a fim de remover o muco etérico antes de poder elevar seu nível de energia a uma altura bastante para clarear e mover seus sentimentos.


Um Peso “Aparente” na Aura

 A Figura G mostra um homem que também se entregara, durante anos, ao consumo de drogas, como o LSD e a maconha, com a resultante aura verde suja. O resíduo das experiências aparece no canto superior direito. A impressão de peso provém do fato de que ele sempre mantinha a cabeça num ângulo que parecia
equilibrar a forma, a qual permanecia na mesma posição semana após semana.
Quando lha mostrei, ele pôde vê-la. (Usou um espelho.) Para afastar a forma, teria também (além do que já foi mencionado) de renunciar às drogas e limpar o seu campo. Além do trabalho com o corpo, recomendei-lhe jejum e uma dieta de limpeza. Ele poderia então aumentar a força do campo de energia e dissipar o resíduo acumulado.

As drogas exercem grande influência na aura. Tenho visto formas escuras de energia no fígado, causadas por drogas ingeridas em várias moléstias anteriores. A hepatite deixa uma cor amarelo-laranja no fígado anos depois de estar a moléstia supostamente curada. Tenho visto o corante radiopaco, que se emprega no exame da espinha, injetado na coluna para diagnosticar ferimentos dez anos após a injeção, embora se suponha que ele tenha sido removido pelo corpo um ou dois meses depois. A quimioterapia atravanca todo o campo áurico, especialmente o ligado, com energia semelhante ao muco e coloração castanho-esverdeada. A terapêutica de radiação desgasta as camadas estruturadas do campo áurico como se fosse uma meia queimada de náilon. A cirurgia deixa cicatrizes na primeira camada do campo e, às vezes, em todo o percurso até a sétima camada. Essas cicatrizes, desfigurações e bloqueios só se curam quando se ajuda o corpo físico a curar-se: se a distorção for para a esquerda, o corpo físico se curará com maior dificuldade. Quando se remove um órgão, o órgão etérico correspondente ainda pode ser reconstruído e serve para
manter a harmonia nos corpos áuricos acima do corpo físico. Gosto de imaginar que, algum dia, com maior conhecimento do campo áurico e da bioquímica, seremos capazes de fazer órgãos removidos voltarem a crescer.

[Sobre um caso de tratamento em que uma droga mostrou-se excepcionalmente benéfica para o paciente]:
David se apresentou para a derradeira sessão parecendo muito diferente. Sua aura estava duas vezes mais brilhante e muito maior que de costume. Abrira-se o casulo. Perguntei-lhe o que lhe acontecera. Ele respondeu que tomara uma droga popularmente denominada êxtase, ou MDMA, droga sintética da classe da feniletilamína, síntese de metamfetamina e do safrole, durante o fim de semana. Depois de uma inspeção mais aturada, vi que o MDMA lhe abrira o lado esquerdo da glândula pineal. O muco proveniente do terceiro olho, ali colocado parcialmente por ele haver bebido e tomado LSD fora removido do lado direito. Havia ainda trabalho para se fazer, mas a mudança global registrada no campo de David era assombrosa.
Visto que os meus reparos haviam mostrado sempre que as drogas psicotrópicas exercem um efeito negativo sobre a aura, interroguei Heyoan nesse sentido. Disse ele: “Isso depende de quem a toma e da configuração do seu campo no momento de tomá-la. Como o sexto chakra de David estava bloqueado, e já lhe chegara o momento de trabalhar por abri-lo, a droga exerceu um efeito forte. Mas se a pessoa precisasse concentrar-se num chakra diferente, é muito provável que o efeito tivesse sido negativo.”

Um dos maiores problemas provocados pelo uso das drogas e da cirurgia são os tremendos efeitos colaterais que eles criam muito amiúde. As drogas são prescritas a partir do conhecimento do funcionamento do corpo físico, mas elas também contêm energias nas esferas superiores que, naturalmente, afetam os corpos superiores. Os efeitos dessas drogas sobre os corpos superiores não têm sido estudados diretamente
quando se testam as drogas para serem usadas. Ao contrário, só se percebem os efeitos das energias mais elevadas quando elas são finalmente lançadas no corpo físico. Tenho visto o pós-efeito das drogas persistir na aura durante períodos de até dez anos após a sua ingestão. Uma droga, por exemplo, usada antigamente para curar hepatite, passou a causar, cinco anos mais tarde, deficiências imunológicas. Um corante vermelho, colocado na coluna espinhal com finalidades exploratórias, passou a inibir a cura de nervos espinhais dez anos depois.
 

 Alguns de vocês devem ter assistido no Fantástico a nova série, Phantasmagoria. Nesse post, pretendo dar minha opinião quanto ao teor do programa no ponto de vista esotérico e esclarecer especialmente a questão dos fantasmas.

