Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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Um livro muito bom e que está na lista de recomendados é "Mistérios Wiccanos", de Raven Grimassi; e é um trecho dele que trago para vocês hoje. As imagens não fazem parte do livro, eu as incluí para complementação e ilustração do texto. Os pontos de poder da Terra são muitos, e sua catalogação difere de fonte para fonte. Em outro texto, os locais citados são: Monte Sinai no Japão; algum lugar na Amazônia brasileira; Monte Kilimanjaro na África; o vulcão Haleakala no Havaí; Monte Shasta na Califórnia; algum pico do Himalaia; Sedona, no Arizona; Stonehenge, na Inglaterra, etc. A divergência é acerca de quais são os maiores centros, pois existem milhares, que variam em intensidade energética.
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Sempre que um local tenha tido orações e desejos concentrados direcionados a ele, forma-se um vértice elétrico que atrai para si uma força e que se torna por um tempo um corpo coerente que pode ser sentido e utilizado pelo homem. É ao redor desses corpos de força que templos, locais de culto e, posteriormente, igrejas são erigidos; são Cálices que recebem um derramamento Cósmico focalizado em cada local específico.
Dion Fortune, Aspects of Occultism
Centros de poder ou magia são encontrados tanto na Terra quanto no corpo humano. Nos Ensinamentos Wiccanos, a própria Terra é uma criatura viva e consciente. Em outras palavras, é habitada por um ser espiritual, do mesmo modo que nossos corpos são habitados por uma alma. A Terra se alimenta da radiação de outros corpos planetários ao seu redor.
Sua natureza física é como a natureza física das criaturas que nela vivem. Está sujeita a doenças, envelhecimento e declínio. Hoje, os rios, córregos e oceanos (sistema sangüíneo) estão cheios de toxinas criadas pelos seres humanos (do mesmo modo como vírus e bactérias criam toxinas em nossos próprios corpos). A Terra está muito adoentada e pede para ser curada.
De acordo com os Ensinamentos Wiccanos, a Terra possui centros de chakra, exatamente como o corpo humano. Segue-se uma lista desses centros, como compiladas pelos Ocultistas Ocidentais: 

1. A colina sagrada de Arunachala, no sul da Índia. 

 2. A região trans-himalaia do deserto de Gobi.

3. Cairo, Egito. 

4. Uma montanha a cerca de 100 milhas do litoral do Peru, na região dos Andes, imediatamente oposta a Aranachala. 
 Esta é apenas uma montanha dos Andes, não se sabe ao certo qual é o pico citado acima.
5. Glastonbury, na Inglaterra. 
 6. Antigo local da Suméria, no Baixo Eufrates. 
 
7. Monte Shasta, na Califórnia.


LINHAS LEY

Assim como o corpo humano, que possui um sistema de sensores e relês nervosos, também a Terra os possui. Segundo os Ensinamentos Wiccanos, as antigas civilizações ergueram locais de culto para assinalar o plexo de tais pontos no corpo da Terra. A energia que flui de ponto a ponto (seu relê nervoso) é conhecido atualmente como Linha Ley.
Há muitos desses antigos locais sobre a superfície da Terra, erguidos para amplificar suas emanações espirituais. Posteriormente, outros locais foram erguidos para modificar e redirecionar tais emanações.
Na Grã-Bretanha, encontramos o que os pesquisadores de linhas ley chamam de trilhas-diretas ou cursus, geralmente associados a montes neolíticos e túmulos longos.
Essas linhas ley foram criadas para conectar os mortos às energias dos Grandes Megalitos e outras antigas estruturas. Desse modo, a Consciência Coletiva da raça era preservada pelas pedras erguidas, que absorviam a energia que fluía pela linha ley. Em outras palavras, as linhas ley associadas com montes e monumentos foram criadas para assegurar a sobrevivência das memórias ancestrais.
As linhas ley são também conhecidas como trilhas das fadas, as quais aprofundam as associações entre fadas e o Culto aos Mortos. Os padrões geométricos encontrados nas Ilhas Britânicas são um resquício dos padrões semelhantes empregados pelos etruscos na organização de suas cidades, estradas, tumbas, fazendas e outras estruturas.
Padrões geométricos são associados ao xamanismo, estados de transe e ao uso mágico de drogas psicotrópicas (todos ligados aos espíritos e ao Culto do Mortos). As chamadas imagens alucinatórias descobertas no teste encaixaram-se em categorias de formas chamadas treliça, teia, túnel e espiral.
Tais formas eram constantes e universais entre os participantes do estudo, e aparentemente indicavam uma reação neurológica à privação sensorial dentro do sistema visual do cérebro. Até mesmo uma simples olhadela nos desenhos neolíticos em obras como Goddesses and Gods of Old Europe (Gimbutas) revelam a presença das mesmas imagens reveladas nos estudos sensoriais.

