Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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Transcrevo abaixo, trechos do livro "Os Mistérios Wiccanos" do autor Raven Grimassi, ensinando técnicas mágicas muito úteis e relativamente fáceis. As técnicas estão dispostas na ordem, assim a anterior é sempre pré-requisito da próxima. Trata-se de manipulação e aplicação de energia vital para a obtenção de resultados mágicos práticos através de sigilos.

A Respiração Ódica

A energia descrita como ódica [um outro nome para energia vital, prana, chi, ki] pode ser armazenada e condensada para fins mágicos através de exercícios de respiração profunda ou estímulos sexuais. O produto resultante pode ser passado para o sangue através de uma técnica conhecida como "Informação" , a qual é em seguida empregada com fins mágicos. A técnica é bem simples e pode ser praticada seguindo estes passos básicos:

1- Relaxe o corpo e permita que seus pensamentos se acalmem; acalme a mente.

2- Concentre a atenção no desejo de seu encantamento mágico. Veja o resultado claramente na sua mente.
3- Gere as emoções para carregar o sangue. Encha-se com o desejo pelo resultado. Se estiver empregando estimulação sexual como fonte de energia, inicie nesta fase.

4- Comece a respirar profundamente apenas pela boca, inspirando e expirando quatro vezes sucessivamente, enquanto encolhe os músculos da barriga levemente. Isso manterá o ar fora do estômago e o auxiliará a encher apenas os pulmões.

5- Prenda a respiração na próxima inalação e mentalmente transfira a imagem do seu desejo à área-chakra do coração.


6- Solte lentamente a respiração sobre o objeto que deseja carregar. Enquanto assim faz, transfira mentalmente a imagem do desejo, vendo a imagem ser levada pela expiração. Seu desejo está agora magicamente transferido ao objeto e vibrará com a energia do seu desejo (atraindo-o desse modo, semelhante a semelhante).

Informação


Informar é a arte de transmitir imagens mentais, através da força de vontade da mente, a objetos ou substâncias alvo. Como seres humanos, todos nós possuímos a centelha criativa do que nos criou. Assim sendo, numa escala menor, também nós podemos criar ao atrair a essência espiritual interna de nosso próprio ser. Tudo do que necessitamos é manter nosso desejo sob controle e empregá-lo para criar imagens claras e cristalinas. A isso acrescenta-se a energia do desejo ardente para fortalecer a imagem e transferi-la.
A excitação sexual é o método mais eficaz para estimular a respi­ração. Através desse estímulo os centros de força do corpo se abrem, inundando o sistema nervoso central e estimulando as glândulas endó­crinas. O sangue fica eletromagneticamente carregado pelo calor meta­físico criado pelo estímulo e pela respiração acelerada. A essência dessa carga é carreg
ada no vapor emitido pelos pulmões, o hálito de magia. Muitos textos antigos de magia utilizam a respiração no lançamento de encantamentos e outros trabalhos de magia.
Uma vez aquecido o sangue, a mente a seguir o imbui com urna imagem mental simbolizando o efeito desejado. Essa imagem é essencial na inclusão da carga mágica, para que ela possa ser transmitida pela res­piração (ver seção Sigilos Mágicos). Deve-se permitir que a carga se for­taleça no sangue até que se sinta uma sensação de calor interno e um pulsar do sangue. Uma vez atingido esse estágio, pode-se direcionar a respiração ao talismã que a conterá, ou ao alvo que se deseje influenciar. Para liberar com sucesso a energia, é preciso concentrá-la e projetá-la (fixa-la e direcioná-la) com o poder da mente/vontade.

Sigilos Mágicos

Sigilos são desenhos que condensam um desejo, conceito ou aspec­to. Essencialmente, eles englobam o objetivo ou resultado desejado do encantamento no qual são empregados. Ao criar um sigilo, o praticante incute seu desejo num desenho. Assim, ele não precisará mentalizar o efeito desejado do encantamento mágico enquanto pratica o ritual. Isso libera o praticante da necessidade de pensar no porquê do lançamento do encantamento, permitindo que ele se concentre totalmente na gera­ção e direcionamento da energia mágica.