Logo de cara qualquer entusiasta espiritual se decepciona com a série e vê que ela não passa de um besteirol sensacionalista, mas com boa vontade continua a assistir. O modo como é tratado o sobrenatural corresponde à mentalidade superficial e tola dos americanos, com suas histórias de fantasmas urbanos e brincadeira do copo. Para nós brasileiros, que temos uma vivência espiritualista muito maior e influenciada pelas religiões como o Espiritismo, a Umbanda e o Candomblé, aquilo não passa de brincadeira sem graça e talvez, de mal gosto. Vamos analisar a questão de assombrações. Utilizarei-me como texto base trechos do livro de Dion Fortune - Autodefesa Psíquica, que estão em azul.

"Existem duas formas de "assombração" que cumpre considerar: uma, que se deve a uma alma desencarnada que interfere numa pessoa particular, e outra, que se deve às condições predominantes dum lugar particular e que afeta qualquer pessoa suficientemente sensível que nele se encontre. Exceto nos casos em que a influência é excepcionalmente forte, a pessoa insensível é imune. Para perceber uma "assombração", o indivíduo deve ser, como regra geral, ligeiramente sensitivo; é por essa razão que as crianças, os celtas e as raças de cor sofrem intensamente essas interferências, e o impassível tipo nórdico é comparativamente imune, e, numa extensão menor, o tipo latino alegre, materialista e cético."
Ou seja, para que a experiência do Fantástico funcione, deve realmente existir uma assombração e pelo menos um dos participantes precisa ser médium latente. No entanto, mesmo alguém sensível não vê fantasmas se não tem uma vidência plenamente desenvolvida. A vista de vultos é relativamente comum e frequente com muitas pessoas, mas depende de um estado de relaxamento e distração que fazem com que seu duplo-etérico tenha se expandido além dos limites de seu corpo, e dadas as condições do espírito, ela pudesse vê-lo momentaneamente. Mas logo que isso acontece, ela toma um susto, sofre uma descarga de adrenalina e seu duplo-etérico fica totalmente acoplado ao corpo, para possibilitar-lhe uma fuga ou reação. Durante o programa, os voluntários estão com medo, sob pressão e com todos os sentidos físicos alertas, diminuindo quase completamente as chances de contato com o astral.

"Não é fácil determinar se o distúrbio se deve apenas à atmosfera, ou se uma entidade apegada à terra complica a situação. Onde uma entidade está presente, ela será comumente vista, mais cedo ou mais tarde. Além disso, poderemos amiúde ouvi-la e senti-la. Este último sinal, contudo, não indica invariavelmente a presença de uma entidade organizada, pois sei de um caso em que uma sala que havia sido utilizada como loja de iniciação ritual foi posteriormente dividida em um escritório e dois quartos após a loja ter sido transferida para outro lugar, e os quartos ficaram praticamente inabitáveis devido ao barulho de estalidos, pancadas e golpes que se manifestavam à noite. Nesse caso, não havia razão alguma para se suspeitar da presença de qualquer entidade; pois os rituais não eram do tipo evocativo, nem era a influência má. Tratava-se simplesmente de força em estado de tensão. Era apenas barulho físico que causava o distúrbio,
como posso testemunhar, pois eu dormi, ou melhor, tentei dormir no local."
Pois bem, caso à manifestação se deva a uma entidade apegada à uma pessoa, ou seja, uma obsessão, os sintomas só serão sentidos por ela, ou por sensitivos de alto grau. A entidade vai acompanhar a pessoa e produzir os fenômenos aonde quer que ela esteja, sendo que para efeitos físicos, o ectoplasma geralmente é originado pela própria vítima. As casas assombradas genuínas fazem parte da primeira categoria: distúrbios psíquicos na atmosfera do local (akasha), e são resultado de descargas energéticas potentes, geradas por emoções e conflitos humanos. O resultado pode ser uma cópia etérica dos acontecimentos, ou a formação de larvas astrais.
Ainda assim, os fenômenos psíquicos são sempre subjetivos e a sua percepção varia de pessoa para pessoa. Podemos ver assombrações da forma como imaginamos que sejam e cada um é sensível de um modo particular.  

"Onde um fantasma é visto, ele também é comumente ouvido, pois para que uma forma seja suficientemente substancial a ponto de tornar-se visível deve haver pelo menos uma quantidade módica de ectoplasma em
sua composição, e o ectoplasma é capaz de exercer força sobre o plano físico, pelo menos em algum grau. Onde um fantasma é visto e ouvido, podemos estar seguros de que há uma assombração real. Onde ele é visto, mas não ouvido, é possível que uma pessoa com tendências psíquicas esteja percebendo imagens do éter refletor, a chapa fotográfica da Natureza, e pode não haver nenhuma entidade real presente. Onde o distúrbio é ouvido, mas não visto, ele pode ser causado pelas forças astrais postas em movimento pela magia ritual, e que continuam por um espaço de tempo após o impulso original se ter retirado. Essas forças podem ser perfeitamente inofensivas, causando apenas a mesma perturbação do sono que uma janela que bate à noite. No entanto, se poderosos rituais evocativos foram realizados, e se a purificação da esfera não foi executada de modo rigoroso, distúrbios profundos podem ocorrer, assumindo toda a situação um caráter extremamente desagradável."

