Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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O pessoal tá encomendando posts agora ^^ ! Então vamos lá, por ordem de pedido, o artigo de hoje será sobre a meditação com os deuses como meio de autoconhecimento. Será necessário entrar em alfa ou num estado de transe, mas no método que vou passar não tem o perigo que citei anteriormente. Só há riscos quando se chama a Sombra para se manifestar durante o transe sem estar preparado para enfrentá-la. Na técnica que postarei aqui, entraremos em contato com uma das partes mais elevadas de nosso ser, os nossos deuses interiores.

Como pré-requisito deste post, você deve ler e aprender a técnica de transe que eu postei aqui. Você vai entender o que significa selar a sua aura, se purificar com os elementos ou chamar o seu familiar. Todos estes termos estarão presentes na técnica abaixo. Mas se você preferir, também há a técnica de entrar em alfa, postada aqui, que é a Contagem Regressiva de Cristal. Use a que funcionar melhor com você.

Quando for pedido que você chame o seu familiar, ou animal de poder; se você não o conhecer ainda, simplesmente peça por um guia. O restante, como eu disse, está explicado no post indicado acima. No livro, a autora faz algumas distinções ao longo da experiência, dependendo de o bruxo for homem ou mulher. Eu acho que qualquer experiência, pelo menos nesse estágio, pode ser experimentada igualmente por homens e mulheres, faça o que sua intuição lhe disser. E também não se preocuope em memorizar cada mínimo detalhe dessa meditação, senão vai entrar em desespero ao tentar colocá-la em prática! Simplesmente siga o roteiro básico e experimente variações em outra ocasião.
Não hesitem em tirar suas dúvidas comigo.

Para encontrar a Deusa


No próximo transe, você vai encontrar a Deusa como a percebe. Visualize sua esfera azul e peça a proteção dos Espíritos Guardiães. Na sua clareira, chame o familiar. Peça-lhe que mostre o caminho, para que você possa encontrar a Deusa Tripla, nos seus três aspectos.
Você vai abandonar a clareira e seguir uma vereda em forma de caracol, descendo até chegar a uma caverna. A entrada não é maior do que uma pequena fenda, separando duas rochas. Mas você se insinua nela, e segue o seu guia familiar. Uma vela o espera, sobre uma pedra. Pegue a vela e olhe ao redor. A caverna está limpa. Talvez seja de cristal. O solo é arenoso. Atrás há outra abertura. Você atravessa e uma passagem serpenteia para baixo, profunda na terra.
Desça até o final. Você pode ver bem, por causa da vela acesa. No fim da passagem vê-se a luz do dia. Deixe a vela na saliência da rocha e saia. Você encontrou um novo local, agora está profundamente inserido numa paisagem. É um lugar de grande paz e beleza. Olhe ao redor e verá o mar. Não muito longe dos campos. Agora peça ao seu guia que o leve à melhor parte da praia. Lá encontrará areias pálidas e um rochedo alto. Uma fonte de água fresca borbulha pelas pedras e desce ao oceano. Este é um lugar sagrado. De novo olhe ao redor e então caminhe até a água. Você pode remar suavemente com as mãos, se quiser. Lá em cima aves marinhas chamam. Você pode sentir o cheiro do sal.
Agora peça à Deusa que apareça na praia na forma de uma jovem.
Você vai ver uma jovem correndo. Ela é graciosa e selvagem, podendo estar de branco ou prateado.
Ela para de correr e vem ao seu encontro. É a Deusa Selvagem. Sabe-se que é pura, e isto porque é auto-suficiente. Ela é a integridade. A mais perfeita liberdade. Sua condição de virgem se renova constantemente. Deusa da solidão selvagem e dos espaços abertos, possui afinidade com todos os animais e todos os jovens. Ela tem a poesia e o encantamento. Também conhece a sobrevivência em lugar ermo e todas as habilidades femininas para a caça, a construção de abrigos, montar a cavalo, encontrar água, buscar aventuras, libertar-se.