Uma das técnicas mais eficazes para a criação de sigilos é conden­sar o resultado desejado em figuras básicas. Por exemplo, se desejasse lançar um encantamento para aumentar minha concentração, eu escre­veria: "Desejo aumentar minha capacidade de concentração". A seguir, começaria a condensar essa frase através da eliminação de todas as letras repetidas (enquanto reescrevo): "Desjo aumntar ih cp ç". Em seguida, incorporo todas as letras restantes num único desenho, usando minha própria imaginação. A isso damos o nome de Alfabeto Mágico, o qual é atribuído ao grande ocultista Austin Spare, que aprendeu essa arte com uma bruxa da Nova Inglaterra. Ao fitar o sigilo enquanto gera energia mágica, que será utilizada para carregar o encantamento, o praticante transfere diretamente o desejo ao subcons­ciente. Isso ocorre porque a mente consciente não compreende mais a sentença; portanto, outros níveis de consciência são ativados para deci­frar o que os olhos estão vendo.
As ilustrações a seguir fornecem excelentes exemplos de como criar sigilos a partir de palavras.

O Alfabeto Mágico
O segredo de como tudo isso funciona e realmente bem simples. Todos nós já passamos por urna situação na qual somos incapazes de lembrar o nome de uma determinada pessoa, ou a letra de urna certa música, mas horas ou dias mais tarde a informação subitamente surge em nossa mente consciente. Isso se deve ao fato de que a mente esteve agindo nos bastidores para tentar solucionar o problema. É natureza da consciência agir assim. Do mesmo modo que a mente consciente está ligada ã dimensão física, a mente subconsciente está ligada à dimensão astral. Quando o consciente não consegue interpretar algo, a mente sub­consciente é ativada. Aqui, em nosso exemplo, ela passa a um segundo plano para interpretar o sigilo. O que se manifesta no plano astral passa em seguida a mover-se rumo à manifestação no plano físico. Os sonhos são um exemplo de como o subconsciente trabalha em diversos conceitos que a mente consciente não consegue. Como Joseph Campbell notou certa feira, a mente consciente é um órgão secundário. Constitui apenas uma fração de nossa consciência total e todavia cremos que ela esteja no controle (entretanto, não é assim).


Mabon,  ou Equinócio de Outono,  é comemorado entre 21 e 23 de março [este ano, em 20 de março]. Marca o fim das colheitas que irão garantir a sobrevivência durante os meses de inverno.  As noites e os dias se igualam novamente e a Deusa e o Deus são anciãos,  apesar dela ainda trazer no ventre o fruto de sua união sagrada.  O Deus prepara-se para a morte,  enquanto a Deusa assumirá uma fase de recolhimento,  durante a qual aguardará a vinda da Criança da Promessa.
           É o tempo final de escoamento das forças energéticas,  mas num nível mais perigoso.  Utilizar as energias de declínio em Mabon requer muita prática na Arte.   A origem dos ritos de Mabon é muito antiga e é quase certo que os celtas o tenham assimilado  através  de contatos com os gregos.  Nas antigas lendas de Perséfone,  encontramos ecos longínquos desse simbolismo.  O Mito da Descida da Deusa também nos remete a antigas celebrações realizadas em Eleusis,  onde a Deusa descia às profundezas da terra para encontrar o Deus,  surgindo novamente mais tarde para conceber o Filho da Promessa,  que renascia como a garantia do retorno da fertilidade e da vida.
          O período de recolhimento traduz-se no próprio recolhimento da força da Natureza. As árvores começam a perder suas folhas,  os campos novamente estão sem vida,  e o clima torna-se mais frio.  Tal recolhimento deverá ser observado também em nosso interior,  e devemos nos preparar para encararmos um novo e duro ciclo de declínio e morte.

