Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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Neste último Samhain senti que estava chegando ao fim de um ciclo pessoal, principalmente no que se refere à espiritualidade e bruxaria. Sentia como se meus rituais tivessem perdido a vitalidade e se tornado mecânicos, senti-me abandonado pelos deuses... Então fui conversar com a Deusa, numa viagem de transe, e pedir sua orientação. Ela me disse que tudo na Natureza se desenvolve em ciclos, e não só na realidade externa, como eu observava na época dos sabás, mas também e principalmente em nosso interior. Ela me disse que estava orgulhosa do trabalho que eu havia feito até então mas que eu deveria meditar muito e refletir nesse inverno se eu continuaria no Caminho Dela ou se faria uma pausa maior. Se eu me reencontrasse, estaria pronto para renascer com a primavera, em Imbolc, e continuar com o meu sacerdócio; senão, estaria livre para fazer o que quisesse.
Pois bem, tenho pensado e refletido muito. No inverno passado, também passei por um período de provas, mas não tão intenso quanto este; sobrevivi, com um integrante no Círculo a menos, e uma mudança nos rituais, que se tornaram mais sérios e meditativos. Vejo agora que errei neste ponto. Os rituais da Deusa devem ser prazerosos e alegres, um riso vale mais do que um buquê de flores ofertado. Então, tenho tornado os meus rituais mais leves e alegres, principalmente os sabás, que se tornam comemorações mais sinceras.
No entanto, tenho passado por um período de ampliação de meus horizontes espirituais, estudando e experimentando outras formas de espiritualidade... e me sentindo perdido. Vidas passadas, convicções pessoais, opiniões externas... tudo isso me confundindo e me fazendo sentir cada vez mais distante dos deuses. Em contrapartida, minhas habilidades psíquicas estão mais afiadas do que nunca, poderes que despertam expontaneamente, me chamando para experimentar novas possibilidades...
Dizem que é assim que uma pessoa se sente imediatamente antes de sentir o Chamado da Deusa, real e pleno. Nada parece fazer sentido, suas Verdades aparentes caem e seu mundo desmorona - tudo isso porque ela não é somente a Doadora da Vida, mas também a Senhora da Morte. Ela pode destruir todo o nosso mundinho, para deixar o terreno fértil para novas experiências. Mas uma vez que se ouça o Chamado, os Deuses nunca nos abandonam, nós é que nos distanciamos deles.
Pois bem, ainda temos algumas semanas de inverno e ainda tenho tempo para pensar, mas acredito que continuarei no sacerdócio, talvez num culto menos formal, mas nunca abandonando a Deusa e o Deus. Eu pedi desafios, oportunidades de desenvolver os meus potenciais e Eles me atenderam. Tudo o que eu fizer com amor e dedicação me levará até Eles, pois este é o Caminho verdadeiro!
Convido você leitor, a refletir também. O que fez até agora? Você está satisfeito com as suas escolhas, com a sua prática pessoal? Você tem ouvido os deuses? Atreva-se a sair da segurança da semente, que repousa sob a terra escura do inverno, aventure-se a quebrar a casca de proteção, de abandonar velhas convicções, e permita-se que novas possibilidades brotem com o início da primavera! 

Quero aproveitar este post informal para agradecer muitissimo aos visitantes do blog, que me ajudaram a atingir o recorde de número de visitas desde a criação do Além do Fìsico: neste mês tivemos cerca de 6500 visitas! No total, tivemos 88.237 visualizações de página, desde abril de 2010. É muito gratificante saber que os meus textos estão atingindo tantas pessoas, principalmente quando elas comentam ou mandam e-mail, sugerindo posts, agradecendo, tirando dúvidas... Agradeço à Deusa Tríplice e seu Consorte, o Cornífero, por tudo isso e continuemos vivendo entre mundos, no Além do Físico! Abençoados sejam!



Olá pessoal! Antes de mais nada, Feliz Yule! Que todos tenham um Solstício de Inverno abençoado pela Deusa Branca e pela Criança da Promessa!
A cada ano, reescrevo os rituais de sabás, hoje venho disponibilizar para vocês o ritual que escrevi para o Yule do ano passado, espero que gostem. Ele foi escrito para um grupo, mas vocês podem fazer quaisquer adaptações necessárias.Onde se lê "facilitador" e "facilitadora", refiro-me a qualquer membro que venha a desempenhar aquelas funções, que seriam sacerdote ou sacerdotisa.



Ritual de Yule – solstício de inverno

=> Purificação pessoal e do ambiente; concentração e centralização.
— Esta é a noite do solstício, a noite mais comprida do ano. Agora, a escuridão triunfa: no entanto, recua e transforma-se em luz. O fôlego da natureza está em suspenso: todos aguardam, en¬quanto dentro do caldeirão o rei da escuridão é transformado em criança da luz. Aguardamos a chegada do amanhecer, quando a Grande Mãe dará à luz novamente a divina Criança do Sol, que é o portador da esperança e a promessa de verão. Esta é a quietude atrás do movimento, quando o próprio tempo para; o centro que também é a circunferência de tudo. Estamos todos acordados na noite. Giramos a roda para que ela traga a luz. Invocamos o sol do ventre da noite. Abençoados sejam!

Vamos traçar o Círculo Mágico:
“Que este círculo seja o local de encontro do amor, da alegria, da paz e da verdade; um abrigo contra o mal; uma fronteira entre o mundo dos homens e o domínio dos Poderosos. Que ele preserve e contenha o poder que elevaremos em seu interior, pelo que o abençoo e consagro em nome da Mãe Invernal e da Criança da Promessa!”