Este mapa, dentre outros, mostra os supostos locais de poder, de acordo com modelos matemáticos advindos dos sólidos espaciais de Platão combinados num plano esférico.


 As sociedades “tribais” (entre elas os Celtas) tinham um conceito de LUGAR muito apurado. Não devemos aqui confundir LUGAR com ESPAÇO. Enquanto o conceito de ESPAÇO será abstrato, sem uma determinância, sem um endereço, o conceitode LUGAR é extremamente reconhecido. Em parte, esse conceito deve-se ao fato de sociedades tribais reconhecerem a importância da terra em suas vidas, devido à sua consciência de sua dependência da mesma (normalmente sociedades agrícolas).
O conceito de Sagrado tem extrema participação nessa apuração de LUGAR. Em seu livro “A Mente Selvagem”, Claude Lévi-Strauss conta-nos a observação de um filósofo tribal que mantém até os dias de hoje alguns costumes neolíticos:

“Todas as coisas sagradas precisam ter seu Lugar.”

“Entendemos então que ESTAR NO SEU LUGAR é o que torna sagrados
objetos, pois se eles fossem tirados de seu LUGAR, mesmo que só em pensamento,
toda ordem do Universo seria destruída.”
Palavras de Claude.

Muitos têm a visão deturpada de que religiosos tribais teriam o costume de “olhar para o passado” e acabam por construir seu culto à ancestralidade fundamentados nesse erro. Seria uma afirmação correta segundo nossa perspectiva atual, em que o tempo é linear (esqueçamos física quântica por um momento). Entretanto, o tempo tribal jamais foi linear. Esse tempo não se aplicava sobre a linha temporal conhecida atualmente, na qual um acontecimento passado, chega ao presente e ruma ao futuro (vejamos o próprio conceito da Roda do Ano). Na verdade, o tempo tribal é ATEMPORAL; poderíamos caracterizar como um AGORA ETERNO.
Para essas sociedades, o passado teria a grande forma de estarem mais próximos ao princípio gerador do TODO (seus Deuses).
Segundo Mircea Eliade (uma das maiores autoridades mundiais no estudo de religiões) sobre as culturas tribais:

“O mundo é renovado atualmente; em outras palavras, a cada ano novo ele
recupera sua santidade original, a santidade que possuía quando saiu das
mãos do ‘criador’.”

(The Sacred and the Profane – 1957)

