Além do Físico

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Vamos falar dos materiais utilizados para confeccionar os instrumentos mágicos, roupas e acessórios e como eles reagem à energia psíquica.

Toda a matéria física tem uma contraparte sutil, etérica - portanto interage com as energias psíquicas manipuladas na magia. Quando empregamos certas ervas num feitiço ou poção, estamos utilizando a sua energia (chamada Númen, como já expliquei aqui no blog), muito mais do que os seus constituintes químicos. Por isso elas são muito mais poderosas quando verdes, e ainda mais, se tiverem sido colhidas do modo apropriado: numa data astrológica favorável, com um athame ou bolline, pedindo a permissão e a colaboração do espírito da planta e guardando-a imediatamente, numa embalagem isolada.

Ervas, folhas ou flores conservam a carga psíquica por aproximadamente quatro dias (ou mais, se forem colocadas em saquinhos). Raízes, casca de árvores, madeira, sementes, grãos e bagos permanecem carregados de três meses a um ano. Gomas e resinas mantêm suas cargas durante anos.

Os instrumentos mágicos são utilizados para direcionar as energias internas do magista, e as externas por ele controladas, e ainda, despertar em sua psique o estado de consciência ideal para a magia. Isso quer dizer que o athame, a varinha (ou bastão), o cálice e o pentáculo tem uma função psicológica, tanto quanto mágica - pois se forem consagrados adequadamente, armazenarão energia psiquica e se tornarão cada vez mais poderosos. Eles devem ser de materias condutores, pois, apesar de a energia ser sutil, ela necessita de um veículo físico para a sua manifestação.

Substâncias cristalinas, tais como pedras preciosas, conservam o magnetismo melhor do que tudo o mais; os metais são igualmente bons; preciosos ou não. Um canivete, por exemplo, conservará adequadamente o magnetismo. A madeira conserva-o mal, assim como o papel, a lã, o algodão e a seda artificial, especialmente esta última. A seda e o linhão são bons. A borracha e o plástico são inúteis. O vidro depende da forma para manter seus poderes. Se está cortado de modo que refrate a luz, ele é muito bom; se é liso e transparente, como o vidro das janelas, é quase inútil. A pedra é média. A cerâmica, pobre. Um artigo trabalhado não é tão bom quanto um artigo simples. Por exemplo, um anel cravejado não é tão bom quanto um anel de sinete.


Os materiais que não conservam o magnetismo, então chamados isolantes, não são completamente inúteis na magia. São utilizados como invólucros vedados psiquicamente para os materiais carregados, não deixando sua energia escapar para os arredores. A seda é a mais utilizada para guardar objetos mágicos, assim como para fechar um ou mais chakras quando isso é necessário (como durante um ataque psíquico, em que se fecha o chakra do plexo solar para evitar a perda de energia vital, ou a entrada de cargas nocivas no sistema energético). Desse modo, as roupas ritualísticas devem ser feitas de fibras naturais, como algodão e linho. Bruxos gardnerianos argumentam que até mesmo estes tecidos interferem na qualidade de energia de um ritual, e por isso defende a prática de nudez ritual.



Na bruxaria especialmente, utiliza-se muito a energização de água, óleos e cordas. A água é um bom acumulador psíquico quando gelada - abaixo de 6° graus celsius é o ideal (nessa temperatura, a energia vai ser atraída com grande facilidade para a água). Quando a água vai se tornando gradativamente mais morna em função do aumento da temperatura, a sua capacidade de assimilação vai diminuindo rapidamente. Entre 36-37 graus centígrados ela se torna neutra para o magnetismo (a capacidade natural de atração perde a força, mas ainda é possivel carregar a água em temperatura ambiente).
Os óleos são muito bons e conservam a carga durante muito tempo. As cordas dependem do material de que são feitas, mas geralmente conservam o magnetismo por poucas horas. Durante a energização, em uma das pontas é feito um nó, na outra direciona-se o poder, e logo depois, também ata-se esta ponta. Quando for liberar a carga, um dos nós é desfeito e a ponta da corda é encostada no objeto/pessoa alvo.

Outro fator a ser considerado é chão de onde será realizado um ritual. Geralmente puxa-se o poder da Terra para o corpo, carregando-o com energia para realizar a magia. O concreto é isolante e torna esse processo quase inútil. É sempre recomendado praticar rituas de bruxaria ao ar livre, com o pé na terra. Se isso não for possível, abra um portal para o centro da Terra (expliquei isso aqui), coloque suas raízes diretamente nele e puxe o poder. Lembre-se de fechal o portal depois.

Por fim, faço uma ressalva. Todas essas relações de materiais e sua capacidade de impregnação são referentes à energia vital, o biomagnetismo. Qualquer objeto, independente de sua constituição física, pode ser carregado magicamente com o princípio do Akasha (o quinto elemento, o Espírito) e com formas-pensamento. Mas isso já é outra história...

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O uso das técnicas, rituais e conhecimentos adquiridos no Além do Físico é de responsabilidade única e exclusivamente sua, caro leitor. Não me responsabilizo, em nenhum nível, pela má utilização de tais ferramentas mágicas e espirituais.

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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