Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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 Olá pessoal! Peço desculpas pela irregularidade das postagens, estudando dois turnos e se virando à tarde com os outros compromissos fica difícil. Muitos dos leitores são mulheres, e mães, e por isso acho que este post será extremamente pertinenente para elas. Nada que impeça os outros de lerem e repassarem as dicas. O texto é grande, pensei em dividí-lo, mas acho que para quem quer ler, não faz diferença. Então, leiam com calma, salvem nos favoritos para continuar depois, mas não desanimem, é bem interessante. Foi extraído do livro "O Poder da Bruxa", de Laurie Cabot.

 
Uma nova geração de Bruxas está chegando à idade adulta, casando e tendo seus próprios filhos. Com o renovado interesse na Arte da Magia nestes últimos 20 anos, estamos ingressando de novo numa era em que as práticas mágicas dos nossos ancestrais serão transmitidas de mãe para filha de avó para neta. Uma vez mais, veremos as tradições familiares da nossa Arte adquirirem renovado vigor e assumirem seu lugar ao lado das outras tradições que têm surgido ao longo dos anos.

O que nos conduz a uma das mais importantes datas para muitas Bruxas - dar à luz e criar pequenas Bruxas? Quando começamos a treinar as nossas filhas e os nossos filhos nos métodos da magia? Como ensiná-los a orgulharem-se de sua herança de Bruxos? Como instruí-los nos processos de defesa numa sociedade hostil?

Nunca é cedo demais para começar. As crianças perdem lentamente suas sensibilidades mágicas durante os primeiros 10 ou 11 anos de vida. Como Betty Edwards mostrou em Drawing on tbe Right Side ofthe Brain, por volta dessa idade as crianças deixaram de desenhar mágica e fantasiosamente para fixar-se no desenho exato. Elas passam horas desenhando e redesenhando a mesma figura para fazê-la parecer "realista".

Como explica Edwards, elas estão começando a pensar que existe uma única realidade — aquela que é percebida pelos cinco sentidos. O sentido de realidades imaginativas torna-se menos importante e poderá até parecer, aos olhos delas, um impedimento para ingressarem no mundo dos adultos.

Joseph Chilton Pearce afirma em The Magical Child que as crianças têm uma relação natural com suas mães e a natureza nos primeiros anos de vida e perdem essa relação em estágios definidos, talvez para nunca mais a recuperarem. Quando uma criança expressa sua visão espontânea e intuitiva da realidade ou um sentimento de unicidade com a natureza, os adultos minimizam, ignoram e desencorajam com freqüência essas percepções. Os pais Bruxos são, contudo, diferentes. Eles alimentam esses talentos naturais e ajudam seus filhos a desenvolvê-los. Criam um ambiente de apoio para manter os sentidos mágicos de seus filhos abertos e receptivos.

GERANDO UM FILHO



As mães podem começar nos primeiros dias de gravidez a preparar a criança para o nascimento e a vida no mundo. É importante o que a mãe pensa, diz e vê enquanto o bebê está sendo gerado. Assim como sua alimentação, medicamentos e bebidas terão um efeito sobre a criança por nascer, o mesmo ocorre com os pensamentos e as emoções maternos. As mães Bruxas enviam a seus bebês nutrientes afirmações intrauterinas. Enquanto a criança em gestação ainda é parte do corpo/mente/emoções da mãe, é muito importante para esta que veja, pense e sinta as grandes verdades da magia, para que a criança lhes seja apresentada mesmo antes de nascer. Afirmações que uma Bruxa repete para si mesma tornam-se afirmações para a criança enquanto esta ainda for parte da mãe. É claro, a mãe pode também dirigir-se diretamente ao bebê e repetir afirmações especialmente orientadas para esse fim.

O que dizem essas afirmações? Você mesma pode escrevê-las de modo que reflitam sua própria personalidade e as palavras que usualmente emprega ao falar, mas os sentimentos devem refletir as leis básicas da Arte da Magia. As afirmações devem começar a instilar na criança um forte sentido de autoestima e de amor-próprio. As afirmações mais simples poderiam declarar:

Estou ficando lentamente pronto para uma fecunda e perfeita vida no mundo.
Tenho uma mãe que me ama, mesmo agora, e aguarda ansiosamente que eu nasça.
Sou uma criança adorável do universo e serei nutrida e criada com amor.

Instrua a criança para acreditar que é uma pequena e adorável criatura, e que, após o nascimento, será acolhida, sustentada e acariciada por mãos carinhosas. A autoestima é tão importante para a magia bem-sucedida que seus alicerces devem ser assentados quando a criança ainda está no ventre materno.

