Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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É hora de renascer, despertar para a vida renovada da Primavera! A luz triunfa sob as bençãos tríplices de Brigith e do pequeno Deus Sol. Disponibilizo para vocês o ritual que elaborei ano passado (com inspiração em fontes diversas) e a meditação que criei totalmente inspirado pela Deusa. Ele é destinado a pelo menos dua pessoas, mas pode ser adaptado, como sempre, para um praticante solitário. Espero que apreciem e já corram atrás dos preparativos para o ritual, que acontece no dia 1° de agosto. Lembrando que quem fez cruzes de Brigit ano passado, deve queimá-las no ritual deste ano, como parte da tradição.

Veja também os posts dos anos anteriores, com as correspondências do sabbat e outras sugestões de ritual:

* Imbolc: a Luz triunfa

* Poemas à Deusa Brigit

* Sabbat de Imbolc

 Ritual de Imbolc
DeviantART: ~Poucelette
=> Purificação pessoal e do ambiente; concentração e centralização.
— Esta é a festa da luz que cresce. Aquilo que nasceu durante o solstício começa a se manifestar e agora presenciamos o filho do sol crescer com vitalidade, à medida que os dias tornam-se visivelmente mais longos. Este é o tempo da individuação: dentro dos limites da espiral, cada um de nós acende a sua própria luz, e nos tornamos unicamente nós mesmos. É a época da iniciação, do começo, quando as sementes que, posteriormente, irão brotar e crescer começam a se espreguiçar no seu sono escuro. Encontramo-nos para dividir a luz da inspiração, que crescerá com o ano que cresce.

Vamos traçar o Círculo Mágico:
Traço este círculo mágico de poder para nos proteger durante este ritual, aqui nada entra sem ser chamado e nada sai sem ser liberado, as energias aqui convocadas são maximizadas pelo ato da magia, todos que aqui permanecerem estarão resguardados de todo mal. Em nome de Brigith, a Donzela do Fogo, consagro este local entre mundos, fora do tempo e fora espaço, para que as energias de Imbolc sejam aqui canalizadas. Que assim seja e que assim se faça!

Procedamos com a invocação dos cinco elementos [posições de cada elemento].


Leste:
Mensageiro vivaz
Mestre das encruzilhadas
Verão penetre suavemente
Em minha mente
Ser dourado sussurre
Navegante etéreo
Navegue do leste nas asas do vento.
É o Ar que chamo ao meu círculo,
e os Silfos para guardá-lo.

Sul:
Flor do deserto, vontade ardente
Crepite com energia sob minha pele
Leão vermelho rugindo
Pulsos acelerados
Vagando pelo sul
Estou aberto: venha.
Queimando meu ser, atiçando meu espírito
É o fogo que chamo ao meu ritual,
e as Salamandras para testemunhá-lo.
 
Oeste:
Guerreiro cinza pérola
Jornada espectral
Príncipe do crepúsculo
Navegando para oeste
Intuição, senhora do poente
Serpente ancestral do mar
Rainha perdida das águas crepusculares
Pés de prata venha silenciosamente.
É a Água que chamo à minha celebração,
e as Ondinas para dela participar.

Norte:
Mãe das montanhas, mãe das árvores,
Mãe da meia-noite, mãe da terra.
Raiz e folha e flor e espinho,
Venha até nós, venha até nós, dê-nos seu norte.
Escuridão desconhecida, touro negro,
Lua cheia e mistério incognoscível,
Legado hereditário sepultado, agora desperte!
É a Terra que invoco ao meu rito,
e os Gnomos para reconhecê-lo.
 

Centro:                     
Centelha divina, em meu ser brilha
Sutil, sublime, vivificador, extasiante
Mistério alquímico da Criação
Pulsar elétrico do meu coração
Fluido, etéreo, cálido, brilhante
Em meu espírito cantante,
Possa a Presença Oculta nos assistir,
Os nossos Ancestrais comungar
E o poder do Espírito aqui residir!
Vamos agora invocar os Deuses.


Invocação a Brighid

Brighid, invoco todo seu poder
Brighid, do fogo sagrado
Brighid, das águas cristalinas
Brighid, do altar consagrado.
Que o seu poder de moldar esteja em nós!

Brighid, aquela que cura e protege
Brighid, que inspira e transforma
Brighid, que cuida e consola
Brighid, que fertiliza a própria forma.
Que o seu poder de cura esteja em nós!

Brighid, Senhora dos bardos
Brighid, a chama tríplice da família
Brighid, a magia do povo encantado
Brighid, a eterna luz da sabedoria.
Que o seu poder de inspiração esteja em nós!

Brighid, que está acima de nós
Brighid, que está abaixo de nós
Brighid, que está em torno de nós
Abençoai-nos com os poderes do Céu, da Terra e do Mar!

Invocação ao Deus Sol Menino:

Oh brilhante Deus Solar,
Venha brilhar em nosso Círculo,
Dissipe as trevas e escuridão
Traga vigor e renovação!
Ensina-nos a cultivar a nossa luz interior e fazê-la crescer cada vez mais,
Fecunde os campos, faça as sementes brotar
Pois a Primavera está prestes a chegar
Oh, Menino da Luz, nós te invocamos para celebrar o seu triunfo sobre o Inverno!