SUGESTÃO DE RITUAL

A Deusa é a Dama da Abundância. Seu caldeirão, sua cornucópia, produz todas as coisas boas, uma abundância de bênçãos. O Deus é o Rei da Colheita. Sua união é frutífera e faz tudo sobre a Terra.
Vocês poderiam iniciar o equinócio do outono decorando a sala e o altar com flores e frutas da estação. Lancem o círculo e invoquem a Dama e o Rei de toda a Abundância. Uma vela apagada deve estar no caldeirão, ao centro. Ao redor da base da vela, espigas de milho. Acendam a vela, pronunciando:


Abençoados agora ao equinócio de outono, tempo da espiral dupla, da torção sobre o fio do destino, ao ponto silencioso na noite escura, onde há o renascimento da luz e da vida. Assim, todos viajam ao reino do inverno. E a colheita, o grão ceifado, nos sustenta por meio da estação, contendo as sementes que serão plantadas na primavera. Pois o círculo da vida não se quebra. Acendemos esta vela ao Sol minguante.


Caminhem sete voltas para a esquerda (na direção contrária aos ponteiros do relógio), ao redor do caldeirão. Em seguida em espiral, na direção do centro. Ajoelhem-se ou sentem-se de pernas cruzadas ao lado do caldeirão. Retirem dele as espigas de milho, dizendo:

Os tempos minguantes trazem a colheita.
Ao final, existem os frutos.
Enquanto viajamos pelo inverno, reino da morte,
os frutos da vida nos sustentam
e contêm as sementes
da vida nova. O mistério é visto,
em toda parte revelado, mas selado
no silêncio e na escuridão.

Olhem o milho. Fechem os olhos e procurem senti-lo como a essência do Sol e da Terra, contendo a vida nova. Aqui, na colheita, estão as sementes do próximo ciclo. Como são revelados os mistérios? Perguntem à Deusa e ela lhes indicará, se quiser. Vocês podem ter visões de ciclos, círculos, ou da escura viagem sublunar e, de volta outra vez, uma jornada labiríntica. Peçam para compreender o propósito disso, ou, dentro disso, o verdadeiro propósito da criação. Se vocês forem abençoados com o entendimento, já é uma colheita interior. Agradeçam por tudo que virem, abram os olhos. Levando o milho, caminhem sete vezes no sentido dos ponteiros do relógio, espiralados ao redor do círculo.
Coloquem as espigas sobre o altar. Mais tarde, elas podem ser amarradas com uma fita vermelha e penduradas, durante o inverno, em algum lugar da casa. Em frente ao altar, pronunciem:

Celebramos o ganho, os frutos
e toda a abundância da Terra,
dançando a espiral que sai e a espiral que entra.
Cada final é seguido de um começo.
Pausem, por momentos, e continuem:
O joio interno
nas sementes que crescerão
escondido está até a primavera,
O anel inquebrável do renascer.
A colheita sustém
até vir de novo a primavera.
Estação dadivosa,
as sementes permanecerão.