O ventre é, em geral, um lugar seguro e saudável, desde que a mãe cuide de sua própria saúde e evite substâncias nocivas que possam prejudicar a saúde do bebê. Entretanto, alguns especialistas dizem que a criança reage aos medos maternos e é possível que a união íntima entre a mãe e o nascituro possa contribuir, nessa fase, para o pensamento da criança de que ela é os medos maternos. É importante assegurar à criança
que ela nada tem sobre que se preocupar e que nascer não é necessariamente uma experiência perigosa ou assustadora. Afirmações a esse respeito tornar-se-ão parte do pensamento e do sentimento do bebê, mesmo que somente em nível subconsciente.

CERIMÔNIA DE UNÇÃO

Depois que a criança nasceu, uma mãe Bruxa consulta um mapa astrológico a fim de determinar as forças e fraquezas da criança. Uma boa leitura das posições das estrelas e dos planetas dará um perfil dos talentos potenciais e dos possíveis interesses futuros da criança. Veremos no que a criança é boa e com o que ela poderá ter problemas ou dificuldades. Por exemplo, poderá concluir-se que uma menina será deficiente em destreza física ou um rapaz talvez não seja propenso a um bom desempenho escolar. Nenhuma dessas condições indica que a criança está fadada a ser um fracasso nessas áreas. Pelo contrário, são indicações de onde os pais ou professores deverão usar de atenção e paciência extras.

O passo seguinte é planejar um ritual de unção com a assembléia de Bruxas a que a mãe pertence. No círculo mágico, cada Bruxa adianta-se e confere à criança dons que estão faltando no seu mapa astrológico. Por exemplo, um Bruxo que é atlético poderá projetar destreza física para a menina. Uma Bruxa que é muito estudiosa pode projetar qualidades que ajudarão um menino a ter bom desempenho na escola. Por outras palavras, cada Bruxa ou Bruxo outorgará seus próprios talentos pessoais como presentes à criança recém-nascida.

No círculo, cada Bruxa toca, por sua vez, na criança, permitindo que suas auras se misturem. Nesse momento mágico, a Bruxa projeta as qualidades que deseja dar à jovem Bruxa como um presente de sagração.

A ARTE NO QUARTO DE CRIANÇAS


Depois que o bebê nasceu, canções de ninar e jingles passam a ser os meios primários de instrução. As mães Bruxas analisam cuidadosamente o que cantam aos seus bebês. Muitas das antigas canções de ninar e cantigas infantis desenvolveram versões que são muito violentas e negativas à medida que são transmitidas de geração em geração, e escritas e ilustradas em livros comerciais para crianças. Por vezes, a versão original ou a mais antiga é muito mais positiva. Veja-se, por exemplo, a cantiga “Rock a Eye Baby". O bebê caindo da copa da árvore "com berço e tudo" não é realmente o gênero de medo que se gostará de instilar num filho. As versões mais antigas nada dizem a esse respeito mas falam sobre as tarefas e os papéis que outros membros da família desempenham na vida do bebê.

Os pais Bruxos usualmente fiscalizam livros, brinquedos e programas de televisão e vídeo muito cuidadosamente, uma vez que são produzidos pela cultura dominante, a qual ainda é muito hostil à Arte da Magia e a seus valores. Por vezes, no meio da mais inocente das histórias, surge a estereotipada Bruxa Má. Os programas infantis de televisão constituem poderosa propaganda para o consumismo irracional. Também exploram o exagerado sentimento de auto-importância das crianças. Em geral, os pais Bruxos querem que seus filhos cresçam com um estilo de vida mais austero e parcimonioso, em que a felicidade e o valor pessoal não dependem de posses materiais. Também esperam evitar que seus filhos se tornem as crianças exigentes e agressivamente presunçosas que freqüentemente são apresentadas em comerciais da televisão.

Talvez um dos aspectos mais prejudiciais das histórias para crianças seja o fato de poderem apresentar uma falsa espécie do mal e um falso sentimento de segurança. Existem realmente o mal e o perigo no mundo, e toda criança deveria estar informada sobre isso, mas não preparamos as crianças para a vida instilando nelas imagens do mal que tem muito pouco a ver com o mundo real. Os pais Bruxos conduzem freqüentemente um programa de educação paralela para corrigir as concepções errôneas que o sistema escolar e os programas da mídia instilam em seus filhos. Por exemplo, eles tentam instilar na criança, através de histórias e contos de fadas, um forte sentimento de que há soluções para todos os problemas. Eles dizem às suas crianças que elas têm o potencial criativo para resolver os problemas da vida e para cuidarem de si mesmas.

O melhor clima para criar um jovem Bruxo é aquele em que a magia e um sentimento de poder e força pessoal são perfeitamente naturais. Existem poderosas influências na sociedade que ameaçam contar às crianças uma coisa muito diferente. Como pais Bruxos, não queremos que os nossos filhos cresçam pensando que estão à mercê do mundo, que não dispõem de qualquer meio para controlar suas vidas, ou que não são responsáveis pelo que lhes acontece. As crianças que crescem com magia conhecem-se a si mesmas e conhecem o mundo de um modo íntimo e profundo. Essa intimidade torna-se a base de seu poder como Bruxos.