O facilitador conduz um cântico de invocação e resposta – cada pessoa diz um verso e depois improvisa:

Fogo do coração,
Fogo da mente,
Fogo do lar,
Fogo do vento,
Fogo da arte,
Fogo fora do tempo!

Todos: — Ela brilha para todos, ela arde em todos!
(Repita. Linhas espontâneas podem ser inseridas.)
Quando o poder tiver sido elevado, acenda a vela central. Comece a dança espiral, cantando:

Ar move, Fogo Transforma, Água Forma, Terra Cura
E a Roda vai girando, vai girando
E a roda vai girando, vai...

Quando a dança se desembaraça e volta para o círculo, os tamborileiros adiantam-se e começam uma batida mais forte e frenética [no caso, um CD]. Um por um, cada membro do círculo apanha uma vela e acende-a no centro e, então, dança com ela acesa, elevando poder e concentrando-se na inspiração e criatividade que desejam para a próxima estação. Depois, um por um, colocam suas velas no caldeirão central de terra. Um cone de poder é elevado e concentrado no caldeirão.

Agora, todos se sentam e se preparam para o transe. O facilitador orienta:

Hoje celebramos Imbolc, quando a luz rompe a escuridão invernal, renovando as forças da Natureza como um todo. Vamos nos conectar com a Deusa Tríplice, para a qual este ritual é dedicado. Ela éBrigith, a Poetisa, que inspira os artistas e descortina os presságios do futuro;Ela é Brigith, a Curandeira, que domina as artes curativas das ervas; Ela é Brigith, a Ferreira, que forja armas e escudos para os guerreiros que lutam em seu nome.
Agora, inspire profundamente e relaxe. Deixe as tensões de seu corpo escorrerem terra abaixo. Faça com que sua respiração tranquilize sua mente e seu corpo... Deixe que seus pensamentos venham e vão... limpe sua mente de pensamentos inúteis.
Visualize a si próprio, de pé, numa planície verdejante, ensolarada e florida. Sinta a brisa suave que lhes acaricia e conforta, trazendo o aroma suave das flores. Caminhe um pouco. Agora veja que diante de você, o caminho se divide em três. Saiba que o caminho da esquerda o conduzirá até Brigith, a Poetisa. Siga por esse caminho se precisar de inspiração, criatividade ou um conselho para a próxima estação. O caminho do meio o levará até Brigith, a Curandeira. Ela curará qualquer ferida, seja de seu corpo, seu coração ou de sua alma. O caminho da direita o levará diante da presença de Brigith, a Ferreira. Escolha-o se precisar de uma arma forjada pela Deusa para afugentar os inimigos, ou de uma armadura para se proteger dos perigos.
Medite sobre o que é mais necessário para a sua vida neste momento e siga pelo caminho desejado.
Você encontrará a Poetisa sentada sob uma frondosa árvore, tocando uma música suave em sua harpa.
A Curandeira estará à beira de um bosque, entre as ervas que cultiva.
A Ferreira estará junto a uma montanha, dentro da qual tem a sua forja.
Qualquer que seja o aspecto da Deusa que escolha, converse o quanto quiser com ela. Seja sincero, diga-lhe seus desejos, metas, medos e receios. Peça-lhe humildemente a inspiração, a cura ou a bravura. Quando estiver pronto, despeça dela e volte pelo caminho que fez.


Vamos restaurar a nossa energia com o compartilhamento de alimento e bebida, mas antes devemos abençoá-los através do Grande Rito.

A facilitadora segura o cálice e o facilitador empunha o athame.
Ele diz: “O athame está para o masculino...”
Ela: “Assim como o cálice está para o feminino.”
Ambos: “Juntos eles são completos: Sol e Lua, Deus e Deusa, Dia e Noite, Céu e Mar, Homem e Mulher... Não há maior poder no mundo do que a união do amor. Abençoada seja!”.

Em seguida, ele corta o alimento com o athame ou faca consagrada dizendo:

“A semente da vida é despertada
Pelo calor do desejo do Sol.
Assim somos alimentados.
Que você nunca tenha fome!”

Ela abençoa a bebida dizendo:
“Da água toda a vida vem;
Para a água retornaremos.
Água compartilhada é vida compartilhada.
Que você nunca tenha sede!”

Membros do círculo partilham seu traba­lho criativo, poesia, canções, trabalhos de arte, narrativas, artesana­to. Aqueles que não possuem dons artísticos podem dividir algo sobre seus trabalhos, um plano que se materializou, uma boa ideia, um feito especial. A Deusa recebe agradecimentos por sua inspiração.
Agora, vamos nos despedir dos deuses e dos elementos, pois já estamos prontos para encerrar este rito.

“Deusa Tríplice, sob o nome de Brigit te invocamos e já é chegada a hora da despedida. Grande Senhora do Fogo, partis em paz, mas que tua essência continue em nosso coração. A chama da vela se apaga, mas a chama espiritual continua a queimar no interior de todos nós, iluminando o nosso caminho e despertando o nosso potencial, adeus Grande Mãe.”

“Deus Cornífero, jovem fecundador dos campos, despedimo-nos de Ti com gratidão pela Primavera que se aproxima. Graças a Ti a vida floresce novamente e nós nos renovamos interiormente. Adeus Jovem Deus Sol, parta para os bosques, mas que tua força e tua orientação nos acompanhem além deste Círculo.”