Ela não se importará se você apontar o athame e pedir para ver sua verdadeira forma, assim se certificando de que é mesmo a Deusa Jovem, e não uma imitação sentimental, um estereótipo de juventude feminina. Tendo se assegurado de que ela é quem aparenta ser, pode fazer-lhe perguntas sobre qualquer coisa. Indague, por exemplo, qual o melhor modo de proteger sua integridade. E pergunte o que ela gostaria de você, para que a pureza de intenção e a liberdade possam encontrar expressão em sua vida. Agradeça pelo tempo que passou com ela, e pergunte se agora pode ver a Mãe. A Jovem vai conduzi-la adiante, na praia, onde a Mãe está sentada sobre uma rocha, olhando o mar. Verifique se ela é realmente a Deusa. Ela estará trajada simplesmente, e talvez use vermelho. (Ou não. Não há regras. Pode estar vestindo azul ou verde. Depende de como seu espírito está harmonizado. Que cor ela usa para você?)
A Mãe é o poder de amar e de criar a vida, e ela é sem limites. Profundamente sexual, é toda erotismo, e sua experiência de paixão sexual liga-se à satisfação física e espiritual em êxtase. A educação de seus filhos é um fluir sem sentimentalismo, de profundo carinho. Nada é artificial ou falso nela, e seu amor possui um aspecto impessoal e desprendido. Ao mesmo tempo, é totalmente pessoal. Assim, ela é epifania e pode fazer nascer os mundos. Ela a criou e ainda a sustém. Pergunte-lhe o que quiser. E indague, finalmente, o que deseja de você, já que seu poder para criar a vida inclui profunda satisfação e encontra expressão em você. Depois agradeça pelo tempo que passou com ela e indague se pode ver a Velha.

A Mãe vai orientá-la em direção aos morros. Lá, sobre a areia, a Velha acendeu o fogo com pedaços de madeira lançados à costa. Ela pode ser vista ao longe, na praia, em busca de combustível. Ela também junta conchas, algas e pedras, para a magia. A Velha talvez use o robe negro, talvez não. Quando ela a vir, cumprimente-a imediatamente. (Não esqueça de investigá-la como fez com a Jovem e a Mãe. Confira se é a verdadeira Velha, a Velha Sábia.) Talvez ela lhe mostre o que juntou. A Sábia conhece todos os métodos de cura. Mas quando a Mulher Sábia esclarece coisas é para abrir caminho aos novos crescimentos. Ela é excelente para acabar com as confusões e assim alargar espaços para a decisão correta, uma escolha limpa. Sabedoria é seu nome. É, portanto, uma grande mestra. Também é a tecelã dos feiticeiros.
Pergunte-lhe qualquer coisa que quiser saber. E depois, o que ela deseja de você; o conhecimento e a compreensão dela podem ser expressos em sua vida. Agradeça-lhe, peça a sua bênção. Então deixe a praia, junto com seu guia familiar. Volte à caverna onde ficou a vela. Pegue-a e retorne, morro acima, através da passagem tortuosa de rochas, até a caverna mais alta, onde você pode depositá-la sobre a pedra. Volte de lá, atravessando as florestas, para a clareira. Agradeça a seu guia e retorne à esfera azul. Agradeça a todos os Espíritos Guardiães e faça uma invocação pedindo proteção e rumo, enquanto você dá o passo para dentro do mundo cotidiano da consciência desperta. Desenhe a esfera azul debruada de ouro ao seu redor.
É importante voltar tão vagarosamente do transe como ao ingressar nele. 

Agora você já viu os três aspectos da Deusa. Sendo mulher, vai se identificar com ela. Se for homem, poderia ainda fazer-lhe as mesmas perguntas, se quisesse, porque a reconheceria no seu lado feminino. Mas não seria possível corporificá-la. Então se aproximaria com a Alteridade, o outro lado da polaridade. (Como já falei, isto se aplica, sejam quais forem nossas inclinações sexuais.) Se fosse homem, suas experiências com ela seriam bem diferentes daquelas de uma mulher.

Para encontrar o Deus Cornífero

Mais uma vez, você deve visualizar sua esfera azul, pedir proteção aos Espíritos Guardiães e sentir a relva abaixo dos pés, como vê as árvores ao seu redor.