"A" DE ALFA.


Mesmo no primeiro ano, uma mãe Bruxa pode começar ensinando à sua filha como entrar em alfa e meditar. O grande psicólogo infantil suíço Jean Piaget assinalou que a mente de uma criança se desenvolve com o tempo e muda em função do seu meio ambiente. Diz ele que o modo como pensamos sobre todas as coisas, desde como a natureza funciona até a nossa moral, depende em grande medida das características físicas do mundo em que estamos mergulhados. Piaget também afirma que não só o conteúdo dos pensamentos de uma criança é determinado pelo meio ambiente, mas também o modo de pensar ou os métodos pelos quais a criança pensa e processa informação.

Uma criança recém-nascida passa uma grande parte de suas horas de sono e de vigília num estado alterado de consciência mas, gradualmente, a criança aprende a manter o estado de alerta a que chamamos beta. Por exemplo, o bebê de um dia de idade pode ouvir, cheirar e provar. Pelos dois ou três meses, a criança reconhecerá rostos e sorrirá. Aos oito meses, a memória da criança não só reconhece rostos mas pode recuperar informações do seu jovem banco de memória. À medida que essas mudanças ocorrem, a criança está aprendendo a manter sua consciência em beta para funcionar no meio ambiente físico. Durante esses primeiros meses, os pais Bruxos começam ensinando a criança a entrarem alfa.

Em anos passados, costumávamos pensar que as cores pastel eram as melhores para os bebês. Mas uma pesquisa mais recente, como a de Jerome Kagan, que estudou o desenvolvimento infantil nos últimos 20 anos, indica que os bebês reagem melhor aos tons fortes das cores primárias, especialmente o vermelho, e mais a padrões enxadrezados do que a lisos. Assim, em seus primeiros meses, eles estão prontos para a Contagem Regressiva de Cristal. As Bruxas em Salem apresentam a seus filhos pequenos o espectro cromático de vermelho-vivo a violeta usando objetos ou brinquedos brilhantemente coloridos. Animais empalhados, flores de diferentes colorações, rebanhos brilhantemente coloridos presos na parede com fita gomada - tudo servirá. Muitos pais fazem disso um jogo para mostrar os objetos ou brinquedos na ordem da contagem regressiva, e para contá-los tal como estão organizados. Desafiam a criança a descobrir ou reconhecer as ovelhas, ou os pirulitos, ou as bolas, na ordem de contagem regressiva. Crianças mais velhas podem pintar suas paredes com essas cores ou fazer uma coleção de seus objetos favoritos de acordo com as respectivas cores.

Os filhos de Bruxas são usualmente melhores do que as outras crianças no referente à concentração, por causa do tempo que seus pais consagram a ensinar-lhes como orientar a atenção, como observar e reconhecer as coisas à sua volta. Por via de regra, as crianças mostram-se mais precisas do que os adultos.

Quando minhas filhas eram pequenas, costumava fazer com elas o seguinte jogo para ensiná-las a usar o Terceiro Olho em alfa. Eu pensava em alguma coisa que estivesse no quarto e pedia-lhes que a desenhassem na tela e me dissessem o que era. É claro, elas nem sempre viam o objeto com clareza mas se se aproximassem bastante da cor, formato ou uso certo, eu considerava isso um êxito.

Ao usar a Contagem Regressiva de Cristal em nossos jogos com os filhos, deixando-os ver objetos em suas telas mentais enquanto em alfa, ensinamos-lhes que os pensamentos são coisas, e que o mundo não está completamente fora de suas mentes. Qualquer coisa em torno deles pode tornar-se parte de suas consciências. Desse modo, crescerão sentindo-se à vontade com as experiências psíquicas que lhes acontecem natural e espontaneamente. Do mesmo modo, aprenderão como controlar suas experiências psíquicas e estarão aptos a sintonizá-las e dessintonizá-las a seu bel-prazer. Quando vêem ou ouvem fadas, espíritos, animais prestimosos ou guias de outras dimensões, não se assustarão nem os repelirão como meras fantasias. Aceitá-los-ão como seres reais e estarão abertos e receptivos aos conhecimentos e à sabedoria que nos trazem.