Espírito, obrigado por comparecer a este ritual e emprestar tua força neste círculo. Despedimos de ti com gratidão; seres de luz, voltem à tua morada em paz!
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Terra, obrigado por comparecer a este ritual e emprestar tua força neste círculo. Despedimos de ti com gratidão; gnomos e duendes, voltem à tua morada em paz!
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Água, obrigado por comparecer a este ritual e emprestar tua força neste círculo. Despedimos de ti com gratidão; ondinas e sereias, voltem à tua morada em paz!
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Fogo, obrigado por comparecer a este ritual e emprestar tua força neste círculo. Despedimos de ti com gratidão; salamandras, voltem à tua morada em paz!
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Ar, obrigado por comparecer a este ritual e emprestar tua força neste círculo. Despedimos de ti com gratidão; elfos e silfos, voltem à tua morada em paz!

Os elementos foram dispensados e agora abrirei o círculo mágico.

Abro este círculo mágico de poder que nos protegeu durante este ritual. As energias aqui convocadas agora são liberadas para o Universo, os seres voltam às tuas moradas e a atmosfera mágica se dissipa. Que assim seja e que assim se faça!

DeviantART: ~TearOfIsis


As chamadas marés sazonais correspondem aos fluxos de poder que percorrem a Terra no decorrer do ano. São o princípio oculto por trás dos rituais da Arte. Assim como absorvemos a energia lunar nos Esbás, absorvermos as energias sazonais no Sabás, energizando os chakras principais (consulte o Treinamento Mágico Completo, exercício 14). De acordo com os Ensinamentos, isso é o que mantém os poderes de um bruxo em dia. Na Stregheria, é um dogma que a Roda só gira enquanto houver pelo menos uma strega a realizar os antigos rituais.
Fazendo uma analogia com as fazes lunares, o fluxo de poder pode ser assim representado, ao longo do ano, de acordo com o Hemisfério Sul - o auge da energia é alcançada em Litha, no Solstício de Verão:


 Abaixo, um trecho de Mistérios Wiccanos, de Raven Grimassi.
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Os Fluxos Sazonais da Terra se refletem nos oito festivais do ano — geralmente chamados de "A Roda do Ano". Na Wicca, são identificados por cada solstício e equinócio. Os fluxos são influenciados por diversos regentes elementais à medida que as estações avançam. O equinócio de primavera, quando o sol ingressa em Áries, introduz o elemento regente do fogo. O solstício de verão, quando o sol ingressa em Câncer, o substitui pelo elemento da água. Quando do equinócio de outono, na entrada do sol em Libra, o elemento regente passa a ser o ar. Com a chegada do solstício de inverno, e o ingresso do sol em Capricórnio, a terra elemental assume a regência até que a roda gire novamente rumo ao equinócio de primavera. Por intermédio desse fluxo e refluxo de elementos, o poder criativo da Natureza é vitalizado e pode ser acessado para fins mágicos. De equinócio a equinócio, as sementes mágicas plantadas no plano astral em um equinócio germinarão após a passagem de seis meses, manifestando-se no próximo. Os fluxos dos solstícios mantêm o equilíbrio entre a Luz e a Escuridão, Forma e Força, Espírito e Matéria, num ciclo rítmico que contribui para a integração saudável dos princípios metafísicos em ação.
Séculos atrás, certos cultos como o dos Benandanti travavam batalhas rituais pelas colheitas e rebanhos durante os dias de Ember para assegurar sua abundância. Esse era um período de três dias, que assinalava a passagem de um fluxo sazonal a outro. O termo "dias de Ember" origina-se de uma antiga palavra anglo-saxã que significava circuito e era utilizada para indicar os pontos de conexão entre cada solstício e equinócio. O número três sempre possuiu significado oculto e geralmente simboliza o poder da manifestação É também um aspecto da consciência lunar segundo a qual a lua nova deixa de ser visível por um período de três dias, indicando a atuação de urna força mística invisível, Nos Ensinamentos Sagrados, os dias de Ember são períodos nos quais os fluxos sazonais vindouros estão mais suscetíveis a alterações em seus padrões de energia. Assim sendo, os portais ou limites mágicos dos equinócios e solstícios precisavam ser protegidos.
O equinócio de primavera é a estação do plantio de novas idéias e do início de estudos que levam à iluminação espiritual. O que se inicia nessa fase, num sentido ritual, começará a se manifestar por volta do equinócio de outono. O solstício de verão é um período de armazenamento e de celebração de tudo o que é bom na vida. Nesse período, podemos desejar cultivar e cuidar das coisas que ingressaram em nossas vidas de modo especial. Rituais devem incluir urna celebração e uma apreciação dos presentes que recebemos em nossas vidas. O equinócio de outono é o período da colheita, quando podemos reunir as recompensas por nossos esforços. Num ritual, é de bom tom trabalhar a imaginação mental e as nova idéias para o próximo ano. Nossos desejos e imagens surgirão como novas sementes quando da chegada da primavera. O solstício de inverno assinala o fim da vitalidade nas manifestações do que foi plantado na primavera. É um período no qual devemos nos livrar da madeira morta [deadwood] do ano e analisar o que é e o que não é saudável em nossas vidas e em nossos relacionamentos. Rituais de inverno devem refletir a purificação pessoal e o renascimento. O entulho velho é queimado e utilizado para fertilizar o solo para o plantio de primavera. Em tempos antigos, as cinzas restantes da efígie do ano velho eram espalhadas pelos campos a serem semeados na primavera.
Durante o curso de um ano, certas correntes de energia fluem pela superfície da Terra. No misticismo oriental, essas forças são conhecidas como Marés Táttvicas. Para fins de discussão, vamos dividi-las em cinco aspectos: Estelar, Solar, Planetário, Lunar e Terrestre. Para compreender como essas marés nos influenciam, devemos antes compreender os termos éter retido e éter livre. O éter livre é um meio oculto invisível pelo qual os sistemas solares orbitam. No ocultismo, esse é o estado da matéria que está imediatamente acima da matéria física em estado vibratório (o material astral possui taxas levemente mais elevadas, se bem que é mais plástico que o éter. O éter retido é o equivalente oculto da esfera magnética de nossa Terra e de outros corpos planetários. É por vezes chamado de Manto Ódico.
As marés estelares, solares e lunares afetam a esfera magnética da Terra e produzem correntes de energia correspondentes à natureza da cada uma, À medida que a Terra orbita ao redor do Sol, o empuxo gravitacional cria centros de pressão na esfera magnética da Terra (e por consequência no éter retido). A órbita solar da Terra gera uma corrente constante de energia que flui de leste a oeste por sua superfície. Em outras palavras, uma maré de energia oculta flui no Manto Ódico da Terra, de leste a oeste. Com a rotação da Terra em torno de seu próprio eixo durante sua órbita ao redor do Sol, cria-se uma corrente magnética que corre de norte para sul numa metade do ano e em sentido oposto na outra metade. Esses fluxos de energia são os fluxos sazonais que associamos aos solstícios e equinócios, conforme vemos abaixo:

Maré da Destruição: 23 de dezembro — 21 de março
Maré da Semeadura: 21 de março — 21 de junho
Maré da Colheita: 21 de junho — 23 de setembro
Maré do Planejamento: 23 de setembro — 23 de dezembro

As Marés Táttvicas também estão ligadas aos quatro elementos da criação, bem como ao quinto elemento, conhecido como espírito. Quando o sol surge no horizonte, o Manto Ódico é estimulado à medida que as influências elementais se apresentam em resposta à energia solar. As influências elementais se fundem umas às outras a cada duas horas (a cada vinte minutos, segundo Dion Fortune), enquanto passam por um ciclo repetitivo até o pôr-do-sol. A primeira influência elemental do espírito tem início com a aurora. Seguem-se em ordem o Ar, o Fogo, a Água e a Terra. No misticismo oriental, os cinco elementos são: Akasha, Vayu, Tejas, Apas e Prithivi. Akasha é identificada como o espírito, e os demais termos ele mentais estão listados em ordem. Algumas tradições usam esses Tattvas como portais ou passagens aos domínios elementais.

FONTE: Mistérios Wiccanos - Raven Grimassi

 Olá pessoal! Eu elaborei este teste há um tempo atrás, com base em associações e analogias simples (do sistema de magia ocidental, hemisfério norte), para dividir as pessoas entre os 4 elementos, para que pudesse dispô-las adequadamente no Círculo ou realizar outras atividades magísticas. Disponibilizo-o agora para vocês, otimizado, pois cada resposta tem um valor. No entanto, não considere o resultado como uma resposta definitiva, afinal todos tem características dos 4 elementos e elas podem mudar com o tempo, além dissso, o método mais confiável e imparcial que utilizo atualmente para determinar o elemento de uma pessoa é através do seu Mapa Astral.



Comente abaixo o seu resultado e dê a sua opinião.

 Percebendo a necessidade de oferecer um treinamento mágico para os leitores do Além do Físico, novatos na Arte, finalmente organizei o menu superior do blog, dispondo as informações mais importantes, inclusive links diretos para dois dos sistemas de treinamento que conheço. Todas as técnicas e feitiços que eu posto, tem como pré-requisitos as técnicas aprendidas no treinamento. O mais importante antes de qualquer técnica ou operação mágica é o famoso "concentre-se e centre-se". Você aprenderá isso no "Treinamento Mágico Completo". No "Treinamento Mágico Alternativo", você desenvolverá os seus sentidos astrais, principalmente.
Clique neles para maiores informações. Abaixo, disponibilizo o que Starhawk fala sobre o treinamento mágico de um bruxo no seu livro, A Dança Cósmica das Feiticeiras.


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"O treinamento mágico varia muito de um coven [sistema ou tradição] para outro, mas seu objetivo é sempre o mesmo: revelar a consciência da luz das estrelas, a outra maneira de saber que pertence ao hemisfério direito e permite que entremos em contato com o Divino que existe dentro de nós. O iniciante deve desenvolver quatro habilidades básicas: relaxamento, concentração,visualização e projeção.
O relaxamento é importante pois qualquer forma de tensão obstrui a energia. A tensão muscular é sentida sob a forma de estresse mental e emocional, e estresses emocionais causam tensão física e muscular e doenças. O poder que tenta movimentar-se por um corpo tenso é como uma corrente elétrica tentando abrir caminho através de uma séria de resistências. Grande parte da essência é perdida ao longo do trajeto. O relaxamento físico parece alterar também o padrão das ondas cerebrais e ativa centros que, normalmente, não são utilizados.