Chame o guia familiar e fale que deseja encontrar e conversar com o Deus Cornífero. (Não esquecer de mais uma vez confirmar seu guia familiar.) Peça que o acompanhe e guie, e depois o deixe na clareira. Como no último transe, caminhe pela vereda do bosque e encontre a caverna. Se ficar irritado ou tiver algum problema, peça ajuda ao guia. Como antes, você penetra na caverna pela fenda, entre duas rochas. E a vela está ali, esperando por você. Pegue-a e siga pela passagem tortuosa de pedras atrás de si, descendo e descendo, cada vez mais fundo. Você emerge outra vez numa bela e pacífica paisagem. Deixe a vela na saída da caverna.

Desta vez você não vai em direção ao mar, pois seu guia a levará para longe da costa, ao interior. Esta é uma terra selvagem e bela. Há regiões calcárias montanhosas e cinturões de árvores. Exceto nos terrenos mais altos, as florestas são densas. Atravessando os bosques emaranhados, você vai sair num monte despido de vegetação e começar a subir. Uma vez lá em cima, enxergará por muitas milhas de distância. Giz, pederneira e grama rústica estão todos sob seus pés. Agora você se encontra numa saliência estreita. Este também é um local sagrado.

Peça então para ver o Rei do Dia, o Jovem Caçador. Ele vem, caminhando a passos largos, homem alto trajando peles de animais e lã áspera. A cabeça possui chifres como os de um grande veado macho. Talvez esteja lhe sorrindo com ar divertido, pois este Deus é um brincalhão. Verifique se é o verdadeiro Rei do Dia, o Jovem Deus Cornífero. Ele de repente senta-se, indicando para você também sentar-se a seu lado. Ele é elegante e flexível, e você intui que ele pode ultrapassar o vento e tem grande força. Ele pergunta se você gostaria de ouvi-lo cantar. É natural que o faça. Você não lhe pediu auxílio, você não tem fome, você não está assustado? Bem, então a vida é para o prazer. Você prefere uma canção ou uma história? Ou, quem sabe, dançar? Neste último caso, você ensaiará passos de dança selvagem com o Deus Cornífero, no topo do monte deserto, acompanhando a música de seu trautear abafado. É uma dança louca, estranha, às vezes uma jiga, às vezes pura improvisação. E parece que seu próprio sangue se agita, e os distantes morros dançam, bem como as árvores, enquanto o Deus gira cada vez mais rápido e começa a rir. Você pode quase cavalgar o vento! Você quase tem os pés na terra e a cabeça em remotas estrelas. A vida se derrama, e você pode sentir-se ligada também à terra: você conduz a vida.

Um bruxo homem dançaria assim com o Deus Cornífero; ou é somente para você, sacerdotisa da Deusa, mulher? Não sei. Por que não? Entretanto, acho mais provável, num primeiro encontro, que um homem simplesmente pediria para despertar nele o poder vital de dançar. Assim como você já pediu à Deusa que despertasse o poder dela em você. Talvez seja a Jovem Deusa que gira rapidamente para longe com um macho, a dançar selvagemente na praia deserta, enquanto as ondas se espatifam, o vento voa e o borrifar salgado se transforma em prata.

Ao terminar a dança, você cai de novo. Está relaxado agora. Pode fazer perguntas ao jovem caçador-dançarino, o Deus Cornífero. Pergunte por que ele é caçador, se desejar. Ele provavelmente dirá que caça para sobreviver e não por diversão, levando só o que precisa para se alimentar. Vai dizer ainda que é um animal perseguido, ligado a outras criaturas que estão sendo caçadas. Ele é também o veado macho se defendendo, aprisionado e morto. Este é o mistério que nos diz muito sobre o Deus, e sobre nós próprios, de acordo com a nossa reação. E fica além da lógica. O significado só pode ser sentido na profundeza do nosso ser, e não de maneira objetiva.

Lembre-se de que este Deus é o Rei da Morte, como o é da Vida. A Morte é um aspecto da Vida. Ele é agudo como a pederneira aos seus pés, suave e macia como o giz. Flechas de pedra e figuras de giz. Pois o artista que desenha figuras de giz na calçada de uma cidade pode também manifestar o Deus Cornífero.

