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Para quem está acompanhando meus últimos posts, devem ter notado que tenho dado um certo destaque para a questão de vidas passadas. Meu interesse só vem crescendo, principalmente porque tenho recebido muitas informações nesse aspecto e sendo grandemente influenciado por elas. É uma experiência muito interessante, pois junto com as lembranças, podem vir intuições, habilidades e contatos com seres espirituais. 
Foi-me dito que, quando uma pessoa atinge a idade em que, numa vida passada foi iniciada, e estiver vivendo atualmente num contexto propício, ela pode ter acesso à poderes ou dons adquiridos naquela época. Isso é muito pertinente para a prática de magia.
Pois bem, lembrei-me de um ritual passado por Grimassi, em Os Mistérios Wiccanos, que aborda a questão de ancestralidade, tanto genética quanto mágica e oferece um ritual para fazer a conexão com nossos ancestrais. Que tal aproveitar a lua cheia desta terça-feira para colocá-lo em prática?


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Apesar de não ser essencial para a prática de qualquer tradição Wiccana, o elo genético de uma pessoa com culturas antigas pode ser benéfico ao estabelecimento de correntes de energia associadas a várias deidades e espíritos. Lembre-se que você é o descendente direto de um antigo pagão que sabia o que você agora deseja saber. Templos ancestrais podem ser erguidos para ativar as memórias genéticas. Em algumas tradições, os Iniciados são ensinados a memorizar suas linhagens, recitando os nomes de seus parentes mortos para abrir as trilhas mentais ao passado.
Outra técnica eficaz é acender uma vela em seu templo ancestral e ler em voz alta mitos ou lendas associadas à sua herança.
A voz falada cria vibrações que levam ao éter a paixão de seu sangue. Isso cria uma onda no plano astral e o conecta a tempos há muito esquecidos. No templo, devem-se colocar símbolos ou ícones tipicamente associados à sua nacionalidade (passada e presente, se possível).
Também é interessante adotar um nome que tivesse sido usado em tempos remotos para incrementar sua conexão com as energias da Antigüidade. Ler livros e assistir a filmes que envolvam heróis de determinada cultura são também excelentes idéias que auxiliam o alinhamento. Essas lendas geralmente refletem a Consciência Coletiva dos povos antigos que as criaram. Assim, ao incorporá-las à sua consciência, você se torna parte da herança espiritual de seu povo.

Um Rito Ancestral


O propósito deste rito básico é conectar o leitor às correntes espirituais que lhe foram transmitidas por sua carga genética, alinhando-o às memórias ancestrais adormecidas em seu interior.

Itens necessários

1. Um óleo. Deve ser algo da família da menta. Poejo é excelente. Na falta de óleo, serve qualquer coisa "mentolada". É necessário que o aroma seja aplicado à pele, para que possa senti-lo durante o ritual. O cheiro de menta estimula os centros de memória.

2. Uma vela. Deve ser de cor simbólica, associada a seus ancestrais. Se não lhe ocorrer nada, use então uma vela vermelha, pois esta tem a associação com os elos sangüíneos.

3. Incenso (se o ritual for realizado ao ar livre, utilize um incenso lunar com cânfora, que é um catalisador do material astral). Não use incenso caso pratique o ritual dentro de casa, pois ele anularia o aroma da menta. A fumaça do incenso deve se elevar ao éter, "carregando" consigo suas palavras ao plano astral.

4. Um mito: algo associado a sua herança étnica. Escolha um mito ou lenda favorito - há uma razão metafísica para que aquela história seja interessante a você.

5. Ícones, símbolos ou algo que reflita a cultura da qual deseja despertar suas memórias. Uma foto, ou pintura, serve, mesmo que seja a capa de um livro. Posicione esse objeto em local visível, perto da vela.

6. Uma oferenda. Normalmente, consiste de uma mistura de vinho tinto e mel, em partes iguais. Será despejado como libação ao final do ritual. Pode-se ainda ofertar flores ou ervas associadas a seus ancestrais; nesse caso, você as plantará num vaso ou no solo como oferenda. 

O Ritual 

1. Agora você já está pronto para começar. Este ritual é mais eficaz quando praticado ao ar livre e à noite, sob as estrelas. A noite de lua cheia é ideal, obviamente. Sente-se em local tranqüilo, afirme que seu propósito é o de alinhar-se a suas memórias ancestrais interiores, e acenda a vela. A seguir, unte-se com o óleo, seguindo o padrão do pentagrama: * testa * peito direito * ombro esquerdo * ombro direito * peito esquerdo * testa.

2. Sente-se então diante da vela acesa a visualize um período do tempo com o qual deseja se conectar. Visualize o tipo de roupa que era utilizado então com seu olho mental. Traga à mente quaisquer imagens que o auxiliem a "sintonizar-se" com o alinhamento. Se houver bebidas e alimentos tradicionais associados a seus ancestrais, você pode melhorar o rito através de seu consumo (você é o que você come).

3. Em seguida, comece a ler em voz alta seu mito ou lenda. Leia à luz da vela como se esta fosse uma pessoa, olhando de vez em quando para a chama ao terminar uma sentença. A chama é o portal, a substância etérea animadora do rito. O fogo simboliza a paixão e a energia; paixão e energia são termos associados ao sangue, o elo, o portal para o passado, dentro e fora de você.

4. Ao terminar de ler sua lenda, segure a libação entre as mãos, feche seus olhos e respire profunda e lentamente por três vezes, exalando completamente entre cada inspiração (sobre a libação). Abra seus olhos e então derrame metade da libação sobre o solo como oferenda, deixando a outra metade no recipiente para as "Fadas".

5. O rito está completo, e tudo o que você precisa fazer agora é permitir que as memórias venham por si mesmas. Você descobrirá que este rito aumenta sua habilidade de criar rituais e fazer várias ligações ao estudar e pesquisar. Unte-se com o óleo de menta antes para intensificar a recuperação de memória.

Praticantes com mais experiência podem desejar energizar as velas e o óleo com suas próprias cargas energéticas, e escolher uma noite na qual a lua esteja bem aspectada para trabalhos psíquicos.
Sinta-se à vontade para modificar este rito como melhor lhe aprouver.
 
Fonte: Grimassi, Raven. Os Mistérios Wiccanos.
Um dólmen, monumento megalítico tumular coletivo


1 comentários:

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O uso das técnicas, rituais e conhecimentos adquiridos no Além do Físico é de responsabilidade única e exclusivamente sua, caro leitor. Não me responsabilizo, em nenhum nível, pela má utilização de tais ferramentas mágicas e espirituais.

Quem sou eu

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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