Repitam as duas últimas linhas como uma cantiga. Dancem movendo-se para a direita, alegremente, construindo um poder criativo, a dança da vida (não convém usar vestes largas por causa da chama nua). Coloquem a energia da terra em três cordões ou fitas que serão postas dentro do caldeirão. Trancem os cordões, no comprimento suficiente para ser usado como um colar. Depois amarrem as pontas, criando um círculo.
Enquanto trançam, visualizem a tecedura da rica colheita deste ano, e qualquer coisa ou tudo que dê esperança de vida sobre a Terra. Citem, ao tecer, as vitórias, mesmo as pequenas e simples, sobre questões ambientais; um livro que os inspirou; uma mudança na opinião pública quanto à exploração dos recursos naturais; uma guerra finda; um esforço criativo, bem-sucedido, alcançado por alguém ou por um grupo; uma conquista justa ou uma resolução de conflito sobre a Terra. Estas são as sementes do novo. São as estrelas do Círculo do Renascimento.Enquanto atam as pontas e completam o círculo, digam: O círculo é inquebrável. A vida nunca morrerá.
Ergam a trança fechada acima do altar, depois depositem-na. Mais tarde deve ser guardada num lugar seguro até o equinócio da primavera, quando poderá ser enterrada e, assim, magicamente, entregue à Terra, para o seu prosseguimento. Sentem-se em silêncio por algum tempo e pensem no feitiço que lançaram. Visualizem a Terra saudável. Visualizem a continuidade da vida. Quando estiverem prontos, retornem ao altar e agradeçam à Deusa e ao Deus por suas colheitas pessoais, pelo que colheram em suas próprias vidas. Coloquem uma oferenda — talvez um poema ou desenho que realizaram — sobre o altar. Então visitem os quatro "quartos", como fizeram no equinócio da primavera. Desta vez, tragam oferendas a cada "quarto", para agradecer.
No "quarto" leste, meditem a respeito da colheita de suas idéias, seus conceitos e realizações. Fechem os olhos e pensem em todas as novas idéias que tiveram no ano passado. Agradeçam aos Espíritos Guardiães do Ar e, a seguir, coloquem um punhado de incenso em brasas de carvão ou queimem mais incenso, em agradecimento.
Ao sul, cerrem os olhos e pensem em algum progresso, na saúde ou vitalidade, ou em algum sucesso, em aventuras, ou "pontos altos". Agradeçam quaisquer mudanças benéficas, depois untem a vela com óleo essencial, em oferenda. Derramem vinho ou caldo de maçã na água, como oblação. Ao norte, perscrutem e agradeçam as bênçãos manifestas que vocês colheram, os resultados físicos do trabalho feito em casa ou no jardim, artisticamente, criativamente, ou na sua profissão. Façam uma oferenda de pão e deixem no altar ao lado da pedra, ou sobre a travessa (ou pentáculo) com terra. No centro do círculo, ao lado do caldeirão, visualizem a maneira pela qual os elementos de sua vida se entrelaçam para criar a essência inteira do ser. Agradeçam por tudo que notarem ser uma nova integração em si próprios, em suas existências. Há algum princípio ou atividade que parece trancar o resto? Citem-no. Depois tirem o cordão branco de dentro do caldeirão. Como oferenda, ate-o com cinco nós, um para cada "quarto" e um para o centro, o ponto silencioso. Amarrem as pontas do cordão e guardem também para a primavera.
Meditem por instantes a respeito das perdas e ganhos em suas vidas. O que parece estar fugindo? Este é o tempo de soltar, com agradecimentos pelo que aquilo significou; ou propositalmente atirem fora o que não precisam mais, a bagatela. Mas sua colheita, pela qual agora mesmo agradeceram, contém as sementes do ciclo seguinte. Sintam o equilíbrio.
Após a comunhão, o círculo fica "aberto mas não rompido". Depois, abandonem o lugar entre os mundos e sigam na direção do outono.
FELIZ EQUINÓCIO DE OUTONO!


FONTES: Wicca Gardneriana - Mario Martinez
A Bruxa Solitária - Rae Beth

Continuando o post anterior, apresento agora a técnica utilizada para a "verdadeira invocação". Neste ponto, você já deve ter pesquisado sobre o deus ou a deusa, reunido o maior número de informações sobre ele(a), coletado símbolos e correspondências e criado uma imagem mental preliminar da forma divina que irá assumir. Releia o post anterior. Como qualquer técnica mágica avançada, já fica implícito que o magista deve executar todos os procedimentos preparatórios, eu uso a seguinte sequência:

1) purificação (banho, defumação, meditação),
2) ligação com a Terra (meditação da Árvore da Vida - ou qualquer outra técnica de ancoramento ou concentração),
3) centramento (trazer a energia da Terra para o seu corpo),
4) abrir os chakras (usar essa energia para energizar os centros de energia) e
5) entrar em alfa (estado alterado de consciência).

Se você já está acostumado com outro tipo de treinamento mágico, use o que for correspondente no seu sistema.


Na hora de fazer o círculo mágico, há um momento em que você vai precisar chamar o deus ou a deusa; nes­se momento, pare na frente do altar e prepare-se. Faça-o refletindo o que você espera conseguir por meio do ritual completo. Pense nos aspectos da divindade com os quais você escolheu trabalhar. Por que razão essa entidade é importante para o seu trabalho? A questão aqui é lembrar a si mesmo, antes de começar, qual é o seu objetivo. A concentração no objetivo deve preceder qualquer ato mágico a fim de ajudá-lo a focar nas energias específicas que você planeja usar.