Médium exalando ectoplasma.
 Destaco a necessidade de ectoplasma em quantidade suficiente para a manifestação de uma entidade. A tentativa de gravar e filmar assombrações é completamente inútil sem a presença de médiuns que produzam ectoplasma. Entendam ectoplasma como uma variação da energia vital, o prana, que passa a agregar compostos orgânicos produzidos pelo metabolismo da pessoa, tornando-se uma energia densa a ponto de ser perceptível aos sentidos físicos e altamente plástica, possibilitando a sua manipulação pelos espíritos. A sua liberação, na maioria das vezes, acontece naturalmente e de forma imperceptível para a pessoa que o gerou.
Então, a não ser que a assombração se materialize, a sua percepção visual só acontece num nível de vibração óptica inacessível à maioria das pessoas e aparelhos físicos. O mesmo vale para a "brincadeira do copo", que originalmente é um método de evocação mágica conhecido por Tábua Ouija. Ela realmente pode abrir um portal para a manifestação do astral, mas como foi dito pela representante da FEB, geralmente só atrai espíritos zombeteiros que não produzirão nenhuma comunicação proveitosa, a qual também depende de um mínimo de geração de ectoplasma para mover o copo.
Em relação à carga produzida por rituais, posso testemunhar por experiência própria que ela pode produzir fenômenos físicos. Em três ocasiões diferentes, lâmpadas queimaram na minha casa logo depois da execução de rituais que não tinham qualquer aspecto evocatório e em outra ocasião, causou grande mal estar numa pessoa da família que é totalmente avessa às egrégoras de magia e bruxaria.
Em rituais evocatórios, os efeitos podem ser muito piores se não for feito um banimento após a operação. Também já testemunhei isso: a carga energética depositou-se nas cadeiras que estavam no local e pessoas que nem desconfiavam do ocorrido queixaram-se de que alguém estava com o pé em cima delas ou que estavam muito pesadas. Depois disso, as pessoas presentes no ritual relataram insônia ou pesadelo. Continuamos com as operações até que os distúrbios começaram a ser ativamente nocivos e fugiram ao nosso controle, obrigando-nos a parar.
Mais particularidades poderiam ser acrescentadas, pois este tema é farto para dissertação e debate. Espero então que perguntem e comentem, deem a sua opinião sobre fantasmas, assombrações e "Phantasmagoria". Até a próxima.


Egrégora (do grego egrêgorein, Velar, vigiar), é como se denomina a entidade criada a partir do coletivo pertencente a uma assembléia, ou seja, é um campo de energia criado no Plano Astral a partir da energia emitida por um grupo de pessoas através dos seus padrões mentais e emocionais.                                                                                                           (Wikipedia)
Em outras palavras, egrégora é também o conjunto de formas-pensamento de teor comum, agrupadas sob uma forma mais ou menos definida.
No Plano Mental, egrégoras e formas-pensamento têm existência objetiva, tanto quanto os objetos sólidos têm para nós no Plano Físico. Elas obedecem a um conjunto de leis e influenciam todos os planos, acima ou abaixo, por atração de semelhantes. Uma forma-pensamento moldada com a aparência de um deus, conecta-se à egrégora universal daquele deus no Plano Espiritual por correspondência e "cristaliza-se" nos Planos Astral e Etérico pela devoção/imaginação/emoção de seus criadores e pode provocar verdadeiros milagres. É o que acontece em organizações religiosas, que têm todos os elementos necessários para a ocorrência desse fenômeno:

- Regularidade dos encontros/cerimônias/rituais
- Estado de consciência alterado dos membros devido à ritualística, cânticos, hinos, danças, etc.
- A emoção religiosa
- A representação gráfica das divindades, com séculos ou milênios de idade, como suporte para a visualização, etc.

Convém fazer uma pequena distinção entre dois termos esotéricos: alma-grupo e egrégora. A alma-grupo é a forma mental coletiva de um grupo que se reúne por iniciativa própria para estudar, celebrar ritos, meditar, etc. Ela é criada então de fora para dentro, do Plano Físico para o Plano Astral-Mental e pode não ter objetivos necessariamente espirituais.
A egrégora é uma forma mental que têm Mentores e Seres Extrafísicos na sua direção, e são eles que selecionam as pessoas com relações kármicas e espirituais com o objetivo da congregação para tomar a sua forma física, ou seja, a egrégora forma-se de dentro para fora, dos Planos Astral-Mental para o Físico. A longo prazo, a alma-grupo pode tornar-se uma egrégora. Por exemplo, na Bruxaria, Coven é uma egrégora, Círculo é uma alma-grupo.