Visualização é a capacidade de ver, ouvir, sentir, tocar e sentir o sabor com os sentidos internos. Nossos olhos físicos não vêem; eles meramente transmitem impulsos através da estimulação da luz para o cérebro. É o cérebro que vê, e ele é capaz de ver imagens internas tão nitidamente quanto as do mundo externo. Nos sonhos, todos os cinco sentidos são intensos. Através da prática, a maioria das pessoas pode desenvolver a capacidade de usar ativamente os sentidos internos quando acordados.
Algumas pessoas naturalmente vêem imagens; outras podem ouvir ou sentir impressões. Algumas poucas pessoas têm dificuldades ou acham impossível visualizar, mas a maioria descobre que se torna fácil através da
prática.
A visualização é importante porque é através das imagens e sensações internas que nos comunicamos com o self mais jovem e o self profundo. Quando os sentidos internos estão totalmente despertados, podemos ter visões de extraordinária beleza, sentir o perfume das flores da ilha das Maçãs, provar ambrósia e ouvir as canções dos deuses.

A concentração é a capacidade de enfocar uma imagem, pensamento ou tarefa, de limitar nosso campo de percepção e expulsar distrações. Como um músculo, ela se fortalece com o exercício. Atualmente, muitas pessoas praticam formas de meditação oriental – ioga, zen, meditação transcendental – que são excelentes para o desenvolvimento da concentração. Quanto mais forem exercitadas as visualizações, mais fácil se torna a concentração nas imagens.
A projeção é a capacidade de emitir energia. Ela surge muito naturalmente para a maioria das pessoas, uma vez que estejam cônscias de sua “sensação”. A projeção também é utilizada em um outro sentido, significando a capacidade de viajar para “fora do corpo” através do transe.

Como procedimento básico e diário, recomendo três coisas. Primeiro, exercício físico regular. A importância desse item não pode ser menosprezada. Infelizmente, é das coisas mais difíceis conseguir que as pessoas o façam. A Arte tem a tendência a atrair tipos mentais e espirituais, ao invés de atletas vigorosos. Mas, o trabalho psíquico e mágico exige uma vitalidade tremenda – literalmente, a energia do raith,do self mais jovem. Essa vitalidade é reabastecida e renovada através da atividade física, um pouco como o movimento das rodas de um automóvel que ativa o dínamo, que recarrega as baterias. Trabalho mental e espiritual excessivos, que não for equilibrado com exercícios físicos, esgota nossas baterias etéreas. Às vezes, ioga é adequada, mas geralmente é ensinada como uma disciplina espiritual que abre os centros psíquicos, em vez de aumentar a vitalidade física. Para os nossos objetivos, correr, nadar, andar de bicicleta, jogar tênis ou andar de patins é melhor, algo ativo e agradável e que nos põe em contato com a natureza. Bruxos fisicamente incapacitados podem encontrar um regime apropriado para as suas necessidades e capacidades. Se se pode passar algum tempo, todos os dias, ao ar livre, num gramado ou sob uma arvore, onde se possa embeber-se das energias elementares, colher-se-á muitos dos mesmos benefícios que os corredores de maratonas.
A segunda coisa que recomendo aos estudantes são os exercícios de relaxamento diários e o exercício diário de meditação, visualização ou concentração. Estes, mudam, freqüentemente, à medida que o estudante evolui. Algumas pessoas praticam vários ao mesmo tempo, mas um já é o suficiente. Ficamos sobrecarregados quando há excesso. 
A terceira prática que sugiro é a manutenção de um diário mágico, chamado Livro das Sombras. Tradicionalmente, era um “livro de receitas” de rituais, feitiços, cânticos e encantamentos que cada bruxa copiava a mão sob a orientação de seu professor. O Livro das Sombras é mais do que um diário pessoal. Ele pode incluir descrições de rituais, registros de sonhos, reações a exercícios, poemas, histórias e viagens em transe. Bruxos solitários podem fazer uso de seu livro das sombras para desenvolverem um pouco de objetividade que, normalmente, advém do trabalho em um coven."

FONTE: A Dança Cósmica das Feiticeiras - Starhawk

Conversando ontem sobre ilusões e glamour, resolvi postar duas técnicas das quais já fiz uso quando estudava à noite e tinha tempo para tal. As ilusões mágicas funcionam bem melhor à noite, pois a radiação solar tende a dissipar o magnetismo. Eu sempre manipulo a minha aura de acordo com o lugar que eu vou, a técnica abaixo ensina a fazer isso, não só para projetar ilusões, mas também para proteção. Quando a utilizei para projetar "charme e desenvoltura", muitas pessoas repararam no perfume que eu estava usando... De fato, pode-se energizar o perfume seguindo o mesmo processo, e sempre que usá-lo, você só precisa usar a segunda técnica (Dez segundos...) para ativar a aura ilusória.
Acredito que este é o mecanismo esotérico que faz o glamour funcionar, mas como o autor diz abaixo, apenas o mais poderoso dos adeptos pode fazer alguém ver algo que não está lá. A energia emocional a qual ele se refere é a energia vital a que estamos acostumados, mas ele ensina a gerá-la a partir de emoções fortes. Não se preocupe com isso, utilize o método que você já estiver acostumado, ou apenas inspire contraindo todos os músculos e expire, soltando-os e liberando energia.