Tente simplificar a essência da deidade em uma palavra ou duas, como "proteção" ou "paz e cura". Repita as palavras silenciosamente e feche os olhos. Continue o mantra silencioso, incline a cabeça para cima e levante os braços, com as palmas voltadas para o teto ou para o céu.

 Ainda com os olhos fechados, imagine um rodamoinho prateado irideseente acima de você, brilhando no escuro. Veja-o como uma luz cósmica, parecido com uma galáxia em espiral no telescópio. Mas essa espiral tem mais a forma de um cone, e seus braços estão conec­tados em algum ponto luminoso bem acima de você. Os outros braços desses fios reluzentes se espalham ao seu redor e entram no chão, em direção a algum lugar para além do horizonte. O que você vê é um vórtice de energia divina movendo-se vagarosamente.

Continue a repetir silenciosamente as palavras que escolheu. Enquanto faz isso, fixe a sua atenção em um dos braços espiralan­tes. Aquele que você escolher, aparentemente ao acaso, com certeza, será o ideal, não tenha dúvidas. Veja o braço começar a parecer que está crescendo. Mas não, não é exatamente isso... o que está de fato acontecendo? Será que ele está se movendo para baixo em direção a você?

Esticando-se graciosamente, o braço em espiral vira um feixe prateado que se aproxima do topo da sua cabeça. Sinta sua energia pulsante aproximando-se de você.

Faça contato. Quando o feixe alcançá-lo, repita as palavras mais uma última vez, reconhecendo esse aspecto da energia divina que aca­bou de tocá-lo. Pode ser que você sinta um leve solavanco — saboreie-o por um momento.

Enquanto inspira profundamente, comece a abaixar os braços de­vagar. A ideia é que você sinta e imagine — com os olhos fechados — que a energia está entrando em você gradualmente pelo topo da cabeça enquanto realiza essa ação. Na primeira inalação, você deve abaixar os braços até o nível dos ombros (de forma que apontem para os lados de fora). Sinta a energia que chega aos seus ombros. Conforme exala, sinta ficar mais intensa essa pulsação na cabeça, no pescoço e nos ombros.

Inspire mais uma vez e abaixe os braços a um ângulo de 45°, sentindo e visualizando a energia chegando até os seus quadris. Expi­re, permitindo que a energia pulse mais intensamente, agora através dessa área.

Por fim, inspire urna terceira vez, abaixando completamente os braços e imaginando a energia movendo-se para os seus pés. Mante­nha essa concentração na expiração final, sentindo e visualizando a energia pulsando através de todo o corpo.

Concentre-se na sua ligação com essa corrente especifica de energia divina por mais um momento. Observe uma vez mais como o feixe entra pelo topo da sua cabeça. Veja o seu corpo inteiro reluzindo com essa luz prateada. Perceba a sua nova aura ou corpo de luz.

Abra os olhos. A sensação é a de estar em um estado de percep­ção levemente alterado, resultado de algo mais do que as visualiza­çoes e o mantra. É a consequência do poder divino que você acessou. Use esse estado para prosseguir, sabendo que agora está próximo do divino,

Olhe para os símbolos que você reuniu em honra ao Deus ou à Deusa que está prestes a invocar. Não medite sobre eles. Em vez dis­so, confie no seu subconsciente para entender o significado que esses simbolos têm para o seu ritual.

Aqui você começa a recitar ou ler a invocação que preparou. As palavras que você escreveu ou modificou devem fazê-lo sentir o impacto total do significado delas na sua mente, de forma automática. Isso é desejável, e você estará fazendo mais do que apenas lê-las ou recitá-las.

Conforme recita vagarosamente a invocação, comece a imagi­nar, com os olhos abertos, que a aura prateada reluzente está mudando de forma em torno de você. Recorde-se do tipo de visualização que você faz quando se imagina com um corte de cabelo ou uma roupa diferente. Use essa estratégia para imaginar a sua aura mudando para ficar parecida com a forma do Deus ou da Deusa.