Ao longo de nossas vidas, conectamo-nos com várias egrégoras, almas-grupos e correntes de formas-pensamento. E isso pode ocorrer de forma harmônica ou não, gerando choque de egrégoras e o que eu chamo de "Síndrome de Desastres provocado pelas Egrégoras Dominantes".
Quando um indivíduo interessa-se pelo Oculto ou Estudos Espirituais, aparece como um alvo brilhante na mira das Egrégoras Dominantes, que não desejam o seu progresso espiritual. É estranho falar assim, como se as egrégoras fossem entidades conscientes, mas de certa forma o são, e seguem um instinto de preservação - sempre reunir mais pessoas para alimentarem a sua forma mental e desestimular a criação de outras egrégoras que poderiam causar a sua destruição.
Quando falo de Egrégoras Dominantes, refiro-me àquelas das grandes religiões institucionalizadas, principalmente o Cristianismo em suas formas exotéricas, como o Catolicismo e o Protestantismo (Igrejas Evangélicas). Nas Ordens thelemitas, essas religiões são dadas como mortas, pois pertencem ao Aeon (era) passado e seus líderes espirituais estão em outros níveis de consciência cósmica e por isso não podem mais atingir o seu verdadeiro objetivo de "religare". Os thelemitas são orientados a desligar-se dessas egrégoras e banir ativamente a sua influência de suas vidas. No livro "Ataque e Defesa Astral", de Marcelo Motta, ele ensina um pequeno ritual de banimento:
O gesto consiste em mover um dos braços em arco diagonalmente em frente do corpo e para trás, desviando ao mesmo tempo a vista e dizendo claramente, mesmo se em voz baixa, as palavras: Apo pantos kakodaimonos, que em grego significam “Para trás de mim todos os espíritos de discórdia”. O mesmo gesto e as mesmas palavras devem ser feito e pronunciadas ao entrar em qualquer edificação em que essas religiões são celebradas, ou que contenham habitualmente membros dos seus cleros.
Alguém duvida desse choque de egrégoras? Voldemort contra Harry Potter
Mas o mesmo não acontece com a pessoa ingênua e comum, que começa a ler livros de Ocultismo e Magia, a praticar técnicas meditativas e de expansão da consciência, mas continua frequentando as reuniões de sua religião original. Logo começam os problemas: brigas com parentes e familiares pelo seu interesse em "satanismo", coincidências e desastres que a levam pensar que Magia é realmente maléfica, sonhos estranhos, mal estar quando vai meditar ou ler uma obra esotérica, e se apesar de tudo, ela ainda persistir nos seus estudos ocultos, pode começar uma verdadeira vampirização por entidades astrais pertencentes à Egrégora Dominante.
Para evitar isso convém ser Iniciado em uma Ordem, ou pertencer a um grupo de estudos, pois eles propiciarão uma egrégora protetora em torno de seus membros. Na realidade, esta é a função principal de uma Ordem, pois embora seja difícil, é possível encontrar os materiais e técnicas para estudar e praticar Magia sozinho.


Em outros casos, há apenas os choques entre egrégoras opostas, mesmo que não haja nenhum envolvimento com o Oculto. Mesmo ideologias contrárias produzem esse efeito entre seus membros, como por exemplo na política, entre defensores do socialismo e defensores do capitalismo.
Como fazemos parte de várias egrégoras e almas-grupos, inevitavelmente ocorrerão estes choques. Para evitá-los, devemos estabelecer um tempo e horário especialmente dedicado para cada uma, e então encerrar formalmente a sua participação nela. Por exemplo, toda reunião deve ter um início e um fim bem estabelecidos. Então saímos do local e conscientemente nos desligamos daquela influência - até que chegue o momento do novo encontro. A maioria das pessoas não consegue fazer isso, levando problemas de trabalho para casa, discussão de futebol para a cerimônia religiosa, etc.
Em Ordens de Magia, covens e outras organizações esotéricas, a ligação e o desligamento dos membros com a egrégora é parte essencial do processo. Utiliza-se de artifícios que estabelecem na mente de todos a ação ritual, como por exemplo através do uso de roupas e acessórios ritualísticos, o uso de velas, a concentração no início, a execução do trabalho ou liberação de poder no auge do ritual e o aterramento no final. Desse modo é possível frequentar várias ordens, grupos ou reuniões sem que as energias de cada uma entrem em conflito na vida cotidiana.

Hudson

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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