Procedamos com a invocação dos cinco elementos [posições de cada elemento].
Salve, guardiões das torres do leste, poderes do Ar:
Soprem a fadiga para longe, encham nossos pulmões.
Ajudem-nos a trazer o frescor para nossas vidas.
Que hajam céus claros, mentes claras
Para que possamos enxergar nosso caminho.
Permitam que nossas palavras criem um espaço seguro.
Sejam os Silfos bem-vindos a este Círculo.
Abençoados sejam.

Salve, guardiões das torres de observação do sul, poderes do Fogo:
Penetrem em nossos corações, aqueçam-nos
Ajudem-nos a sair da hibernação, do isolamento
Para nos saudarmos uns aos outros
Deixem que a paixão ilumine nosso direito inato
Enquanto lutamos contra a injustiça.
Permitam que as nossas emoções saiam
De todos os seus esconderijos
Sejam as Salamandras bem vindas a este Círculo.
Abençoados sejam.

Salve, guardiões das torres de observação oeste, poderes da Água:
Chovam sobre nós, saciem nossa sede.
Ajudem-nos a lembrar do oceano que é o útero de onde viemos.
Que todos agora estejamos unidos.
Permita que nossos humores fluam
Até que todos sejam um.
Deem fim à seca da separação
Sejam as Ondinas bem vindas a este Círculo.
Abençoados sejam.


Salve, guardiões das torres de observação do norte, poderes da Terra:
Fortaleçam nossas decisões, mantenham-nos centrados.
Ajudem-nos aqui, agora.
Permitam que nossos corpos sejam fortes
Para que nos amemos uns aos outros.
Deixem passar o atordoamento do cotidiano,
E todos nos encontraremos unidos em um só planeta.
Por causa de nossas lutas e magia
Que um círculo maior seja organizado
De amor e harmonia social.
Sejam os Gnomos bem vindos a este Círculo.
Abençoados sejam.

Salve, Presença Oculta, Guardiões atemporais do Espaço, Poderes do Espírito:
Acendam nossa Centelha Divina, purifiquem nosso Ser
Ajudem-nos a sermos verdadeiros e sinceros
Para que o Amor e a Confiança perfeitos sejam a Lei
Permitam que nossa União gere força e poder
Elevando o Cone entre Mundos
Alcançando o êxtase dos Deuses.
Abençoados sejam.

Vamos agora invocar os Deuses. [Acender a vela verde para a Deusa e a amarela para o Deus.]


INVOCAÇÃO À DEUSA

“Nós te invocamos
Senhora luminosa de Branco,
monte extenso e vale com flocos cadentes
como inverno, lança sobre nós
um feitiço de neve cintilante!
Nós te invocamos,
gelo encantador,
Deusa estrela do norte;
Tuas roupas geadas
brilhando na escuridão do inverno,
Em tua guarda dos portais gelados,
os portais de mistérios polares.
Nós te invocamos,
Rainha cristalina,
Velha geada que caminha
na estação de bosques estéreis
e terra desnuda
Abre o céu cinzento escondido,
Nós te invocamos
para que estejas aqui conosco!”

INVOCAÇÃO AO DEUS

“Nós te invocamos,
Antigo caçador e vítima
das caçadas do inverno;
Tu que és o doador da carne
para que preserves em amor nossas vidas,
No passado, aceitamos teu sacrifício.
Nós te invocamos,
Veado do Solstício, forma inconstante,
Seguimos tuas pegadas pela neve
até os portões que tu guardas para o Invisível.
Floresta fantasma, inverno reinando,
estejas aqui entre nós
assim como nós celebramos
este momento da Roda Solar!
A Criança da Promessa emerge do útero da noite,
iniciamos este Sabá para em tua presença, comemorar!”

Todos sentados, comecem o cântico antifônico.
Todos:             Morrer e renascer,
A roda vai girando,
O que se deve relegar à noite?

Membro do círculo — Medo.
Todos:             O medo é relegado à noite.
O medo é relegado à noite.
Morrer e renascer,


A roda vai girando,
O que se deve relegar à noite?

Prossegue-se inserindo linhas e repetindo-as até que a ener­gia esmoreça.
O facilitador pega uma tigela com sal e inicia uma lenta procissão em espiral pelo círculo, seguido dos demais membros, que sussurram:

—A luz nasceu,
    E a luz morreu.

Enquanto outro membro sussurra:

—Tudo Passa
    Tudo se extingue

Quando voltarem ao lugar de origem, o facilitador passa e coloca uma pitada de sal na língua de cada membro, dizendo: —    Meu corpo é sal,
Prove o hálito da morte.
            E durma o sono dos que aguardam o renascimento.

Nesse momento, os membros do círculo devem deitar (se possível) e entrar em transe, ficando em suspensão antes do nascimento. [Meditar sobre os ciclos vitais, onde a morte é seguida de renascimento. Concentrar-se nos aspectos interiores que devem morrer, para que novos brotos nasçam. Explorar o mito do renascimento do Deus Agonizante como Criança da Promessa.]
— Acordem recém-nascidos! Vida nova desperta, o Sol desponta no Leste!
Após todos acordarem, o(a) facilitador(a) lambuza a língua de cada um com mel, dizendo:
—Prove a doçura da vida.
Um membro do círculo lê:

Rainha do sol! Rainha da lua! Rainha dos chifres! Rainha dos fogos!
Traga até nós a Criança da Promessa!
É a Grande Mãe
Que a ele dá à luz,
É o senhor da vida,
Que renasceu!
Escuridão e lágrima
São abandonados,
Quando o sol se levanta novamente!
Sol dourado,
Das montanhas e dos campos,
Ilumine a terra! Ilumine os céus! Ilumine as águas! Ilumine os fogos!