Livro: Bruxaria Noturna
Autor: Konstantinos

Misticismo e magnetismo fazem com que os outros sintam que há algo indefinido em você. No entanto, também é possível fazer com que os outros sintam que há algo específico e incrível sobre você. O poder que torna isso possível é a ilusão.
Agora, deixe-me ser claro sobre o que quero dizer com ilusão. Apenas o mais poderoso dos adeptos pode fazer com que os outros ve­jam o que ele ou ela quer que eles façam. A ilusão com que lidaremos é de um tipo mais sutil, e você pode colocar em uso agora mesmo.
Não estamos falando de criar formas-pensamento para iludir as pessoas a achar que há um muro em seu caminho ou fazer com que vejam outros tipos de fenômenos impressionantes. Ao contrário, a prática ensinada aqui torna possível modificar sua aura para criar a impressão invisível de que as coisas ao seu redor não são bem o que elas parecem.
Você pode usar a ilusão para se tornar mais acessível — por exem­plo. quando está se preparando para um evento importante. Ou, pelo contrário, você pode usar a arte para fazer com que pareça sem impor­tância para evitar a aproximação de agressores — por exemplo, quando estiver voltando para casa de um evento importante às 3 da manhã.

A técnica para fazer isso é muito simples, construir sua habilida­de para trabalhar com formas-pensamento. Como acontece com todas as Magias mentais, ela se torna muito mais forte com o tempo e com a prática, portanto, trabalhe nisso sempre que puder.

A Aura Ilusória

Decida a sensação ou percepção que quer que os outros tenham de você.
Transforme essa sensação desejada em um mantra positivo e em tempo presente (por exemplo, "as pessoas que desejarem me prejudi­car devem se afastar").
Feche seus olhos e imagine que sua aura é prata. Ela alcança aproximadamente 45 centímetros em todas as direções.

Comece a repetir o mantra enquanto imagina sua aura se alte­rando de tamanho de acordo com seu desejo. Para ritos de proteção, imagine balanças ou algo parecido. Para atrair os outros, imagine que sua aura é deslumbrante e bela. Para ter uma invisibilidade sutil, ima­gine que um manto escuro está se materializando em torno de sua aura. As possibilidades estão limitadas apenas por sua visualização e imaginação.

Quando você projetou e criou um símbolo visual que torna claro o que você quer retratar, comece a aumentar a energia emocional. Nesse momento, você ainda deve estar repetindo o mantra.
Veja as mudanças na sua aura o mais claramente possível e au­mente sua energia emocional para carregar a imagem. Se possível, cante o mantra uma última vez quando a energia atingir o ápice.
Agora pode passear normalmente com a ilusão cobrindo você. Reforce sua ilusão imaginando, de tempo em tempo, que, de fato, aparenta o símbolo visual que imaginou.

Quando não tiver mais necessidade da ilusão, imagine a forma de sua aura se dissolvendo de volta a um campo prata uniforme. En­tão, faça um banimento para assegurar que seja assim.


Dez segundos para o magnetismo
Tente, sempre que possível, ter grande ponderação em movimentos e ações.
Imagine, de tempos em tempos, que algo tão simples como abrir uma porta exige força de vontade mágica, além do movimento físico envolvido. Quando você decidir por esse tipo de ação, observe o objeto selecionado por um momento, imaginando-se praticando a ação.
Aumente a energia emocional e pratique a ação rapidamente e com rigor.
Sempre que você agir dessa forma, sua aura lhe dará vibrações extras que os outros vão perceber. Tente e veja.
Não apenas essas ações ponderadas apresentam um efeito magnético sobre outras pessoas, mas também fornecerão razões práticas para melhorar sua habilidade de aumentar a energia emocional exigida. Como você viu, essa energia é útil para quase tudo na bruxaria.


Estou entrando num campo ideológico extremamente delicado ao tentar abordar estes dois temas em conjunto, já posso prever as críticas, veladas ou explícitas, de muitos bruxos mais conservadores; mas este blog é destinado a todos os assuntos esotéricos e por isso tenho espaço para tal. (Os links redirecionam para outras postagens do Além do Físico).