Mais uma vez o conceito da Roda do Ano, no qual vivemos o exato momento dessa Roda, tentando nos alinhar à energia Natural das estações.
É certo que muito aquém disso, mesmo as religiões historicamente mais conhecidas têm seus ritos de renovação (mais uma característica da herança tribal que receberam). Desses conceitos atemporais é que surgem formas de manifestação religiosa como o culto a animais, ou animais-totem. Esses animais são venerados não só por sua proximidade maior com a Terra, bem como por sua “anterioridade” ao homem,
tornando-os assim fonte de contato mais estreito com as deidades. Esse tipo de pensamento também tem sua relação com a ancestralidade.
Os Novos devem maior respeito aos Anciões. Esse conceito também faz parte dos princípios de Gardner e sua reconstrução da bruxaria ocidental chamada WICCA. Desse princípio surgem os conselhos de Elders (anciões) nos Covens.
Nas culturas tribais, os ancestrais também seriam uma representatividade das deidades. Esses ancestrais são vistos como prolongamentos dos primeiros ancestrais da tribo que eram verdadeiramente divinos. Tornam-se assim a ponte de ligação entre a geração atual e seus ancestrais primordiais, as deidades.
A grande verdade é que, quanto mais envelhecemos, mais nos aproximamos do retorno ao grande mistério conhecido como morte, e, como reencarnacionistas que crêem em Summerland, reconheceremos nessa passagem a grande oportunidade de encontro com nossas deidades. Ao mesmo tempo, envelhecendo, mais nos aproximaremos das novas gerações (daí o respeito aos idosos), pois também as crianças não teriam
vindo há pouco tempo desse mistério? O reconhecimento a nossos ancestrais, mesmo aos que possivelmente já reencarnaram, será o reconhecimento ao que somos atualmente, e ao que serão nossos descendentes que, por sua vez, nos chamarão de ancestrais.
Chegamos à conclusão de que, para essas civilizações tribais, o tempo é O AGORA, o passado é o culto à ancestralidade e o futuro, a renovação desse mesmo presente.
O que consideramos como ancestrais? Em Wicca são considerados ancestrais os familiares diretos, causa precípua de nossa existência, assim como os ancestrais formadores de nossas crenças, sejam eles nossa Linhagem (conjunto de iniciadores e seus iniciadores, que foram por sua vez iniciados por outros iniciadores, até chegarmos a Gardner) e mesmo os Elders de nossos Covens. Essa forma de culto particular, além dos motivos apresentados acima, é de suma importância, à construção de nossa egrégora, uma vez que em se tratando de desencarnados, espíritos etéreos, os mesmos estariam próximos aos Deuses, favorecendo assim a movimentação de forças divinas e telúricas. Cultuar nossa ancestralidade traz ainda um conceito antigo em magia:
O culto aos Mortos e mesmo a crânios (templários) é amplamente presente nas doutrinas Mágicko-Religiosas e sociedades do passado. É o caso dos Eguns das religiões Afro, dos Egípcios com suas estátuas mortuárias, da religião Católica com seu culto aos Santos Mortos. Entendemos que esse tipo de culto não tem a função apenas de nos ligarmos a deidades por intermédio desses ancestrais, mas também o de reconhecimento de nossa condições de mortais enquanto encarnados. Observar um crânio nos trará a forte certeza de que também seremos um crânio um dia. Nada parecido com a cultura gótica de seus passeios noturnos a cemitérios. Wiccanianos amam as cores presentes na natureza. Festejam a fertilidade, e não a morte como uma meta. Os estereótipos de Wiccanianos vestidos de preto, com pentagramas gigantescos em seus pescoços e soturnos é uma manifestação pura de incompreensão das filosofias Wiccanianas e de Gardner. O culto aos mortos é apenas a aceitação e a compreensão da breve passagem pela encarnação e a necessidade de evolução, jamais um desejo por essa passagem, afinal consideramos a vida, sua beleza e suas cores como uma dádiva dos Deuses.



FONTE: Wicca - A Bruxaria saindo das Sombras; Millenium.

Apesar de não constituir um conceito comum à todas as tradições de bruxaria, achei que este ensinamento é útil a todos os praticantes da Arte. O trecho a seguir foi extraído do livro "A Dança Cósmica das Feiticeiras", de Starhawk.