Outro membro lê:

Glória ao Sol
“Deixe-nos dar glórias
a Ele, que é o primeiro nascido,
o Sol, criança celestial,
ardendo em chamas,
aquecendo as florestas,
com o amanhecer do Solstício!
Sol de retidão!
Sol invencível!
Salvador solar!
Renascido do útero de noite invernal
para que tragas a arte e a luz
ao mundo em escuridão!
Tua majestade brilha
a mesma luz a todas as nações,
Tu és a luminosa verdade que renasce,
e o esplendor do manifesto do Sagrado.
Chama consagrada do Céu,
Tu és a arte e a luz vivente,
fonte de inspiração
de todos os homens na Terra.
- Se houver, fogo e velas (vermelha) são acesos: “Acendo a chama brilhante do Sol!”.
Um cântico de poder e celebração deve ser desenvolvido para elevar o poder. Repitam: “Io Evoé! Io Evoé! Viva o Sol Renascido, salve a Criança da Promessa!”
Vamos restaurar a nossa energia com o compartilhamento de alimento e bebida, mas antes devemos abençoá-los através do Grande Rito.

A “facilitadora” segura o cálice e o “facilitador” empunha o athame.
Ele diz: “O athame está para o masculino...”
Ela: “Assim como o cálice está para o feminino.”
Ambos: “Juntos eles são completos: Sol e Lua, Deus e Deusa, Dia e Noite, Céu e Mar, Homem e Mulher... Não há maior poder no mundo do que a união do amor. Abençoada seja! Bendita seja sua força oh Deus que dá a vida, pois sagrado é o seu poder. Que a Terra seja gratificada através de sua união com a Deusa dos campos e bosques. Abençoada seja Tu criador celeste”.

Em seguida, ele corta o alimento com o athame ou faca consagrada dizendo:

“A semente da vida é despertada
Pelo calor do desejo do Sol.
Assim somos alimentados.
Que você nunca tenha fome!”

Ela abençoa a bebida dizendo:
“Da água toda a vida vem;
Para a água retornaremos.
Água compartilhada é vida compartilhada.
Que você nunca tenha sede!”

Compartilham-se impressões que se teve durante o ritual. Em seguida, o(a) facilitador(a) diz:

O Deus da escuridão cruzou o portal,
Ele renasceu através da Mãe,
Com Ele renascemos nós!
Abençoado seja Tu, Criança da Promessa. Despedimo-nos de ti com o vigor renovado do Sol!
Abençoada seja Tu, Senhora Invernal. Despedimo-nos de ti com alegria, com a promessa de um reencontro!
                                   Despedir-se dos elementos e abrir o círculo.

Hudson de Pádua Lima

 ***** FELIZ YULE! *****


Mais uma vez a Roda do Ano gira, em seu ritmo inexorável e eterno... Deixo com vocês um verbete da Enciclopédia de Bruxaria, de Doreen Valiente, sobre Yule.





YULE

O Yule é a palavra anglo-saxônica para o festival do solstício de in­verno. Nossa celebração do Natal é composta de várias tradições diferen­tes, celtas, romanas e saxãs, com seu conceito total posteriormente adaptado para o Cristianismo.

O festival celta dó solstício de inverno era chamado pelos druidas de Alban Arthan, de acordo com a tradição dos bardos. Era nessa época que o Chefe Druida cortava o visco sagrado do carvalho, um costume que existe até os dias de hoje, com o uso do nosso visco como urna decoração de Natal. O Visco é geralmente proibido nas igrejas no Natal, por causa de suas associações com o paganismo. No entanto, em York Minister existia um costume diferente no passado, que Stukeley, o escritor do século XVIII sobre o Druidismo, observa: "Na Véspera do Dia de Natal eles levam o Visco até o Altar da Catedral e proclamam uma liberdade pública e universal, o perdão e a liberdade de todos os tipos de inferioridades, inclusive das pes­soas más nos portões da cidade, em direção às quatro divisões do Paraíso.".

Esse costume era sem dúvida uma lembrança dos druidas. York é uma cidade muito antiga, conhecida dos romanos corno Eboracum.

A ideia de organizarem o festival no solstício de inverno, para cele­brar o renascimento do sol, era tão universal no mundo antigo que os cris­tãos adaptaram a festa popular transformando-a em urna celebração do nascimento de Cristo. Ninguém sabe ao certo quando foi o dia do nasci­mento de Cristo, mas, ao celebrarem essa festa no meio do inverno, Cristo foi misticamente identificado com o Sol.

Os romanos celebravam o solstício de inverno com um festival alegre chamado Saturnalia. O solstício de inverno acontece quando o Sol entra no signo de Capricórnio; e Saturno, o governante de Capricórnio, supostamen­te também era o regente da antiga Idade de Ouro do passado, quando a Terra vivia em paz c era fértil, e todos eram felizes. Por isso nessa época do ano as casas eram decoradas com os ramos de árvores e arbustos ver­des, todos os trabalhos eram suspensos e as distinções sociais eram tempo­rariamente esquecidas na atmosfera das festividades. Os servos c os escravos ganhavam um banquete, e os mestres os serviam à mesa. As pessoas trocavam presentes, e o Satumalia passou a ser uma palavra usa­da para se referir a um divertimento alegre e cheio de contentamento.

Os saxãos pagãos celebravam a festa do Yule com muita cerveja e com fogueiras ardentes, de que nossa Acha de Natal é a última lembrança. Essa comemoração é a equivalente festa em locais fechados do meio do inverno das fogueiras ao ar livre da Véspera do Meio de Verão. Sua natu­reza ritual fica evidente pelo fato de que havia um antigo costume, "de sorte", de guardar um pedaço da lenha do Yule para acender o fogo do Natal do ano seguinte.