Mediunidade pode ser definida como a capacidade psíquica de intermediar contato com o plano espiritual e seus habitantes através de quaisquer sentidos, com seu campo de percepção ampliado. Pode se dar através da clarividência, clariaudiência, telepatia, empatia, intuição, sonhos, visões do futuro, ou o meio mais comum, incorporação (ou canalização). É necessário aqui esclarecer esse termo, que é muito mal interpretado: incorporação. Nenhum espírito, ser ou inteligência pode 'entrar' no corpo de ninguém, pois dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, na mesma frequência. O espírito se liga ao(s) chakra(s) e/ou corpo(s) sutil(is) do médium que lhe proporciona maior afinidade para a manifestação. Ele cria cordões psíquicos temporários, através dos quais influencia diretamente nos órgãos dos sentidos do médium. O mais comum é que o espírito se ligue através do plexo solar, chakra esplênico ou chakra sexual - o que proporciona uma manifestação mais rudimentar, bem física. Ligações com os chakras superiores, como o laríngeo e o terceiro olho, proporcionam visões, audições ou comunicação mais a nível telepático.
Resumindo, cada chakra está ligado a um tipo de mediunidade.
Pois bem, o trabalho mágico de um bruxo concentra-se em desenvolver os seus chakras para consequentemente desenvolver os dons intrínsecos a eles. Um bruxo deve ser capaz de ver espíritos, energia, chakras e outros elementos da dimensão astral, deve ouvir vozes de conselheiros ou entidades da Presença Oculta, deve receber e transmitir pensamentos por telepatia, deve sentir impressões psíquicas de objetos, pessoas e lugares, e entre outras coisas, um bruxo deve ser capaz de entrar em transe e intermediar contato com quaisquer seres do astral. Alguns têm aptidão especial para um dom, mas os outros podem ser desenvolvidos através do treinamento até um patamar razoável. Um dos facilitadores do desenvolvimento mediúnico é o vegetarianismo, que refina as energias das auras das impurezas densas contidas na carne.
Pois bem, qual é a diferença entre um bruxo e um médium? Bem poucas... mas vamos analisá-las.



A palavra médium tem significados bem diversos no Brasil e na Europa e EUA. Lá, médium é sinônimo de uma pessoa com habilidades parapsíquicas, sem conotação religiosa ou espiritual necessariamente implicadas. Por isso não é estranho autores estrangeiros utilizarem os termos "transe mediúnico", "habilidades mediunicas", etc. num livro de bruxaria.
Mas no Brasil, médium é uma pessoa que tem mediunidade, mas para desenvolvê-la precisa ser de uma religião que trabalhe nesse campo, como o Espiritismo, a Umbanda, o Candomblé, etc. E a habilidade mediúnica é necessariamente relacionada com espíritos.
No estudo espírita, as habilidades de um bruxo seriam denominadas anímicas, porque são próprias de seu espírito, não dependem de fatores externos.
Além disso, há dois tipos de médium: o natural e o de prova. O primeiro e mais raro é aquele que tem a mediunidade como resultado natural de sua evolução, tem a percepção ampliada porque ao longo de muitas vidas a desenvolveu. O segundo tipo, que representa a grande maioria, é aquele indivíduo que recebeu a habilidade mediúnica (temporária) como meio de resgate kármico.
Mesmo nessas definições, percebe-se grande semelhança entre um bruxo e um médium natural. Com dogmas e limitações religiosas a parte, um bruxo é um médium natural! Na maioria da vezes, quem é bruxo nessa vida, já o foi muitas vezes em outras épocas, pois o Caminho é muitíssimo antigo.
Nas formas mais antigas e/ou tradicionais da Arte, desenvolvia-se a mediunidade do mesmo modo como se desenvolve os outros dons. Por exemplo, num ritual fechado, de um coven bem estruturado, há o que se chama "dar Voz aos deuses". O Alto Sacerdote ou mais comumente a Alta Sacerdotisa, invoca o Deus ou a Deusa para se manifestar através de seus sentidos, e assim inspirado, a mensagem divina é transmitida. No Samhain, se o grupo dispor de um médium de incorporação (canalização), os espíritos ancestrais podem ser convidados a se manifestar (vide "Oito Sabás para Bruxas", casal Farrar). É óbvio que se trata de um fenômeno que acontece através dos mesmos mecanismos ocultos que explicam as manifestações em um centro espírita ou gira de Umbanda.


Na Antiguidade Clássica, as pitonisas gregas eram médiuns de incorporação ou de efeitos físicos, pois canalizavam as mensagens e previsões divinas através do transe ou permitiam o fenômeno da voz direta (em que um espírito, ser ou no caso, deus, pode materializar a sua voz de forma a ser audível por todos).
Xamãs e druidas igualmente eram capazes de incorporar espíritos e deuses, se e quando necessário.
Na mitologia grega, Hécate é um dos psicopompos (ente cuja função é guiar ou conduzir a percepção de um ser humano entre dois ou mais eventos significantes - o plano físico e o plano astral), a deusa que representa a mediunidade.
Eu particularmente, sou um bruxo (inclusive de vidas passadas) e tenho mediunidade (como dito por vários médiuns que já consultei), que embora não desenvolvida, manifesta-se de forma considerável. Na minha prática, os limites entre minhas habilidades desenvolvidas através do treinamento mágico e a sensibilidade mediúnica, se existem, são tão sutis que não pude perceber. Acho perfeitamente conciliável as duas coisas, embora me confunda as vezes de qual fonte está vindo a informação.
Como deixei claro no início, esta é a minha visão pessoal do tema. Estou aberto à discussões e perguntas. Até mais, caros leitores!

Hudson

Aproveitando o gancho do post anterior, confiram agora como é a organização do Círculo Mágico Egípcio, de acordo com Janet e Stewart Farrar, publicado no livro "O Deus dos Magos". Você pode aproveitar e unir as duas práticas: o círculo mágico e executar o Ritual de Despertar de Ísis dentro dele.



