Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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Para quem não leu meu post do ano passado, confira AQUI, onde há uma descrição dos costumes rituais, suas origens históricas e sugestões de ritual numa visão generalista. Este ano resolvi abordar o tema ritual dos irmãos gêmeos, aspectos do Deus Cornífero, o Rei do Azevinho e o Rei do Carvalho. Confira minha versão deste mito mais abaixo, sob a imagem do Deus.
Esse tema é trabalhado na Tradição Gardneriana, originalmente. Atualmente, outras tradições e bruxos solitários também aderiram ao mito. Desse modo, posto um trecho do livro "Wicca Gardneriana", de Mario Martinez:

"   Litha, ou Solstício de Verão, comemora-se entre os dias 21 e 23 de dezembro em nosso hemisfério. É o dia mais longo do ano e assinala o auge do poder do Sol e do Deus de Chifres, que, atingindo a maturidade, encontra-se na sua plenitude e felicidade. A Deusa encontra-se grávida, assumindo os atributos de Deusa Mãe. Talvez seja a época de maior alegria em toda a Roda, uma vez que vivemos na plenitude do poder e da abundância. Luz e calor trazem o pico de energia traduzido num ritual de fogo e de vida.
    Para todos os wiccanos, Litha representa a materialização de todas as esperanças. Todos os projetos e pretensões que haviam sido lançados desde a época do plantio começam a se tornar realidade. Notamos, desse modo, que o ritual de meio de Verão e um processo vigoroso de transição, no qual as realizações ainda não foram colhidas, mas estão quase maduras para tal. Como tempo de transição, percebemos que atingimos o ápice do ano, mas ao mesmo tempo entramos na fase de declínio, na qual a progressão natural é o início do ano decrescente que culminará no Solstício de Inverno.
   Na Tradição Gardneriana, essa fase de transição (tanto no solstício de Verão quanto no de Inverno) é celebrada através do mito do Rei do Carvalho e do Rei do Azevinho, tema esse que se tem mostrado uma constante em quase todas as religiões da antiguidade, tendo até mesmo sido incorporado no cristianismo. Para entendermos melhor esse simbolismo, dividimos a Roda do Ano em duas partes, sendo o rei do Carvalho o Deus do ano crescente que no Solstício de Verão cede seu lugar ao Rei do Azevinho, o deus do ano decrescente. Como vimos, é no ponto mais alto do Verão que se inicia o declínio ou o movimento natural em direção ao inverno.
   Nessa tradição ancestral, o Rei do Carvalho morre nas mãos do Rei do Azevinho, para renascer no Solstício de Inverno e substituí-lo nos ritos de Yule. Essa rivalidade entre os dois deuses gêmeos, que na realidade são aspectos do próprio Deus Cornífero, girava em torno do amor e das atenções da Deusa, em seu aspecto exuberante e sensual, quem preside à substituição do Rei do Carvalho por seu gêmeo sombrio, símbolo da decrepitude.
   Na Tradição Gardneriana, Litha possui o aspecto do ritual do fogo e da água, um representando o poder fertilizador encarnado no Deus, e o outro o poder a ser fertilizado, representado pelo Caldeirão de Ceridwen e pela Deusa. Como sabá solar, Litha era visto como um dos maiores festivais da Europa antiga. Alguns autores afirmam que a tradição dos ritos solares foi trazida para a Península Ibérica pelos árabes e mouros que lá se estabeleceram durante séculos. De qualquer maneira, era a época em que inúmeras fogueiras eram acesas por toda parte. O antigo costume de acender fogueiras no Solstício de Verão era muito comum no Marrocos e na Argélia. Essas fogueiras eram acesas nos pátios das casas, praças, ruas e nos campos, onde era encontrada grande variedade de ervas que produzia uma fumaça agradável, entre elas a arruda, tomilho, camomila, gerânio, etc. O costume local era passar pela fumaça das fogueiras, saltando-as sete vezes, já que se acreditava que elas tinham propriedades curativas e proporcionavam fertilidade. "

Baseado nisso, escrevi a minha própria versão do mito de Litha, romantizada é claro,  usando a minha liberdade poética, mas respeitando os limites da tradição. Espero que gostem!