A palavra Yule, de acordo com Bede e várias outras autoridades dos tempos antigos, é derivada da antiga palavra escandinava Ltd, que significa urna roda. Nos antigos Almanaques Clog, o símbolo de urna roda era usado para marcar o Yuletide (época natalina). A ideia por trás disso é que o ano gira como uma roda, a Grande Roda do Zodíaco, a Roda da Vida, da qual os raios são as antigas ocasiões rituais, os equinócios e os solsticios, e os "qua­tro dias cruzados" do Candlemas, May Eve, Lammas e Halloween. O sols­tício de inverno, o renascimento do Sol, é um ponto de giro particularmente importante.

Por isso as bruxas modernas celebram o Natal com um grande dese­jo; somente elas o reconhecem como o Yule, um dos grandes festivais da Natureza dos antigos. Elas deploram o materialismo em busca de dinheiro que faz com que todos os sentimentos de felicidade do Natal sejam trans­formados em meros assuntos comerciais.

Alban Arthan, o Satumalia, Yuletide ou Natal, o festival do meio do inverno era uma festa tradicionalmente alegre. Com o renascimento do Sol, o provedor de calor, de luz e de vida, as pessoas tinham algo real que as podiam causar alegria, e todos os tipos de costumes antigos cheios de alegria, enrai­zados em um passado distante pagão, prosperavam no interior da Inglaterra.

As pessoas naquela época não tinham formas de entretenimento mecânicas, como o cinema, o rádio ou a televisão. Elas criavam suas pró­prias diversões, c mantinham antigos costumes porque de fato desfrutavam deles. O Natal durava 12 dias inteiros, ninguém voltava a trabalhar até a segunda-feira seguinte. Em muitos lugares, para certificarem-se de que todas as atividades de inverno eram celebradas, um Senhor da Anarquia era apontado, um tipo de rei imaginário da alegria.

É importante dizermos que o reinado do Senhor da Anarquia come­çava no dia do Halloween e terminava no Candlemas. Ambas essas da­tas são de Grandes Sabá; no Halloween, o Deus de Chifres, o principio da morte e da ressurreição, passa a existir no início da estação do inverno celta, enquanto no Candlemas os primeiros sinais da primavera aparecem.

As plantas verdes das decorações natalinas eram as folhas de arbus­tos, heras, viscos, o louro de perfume adocicado e o alecrim, alem de ramos verdes das árvores. No Candllemas, todas elas tinham que ser recolhidas e queimadas, ou diabinho passariam a assombrar a casa. Em outras palavras, nessa época uma nova maré de vida começava a fluir pelo mundo da natu­reza, e as pessoas tinham que se livrar do passado e olhar para o futuro. A limpeza da primavera era um ritual da natureza original.

As antigas peças com mímicas, que eram e em alguns lugares ainda são parte das festividades natalinas do Yuletide

Eles lutam e o cavaleiro das sombras cai, mas o vencedor imediata­mente demonstra que ele venceu seu irmão; a escuridão e a luz, o inverno e o verão, são complementares um do outro. Assim vem adiante o misterioso "Médico", com sua garrafa mágica, que faz reviver o homem morto, e tudo termina com música e festa. Há muitas variações locais dessa peça, mas a ação é substancialmente a mesma em todas elas.


 Selecionei para vocês alguns trechos de livros e autores famosos no campo espiritualista e ocultista sobre o vegetarianismo. Com base nisso, defendo a minha opinião ao fim do post, e convido-vos a tirarem as suas conclusões.

Contras

" A propaganda muito difundida da Sociedade Teosófica fez com que o vegetarianismo fosse visto corno um sine qua non (do latim: "sem o qual não pode deixar de ser") do treinamento ocultista.Isso, contudo, não é verdade. A Tradição Esotérica ocidental não inclui o vegetarianismo como parte de seu sistema, mas ensina que um homem deveria comer frugalmente e moderadamente os alimentos da terra em que se acha. Pessoalmente, estou propensa a pensar que ocultismo e vegetarianismo podem constituir uma mistura insensata para um europeu, tendo como conseqüência uma super-sensibilidade que torna a vida muito difícil em nossa árdua civilização.O vegetarianismo deve ser absolutamente bem compreendido e extremamente bem realizado para ser bem sucedido, e mesmo assim há muitas pessoas que são incapazes de digerir as proteínas vegetais, que não são tão facilmente assimiláveis quanto as substâncias animais. Nada a não ser a experiência pode mostrar se uma dieta vegetariana se adapta a uma dada pessoa."
Dion Fortune, Autodefesa Psíquica

"Toda espécie viva luta pelo seu autoaperfeiçoamento. Sem dúvida, a ingestão de carne bovina introduz certas vibrações de ordem mais pesada em nossa psique. Mas isto nos permite viver e atuar em ambientes onde o vegetarianismo só conduziria à intolerância ou à impotência. Por outro lado, a nossa ingestão de carne bovina provÊ um elo magnético entre uma espécie mais evoluída (a nossa) e uma menos evoluída, o que introduz nossa gama vibratória na atmosfera psíquica da espécie cuja carne ingerimos. Esta interação beneficia a evolução da espécie de que nos alimentamos. É por este motivo (entre outros) que pessoas vegetarianas por “motivos morais”, e não apenas por necessidade dietéticas, são tolas e egoístas. "
Marcelo Ramos Motta, Ataque e Defesa Astral

