Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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Continuando o post anterior, apresento agora a técnica utilizada para a "verdadeira invocação". Neste ponto, você já deve ter pesquisado sobre o deus ou a deusa, reunido o maior número de informações sobre ele(a), coletado símbolos e correspondências e criado uma imagem mental preliminar da forma divina que irá assumir. Releia o post anterior. Como qualquer técnica mágica avançada, já fica implícito que o magista deve executar todos os procedimentos preparatórios, eu uso a seguinte sequência:

1) purificação (banho, defumação, meditação),
2) ligação com a Terra (meditação da Árvore da Vida - ou qualquer outra técnica de ancoramento ou concentração),
3) centramento (trazer a energia da Terra para o seu corpo),
4) abrir os chakras (usar essa energia para energizar os centros de energia) e
5) entrar em alfa (estado alterado de consciência).

Se você já está acostumado com outro tipo de treinamento mágico, use o que for correspondente no seu sistema.


Na hora de fazer o círculo mágico, há um momento em que você vai precisar chamar o deus ou a deusa; nes­se momento, pare na frente do altar e prepare-se. Faça-o refletindo o que você espera conseguir por meio do ritual completo. Pense nos aspectos da divindade com os quais você escolheu trabalhar. Por que razão essa entidade é importante para o seu trabalho? A questão aqui é lembrar a si mesmo, antes de começar, qual é o seu objetivo. A concentração no objetivo deve preceder qualquer ato mágico a fim de ajudá-lo a focar nas energias específicas que você planeja usar.

Tente simplificar a essência da deidade em uma palavra ou duas, como "proteção" ou "paz e cura". Repita as palavras silenciosamente e feche os olhos. Continue o mantra silencioso, incline a cabeça para cima e levante os braços, com as palmas voltadas para o teto ou para o céu.

 Ainda com os olhos fechados, imagine um rodamoinho prateado irideseente acima de você, brilhando no escuro. Veja-o como uma luz cósmica, parecido com uma galáxia em espiral no telescópio. Mas essa espiral tem mais a forma de um cone, e seus braços estão conec­tados em algum ponto luminoso bem acima de você. Os outros braços desses fios reluzentes se espalham ao seu redor e entram no chão, em direção a algum lugar para além do horizonte. O que você vê é um vórtice de energia divina movendo-se vagarosamente.

Continue a repetir silenciosamente as palavras que escolheu. Enquanto faz isso, fixe a sua atenção em um dos braços espiralan­tes. Aquele que você escolher, aparentemente ao acaso, com certeza, será o ideal, não tenha dúvidas. Veja o braço começar a parecer que está crescendo. Mas não, não é exatamente isso... o que está de fato acontecendo? Será que ele está se movendo para baixo em direção a você?

Esticando-se graciosamente, o braço em espiral vira um feixe prateado que se aproxima do topo da sua cabeça. Sinta sua energia pulsante aproximando-se de você.

Faça contato. Quando o feixe alcançá-lo, repita as palavras mais uma última vez, reconhecendo esse aspecto da energia divina que aca­bou de tocá-lo. Pode ser que você sinta um leve solavanco — saboreie-o por um momento.

Enquanto inspira profundamente, comece a abaixar os braços de­vagar. A ideia é que você sinta e imagine — com os olhos fechados — que a energia está entrando em você gradualmente pelo topo da cabeça enquanto realiza essa ação. Na primeira inalação, você deve abaixar os braços até o nível dos ombros (de forma que apontem para os lados de fora). Sinta a energia que chega aos seus ombros. Conforme exala, sinta ficar mais intensa essa pulsação na cabeça, no pescoço e nos ombros.

Inspire mais uma vez e abaixe os braços a um ângulo de 45°, sentindo e visualizando a energia chegando até os seus quadris. Expi­re, permitindo que a energia pulse mais intensamente, agora através dessa área.

Por fim, inspire urna terceira vez, abaixando completamente os braços e imaginando a energia movendo-se para os seus pés. Mante­nha essa concentração na expiração final, sentindo e visualizando a energia pulsando através de todo o corpo.