Desde o início dos tempos, a Deusa da Lua e das Estrelas despertou amor e desejo no Deus Galhudo das Florestas. Assim como Ela se mostra de muitas maneiras, o Deus tem duas faces: o Rei do Carvalho e o Rei do Azevinho. Irmãos e rivais, em luta eterna pela atenção da Deusa.
Encontramo-nos no Solstício de Verão, o calor chega ao ápice, na máxima expressão de Vida na Terra. O Rei do Carvalho tem governado até então, na maré crescente do ano. A Deusa aprecia a abundância de vida e cores na Natureza, deseja em seu íntimo que sempre fosse assim. Mas Ela é a Senhora dos Mistérios da Vida, da Morte e do Renascimento; Ela sabe que os ciclos são essenciais para a evolução de todos os tipos de vida e a manutenção do equilíbrio natural. Assim sendo, Ela vai ao encontro do Rei do Carvalho, no interior da mais densa das florestas, onde carvalhos milenares imperam dominantes.
Uma onda de poder e emoção vibra quando se encontram, a familiaridade d’Aqueles que se amam mais do que é possível imaginar.
- Minha Amada Deusa! É o maior dos prazeres receber a sua visita! A que devo tamanha honra?
- Meu estimado companheiro, sabes que tão bem quanto eu o motivo de minha vinda. Preciso lembrá-lo de seu dever. Seu reinado se aproxima do fim, você precisa deixar o trono.
- Mas Minha Deusa, não vê como a floresta pulula de vida enquanto reino? Há alimento farto para todos os animais, eles se reproduzem e são felizes! Porque eu deveria deixar que tudo isso acabasse?
- A Vida se mantém em ciclos: Nascimento, Crescimento, Maturidade, Reprodução e Morte. A tua semente repousa em meu ventre, para garantir que você esteja vivo e forte para reinar no próximo ano. Se assim não fosse, você não existiria, e a Natureza adormeceria num sono eterno, sem jamais despertar.
- Mas juntos nós podemos fazer com que tudo isso dure para sempre. Imagine como seria fabuloso um mundo em que o amor e o prazer são os únicos sentimentos existentes, onde a dor da Morte nunca fosse sentida!
- Se assim fosse, outros espíritos nunca teriam a chance de experimentar a Vida, não haveria sentido para a reprodução, tudo se tornaria estático e desprovido de significado. Os Mistérios da Vida e da Morte devem ser experimentados por todos os meus filhos, pois esse é o caminho para chegarem até a mim.
As palavras da Deusa eram carregas de tamanha sabedoria e profundidade ancestrais que os olhos do Rei do Carvalho se encheram de lágrimas de compreensão.
- Tens razão, como sempre, Amada Deusa. Enfrento o meu Destino de frente e cumpro meu dever perante a Senhora. Que venha o meu rival!
Calmo, silencioso e taciturno, o Rei Azevinho surgiu entre as folhas. Seu olhar era firme, seus lábios cerrados pareciam esboçar um sorriso incompreensível, resistente, único.
O Rei do Carvalho se pôs de pé no mesmo instante. Saudaram-se cordialmente, pois apesar de serem rivais, eram irmãos e estavam cientes de seus deveres.
Deram início ao combate. Eles se igualavam em força e determinação. O Rei do Carvalho estava no auge do seu poder e seus galhos eram fortes e resistentes, mas o Rei do Azevinho esteve se preparando nos últimos seis meses, seus galhos eram finos, mas muito ágeis.
A luta se prolongou por algum tempo, pode ter sido minutos, ou exaustivas horas. Naquele bosque o tempo passava de um modo peculiar. De repente, num movimento fluido e rápido, o Rei Azevinho fere fatalmente o Rei Carvalho. Este cai, e é amparado pela Deusa.
Ela não chora, sente-se orgulhosa por seu filho e amante ter se sacrificado para manter a Vida. Mas seus olhos brilham marejados quando o espírito imortal do Deus parte para o Oeste, o Outro Mundo, onde aguardará até que esteja pronto para renascer como a Criança da Promessa.
Ela se levanta e olha para o Rei do Azevinho. Trocam um olhar intenso, em que se pode discernir reverência, admiração, comprometimento... e amor. Ele é face mais sombria de seu amado, mas com ele compartilha uma intensidade inexplicável, que não se traduz pelo contato físico apenas, mas pela sabedoria conquistada através de Eras.
Ele assume seu lugar no trono e Ela o coroa com uma guirlanda de azevinho, de folhas verdes viçosas e frutos escarlates. Dali a algum tempo, quando o Outono e o Inverno chegassem, aquelas seriam as únicas cores visíveis na floresta, além do branco majestoso da neve.
O Sol já havia se posto a Oeste e logo a Lua apareceria a Leste, então ela partiu para o céu, vestindo seu manto negro salpicado de estrelas e coroado pelo disco de prata. A Roda havia girado mais uma vez...