Pró, com ressalvas


"Quando a ascese, sob forma de dieta, serve para libertar o corpo de diversas mazelas a impurezas, além de eliminar doenças a equilibrar desarmonias, então a sua utilização é correta. Mas de qualquer maneira devemos protegê-la de todo o exagero. Quando alguém trabalha duro, fisicamente, é uma loucura suspender a alimentação necessária à manutenção do corpo, só por causa da ioga ou algum outro exercício místico. Tais extremos levam inevitavelmente a danos de saúde de graves conseqüências.
O vegetarianismo, na medida em que não é usado como meio para um fim, como p.e. para a purificação do corpo, não é imprescindível para a evolução ou o progresso espiritual. Uma abstenção temporária de carne ou de alimentos de origem animal pode ser adotada só para determinadas operações mágicas, a também como preparação, mas só por um certo período de tempo. A mesma coisa vale para a abstenção de relações sexuais.
A idéia de que alguém possa assimilar características animalescas através da ingestão de carne é uma grande tolice a tem origem em uma linha espiritualista que não conhece as verdadeiras leis. O mago não deve dar atenção a esses conceitos. Para o seu desenvolvimento mágico-místico o mago deve somente manter uma certa moderação na comida a na bebida a ter um modo de vida sensato. Não há a determinação de prescrições exatas nesse caso, pois a escolha do modo de vida mágico é totalmente individual. "
Franz Bardon, Iniciação ao Hermetismo

Prós


"Comer carne muda o padrão vibratório das pessoas. É uma das razões pelas quais os médiuns em terreiros/centros espíritas não podem comar carne 24/48h antes das giras/sessões, o pessoal do Pró-Vida fica uma semana sem comer carne durante os cursos ou neófitos em xamanismo/ordens iniciáticas sérias ficam vegetarianos até uma semana antes das iniciações. Estar vegetariano facilita projeção astral, visualização do templo astral e sentir qualquer tipo de energia que seja “não-você”."
Marcelo Del Debbio, Teoria da Conspiração

 "[...] a glutonice, a pândega e o carnivorismo acumulam carga vital ordinária sobre o chakra esplênico, na região do baço, e tornam o sangue impuro [...]
Os homens ainda poderiam gozar de alguns conceitos favoráveis junto à Administração Sideral, mesmo alimentando-se de carne, caso o fizessem exclusivamente da caça de aves e animais selvagens, cujo psiquismo primário ainda não os perturba na morte súbita, porque estão vinculados a um Espírito-Grupo. Mas eles agravam suas culpas, porque além de mistificarem os infelizes irmãos menores através de uma assistência aparentemente fraterna, à base de antibióticos, vacinas, rações especializadas e cuidados quase maternaism depois os devoram impiedosamente sob as mais requintadas formas de cozidos e assados!
Algumas espécies animais, como o cão, camelo, elefante, carneiro, macaco, gato e principalmente o cavalo, já possuem o corpo astral, que lhes permite dar vazão a emoções e sentimentos a caminho de humanização.
[...] o psiquismo do homem futuro também necessitou da base animal, para despertar e desenvolver o sentimento e a razão.
Em consequência, se o homem mata prematuramente e devora o animal, ele também elimina no mundo físico a possibilidade de outras almas virginais iniciarem a sua marcha consciencial sob os estímulos instintivos, mas criadores, do psiquismo inferior. [...] é obrigação do homem proteger e ajudar o animal na sua escalonada evolutiva, antes de transformá-lo em matéria-prima para a sua glutonice insaciável."
Ramatís, Magia de Redenção

Podem estes corpos superiores do homem de algum modo ser afetados pela comida que entra no corpo físico com o qual säo täo intimamente ligados? Certamente que podem, e pela seguinte razäo: a matéria física no homem está em contato íntimo com as matérias astral e mental — tanto que cada uma é em grande extensäo uma contraparte da outra. Há muitos tipos e graus de densidade entre a matéria astral, por exemplo, de modo que é possível para um homem ter um corpo astral construído de matéria grosseira e partículas densas, enquanto que outro pode ter um que seja muito mais delicado e refinado. Como o corpo astral é o veículo das emoçöes, paixöes e sensaçöes, segue-se que o homem cujo corpo astral é do tipo mais grosseiro será principalmente dado às variedades mais rudes de paixäo e emoçäo; enquanto que o homem que tem um corpo astral mais fino descobrirá que suas partículas vibram mais prontamente em resposta a emoçöes e aspiraçöes mais altas e refinadas. O homem que portanto assimila matéria grosseira e indesejável em seu corpo físico está por conseguinte introduzindo em seu corpo astral - como sua contraparte - matéria de um tipo mais baixo e desagradável.
Todos nós sabemos que no plano físico o efeito da condescendência excessiva para com carne morta é produzir uma aparência excessivamente grosseira no homem. Isto näo significa que é só o corpo físico que está em uma situaçäo desagradável. Significa também que aquelas partes do homem que säo invisíveis à nossa visäo comum, os corpos astral e mental, também näo estäo em boas condiçöes. Assim um homem que está construindo para si um corpo físico grosseiro e impuro está construindo para si ao mesmo tempo também corpos astral e mental igualmente impuros.
[...]
Mesmo o corpo físico e suas percepçöes sensoriais jamais podem estar em seu melhor estado a näo ser que a comida seja pura. Qualquer um que adote a dieta vegetariana rapidamente começará a notar que seu sentido do paladar ou do olfato ficam muito mais aguçados do que quando se alimentava de carne, e que agora é capaz de distinguir uma delicada diferença de sabor na comida que antes ele considerava insípida, como o arroz e o trigo.
O mesmo é verdade em ainda maior extensäo a respeito dos corpos superiores. Seus sentidos näo podem ser claros se é introduzida neles matéria impura ou grosseira; qualquer coisa desta natureza os embaraça e embota, de modo que se torna mais difícil para alma usá-los. É um fato que tem sido sempre reconhecido pelo estudante de ocultismo; você descobrirá que todos os que em dias antigos foram admitidos nos Mistérios eram homens da mais alta pureza, e é claro invariavelmente vegetarianos. A dieta carnívora é fatal a qualquer coisa semelhante a um desenvolvimento real, e os que a adotam estäo colocando sérias e desnecessárias dificuldades em seu próprio caminho.
[...]
Se, ao introduzir impurezas repugnantes no corpo físico, o homem constrói para si um corpo astral grosseiro e poluído, temos de lembrar que é neste veículo degradado que teremos de passar a primeira parte de nossa vida após a morte. Por causa da matéria grosseira que ele introduziu, todo o tipo de entidades desagradáveis seräo atraídas para associarem-se com ele e faräo deste veículo sua casa, e encontraräo uma pronta resposta nele às suas paixöes mais baixas.
 C.W. Leadbeater e Annie Besant, Vegetarianismo e ocultismo