Quando você fizer todas as perguntas, indague também como pode expressar e sustentar seus princípios de vida em selvagem alegria e honestidade, cumprindo a verdade dos instintos opostos às nossas falsas e condicionadas representações — instintos reais, que embelezam a vida e a sustentam.
Então agradeça-lhe e diga que deseja ver o Velho Sábio, que é seu outro Eu. Ele vai lhe mostrar o caminho que desce o monte e penetra no bosque. Aqui você verá o Velho Sábio dirigindo-se ao seu encontro. Folhas podem estar emaranhadas na sua barba, e talvez o perceba como um velho louco e excêntrico, e também um sábio astrólogo. Os chifres ainda estão na sua cabeça e ele tem uma capa de lã rústica sobre o corpo. Não é um mágico da corte, mas um xamã. Ele pode deixar o corpo quando quiser e colecionar a sabedoria escondida nas raízes das árvores; ou então, transformado em cão, uivar para a Lua, ou dançar como lebre de março. Ele possui o poder das chamas de velas entre os dedos. Elas brilham douradas e vermelhas, enquanto ele mistura as ervas. Suas capacidades curativas têm o poder de todos os elementos, e ele é ainda o guia nos reinos após a morte, onde esteve também. Na vida ele é perito nos mistérios. Depois da vida, é o guia antigo e traz a compreensão. 

Após certificar-se de que é o genuíno Rei da Noite, seguindo os mesmos procedimentos já expostos, siga-o adiante no bosque. Aqui, verá um abrigo rústico, construído de madeira, lama e musgo. Ele o convida para entrar. (O que se vê ali?) Então ele acende uma vela. Não estava escuro antes, mas agora tudo ficou mais brilhante pelo resplendor da vela, até o distante e misterioso sombreador além. O Velho Sábio está quieto, mas sua presença não é austera. Agora ele indaga de que criatura você quer aprender. Pergunta estranha. Se você não tem nenhuma idéia, é melhor dizer: "De quem eu mais preciso aprender?"

Ele toca a sua testa. Imediatamente você se transforma em raposa, texugo, gato, galinha, coruja ou cabrito ou o que você escolheu ou precisou ser para obter mais conhecimentos. Logo a mudança é completa e você mudou de forma. Ele o leva adiante, e você explora a floresta ao seu lado. Se você é um pássaro, voa no céu. Não existe medo, porque ele a protege. Mais que uma vez, ele pode ajudar na mudança. Talvez seja um peixe e nade na correnteza de um rio veloz, ou então uma águia, ou lontra ou corça, ou mesmo borboleta. O Velho nunca está longe. Ele pode falar-lhe de dentro de uma árvore ou de uma rajada de vento.
Finalmente, você retorna ao casebre e ele toca sua testa uma última vez. Você volta à forma humana, de mulher. A vela já queimou bastante. O Velho Sábio a olha insistentemente e espera as suas perguntas. Você agora aprendeu, talvez, a arte de voar, ou a arte de ser ave, fera ou cobra. Peça que ele explique outros mistérios sobre pássaros e animais. Pergunte o que quiser. Finalmente peça-lhe para dizer como você pode expressar essas perícias mágicas e essa compreensão no seu dia-a-dia.
Se ele perguntar algo, responda honestamente.

Bruxos homens podem ter essa experiência, não com o Velho Sábio, mas com a Velha Sábia que tece os transes. Aqui, acho que eles simplesmente fariam perguntas, e mais tarde pediriam ao Velho Sábio que lhes despertasse o sentimento dos mistérios, que abrangem o fino deleite da magia e uma busca da verdadeira sabedoria.

Agradeça ao Velho Sábio e peça a sua bênção. Você deve então retornar à caverna onde deixou sua vela. Peça ao seu guia familiar que lhe ensine o caminho. Atravesse a passagem da rocha, suba à parte mais alta, onde mais uma vez deve deixar a vela. E volte à clareira.
Agradeça ao seu guia. Retorne à esfera azul e então reverencie os Espíritos Guardiães.
Desenhe ao redor de si uma esfera azul debruada de ouro. Quando estiver pronto, levante-se.
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Próximo post, Músicas pagãs e New Age!
Perguntas nos comentários ou pelo link de contato na barra lateral.

2 comentários:

Muito bom! esperando ansiosamente o próximo post!

MUITO BOM, PARABÉNS HUDSON >:<

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O uso das técnicas, rituais e conhecimentos adquiridos no Além do Físico é de responsabilidade única e exclusivamente sua, caro leitor. Não me responsabilizo, em nenhum nível, pela má utilização de tais ferramentas mágicas e espirituais.

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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