HUDSON

E aí, o que acharam? Postem nos comentários! Desejo um feliz Litha para todos, que a Deusa e o Deus os abençoem com os poderes do Sol! Para quem é nortista, tenha um bom Yule!




Muitas culturas reconhecem a multiplicidade do ser humano.
Os egípcios antigos reconheciam sete almas, cada uma com sua própria posição e papel único dentro da constituição do “Eu”.
Muitas culturas ilustraram o conceito de uma trindade divina. Os antigos egípcios honravam uma tríade sagrada no culto de Ísis, Osíris e Hórus. Os Antigos Celtas gostavam muito do número três, reconhecendo três estações, três elementos, e numerosas manifestações da Deusa Tríplice.
O cristianismo reconhece o poder sagrado do número três, com sua ideia da Santíssima Trindade. Representando o Pai, o Filho e o Espírito Santo, este conceito esotérico descreve a relação dinâmica entre três forças divinas inter-relacionadas que têm sido reconhecidas e variadamente denominadas ao longo da história. Tendo caracterizado a Divindade existente em um aspecto trino, não é um pequeno passo para, em seguida, descrever os seres humanos da mesma forma?
Se o homem é feito à imagem de Deus, então por que não?
A Tradição das Fadas de Bruxaria reconhece três selves ou almas de uma forma semelhante à da Huna polinésia, entre outras culturas espirituais.
Os praticantes xamânicos há muito têm trabalhado com uma prática que alguns chamam de "recuperação da alma", em que parte da alma de uma pessoa ou a energia vital é “restaurada” e trazida de volta ao alinhamento com a totalidade do ser humano.
Esta é uma técnica de cura comum entre os curandeiros tribais e é algo que pode ser feito com a mesma facilidade hoje em dia.
O comum entre esses sistemas é que cada alma tem sua própria linguagem ou método de comunicação, bem como o seu próprio tipo de energia. Familiarizando-nos com cada um destes, conseguimos acessar mais facilmente as nossas potencialidades em sua plenitude.

Self Discursivo

Esta é a interface energética, através da qual nós percebemos o mundo; é a parte de nós mesmos que está preocupada com a troca de energia e conexão com os outros, e também em definir a nós mesmos, distinguindo-nos dos outros. É analítico, lógico, verbal e auto-consciente. É a parte geralmente chamada de ego, e a é parte de nós mesmos com que geralmente estamos mais familiarizados.

Self mais jovem

Chamado de Unihipili na prática Kahuna e Nephesh pela misticismo judaico, o Self mais jovem é geralmente percebido por médiuns estendendo-se a cerca de uma polega a partir do corpo físico, e é responsável pela captação e armazenamento de mana, ou força vital. Ele também se encarrega da manutenção da funcionalidade do corpo físico. É emocional, pré-verbal, infantil, inocente e sexual. É aquela parte de nós mesmos que é primitiva e animal.

Ele nos diz quando precisa ou quer alguma coisa por meio de impulsos inconscientes. Estes podem vir até nós como símbolos em sonhos ou visões, ou simplesmente como um "palpite", ou um sentimento intenso.


Quando o Self mais jovem fala, é importante que o Self discursivo saiba como ouvir corretamente, para que a mensagem não se perca na confusão. É por isso que o entendimento do simbolismo básico é necessário para o praticante de magia. Quando estamos conscientes de como os símbolos trabalham em nossa consciência, então somos capazes de decifrar as mensagens do Self mais jovem, e mais importante, tornamo-nos capazes de responder.