Na tradição das Fadas da Feitiçaria, a mente inconsciente é chamada de o self mais jovem; a mente consciente é chamada de self discursivo. Visto que eles funcionam através de diferentes tipos de percepção, a comunicação entre os dois é difícil. É como se falassem línguas diferentes.
É o self mais jovem que diretamente experimenta o mundo, através da percepção holística do hemisfério direito. Sensações, emoções, energias essenciais, memória de imagens, intuição e percepção difusa são funções do self mais jovem. A sua compreensão verbal é limitada; ele se comunica através de imagens, emoções, sensações, sonhos, visões e sintomas físicos. A psicanálise clássica foi desenvolvida a partir das tentativas de interpretar o discurso do self mais jovem. A Feitiçaria não só interpreta mas ensina como devemos nos comunicar com o self mais jovem.
O self discursivo organiza as impressões do self mais jovem, nomeia-as e as classifica em sistemas. Como seu nome implica, ele funciona através da consciência analítica e verbal do hemisfério esquerdo. Nele também está contido o conjunto de normas verbalmente compreendidas que nos estimulam a fazer julgamentos sobre o que é certo e errado, O self discursivo comunica-se através de palavras, conceitos abstratos e números.
Na tradição das fadas, um terceiro self é reconhecido: o self profundo ou self deus, que não encontra correspondência adequada em nenhum conceito psicológico. O self profundo é o divino dentro de nós, a essência máxima e original, o espírito que existe além do tempo, espaço e matéria. É nosso nível mais profundo de sabedoria e compaixão e é concebido como masculino e feminino, dois sentidos de consciência unidos como um. Ele é, com frequência, simbolizado como duas espirais unidas ou como o sinal da infinidade, oito deitado. Na tradição das fadas, é chamado de Dian Y Glas, o Deus Azul. Azul simboliza o espírito; dizia-se que o self profundo aparecia azul quando psiquicamente visto". Os pictos pintavam-se de azul com anil, segundo nossas tradições, a fim de se identificarem com o self profundo. "Dian" está relacionado tanto a Diana quanto a Tana, o nome das fadas para a Deusa; também a Janicot, nome basco para o Deus da Força e aos nomes de batismo João e Joana, que Margaret Murray documenta como sendo populares em famílias de bruxos.
No judaísmo esotérico da cabala, o self profundo é conhecido como Neshamah, da raiz shmh, "escutar ou ouvir": Neshamah é Aquela Que Ouve, o espírito que nos inspira e guia. No ocultismo moderno, o self profundo frequentemente aparece como o guia do espírito, às vezes de maneira dual, como no relato de John C. Lilly suas experiências com LSD em um depósito
isolado, onde declara ter encontrado dois seres prestativos: "Eles dizem que são meus guardiões, que já haviam estado comigo antes em momentos críticos e que, na verdade, eles estão comigo sempre, mas que normalmente eu não me encontro em situação de percebê-los. Estou em condições para percebê-los quando próximo à morte do corpo. Nesse estado o tempo não existe. Há uma percepção imediata do passa, presente e futuro, como se todos fizessem parte do momento presente.
Lilly descreve a percepção holística do hemisfério direito, associada ao self mais jovem. A tradição das fadas ensina que o self , profundo está ligado ao self mais jovem e não diretamente associado ao self discursivo. Felizmente, não é necessário que estejamos quase mortos para percebermos o self profundo, uma vez que tenhamos aprendido o truque da comunicação. Não é a mente consciente, com os seus conceitos abstratos, que se comunica com o divino; é a mente inconsciente, o self mais jovem que responde somente às imagens,
desenhos, sensações e percepções. Para nos comunicarmos com o self profundo, a Deusa/Deus Dentro de Nós, recorremos aos símbolos, à arte, poesia, música, mito e aos atos rituais que traduzem conceitos abstratos para uma linguagem do inconsciente.
O self mais jovem - pode ser tão teimoso e obstinado quanto a mais impertinente das crianças aos três anos de idade - não se impressiona pelas palavras. Incrédulo como se diz dos naturais do ,Missouri, ele quer ser mostrado. Para despertar o seu interesse, devemos seduzi-lo com bonitas imagens e sensações prazerosas, como ,se fôssemos levá-lo para jantar e dançar. Somente deste modo o self mais profundo pode ser alcançado. Por essa razão, verdades religiosas não têm sido expressadas, através dos tempos, como fórmulas matemáticas, mas na arte, música, dança, teatro, poesia, narrativas e rituais. Como afirma Robert Graves: "Os princípios religiosos, em uma sociedade saudável, são mais bem executados por tambores, luar, jejum, dança, máscaras, flores, possessão divina. "
A Feitiçaria não possui um livro sagrado. Seu compromisso não é com o verbo do evangelho de João, mas com o poder da ação simbólica que revela a percepção da luz das estrelas do self mais jovem e abre livre fluxo de comunicação entre os três selves de uma só vez. Os mitos e narrativas que nos foram passados não são dogmas para serem compreendidos literalmente,
do mesmo modo que não devemos tomar literalmente a declaração "meu amor é como uma rosa vermelha". Eles são poesia, não teologia, destinados a se comunicarem com o self jovem, conforme as palavras de Joseph Campbell, “a tocar e estimular centros vitais que estão além do alcance dos vocabulários da razão e coerção".
Aspectos dos rituais de bruxaria podem, por vezes, parecer absurdos a pessoas muito sérias, que falham em perceber que o objetivo do ritual é o self mais jovem. O senso de humor, de divertimento, são frequentemente a chave para desencadear os estados mais profundos da consciência. Parte do "preço da liberdade", portanto, 'é a disposição para se divertir, libertarmo-nos de nossa dignidade de adultos, parecermos tolos, de rir por nada. A criança faz de conta que ela é uma rainha; sua cadeira transforma-se em um trono. Uma feiticeira faz de conta que a sua vara tem poderes mágicos e ela torna-se um canal de energia.
O equilíbrio, obviamente, é necessário. Há uma diferença entre magia e psicose e essa diferença está em manter a capacidade de recuar, pela vontade, para a consciência comum, de voltar à percepção, como costumava afirmar meu professor de programa de saúde no curso secundário, no auge da era psicodélica: "Realidade é quando você pula do telhado e quebra a perna." As drogas podem proporcionar a percepção holística do self mais jovem, mas muitas vezes à custa do julgamento de sobrevivência do self discursivo: se ''brincamos" de voar no corpo, podemos despedaçar o fêmur. Todavia, a percepção treinada não se desentende com a realidade comum; ela vai mais além, através do espírito, e ganha intuições e percepções que podem ser, posteriormente, comprovados pelo self discursivo.
 Há muito mais a explorar sobre este assunto. Os três "selves" têm correlação com os chakras, localização no corpo denso e sutil, emanam energias distintas e podem ser acessados por diferentes métodos. São reconhecidos por outras linhas de espiritualidade, especialmente na Magia Huna; tendo diversos nomes. Isso fica para um possível futuro post.