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Como puderam ver, não há consenso. Há prós e contras, de acordo com cada ponto de vista. 
Eu pessoalmente, sou ovolactovegetariano, como ovos, leite e derivados, mas nenhuma espécie de carne. Sinto-me bem assim, as refeições são mais leves, as energias de meu corpo astral são mais sutis, embora eu não tenha sentido muita diferença nas práticas meditativas, já tinha sonhos bastante claros e uma boa concentração. Mas fiquei muito mais sensível às energias exteriores, captando qualquer coisa ao meu redor. Realmente, senti que o meu olfato e paladar ficaram mais aguçados.
Compartilho a maior parte da opinião dos três últimos autores, principalmente no que se refere ao pós-vida. Acredito que uma alimentação vegetariana, abrevie os processos de purificação forçados que se passa no astral, como os banhos em lama ácida, e que estou acelerando o desenvolvimento dos corpos mais sutis. Também tenho interesse nos possíveis benefícios na prática de projeção astral, mas que ainda não pude comprovar. Acredito que o consumo de carne traga energia densa para a aura, abaixando a sua frequênica vibratória e ativando exageradamente os três chakras inferiores (o que inclusive já pude perceber, psiquicamente). Ademais, não consigo tolerar a morte de animais por qualquer motivo.

Gostaria que vocês explicitassem as suas opiniões, tendo em vista os argumentos dos autores aqui publicados.
Hudson de Pádua Lima

A iniciação é um processo pelo qual um profano morre e um Iniciado nasce e passa a fazer parte um grupo, ordem ou sociedade secreta. Além de ser um rito de passagem extremamente simbólico e com grandes implicações psicológicas, há aspectos esotéricos por trás deste processo.
Uma Iniciação, por padrão, serve para conectar uma pessoa à egrégora (conjunto energético formado por formas-pensamento e cargas emocionais) de um grupo e alinhá-lo com as correntes de energia as quais esta faz parte, a partir de um juramento. Qualquer iniciação fará isso, mesmo que o grupo não tenha quaisquer ambições mágicas ou esotéricas (Iniciação nos Mistérios Menores). “A união faz a força” tanto no plano físico, quanto nos planos sutis. Um grupo é sempre mais forte do que um individuo solitário.

As iniciações nas pirâmides egípcias eram incríveis. A arquitetura da pirâmide proporcionava uma ressonância energética que induzia o candidato à uma projeção astral - a sensação era de estar balançando na Barca de Ísis. Projetado, ele encontrava com os próprios deuses (os Iniciadores modelavam seus corpos astrais na forma de deuses), que o iniciavam.
 Quando o grupo ou a ordem é versada nos conhecimentos ocultos, a Iniciação fará isso e muito mais (Iniciação nos Mistérios Maiores). A egrégora torna-se um manancial de poder alimentado por cada membro e acessível aos iniciados como fonte de energia para rituais e atos mágicos. Ela será muito mais definida do que uma egrégora comum, tornar-se-á também um sistema de conexão e proteção psíquica para os seus membros.
Ordens pouco nobres, sabendo disso, iniciam pessoas à rodo, para utilizarem-nas como bateria psíquica para a egrégora, que então alimentará os rituais dos verdadeiros Iniciados. Pessoas iniciadas em vidas passadas, podem sofrer certos distúrbios por estarem sendo vampirizadas até hoje. 
A Iniciação marca a pessoa a nível astral com um selo, um símbolo que o conecta à egrégora, dá-lhe acesso aos seus registros akáshicos e o faz ser reconhecido pelos Guardiões da ordem como membro, dispondo de seus favores e proteção.
Isso não ocorre só em sociedades secretas. Os sacramentos católicos funcionam por processo semelhante. O batismo marca um novo cristão com um selo, o qual será reforçado posteriormente na Primeira Eucaristia e na Crisma. As outras religiões também têm o seu selo.
A famosa "Marca do Diabo" que a Inquisição tanto procurava no corpo de acusados de bruxaria, provavelmente era uma marca astral.

O selo também pode transferir certos poderes ao Iniciado, como a utilização de Palavras de Poder, que retiram energia instantaneamente da egrégora para realizar a Vontade do magista.