Esta forma pré-verbal de comunicação, que tem ligação direta com a camada mais profunda de nosso ser, é um aspecto crítico no aprendizado do exercício do poder mágico, já que o Self mais jovem é a única parte de nós mesmos que está em comunicação direta com o terceiro e mais elevado dos nossos três selves: o Self Divino.

Self Divino

Tem sido chamado por muitos nomes em diferentes culturas: Self Profundo, Eu Superior, Deus pessoal, Aumakua, Neshemah, Anjo da Guarda, Dian y Glas,  Consciência Crística, Espírito-pássaro; todos são termos usados para descrever essa parte da alma que essa é a nossa ligação pessoal com a Fonte Divina. Esta é a parte de nós mesmos que é perfeita, completa e infinita. É eterno e sobrevive à morte física.
É essa parte de nós mesmos que realiza milagres, e tornar-se um mediador desse poder no mundo é a meta de qualquer praticante espiritual.
É geralmente dito que o Self Divino pode ser visualizado de várias formas: como um pássaro, uma estrela, ou uma esfera de luz, que paira sobre a cabeça, a uma distância de 6 a 8 polegadas. O Self Profundo é, literalmente, sua luz orientadora, é a parte de nós mesmos que nos conduz para as lições de vida que precisamos experimentar enquanto estamos encarnados. É através do Self Divino que podemos comungar com os deuses e outras potências mais elevadas, desse modo, é a este Self Profundo que devemos primeiramente nos dirigir, quando formos orar.

FONTE: Feri Traditions Resource, tradução livre feita por mim (Hudson).


Fonte: Feri Tradition Resources
Como sempre, os comentários entre colchetes são meus.

O rito Kala é sem dúvida uma das peças mais importantes da prática da tradição Feri [Tradição das Fadas de Victor Anderson, na qual a famosa escritora Starhawk foi iniciada]. A partir da palavra havaiana que significa "afrouxar, desatar, ou absolver", esse ritual simples nos dá a oportunidade de transformar as energias negativas e bloqueios dentro de nós mesmos, bem como para recuperar o poder que estes blocos têm "amarrado" dentro de nossos corpos de energia.


Itens necessários: Um copo de água clara e fresca [água gelada facilita a impregnação da energia, por ter maior poder magnético]

Concentre e Centre-se [Faça uma ligação com a Terra e traga o poder para o seu corpo e chakras]. Execute um alinhamento dos Três Selfs [apenas se souber como, senão, pule esta etapa]. Lembre-se de algo que você deseja ser livre ... um mau hábito, traço negativo, um medo, um mau relacionamento, etc. Permita-se realmente sentir a presença dessa coisa, junto com todas as emoções que podem estar associadas a ele. Enquanto você continua a sua respiração meditativa permita que essas sensações se construam dentro de você.
Quando você sentir que estes sentimentos estão no auge, respire três respirações profundas de poder, e transmita essa energia negativa para fora da sua energia corporal, para o copo de água, que agora aparece no olho da sua mente pesado, viscoso, escuro e tóxico.
Comece a carregar-se com o fogo azul através de sua respiração [como descrito no artigo "Meditação do Fogo Azul - Trabalhando com Mana"]. Quando você tiver uma boa carga acumulada posicione suas palmas das mãos para baixo, sobre a superfície da água e direcione a carga para ela, como um raio laser de energia azul elétrico. Sinta como a negatividade na água agora está sendo transformada ... o que era tóxico e escuro, agora é benéfico e luminoso. Veja a água brilhando com uma luminosidade cristalina, cantarolando e cantando com poder absolutamente puro.

Enquanto o processo de purificação ocorre, é opcional dizer alguns versos, como:



“Hécate, Kali Ma, Senhora das Três Estradas e dos espaços entre as quais,
Pegue minha tristezas e transforme-as em brasas para o fogo de Héstia.”
 