Apesar de não ser crucial, a velocidade com que você assume a forma divina funciona mais facilmente se você visualizar as mudan­ças enquanto recita a invocação. Tente enxergar primeiro as mudanças gerais e depois concentre-se em cada detalhe. É como moldar uma imagem no barro. Primeiro você estabelece a forma antropomórfica, então molda um esboço das roupas e, por fim, acrescenta caracterís­ticas específicas, como cintos e acessórios. Por fim, quando já tiver feito um bom aquecimento, trabalhe no rosto.

Mas sinta-se livre para visualizar os aspectos de sua inspirada forma divina na sequência que funcionar melhor para você.

Quando terminar de recitar as palavras, feche os olhos e dê os toques finais na sua visualização. Alguns de vocês que não têm muita prática em visualizar podem preferir não acrescentar cores à forma divina ainda. Entretanto, se você já tiver prática, pode adicionar de­talhes, como o cabelo, os olhos e, digamos, a cor do manto.

Agora você está paramentado e permeado com a forma do Deus ou da Deusa. A partir desse ponto, pode atuar no ritual com o poder dele ou dela ajudando-o. Não é necessário se preocupar mais com a visualização do feixe prateado no topo da sua cabeça. Apenas man­tenha da melhor forma possível a visualização da forma divina cercando você enquanto realiza a Magia.

Quando terminar a cerimônia, você vai querer retornar á sua consciência normal desperta. Anuncie em voz alta que o ritual chegou ao fim e agradeça ao Deus ou à Deusa que proporcionou auxilio. Por favor, não se despeça simplesmente da divindade, como se estivesse liberando um funcionário para voltar para casa. Estamos lidando aqui com um aspecto do Criador!

Após agradecer, feche os olhos e visualize a forma divina trans­formando-se devagar para a antiga aura prateada reluzente. Conside­rando que tudo o que você consiga imaginar novamente é a luz, estará pronto para canalizar apropriadamente essa energia. A cada expira­ção, imagine-a começando a se dissipar, transformando-se em uma substância semelhante a urna névoa que sai pelos poros da sua pele. Parte da energia irá, por osmose, deixá-lo e retornará à Fonte, e parte ficará com você, proporcionando uma sensação bem agradável pelo restante da noite.


FONTE: Bruxaria Noturna - KONSTANTINOS.

Quando digo que sou pagão - que acredito em um Deus e uma Deusa, e em vários outros deuses; as pessoas costumam ficar boquiabertas, descrentes e dão pouco crédito à minha crença religiosa. Dizem: "Como pode não acreditar em Deus?! Deus é tudo!". Mas eu acredito em Deus! Só tenho uma forma diferente de fazer contato com a divindade.
Para bruxos e ocultistas, Deus é geralmente tido como "A Fonte" ou o "Grande Imanifesto". É a origem de todas as energias, formas, pensamentos e seres - que existem, existiram ou virão a existir. Mas para nós, essa Fonte não é necessariamente antropomórfica (semelhante aos humanos) e consciente. Sendo assim, é muito difícil estabelecermos contato mágico-espiritual com um Ser tão abstrato, sem nome, sem face, sem correspondências mundanas.
No entanto, metaforicamente falando, a Fonte original se dividiu em dois grandes rios (o Deus e a Deusa, polarizando todos os aspectos divinos em dois grandes grupos) e estes subdividiram-se em vários riachos e regatos (os diversos Deuses e Deusas de todas as Eras). Isso aconteceu justamente através da necessidade humana de estabelecer um contato mais direto com Deus - a mente coletiva da humanidade moldou os deuses com base em aspectos divinos preexistentes e tornou-os tão reais quanto qualquer santo católico, por exemplo.
Sabendo então que todos os deuses são reais e que apresentam existência dinâmica nos planos superiores (sutis) de existência, podemos passar à parte da invocação.
Invocar algo - um deus, uma qualidade, uma energia - é trazer para dentro de si este aspecto e, por correspondência, despertá-lo em seu próprio espírito. Isso é possível graças às Leis Herméticas, que explicam como estamos conectados ao Todo e somos emanações da Grande Mente Universal.
Depois de assimilarmos essa energia em nosso espírito, podemos então evocar (trazer para fora) os deuses em nossos rituais. Na Antiguidade, os Sacerdotes, Sacerdotisas e Pitonisas, dedicados à deuses específicos, utilizavam uma técnica semelhante à que vamos aprender, e canalizavam a sabedoria do deus, podendo fazer profecias e realizar grandes atos mágicos. É similar à incorporação mediúnica, os processos metafísicos envolvidos são os mesmos, só o que muda é a consciência maior que o mago tem e a categoria superior do ser invocado.
Mas para termos sucesso em uma invocação, é essencial conhecermos a fundo o aspecto da divindade com a qual vamos trabalhar. Isso é feito através da leitura dos mitos.
O magista deve memorizar cada e todo aspecto do deus em particular que ele esteja assumindo, incluindo os aspectos físicos encontrados em diversas gravuras de livros e esculturas, como as posturas, armas, emoções do "panorama" todo, quaisquer números associados com a deidade também são importantes. Quem são os inimigos do Deus, amantes, amigos e família? O magista precisa questionar seu conhecimento e estar apto a ser testado às pressas em qualquer aspecto do Deus em questão.
O segundo passo é reunir correspondências físicas para sintonizar a sua aura com a energia do Deus(a). Incensos, ervas, totens animais, cores de velas, símbolos, cristais... faça a seleção com base nos mitos e tabelas de correspondência, mas utilize o que fizer sentido para você. O importante é alcançar o estado mental apropriado para a invocação, e não apenas fazer oferendas suntuosas para "convencer" o deus(a) a  aparecer.