Especificamente na Bruxaria (de forma generalizada, cada tradição pode apresentar diferenças consideráveis), a Iniciação confere um selo específico da tradição e ativa certos canais de energia na aura, nadís, que serão importantes para o trabalho mágico do bruxo. A Iniciação de 1° grau ativa a Corrente da Deusa, OB, o nadi Idã, lunar. A Iniciação de 2° grau ativa a Corrente do Deus, OD, o nadi Pingalã, solar. E a Iniciação de 3° grau ativa o nadi central, Sushumma, neutro. Além disso, cada iniciação confere ao bruxo um selo e uma hierarquia espiritual, por exemplo, o círculo só pode ser traçado com uma espada por um iniciado de 2° ou 3° grau, pois envolve processos de manipulação energética mais complexos do que traçar com o athame.
No Grande Rito, o Alto Sacerdote e a Alta Sacerdotisa (iniciados de 3° grau) “recebem” o Deus e a Deusa, literalmente, através de Pingalã e Idã, unindo as duas polaridades e despertando a energia Kundalini, que sobe pelo Sushumma. É um dos ritos mais poderosos da Bruxaria.
O(s) selo(s) também dão acesso aos Portais Elementais abertos durante o traçado do Círculo, regidos pelos Guardiões, também conhecidos como Grigori. Eles julgam se o propósito de um ritual é nobre ou não,  e se for, dão acesso às poderosas energias elementais, e depois ajudam a direcionar a carga mágica rumo à manifestação. 

O Caduceu é uma representação símbólica dos nadis. AOUR representa o que é manifesto no equilíbrio dessas duas correntes, OB (lunar) e OD (solar).
 
O selo persiste após a morte e um Iniciado reencarnado pode reativar o seu selo se encontrar condições adequadas, se for colocado num contexto que permita o seu Despertar. Assim, a auto-iniciação só tem chance de funcionar se a pessoa já foi bruxa em vida passada e conseguir, com uma ajuda dos Deuses, reativar os seus selos e nadis. Não é coisa que qualquer entusiasta inexperiente consiga fazer com um ritual de internet.

Um Iniciado é uma pessoa com grandes responsabilidades e presa a juramentos muito específicos. Não pode usar seus conhecimentos e poderes levianamente e nem revelar qualquer segredo da ordem na qual foi iniciada. Todo o material que passei para vocês, embora raro, é de conhecimento público.


Vou contar uma experiência pessoal sobre o funcionamento do selo. Fui iniciado em certa ordem sem objetivos ocultistas, mas que seguia uma ritualística bem fundamentada e obviamente tinha um selo, embora ninguém soubesse. Depois de algum tempo, decidi deixar de frequentar as reuniões, que aconteciam quinzenalmente sempre no mesmo dia da semana (a persistência de uma ocorrência sempre na mesma data facilita a formação e manutenção de uma egrégora). Comecei a perceber um mal estar sempre naquele dia da semana, sem causa provável. Pensei em influências planetárias ou espirituais, mas cheguei à conclusão de que era um chamado, não muito gentil, da egrégora, para que eu voltasse à “alimentá-la”, frequentando as reuniões. Fui dormir pensando nessa hipótese e na possibilidade de romper essa ligação com a quebra do selo, coisa que eu não sabia ser possível. Tive um sonho que foi muito esclarecedor: eu encontrava um dos mestres daquela ordem no templo e ele formalmente me destituía da condição de iniciado. Conclusão: deixei de sentir aqueles sintomas. Provavelmente isso aconteceu de fato, no astral. 
Mas ainda não sei se uma iniciação pode ser desfeita. Na Apometria, quando um mago negro desencarnado se nega a desfazer o mal a uma pessoa e não se abre ao diálogo, os médiuns podem invalidar a sua iniciação para acabar com o seu poder e levá-lo a se redimir. Mas não tenho maior conhecimento disto.
E até onde pude ver com minha visão psíquica, tenho outros selos de vidas passadas, mas que permanecem um mistério para mim.

Vocês podem encontrar um panorama bem detalhado da Iniciação na Bruxaria no livro de Gerald Gardner (assinado com o pseudônimo 'Scire'), "Com o auxílio da Alta Magia", uma ficção com vários elementos da bruxaria antiga, muitíssimo interessante.

Leia também: O Caduceu de Hermes - chacras, sexualidade e correntes de energia 

Aguardo suas dúvidas e opiniões nos comentários ou através do link de Contato.

Hudson de Pádua Lima

Segundo o Princípio Hermético da Vibração, tudo no Universo vibra, tudo está em movimento, mais lento ou mais rápido, conforme sua natureza e evolução. Esse princípio pode explicar a eficácia dos mantras e da aplicação de cores na magia, e ambos na função de ativar os chakras.


Cores do espectro visível
Cor
Frequência
vermelho
~ 480-405 THz
laranja
~ 510-480 THz
amarelo
~ 530-510 THz
verde
~ 600-530 THz
ciano
~ 620-600 THz
azul
~ 680-620 THz
violeta
~ 790-680 THz




Os chakras são centros de força localizados no duplo-etérico dos animais que captam e distribuem energias de vários planos e frequências, funcionando como uma escada energética: do mais inferior, Muladhara, para o mais superior, Sahashara, a frequência sobe e a energia se torna mais sutil. Por correspondência, o "assim abaixo, também acima", essas vibrações se mostram no plano etérico e astral como as cores do arco-íris, obedecendo à gradação de frequência mostrada na tabela. Os antigos orientais já intuiam a mudança de frequência ao passar de um chakra para o outro e traduziam isso alegoricamente como pétalas ou raios, na seguinte atribuição:

Chakra coronário - 972 pétalas
Chakra frontal
- 96 pétlas
Chakra laríngeo
- 16 pétalas
Chakra cardíaco - 12 pétalas
Chakra plexo solar
- 10 pétalas
Chakra sexual - 6 pétalas
Chakra básico - 4 pétalas

O trabalho com os chakras ocupa grande espaço na prática esotérica de diversas ordens e através do desenvolvimento e/ou supressão deles é possível estimular o surgimento de virtudes e habilidades psíquicas e
reprimir vícios e paixões inferiores. Os espíritas por exemplo não recomendam a ativação do chakra genésico (sexual) durante o passe, pois isso poderia acarretar uma atração sexual entre o passista e a pessoa atendida. No entanto, recomenda-se muitíssimo a abertura do chakra cardíaco, para exercitar a compaixão.