Quando você sentir que a transformação está completa, beba o copo inteiro de água sentindo como a luz está agora  se fundindo com os fluidos de seu corpo e se espalhando para cada parte dele. Sinta como esse poder - a sua energia transformada e purificada - quebra todos os bloqueios dentro de você ... espiritual, emocional, físico e mental ... e está fazendo você forte, completo, e saudável.
Quando urinar pela primeira vez depois de fazer o ritual, lembre-se que isso também é parte do rito. Seu corpo está liberando as impurezas , fazendo o rito kala. Assim, cada ato de excreção também é um ato sagrado, como comer ou fazer sexo. Seu corpo é sagrado.


Livro: Wicca Gardneriana
Autor: Mario Martinez
Os comentários entre colchetes são meus (Hudson).

As árvores podem nos ajudar a restabelecer energias perdidas, quando estamos fracos ou doentes. Também, quando sentimos que estamos com o organismo debilitado devido a alguma negatividade, que pode causar mal-estar, angústia e tristeza, podemos apelar para a ajuda de nossas amigas árvores.
Todas as árvores são diferentes em termos energéticos, mas a maioria delas serve para nos ajudar a reequilibrar nossas forças e energias perdidas, afastando nosso sofrimento e a negatividade que tenhamos recebido de alguém ou de algum local.
Você pode experimentar com cada tipo de árvore, mas o mais importante é desenvolvermos uma sensibilidade tal, que possamos saber qual o tipo de energia mais apropriado ou que melhor é assimilado por nosso corpo.
O ideal e você ter sua própria árvore em seu jardim, mas se isso não for possível, encontre uma num bosque ou parque, longe dos caminhos ou ruas por onde passam muitas pessoas e com a qual você poderá estabelecer um elo mágico e pessoal.
Antes de escolher a árvore, verifique se ela está sadia, se não está perdendo as folhas. Essa primeira avaliação visual é importante, mas também existe a possibilidade de a própria árvore rejeitar compartilhar sua energia conosco por algum motivo. Por isso é importante percebermos que sensações as árvores nos passam, antes de trocarmos energias com elas.
Em primeiro lugar, abrace o tronco da árvore e converse com ela, explique o que você está pretendendo fazer e por quê. Toda árvore é urna antena viva, que recebe energias do cosmos e da Terra. Assim, ao abraçarmos uma árvore, estamos nos conectando com o poder que ela absorve da Terra e nos transmite. Do mesmo modo, ela absorve as energias negativas que assimilamos no dia-a-dia e as devolve para a terra, fazendo um aterramento de tais energias, que são transformadas e purificadas. Abrace o tronco da árvore e sinta a sua energia. Que sensação ela lhe passa? De receptividade ou rejeição? Isso é importante, porque nos diz se ela está pronta para trocar energia conosco ou não.
Caso o sinal seja positivo, sente-se junto à árvore, de preferência sem camisa e encostando a coluna em seu tronco. Imagine que as energias vindas do centro da Terra sobem pelas raízes da árvore e pelo seu caule e passam agora para você, através da base da sua coluna. Sinta o poder subindo pelo seu corpo. Essa sensação pode ser um leve formigamento ou uma sensação de calor.
Você pode unir suas raízes às da árvore [meditação da Árvore da Vida, ancoramento], unindo-se com ela à Terra e aos elementos, içando o poder.
Fique assim por uns três minutos e então se separe do tronco da árvore. Abrace-a novamente, agradecendo-lhe pela ajuda recebida, pelas energias benéficas e curativas que ela lhe proporcionou.

[O exercício abaixo permite uma conexão mais profunda com uma árvore, e é destinado àqueles que já dominaram os exercícios básicos de movimentação de energia e controle dos Centros de Energia (chakras).]

Exercício — Atração de energia sob uma árvore 

Uma muito antiga de captar energia. Deite-se de bruços sob uma árvore que seja frondosa e forte. Encolha ligeiramente a perna direita, dobre o braço direito levando a mão até a altura do rosto e a palma da mão virada para o solo. O braço esquerdo deverá ficar voltado para baixo e um pouco dobrado, com a palma da mão virada para cima.
Alinhe todos os seus Centros de Poder. Abra os Centros de Poder Umbilical e do Plexo Solar. Fique nessa posição pelo tempo que quiser, ou até que os centros citados comecem a formigar. Se quiser pode dormir sob a árvore, ligando-se a ela. Estabeleça uma ligação com ela, inalando seu cheiro e coloque toda a sua consciência nas raízes, tronco, galhos e folhas.