 Escute às palavras do Deus Cornudo, o Guardião de todas as coisas selvagem e
livres, e o Guardião dos portais da Morte. Cujo Chamado todos devem responder:
Eu sou o fogo dentro do seu coração...
O desejo de sua Alma.
Eu sou o Caçador do Conhecimento e o Investigador da Indagação Sagrada
Eu - que estou na escuridão da luz
Sou Ele que você chama de Morte.
Eu - o Consorte e Companheiro Dela que nós adoramos,
Chamo-te diante de mim.
Atenda ao meu chamado amado,
Venha até mim e aprende os segredos da morte e paz.
Eu sou o milho na colheita e a fruta nas árvores.
Eu sou Ele que o conduz casa.
Açoite e chama,
Lâmina e Sangue -
São meus e presenteio-te.
Chame por mim na floresta selvagem e nos topos das montanhas e busca-me na
Escuridão Luminosa.
Eu - que tenho sido chamado de
Pan,
Herne,
Osiris,
e Hades,
Falo para ti e procuro por ti
Venha dança e cante;
Venha vivo e sorria para observar.
Esta é minha adoração.
Vocês são minhas crianças e eu sou seu Pai .
Em asas de noite rápidas sou eu que o ponho no colo da Mãe
Para renascer e retornar novamente.
Tu que pensa me buscar, saiba que eu sou o vento indomado, a fúria da
tempestade e paixão em sua Alma.
Me busque com orgulho e humildade, mas busca-me melhor com carinho e força
pois este é o meu caminho e eu não amo o fraco e o temeroso.
Ouça meu chamado em longas noites de Inverno
e juntos guardaremos a Terra dela enquanto Ela dorme.
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Sou o radiante Deus dos Céus, que inunda a Terra de valor e guardo a semente
oculta da criação que irá germinar e manifestar-se. Levanto minha lança brilhante
para iluminar a vida de todos os seres e diariamente trago meu ouro a Terra,
fazendo retroceder os poderes da escuridão.
Sou o Senhor dos animais selvagens e livres. Corro pelos com o Cervo e me elevo
como o sagrado falcão nos céus resplandecentes. Os antigos bosques e lugares
selvagens emanam meus poderes e os pássaros em vôo cantam a minha
sacralidade.
Sou a última colheita, que oferece frutos e grãos para que todos se alimentem. Por
que sem plantio não há colheita, sem inverno não há primavera.
Adorem-me como o Sol da Criação, de mil nomes, o espírito do Cervo Astado, a
colheita sem fim. Vejam no ciclo anual dos festivais o meu nascimento, morte e
renascimento e saibam que esse é o destino de toda criação.
Sou a centelha de vida, o Sol radiante, o Doador da paz e descanso e envio meus
raios para abençoá-los, iluminando os corações e fortalecendo as mentes de
todos.