Uma das maneiras de abrir os chakras é através da vocalização de mantras, que são sílabas ou palavras sagradas, geralmente em sânscrito, que produzem energias sonoras análogas às frequências de chakras específicos. É fácil perceber isso ao vocalizar o mantra OM, e com a entonação adequada (é preciso fazer a palavra vibrar na garganta, no próprio chakra laríngeo) é possível perceber uma ligeira pressão ou formigação no terceiro olho, o chakra Ajna.
Outra explicação para o funcionamento dos mantras seria a mesma usada para o efeito dos mudras: um gesto repetido por tantas pessoas durante tantos séculos que criou um tipo de caminho energético - que podemos chamar de marca no akasha, ou no inconsciente coletivo - que é rapidamente seguido pela psique da pessoa que o executa.

O movimento New Age descobriu essa relação entre mantras, frequências e chakras e lançou áudios com sons de frequência específica para despertar a intuição de quem ouve, estimular sua confiança, libertar medos e angústias, etc. No youtube é possível encontrar vários vídeos com estes sons ao fundo, eu experimentei o de 741 Hz de frequência, que despertaria a intuição, e senti uma ligeira ativação dos chakras superiores e/ou uma expansão da consciência. Quem quiser experimentar, ouça o vídeo abaixo, de preferência com headphones para melhores resultados:




Como já era de se esperar, quando esse "segredo" ficou conhecido do mundo consumista, surgiram os produtos que prometem oferecer sensações incríveis para o usuário, mediante pagamento. É o caso do I-Doser, um programa de computador pago que traz sons binaurais (duas frequências sobrepostas, para estimular os dois hemisférios cerebrais) com a promessa de simular as sensações produzidas pelas drogas, experiências sexuais, estados eufóricos ou depressivos. Sabendo do que se tratava, experimentei alguns sons que simulariam alucinações e experiências sinestésicas, sendo nada mais do que sons na frequência dos chakras laríngeo e frontal. E de fato funciona, traz sensações legais. Mas infelizmente, o que seria a chave para a elevação vibratória das pessoas é vendido como objeto de prazer, brincadeira.

Quanto às cores, a psicologia e a cromoterapia já descobriram que o uso de certas tonalidades despertam sensações específicas nas pessoas e isso também já caiu no uso comercial. Restaurantes, sorveterias, lojas, são geralmente pintadas de vermelho, laranja ou amarelo fortes, para excitar os chakras inferiores, e consequentemente a fome, o consumismo, o desejo. Em contrapartida, clínicas, hospitais, centros holísticos, etc. são pintados com tonalidades claras de azul, verde e violeta, estimulando os chakras superiores e consequentemente estados de espírito elevados, predispostos à cura, oração, meditação.

No entanto, a aplicação das cores ganha uma nova proporção ao ser utilizada na mobilização de energias, como nas terapias holísticas, passes, apometria e principalmente na magia. Cristais coloridos, além de refletir a luz na sua cor específica, podem emitir poderosos campos energéticos programados por magistas para aumentar o seu poder de ação enormemente.

Na sabedoria popular, as propriedades mágicas das cores são conhecidas, como por exemplo na crendice de se usar fitas vermelhas em pertences e roupas de bebês para dispersar a carga do mau-olhado. Num aspecto oculto, isso faz sentido ao se constatar que as energias mobilizadas pela inveja, cobiça e raiva, dispersadas através do mau-olhado são de natureza densa e viajam em ondas de baixa vibração, sendo vistas astralmente na cor vermelha. A fita ou objeto vermelho absorve parte da energia e minimiza o impacto.

O Princípio da Vibração também explica as correspondências utilizadas por magos, bruxos e magistas no trabalho da magia. Ervas, metais, incensos, velas e materiais diversos com vibração semelhante são reunidos num altar ou numa bolsa mágica para atrair e emitir energias de naturezas específicas. Dentro da Árvore da Vida na Cabala, isso ganha uma dimensão ainda maior, sendo possível relacionar cores, mantras, deuses, metais, chakras, alimentos, elementos, árvores, etc. através das correspondências das Sephirot. O deus Ares, regente da guerra, é sempre representado em cores vermelhas. Apolo, deus solar e da medicina, é representado com cores amarelas, etc. Mas nesse campo, não é possível fazer um paralelo claro entre frequência e objeto. Pois em que frequência vibraria a arruda? Entra-se então no campo da intuição, do saber dos espíritos, da sabedoria mística, que não é acessível a todos e pelo menos tem menos chance de virar produto de prateleira...

Leia também no Além do Físico:


E acabei de lembrar que no post anterior, há muito tempo atrás, eu tinha dito que ia postar algumas técnicas de adivinhação. Faço isso no próximo, ou atualizo naquele mesmo post! Comentem e mandem suas opiniões e dúvidas no link de CONTATO, na barra lateral. Abençoados sejam!

Hudson de Pádua Lima


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O uso das técnicas, rituais e conhecimentos adquiridos no Além do Físico é de responsabilidade única e exclusivamente sua, caro leitor. Não me responsabilizo, em nenhum nível, pela má utilização de tais ferramentas mágicas e espirituais.

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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