O termo símbolo, com origem no grego σύμβολον (sýmbolon), designa um elemento representativo que está (realidade visível) em lugar de algo (realidade invisível) que tanto pode ser um objeto como um conceito ou idéia, determinada quantidade ou qualidade. O "símbolo" é um elemento essencial no processo de comunicação, encontrando-se difundido pelo cotidiano e pelas mais variadas vertentes do saber humano. Embora existam símbolos que são reconhecidos internacionalmente, outros só são compreendidos dentro de um determinado grupo ou contexto (religioso, cultural, etc.).Ele intensifica a relação com o transcendente. Também pode ser uma palavra ou imagem que designa outro objecto ou qualidade por ter com estes uma relação de semelhança, até mesmo uma representação sonora ou visual.

Abaixo, alguns dos símbolos que reuni de várias pesquisas pela internet.

Ankh, conhecida também como cruz ansata, era na escrita hieroglífica egípcia o símbolo da vida. Conhecido também como símbolo da vida eterna. Os egípcios a usavam para indicar a vida após a morte. Hoje, é usada como símbolo pelos neopagãos em sua crença na reencarnação. Originou-se de tiras de sandália, com relação de movimento, e movimento é vida.
Adotada na década de 80 como símbolo do vampirismo (pela relação de vida eterna) e vários bruxos e magos da vertente de magia egípcia o usam para indicarem o caminho que escolheram.


O bordão ou caduceu de Esculápio ou Asclépio é um símbolo antigo, relacionado com a astrologia e com a cura dos doentes através da medicina. Consiste de um bastão envolvido por uma serpente. Esculápio (em latim: Aesculapius) era o deus romano da medicina e da cura. Foi herdado diretamente da mitologia grega, na qual tinha as mesmas propriedades mas um nome sutilmente diferente: Asclépio (em grego: Ἀσκληπιός, transl. Asklēpiós).


O caduceu de Hermes. O caduceu, historicamente, não apareceu com Hermes, e é documentado entre os babilônios desde cerca de 3.500 a.C. As duas serpentes enroladas em torno de um bastão eram um símbolo do deus Ningishzida, que servia como um mediador entre os homens e deusa-mãe Ishtar ou o supremo, Ningirsu. Tinha o poder de fazer as pessoas dormirem ou acordarem, e também fazia a paz entre litigantes, além de ser um sinal visível de sua autoridade, usado como um cetro. Era representado nas entradas das casas possivelmente como um amuleto de boa fortuna, ou como um símbolo purificador. Foi adotado no Brasil como símbolo das Ciências Contábeis, por ser associado ao comércio.

O Khanda é o símbolo mais importante da religião sikh. Ele é a junção de quatro armas: 

Ao centro, uma espada de dois gumes chamada Khanda, da qual deriva o nome de todo o símbolo. Representa o poder criativo de Deus que controla o universo. Em torno do Khanda encontra-se uma arma denominada Chakkar. Apresenta uma forma circular pelo que simboliza a eternidade e a perfeição de Deus. Em ambos os lados, duas espadas de forma curva chamadas Kirpans. A espada que se encontra no lado esquerdo representa o poder espiritual (piri) e a do lado direito o poder temporal (miri). 


O Faravahar (ou Ferohar, Foroohar e ainda Forouhar), representação da alma humana antes do nascimento e depois da morte, é um dos símbolos mais conhecidos do zoroastrismo.

Olho de Hórus,  'Udyat' ou ainda Olho de Rá é um símbolo, proveniente do Egito Antigo, que significa Poder e Morte, relacionado à divindade Hórus. Também relaciona-se à trindade egípcia Rá, Osíris e Hórus. Era um dos mais poderosos e mais usados amuletos no Egito em todas as épocas. Hoje em dia, o Olho de Horus adquiriu também outro significado e é usado para evitar o mal e espantar inveja (mau-olhado), mas continua com a idéia de trazer proteção, vigor e saúde. O olho original é o esquerdo, que foi ferido pelo deus Seth. O esquerdo relaciona-se à Lua, ao feminino, ao passivo, yin. E o direito relaciona-se com o Sol, o masculino, ao ativo, yang.