Os templos egípcios eram retangulares; o altar ficava no leste. Nunca foi encontrado neles nenhum objeto de ferro.
A relação dos elementos com os pontos cardeais era diferente da prática da bruxaria ocidental e do ocultismo, e seguia o ambiente egípcio: Fogo no Leste (o sol nascente); Ar no Oeste (céu do deserto); Água no Sul (onde o Nilo começa); Terra ao Norte (para onde o Nilo leva fertilidade). As divindades guardiãs eram Neith e Duamutef (Leste), Selket e Qebesenuf (Oeste), Ísis e Imset(Sul) e Néftis e Hapy (Norte).
Os sacerdotes usavam saiotes até os joelhos. As sacerdotisas usavam saias longas e mantinham os seios nus  e sustentados por alças que eram paralelas nas costas e se encontravam na frente. Uns e outros andavam descalços e geralmente usavam no pescoço um peitoral circular decorado, além de braceletes nos pulsos e às vezes perto das axilas, assim como nos calcanhares.


O Ritual de Abertura


Este ritual exige o Sacerdote, a Sacerdotisa e mais quatro pessoas, embora possa ser realizado só pelo Sacerdote e Sacerdotisa (Ao contrário do ritual Wiccan, não há motivo para o Sacerdote e a Sacerdotisa não trocarem os papéis mencionados abaixo, se quiserem.)


O altar contém um símbolo Ankh, três velas acesas e uma vasilha com um ovo inteiro para o sacrifício. Pode haver outras velas nos outros três pontos cardeais ou onde for necessário iluminar.


Uma pessoa fica em pé no Norte (pela Terra), segurando uma tigela contendo sal; outra fica no Sul (pela Água), segurando uma tigela de água; outra fica no Oeste (pelo Ar), segurando um sistro ou um sino; e a outra, ao lado do altar, no Leste (pelo Fogo), com uma vela acesa na mão. Se só o Sacerdote e a Sacerdotisa estiverem trabalhando, esses objetos devem ser colocados nos quatro quadrantes.


O Sacerdote e a Sacerdotisa ficam de frente para o altar. Ele diz:


"Sayga oodan!" (Silêncio para a oferenda!)


Ela diz:


"Natara di zeem a Koeten." (Que o deus abençoe nosso ritual.)


(A pronúncia da palavra Koetan é "cuten". Se o ritual for para uma deusa, a palavra Natara deve ser substituída por Natarat.)


O Sacerdote segura a vasilha com o ovo e a Sacerdotisa quebra-o na vasilha. Ela apanha a tigela de sal e percorre a circunferência no sentido do movimento do Sol, salpicando um pouco de sal enquanto caminha {isso significa que o ritual é feito horário no Hemisfério Norte e anti-horário no Hemisfério Sul.}. Enquanto isso, o Sacerdote diz:


"Néftis, deusa do Norte, senhor Hapy, Filho Real de Hórus, Deus da Terra e Senhor do Norte, zelador e guardião dos pulmões, com o salpicar deste sal sagrado, fertiliza e santifica este solo sagrado com o teu ser para que possamos ser fortes em tudo."
                                               Deusa Néftis                                    Deus Hapi

Depois de completar o circuito de norte a norte, a Sacerdotisa dirige-se ao altar, onde coloca a tigela com sal. Depois dirige-se para o Sul e apanha a tigela de água. Percorre a circunferência no sentido do movimento do Sol, borrifando um pouco de água enquanto caminha. Enquanto isso o Sacerdote diz:


"Ísis, Senhora do Sul; Senhor Imset, Deus da Água do Sul, zelador e guardião do fígado; com o borrifar desta água sagrada, santifica e purifica de todas as impurezas e vaidades dos homens este santuário sagrado."

                                              Deusa Ísis                               Deus Imset

             
Depois de completar o circuito de sul a sul, a Sacerdotisa se dirige para o altar, onde deposita a tigela com água. Depois vai para o Oeste e apanha o sistro ou o sino. Percorre a circunferência no sentido do movimento do Sol, sacudindo o instrumento. Enquanto isso, o Sacerdote diz:


"Selkhet, Senhora do Oeste; Senhor Qebehsenuf, Deus do Ar e Senhor do Oeste, zelador e guardião dos intestinos; com a perturbação do ar que esta música provoca, desce do teu ponto cardeal, purifica e santifica a área deste santuário sagrado."

                       A Deusa-Escorpião Selkhet                     O Deus Qebesenuf




Depois de completar o circuito de oeste a oeste, a Sacerdotisa dirige-se ao altar, onde deposita o sistro ou o sino. Depois apanha a vela acesa e percorre com ela a circunferência no sentido do movimento do Sol. Enquanto isso, o Sacerdote diz:


"Neith, Senhora do Leste; Senhor Duamutef, Deus do Fogo e Senhor do Leste, zelador e guardião do estômago; com a queima deste fogo ritual, que é o elemento que tudo consome, santifica e purifica este templo de todas as violações."

                                               A Deusa Neith                        O Deus Duamutef


Depois de completar o percurso de leste a leste, a Sacerdotisa repõe a vela acesa no altar e fica de pé ao lado do Sacerdote. Nesse momento, o ritual principal pode começar.


Os Quatro Filhos de Hórus
As quatro Deusas protegem os canopos de Tutancâmon


Como Fechar o Templo


Ao contrário do círculo Wiccan, o templo egípcio não é "banido" no fim do ritual; é deixado e se dispersa por conta própria.

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E ainda encontrei essa meditação com a Deusa Ísis, para você complementar ainda mais o seu ritual. É do site da Abrawicca, confira aqui.

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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