Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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O tempo da colheita se aproxima, tempo de avaliar tanto os ganhos como as perdas. Simultaneamente, o Sol está para entrar no signo da balança, Libra. Portanto, o equilíbrio é um tema forte, assim como o agradecimento. O dia e a noite serão iguais, como no equinócio da primavera, mas, depois deste festival, a escuridão vence. Os dias ficam mais curtos, atravessando o solstício de inverno.
Este é o equinócio de outono. O Festival da Colheita, tempo de celebrar, de agradecer e de jogar fora coisas desnecessárias, o lixo e a bagatela. Um festival de dois lados, de dois fios.
O símbolo universal da reencarnação, a espiral dupla, é especial para essa época do ano. O significado disso é que a expiração é sempre seguida (equilibrada) pela inspiração, como o sono é seguido pelo despertar, e a morte pelo renascimento. Portanto, uma espiral dupla fornece a mensagem ao nos torcermos em direção ao ponto silencioso, ou à noite mais sombria, o solstício de inverno. Vocês querem saber de onde deriva a espiral dupla? Bem, as espirais têm sido usadas simbolicamente em muitas terras e em todos os tempos, desde a Idade da Pedra. São esculpidas em blocos pétreos e câmaras mortuárias. A espiral dupla mostra a penetração e o retorno, daí o renascimento. Interessante, possui também a forma do ADN, mas isto não se conhecia no passado, exceto talvez intuitivamente. Parece ser o padrão fundamental de toda a vida. Os pesquisadores dedicados à força geodética descobriram associações de espirais com energia elétrica, criadas por fontes ocultas e riachos subterrâneos.
A Deusa é a Dama da Abundância. Seu caldeirão, sua cornucópia, produz todas as coisas boas, uma abundância de bênçãos. O Deus é o Rei da Colheita. Sua união é frutífera e faz tudo sobre a Terra.


Hemisfério Norte (21/09) e Hemisfério Sul (21/03).
Mabon é também chamado de Equinócio de Outono. Esse é o segundo período do ano em que o sol se encontra diretamente sobre o Equador e em que dia e noite têm igual duração. É nessa fase em que a Luz e Escuridão estão equilibradas, mas a escuridão começa a ganhar da Luz e, em breve, a Escuridão suplantará a Luz. Esse Sabbath é encarado como um tempo de equilíbrio, gratidão aos Deuses e reflexão, representa a segunda colheita da Roda e é a maior colheita do ano. Mabon marca o momento de começarmos a compreender que em breve a Morte de nosso Deus mais uma vez se manifestará.
Em Mabon, temos a convicção de que a cada dia nosso Deus, o Sol, enfraquece seus raios e diminui sua luz. Ele está envelhecendo e morrendo lentamente como as plantas colhidas da terra. Ele gastou todo o seu poder fertilizador durante os Sabbaths anteriores, e é esse poder que agora é colhido por nós nas colheitas nessa época. Nossa Deusa, grávida, mantém-se de pé diante do leito de morte do Deus, mas ela tem a
promessa de seu renascimento dentro do útero, por isso não está triste. Ele aos poucos definha em seus braços. As plantas estão começando a morrer e suas folhas caem e tornam-se de um marrom desvitalizado. Animais estão preparando abrigo para o frio que se aproxima.
Considerando que esse é um dos dois dias de equilíbrio do ano (como vimos em Ostara), é tradicional fazer uma limpeza na casa. Deverão ser abençoados os umbrais da casa para proteção dos que nela vivem. Compre roupas novas, renove seu guarda-roupa.
É uma ótima época para feitiços que visam ao seu equilíbrio, seja financeiro, amoroso ou profissional. Abra mão de culpas que não pertencem a você substituindo-as por carinho e aceitação. Aumente sua auto-estima. Leia muito, renove também seus conceitos intelectuais. Andar de pés descalços na natureza é ótimo para equilibrar-se energeticamente.
Devemos também pedir pelos que estão doentes e pelas pessoas mais velhas, que precisam de nossa ajuda e conforto, assim como é a época ideal para prestar homenagens a nossos antepassados femininos, queimando papéis com seus nomes no caldeirão e lhes dirigindo palavras de gratidão e bênçãos.

Correspondências de Mabon



Alimentos tradicionais:  produtos do milho e do trigo, pães, nozes, vegetais, maçãs, raízes (cenouras, cebolas, batatas, etc.), cidra e romãs.
Incensos: benjoim, mirra, sálvia, flor do maracujá e papoulas vermelhas.
Cores das velas: marrom, verde, laranja, amarela.
Pedras preciosas sagradas: cornalina, lapis-lazuli, safira, ágata amarela.
Ervas ritualísticas tradicionais: bolota, áster, benjoim, fetos, madressilva, malmequer, plantas de sumo leitoso, mirra, folhas do carvalho, flor do maracujá, pinho, rosas, salva, selo-de-salomão e cardo.





FONTES: A Bruxa Solitária - Rae beth
A Bruxaria sainda das Sombras - Millenium


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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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