Este hexagrama de dois triângulos entrelaçados simboliza a alma humana. Simboliza os processos de involução e evolução. O triângulo que aponta para baixo, apresenta a involução da energia divina que desce às formas mais boçais, ao passo que o triângulo voltado para cima indica a ascensão dos seres quer entendem a se divinizar cada vez mais. É símbolo usado como amuleto para dar sorte; representa o casamento perfeito entre masculino e feminino, compreensão entre sexos. A Estrela de Davi diferencia-se, como símbolo do Judaísmo, por ser formada por dois triângulos sobrepostos.

Triquetra é um simbolo originário das tradições Celtas, ele representa as três faces da Grande Mãe, a energia criadora do universo, cujas três faces são a Virgem, a Mãe e a Anciã. Também representava as estações do ano, que antigamente era dividido em três fases, primavera, verão e inverno. Era um simbolo muito comum na civilização Celta devido o seu enorme poder de proteção. Encontrado inscrito em pedras, capacetes e armaduras de guerra, era interpretado como a interconexão e interpenetração dos níveis Físico, Mental e Espiritual. Associado atualmente com a Wicca. Foi plagiado pelos cristianismo, para representar a Santíssima Trindade.

Pentáculo (um pentagrama inscrito num círculo), é um símbolo há muito tempo associado à Magia e ao Ocultismo, ocupando papel de destaque na Wicca, ou Bruxaria Moderna.Os significados do pentagrama são muitos, dependendo da tradição:
Pode simbolizar a união dos Quatro Elementos (Terra, Água, Fogo e Ar) ao Quinto Elemento, a Quintessência, ou Princípio Vital;
Simbolizaria também o ser humano, com os dois pés as pontas inferiores) plantados no solo, os braços abertos em louvor (as pontas intermediárias) e a cabeça voltada ao céu (a ponta superior). Com duas pontas viradas para baixo, é usado por satanistas como "a matéria dominando o espírito", mas esta é uma interpretação errônea, sendo na verdade representação do Deus Cornudo da Bruxaria.



O Triskle é uma variação do Triquetra, tendo basicamente o mesmo significado.



Este símbolo é conhecido como tríplice lunar ou triluna. Representa a Deusa em suas três faces(ou fases): Donzela - Mãe - Anciã.É também ligado a Deusa Brighid.


A cruz solar é provavelmente o símbolo espiritual o mais antigo no mundo, aparecendo na arte religiosa asiática, americana, européia, e indiana. Representa o calendário solar e seus movimentos, marcados pelos solstícios e equinócios.
Norte da Europa esta cruz é conhecida como a cruz de Odin e de Wodan. É freqüentemente usada como um emblema dos Asatrus (Religião que cultua o Panteão Aesir, de deuses nórdicos).No budismo ela é conhecida como a roda da Vida, a roda de Samsara, (perambulação) que determina o fluxo incessante de renascimentos através dos mundos.


A cornucópia é um antigo símbolo da fertilidade e riqueza. Hoje, simboliza a agricultura e o comércio.Miticamente relacionado a infância de Júpiter, o chifre da cabra Amaltéia é símbolo de abundância, plenitude e prosperidade.O próprio chifre é um símbolo fálico, representante do sagrado masculino. Um dos símbolos mais utilizados na representação do Deus nas religiões pagãs e neopagãs.Entretanto, seu interior simboliza o útero - representado assim a Deusa - quando cheio alimentos que simbolizem a generosidade da terra fértil, representando o sagrado feminino.

 Om ou Aum é o símbolo mais importante do Hinduísmo, é um som sagrado e considerado o maior de todos os mantras. A sílaba, Om é composta por três sons a-u-m. Ele representa as mais importantes trindades:
- Os 3 mundos : terra, atmosfera e céu.
- Os 3 maiores deuses hindus: Brahma, Shiva e Vishnu
- As 3 escrituras sagradas dos Vedas: Rig, Yajur e Sama

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O uso das técnicas, rituais e conhecimentos adquiridos no Além do Físico é de responsabilidade única e exclusivamente sua, caro leitor. Não me responsabilizo, em nenhum nível, pela má utilização de tais ferramentas mágicas e espirituais.

Quem sou eu

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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