Trata-se de uma técnica complexa, que demanda um grau mágico de desenvolvimento mínimo para funcionar - concentração em períodos longos de tempo e visualizações complexas. Através dessas ferramentas e com o auxílio das correspondências, o corpo astral do magista será moldado para assumir a forma divina desejada.
Tenho recebido perguntas de leitores que têm ideias equivocadas a respeito da magia. Acham que é 8 ou 80. Na minha opinião, o maior "perigo" da magia é ela não funcionar, e o segundo é ela funcionar e fugir ao seu controle. Não adianta se iludir com feitiços e técnicas avançadas e trabalhar arduamente com o único propósito de dominá-las. Com o desenvolvimento mágico gradual, elas são o bônus, e não o objetivo. Se você não estiver pronto para esta técnica, utilize a invocação simples que estava acostumado a fazer. A parte da pesquisa dos mitos contribuirá com inspiração para escrever versos de invocação, e você conseguirá acessar a energia da divindade por correspondência, mas em escala menor.

Em minha experiência pessoal, só usei a assunção de formas divinas duas vezes, e a sensação é maravilhosa. A primeira foi com Tisífone, uma das Fúrias Gregas, que trouxe grande vigor ao meu ritual; e a segunda foi com Anúbis, deus egípcio dos mortos, que me ajudou a guiar espíritos perdidos. Nas outras ocasiões, a invocação simples foi suficiente para ter a assistência divina necessária no ritual.

Todo esse "esforço" trará recompensas. Aquilo que você obtém de um ritual é diretamente proporcional ao seu empenho em realizá-lo. Os ritos precisam de poder para funcionar, palavras em hebraico, grego ou latim e gestos cabalísticos não bastam. As invocações bem feitas trarão o poder de um deus ou deusa para o seu ritual e aumentará consideravelmente a sua efetividade. Além disso, com a assunção de uma forma divina, você bebe diretamente daquele aspecto da Fonte e adquire grande sabedoria. Depois de experimentar esta técnica, você pode despertar aspectos insuspeitados da sua psíque. Magistas e bruxos recebem inspiração para novos rituais e técnicas com a ajuda dos deuses de modo semelhante.

Como o post ficou extenso, postarei a técnica separada logo que possível. Enquanto isso, mãos à obra! Pesquisem sobre os deuses e redescubram seus mitos!


Fontes consultadas: 
Bruxaria Noturna - Konstantinos.

collegium.org.br/lux/assuncao-de-formas-deus

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O uso das técnicas, rituais e conhecimentos adquiridos no Além do Físico é de responsabilidade única e exclusivamente sua, caro leitor. Não me responsabilizo, em nenhum nível, pela má utilização de tais ferramentas mágicas e espirituais.

Quem sou eu

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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