Concentre-se na sua ligação com essa corrente especifica de energia divina por mais um momento. Observe uma vez mais como o feixe entra pelo topo da sua cabeça. Veja o seu corpo inteiro reluzindo com essa luz prateada. Perceba a sua nova aura ou corpo de luz.

Abra os olhos. A sensação é a de estar em um estado de percep­ção levemente alterado, resultado de algo mais do que as visualiza­çoes e o mantra. É a consequência do poder divino que você acessou. Use esse estado para prosseguir, sabendo que agora está próximo do divino,

Olhe para os símbolos que você reuniu em honra ao Deus ou à Deusa que está prestes a invocar. Não medite sobre eles. Em vez dis­so, confie no seu subconsciente para entender o significado que esses simbolos têm para o seu ritual.

Aqui você começa a recitar ou ler a invocação que preparou. As palavras que você escreveu ou modificou devem fazê-lo sentir o impacto total do significado delas na sua mente, de forma automática. Isso é desejável, e você estará fazendo mais do que apenas lê-las ou recitá-las.

Conforme recita vagarosamente a invocação, comece a imagi­nar, com os olhos abertos, que a aura prateada reluzente está mudando de forma em torno de você. Recorde-se do tipo de visualização que você faz quando se imagina com um corte de cabelo ou uma roupa diferente. Use essa estratégia para imaginar a sua aura mudando para ficar parecida com a forma do Deus ou da Deusa.

Apesar de não ser crucial, a velocidade com que você assume a forma divina funciona mais facilmente se você visualizar as mudan­ças enquanto recita a invocação. Tente enxergar primeiro as mudanças gerais e depois concentre-se em cada detalhe. É como moldar uma imagem no barro. Primeiro você estabelece a forma antropomórfica, então molda um esboço das roupas e, por fim, acrescenta caracterís­ticas específicas, como cintos e acessórios. Por fim, quando já tiver feito um bom aquecimento, trabalhe no rosto.

Mas sinta-se livre para visualizar os aspectos de sua inspirada forma divina na sequência que funcionar melhor para você.

Quando terminar de recitar as palavras, feche os olhos e dê os toques finais na sua visualização. Alguns de vocês que não têm muita prática em visualizar podem preferir não acrescentar cores à forma divina ainda. Entretanto, se você já tiver prática, pode adicionar de­talhes, como o cabelo, os olhos e, digamos, a cor do manto.

Agora você está paramentado e permeado com a forma do Deus ou da Deusa. A partir desse ponto, pode atuar no ritual com o poder dele ou dela ajudando-o. Não é necessário se preocupar mais com a visualização do feixe prateado no topo da sua cabeça. Apenas man­tenha da melhor forma possível a visualização da forma divina cercando você enquanto realiza a Magia.

Quando terminar a cerimônia, você vai querer retornar á sua consciência normal desperta. Anuncie em voz alta que o ritual chegou ao fim e agradeça ao Deus ou à Deusa que proporcionou auxilio. Por favor, não se despeça simplesmente da divindade, como se estivesse liberando um funcionário para voltar para casa. Estamos lidando aqui com um aspecto do Criador!

Após agradecer, feche os olhos e visualize a forma divina trans­formando-se devagar para a antiga aura prateada reluzente. Conside­rando que tudo o que você consiga imaginar novamente é a luz, estará pronto para canalizar apropriadamente essa energia. A cada expira­ção, imagine-a começando a se dissipar, transformando-se em uma substância semelhante a urna névoa que sai pelos poros da sua pele. Parte da energia irá, por osmose, deixá-lo e retornará à Fonte, e parte ficará com você, proporcionando uma sensação bem agradável pelo restante da noite.


FONTE: Bruxaria Noturna - KONSTANTINOS.

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O uso das técnicas, rituais e conhecimentos adquiridos no Além do Físico é de responsabilidade única e exclusivamente sua, caro leitor. Não me responsabilizo, em nenhum nível, pela má utilização de tais ferramentas mágicas e espirituais.

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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