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Ouçam as palavras do Grande Pai que pelos antigos foi chamado de Osíris,
Adonis, Zeus, Thor, Pan, Cernunos, Herne, Lugh e por muitos outros nomes:
"Minha Lei é a Harmonia de todas as coisas. Meu é o segredo que abre o portão
da vida e meu é o prato de sal da Terra que é o corpo de Cernunos que é o eterno
ciclo do renascimento.
Eu tenho conhecimentos sobre a vida perpétua e além da morte eu dou a
promessa da regeneração e renovação.
FONTE: Wicca para Todos.



 O exercício abaixo é uma das práticas mais básicas da Tradição Feri (De Victor Anderson). Mana é um conceito polinésio usado na magia Huna para designar a energia vital que permeia a tudo e a todos. É a energia da Vida, neutra por natureza.


Realize um exercício de relaxamento antes deste trabalho.
Sente-se numa posição confortável com os olhos fixos na chama de uma vela. Suavemente olhe fixamente para a chama, limpando seus pensamentos e se concentrando em nada além da chama à sua frente.
Torne-se consciente do seu corpo, sentindo-se relaxar. Observe sua respiração. Sinta seu corpo ficando quente e relaxado. Permita que todas as suas tensões residuais  fluam para a Terra. Com cada respiração você fica mais relaxado. Feche os olhos.
Sinta-se flutuando na escuridão sobre as ondas de sua respiração. Continue a respirar em um ritmo lento e profundo. Imagine que o ar em torno de você está começando a brilhar azul elétrico, tornando-se como uma névoa eletricamente carregada ou fogo de modo que agora você está flutuando em um mar de brilho azul elétrico. Saiba que essa energia azul elétrico são os poderes do universo natural.
Ao inspirar, sinta essa luz e poder penetrando em você através de suas narinas. Sinta como ele flui para baixo, sua garganta e nos pulmões. Ao exalar você retém o fogo azul, mas permiti que o ar seja libertado. Com cada inspiração você é capaz de absorver mais e mais dessa energia que flui para o resto do seu corpo. Continue a fazer isto até que seu corpo esteja totalmente envolvido e saturado com o fogo azul elétrico.
Pratique preenchendo-se e, em seguida, esvaziando-se completamente com a sua respiração.

Respiração dos Poros

Uma pequena variação da anterior. Comece com relaxamento e respiração rítmica. Agora, quando você está prestes a absorver o fogo azul, ao invés de absorvê-lo pelas narinas e nos pulmões, move a sua respiração através dos poros de sua pele, preenchendo todo o seu corpo a cada inspiração. Continue como descrito acima.

Direcionando o Fogo Azul

Carregue-se com o fogo azul, conforme indicado acima.
Deixe suas mãos repousarem juntas em seu colo. Imagine que o fogo azul está se aglomerando em uma esfera brilhante, incandescente de energia vibracional no espaço onde a cabeça encontra o seu pescoço. Ao expirar, mova a bola para baixo, através de seu braço esquerdo para a mão esquerda. Ao inspirar, sinta que ela passa para a mão direita e sobe pelo seu braço direito, voltando ao seu lugar de partida.
Continue esse processo até que você tenha estabelecido um ritmo constante, e então comece a acelerar a bola lentamente, mantendo a baixa velocidade e ritmo da sua respiração. Com cada respiração a bola se move mais rápido e mais rápido, até que ela torna-se uma barra de luz resplandecente azul elétrico. Mantenha essa aceleração, sem alterar a sua respiração.
Quando sentir que a barra está mais forte. Abra os olhos e olhe para o espaço entre suas mãos. Lentamente, mova as mãos mais e mais além, observando se você consegue perceber o fogo azul que se desloca entre eles.
Diminua a energia para baixo, concentrando-se na sua respiração e visualizando a faixa de luz abrandar, tornando-se mais uma vez uma bola, e finalmente chegando ao descanso onde sua cabeça encontra o seu pescoço. Enquanto você continua a respirar, permita que esta bola de poder de dissolva e seja absorvida pelo seu corpo.
Uma vez que este exercício tenha sido dominado, tente enviar o fogo azul para diferentes partes do seu corpo, e até mesmo para fora e em objetos que você pode segurar, e mais tarde objetos que estão na sua linha de visão.




FONTE: Feri Tradition Resources (minha tradução).

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O uso das técnicas, rituais e conhecimentos adquiridos no Além do Físico é de responsabilidade única e exclusivamente sua, caro leitor. Não me responsabilizo, em nenhum nível, pela má utilização de tais ferramentas mágicas e espirituais.

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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