Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

Pesquisar








Muitas culturas reconhecem a multiplicidade do ser humano.
Os egípcios antigos reconheciam sete almas, cada uma com sua própria posição e papel único dentro da constituição do “Eu”.
Muitas culturas ilustraram o conceito de uma trindade divina. Os antigos egípcios honravam uma tríade sagrada no culto de Ísis, Osíris e Hórus. Os Antigos Celtas gostavam muito do número três, reconhecendo três estações, três elementos, e numerosas manifestações da Deusa Tríplice.
O cristianismo reconhece o poder sagrado do número três, com sua ideia da Santíssima Trindade. Representando o Pai, o Filho e o Espírito Santo, este conceito esotérico descreve a relação dinâmica entre três forças divinas inter-relacionadas que têm sido reconhecidas e variadamente denominadas ao longo da história. Tendo caracterizado a Divindade existente em um aspecto trino, não é um pequeno passo para, em seguida, descrever os seres humanos da mesma forma?
Se o homem é feito à imagem de Deus, então por que não?
A Tradição das Fadas de Bruxaria reconhece três selves ou almas de uma forma semelhante à da Huna polinésia, entre outras culturas espirituais.
Os praticantes xamânicos há muito têm trabalhado com uma prática que alguns chamam de "recuperação da alma", em que parte da alma de uma pessoa ou a energia vital é “restaurada” e trazida de volta ao alinhamento com a totalidade do ser humano.
Esta é uma técnica de cura comum entre os curandeiros tribais e é algo que pode ser feito com a mesma facilidade hoje em dia.
O comum entre esses sistemas é que cada alma tem sua própria linguagem ou método de comunicação, bem como o seu próprio tipo de energia. Familiarizando-nos com cada um destes, conseguimos acessar mais facilmente as nossas potencialidades em sua plenitude.

Self Discursivo

Esta é a interface energética, através da qual nós percebemos o mundo; é a parte de nós mesmos que está preocupada com a troca de energia e conexão com os outros, e também em definir a nós mesmos, distinguindo-nos dos outros. É analítico, lógico, verbal e auto-consciente. É a parte geralmente chamada de ego, e a é parte de nós mesmos com que geralmente estamos mais familiarizados.

Self mais jovem

Chamado de Unihipili na prática Kahuna e Nephesh pela misticismo judaico, o Self mais jovem é geralmente percebido por médiuns estendendo-se a cerca de uma polega a partir do corpo físico, e é responsável pela captação e armazenamento de mana, ou força vital. Ele também se encarrega da manutenção da funcionalidade do corpo físico. É emocional, pré-verbal, infantil, inocente e sexual. É aquela parte de nós mesmos que é primitiva e animal.

Ele nos diz quando precisa ou quer alguma coisa por meio de impulsos inconscientes. Estes podem vir até nós como símbolos em sonhos ou visões, ou simplesmente como um "palpite", ou um sentimento intenso.


Quando o Self mais jovem fala, é importante que o Self discursivo saiba como ouvir corretamente, para que a mensagem não se perca na confusão. É por isso que o entendimento do simbolismo básico é necessário para o praticante de magia. Quando estamos conscientes de como os símbolos trabalham em nossa consciência, então somos capazes de decifrar as mensagens do Self mais jovem, e mais importante, tornamo-nos capazes de responder.

Esta forma pré-verbal de comunicação, que tem ligação direta com a camada mais profunda de nosso ser, é um aspecto crítico no aprendizado do exercício do poder mágico, já que o Self mais jovem é a única parte de nós mesmos que está em comunicação direta com o terceiro e mais elevado dos nossos três selves: o Self Divino.

Self Divino

Tem sido chamado por muitos nomes em diferentes culturas: Self Profundo, Eu Superior, Deus pessoal, Aumakua, Neshemah, Anjo da Guarda, Dian y Glas,  Consciência Crística, Espírito-pássaro; todos são termos usados para descrever essa parte da alma que essa é a nossa ligação pessoal com a Fonte Divina. Esta é a parte de nós mesmos que é perfeita, completa e infinita. É eterno e sobrevive à morte física.
É essa parte de nós mesmos que realiza milagres, e tornar-se um mediador desse poder no mundo é a meta de qualquer praticante espiritual.
É geralmente dito que o Self Divino pode ser visualizado de várias formas: como um pássaro, uma estrela, ou uma esfera de luz, que paira sobre a cabeça, a uma distância de 6 a 8 polegadas. O Self Profundo é, literalmente, sua luz orientadora, é a parte de nós mesmos que nos conduz para as lições de vida que precisamos experimentar enquanto estamos encarnados. É através do Self Divino que podemos comungar com os deuses e outras potências mais elevadas, desse modo, é a este Self Profundo que devemos primeiramente nos dirigir, quando formos orar.

FONTE: Feri Traditions Resource, tradução livre feita por mim (Hudson).


0 comentários:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Advertência

O uso das técnicas, rituais e conhecimentos adquiridos no Além do Físico é de responsabilidade única e exclusivamente sua, caro leitor. Não me responsabilizo, em nenhum nível, pela má utilização de tais ferramentas mágicas e espirituais.

Quem sou eu

Minha foto
Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

Postagens populares

Seguidores

Visitas

Qual a sua relação com o Mundo Não-Físico?

Google Analytics Alternative