SONHOS.
As crianças passam muito tempo sonhando e, com freqüência, hesitam em falar sobre os seus sonhos porque os pais não tomam os sonhos a sério. Não raro uma criança acorda chorando no meio da noite, por causa de um sonho assustador, os pais entram no quarto, limpam-lhe as lágrimas e dizem-lhe que esqueça isso, que "foi apenas um pesadelo ou apenas um sonho ruim". Nenhum sonho é ruim. Ainda os mais assustadores têm significado e propósito. Uma boa Bruxa nunca desprezará o sonho de uma criança mas ajudá-la a entendê-lo e a dar-lhe um sentido. Também é importante interrogar a criança sobre os seus sonhos "bons", para que ela aprenda que os sonhos não são somente os medos e ansiedades que lhe surgem durante o sono. Os pais Bruxos indagam de seus filhos, fazendo disso uma rotina diária, sobre o que sonharam na noite anterior e então, se houver tempo, discutem com eles os possíveis significados de seus sonhos.

Os sonhos são o modo usado por nossas mentes para tentar classificar e pôr em ordem a informação durante a noite, enquanto estamos adormecidos. Alguns deles podem até ser mensagens de outros domínios ou experiências que temos enquanto fora do corpo adormecido. Um sonho poderoso pode estar repleto de informação para nós, mesmo que nunca a entendamos tão completamente quanto gostaríamos com as nossas mentes vígeis. Nem todos os sonhos têm que ser totalmente analisados por seu poder para influenciar-nos. Acima de tudo, devemos permitir que os nossos filhos saibam que os sonhos são reais. São uma espécie de realidade diferente da realidade vígil mas, não obstante, são reais e merecem a nossa atenção.

As Bruxas encorajam seus filhos a relatar seus sonhos e a dizer o que pensam que os sonhos significam. Desse modo, as crianças aprendem como falar sobre seus mundos oníricos e a considerá-los com seriedade. O sonhante sempre sabe em algum nível, ainda que inconscientemente, do que um sonho trata. Por isso trabalhamos com os nossos filhos fazendo-lhes perguntas acerca das imagens em seus sonhos e sobre seus sentimentos a respeito do que sonharam, a fim de ajudá-los a obter um insight sobre o que está ocorrendo.

Alguns povos tribais ensinam seus filhos a manipular os sonhos aterradores fazendo frente às imagens ameaçadoras e fazendo delas seus aliados. Uma forma de se conseguir isso é dizer à criança que teve um sonho perturbador que, quando o sonho ressurgir, ou algum outro semelhante a ele, a criança tem o poder, enquanto ainda no sonho, de enfrentar o monstro e pedir-lhe um presente de energia. Com o tempo, as crianças são capazes de fazer isso e de derivar força e autoconfiança do sonho mais assustador.

Para tornar o sentimento de poder de uma criança num sonho mais real, alguns pais Bruxos preparam uma vara especial ou boneca onírica que entregam à criança para que durmam com ela ao lado do travesseiro. Dizemos à criança que a vara ou boneca estará presente quando os monstros chegarem e dará à criança poder para enfrentar qualquer monstro, pedir-lhe um presente e fazer do monstro um amigo ou aliado.

À medida que as crianças vão controlando cada vez melhor o modo como reagem a sonhos perturbadores, pode-se ensiná-las a incubar ou programar sonhos em torno de tópicos que elas consideram agradáveis. Eu sempre encorajo as crianças a terem sonhos sobre voar, ou sonhos em que aprendem coisas sobre a natureza, ou sonhos em que se encontram com seus guias espirituais ou animais prestimosos. Mais tarde na vida, poderão incubar sonhos para ajudar a resolver problemas e a tomar decisões, e terão uma fecunda e gratificante vida onírica.

SORTILÉGIOS DE PROTEÇÃO PARA CRIANÇAS.


As crianças são vulneráveis e a nossa sociedade parece estar ficando mais violenta a cada dia que passa. É importante para todos os pais ensinar aos filhos pequenos a verdade sobre o mal e o perigo, e instruí-los sobre os modos como podem proteger-se contra danos.

Além de educar as crianças a respeito de segurança e de como se comportarem com esperteza na rua, os pais Bruxos também instruem suas crianças sobre o modo de afastar a ameaça de danos. Qualquer dos sortilégios e exercícios na seção de proteção do capítulo anterior pode ser ensinado a crianças ou feito para elas. As Bruxas começam cedo a ensinar uma criança como usar a magia para neutralizar o mal ou o perigo, assim que a criança tem idade bastante para entender o que está sendo feito. Colocamos escudos protetores em torno dos nossos filhos, e quando têm idade suficiente para fazerem seus próprios escudos, ensinamos-lhes como proceder. A poção de proteção pode ser colocada nos pulsos e na testa de uma criança antes de ir para a escola, a qual também lhe servirá como lembrete para brincar com segurança, estar atenta ao atravessar ruas e ter cautela com estranhos.

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O uso das técnicas, rituais e conhecimentos adquiridos no Além do Físico é de responsabilidade única e exclusivamente sua, caro leitor. Não me responsabilizo, em nenhum nível, pela má utilização de tais ferramentas mágicas e espirituais.

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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