Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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MULHER DO MILHO ou MÃE DO MILHO

Os aborígines nativos e os povos do pueblo: os Arikana, Pawnee, Cheyenne, Mandan, Hidatsu, Abnaki, Cherokee e Huron, vêem o milho como uma deusa.
A Mulher do Milho reúne as figuras da Mãe do Milho, da Donzela do Milho e da Mulher Amarela. Todas elas se relacionam com o milho como um ser sagrado que se entrega ao seu povo para sustentá-lo e nutri-lo. O deus criador dos arikana, Nesaru, criou a Mãe do Milho a partir de uma espiga de milho que cresceu no céu. A Mãe do Milho então veio a Terra e ensinou ao povo como honrar as divindades e plantar o milho.
Para os Astecas seu nome é Chicomecóatl, traduzido como "sete serpentes". As cerimônias dedicadas a esta deusa são comemoradas no mês Huei Tozoztli e seus templos são decorados com milho e as sementes depositadas nele são abençoadas.
Era chamada também de Xilonen ("A peluda"), referindo-se às barbas do milho em vagem, ao ser considerada "Jovem Mãe do milho macio" ou jilote; era assim protetora de uma das fases do ciclo do milho. Xilonen também podia ser chamada Centeocíhatl e fora casada com Tezcatlipoca
Outra forma associada à Chicomecoatl é Ilamatecuhtli ("A senhora da saia velha"), a maçaroca madura, coberta por folhas enrugadas e amarelentas.


Fonte: "O Oráculo da deusa" - Amy Sophia Marashinsky

MEDITAÇÃO da COLHEITA

Visualize um campo com a terra já arada. veja muitas donzelas espalhando sementes de milho e plantando, cuidando delas. Ajude-as em seu trabalho. Perceba que o milho tem diversas cores, é de variedades diferentes. Acompanhe o brotar e o crescer dos pés de milho, seja a terra que nutre a planta e faz os grãos amadurecerem, e o sol que os faz viver saudaveis. Seja a água da chuva que rega a plantação. Quando as espigas douradas estiverem grandes, veja a Mãe do milho surgir com uma cesta repleta delas e oferecer a vc. Ela pede que vc escolha sabiamente as coisas com que vai e nutrir, respeitando a terra e os dons que ela traz. Ela elmbra a vc que cada espiga é o Corpo Dela, dado a vc generosamente para que a vida prossiga. Vc agradece, se alimenta de alguns grãos e outros vc dá em oferenda a Ela, para que a Terra sempre receba as melhores bençãos da abundancia e possa continuar generosa. Cozinhe e coma a espiga, visualizando nesse ato seu feitiço de nutrição e prosperidade.

FONTE: Abrawicca - Mavesper Cy Cerridwen

 

Para Lughnasad surgem
os primeiros frutos do grão,
John Barleycorn é arrancado
Mas cresce novamente
O Carvalho é a porta de maravilhas:
O Ramo Dourado carrega.
O fogo de Lammas parte
As preocupações e as tristezas.





Lughnasad (significa Jogos de Lugh), tradicionalmente em 1° de agosto (no Hemisfério Norte, no Sul, em 1° de fevereiro), mas astrologicamente muitos dias depois (a 15 graus de Leão), recebe o nome de Lugh, um deus solar irlandês. Era tradição realizar festivais nesse período. Essa bênção dos primeiros frutos, que marca o início do "Outono pesaroso da Terra:", como disse Emer a seu marido CuChulain, é também chamado de Bron Trogain ("Início da Colheita") ou Lammas ("A Massa de Lugh"). Como a festa do pão, é comemorado assando os primeiros pães dos primeiros grãos a serem colhidos; o pão representa o corpo do Deus decaído.
Lughnasad, atigamente um festival de um mês realizado na Irlanda, em Teltown, às margens do rio Boyne (que recebeu o nome da deusa vaca Boann, "Aquela das pegadas brancas", ou seja, a Via Láctea", é tradicionalmente celebrado com jogos competitivos entre homens e meninos. Os vencedores são declarados campeões e responsáveis pela defesa da aldeia. Este é um festival dedicado à energia masculina; os sacerdotes representam o Homem Vermelho e o Homem Verde e lideram equipes opostas. Os jogos Tailteanos irlandeses eram feitos, originalmente, em honra à Tailtiu, mãe de Lugh; mas outros jogos masculinos competitivos de força e habilidade também eram feitos tradicionalmente nessa época, incluindo as Olimpíadas, os Jogos Panatéicos, os jogos das Highlands e a temporada moderna de futebol americano. Também é um período de iniciações masculinas. Esse festival foi cristianizado como "Loaf Mass" (missa do pão).

FONTE: Grimório para o Aprendiz de Feiticeiro, Oberon Zell-Ravenheart
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Pieter Brueghel, Os ceifeiros, séc XVI


Este é o primeiro dos três Sabbaths da colheita. O Deus já dominou o mundo das trevas e agora passará por leves mudanças, seu poder está declinando com o passar dos dias. Por isso, o honramos e agradecemos pela energia dispensada sobre as colheitas.
O dia é comumente associado a Lugh, Deus Celta do Sol. Lughnasad era tipicamente uma festa agrícola, onde se agradecia pela primeira colheita do ano. Lugh é o Deus Sol. na Mitologia Celta, ele é o maior dos guerreiros, que derrotou os Gigantes, que exigiam sacrifícios humanos do povo.
A tradição pede que sejam feitos bonecos com espigas de milho ou ramos de trigo representando os DEUSES , que nesse festival são chamados Senhor e Senhora do Milho. Nessa data deve-se agradecer a tudo o que colhemos durante o ano, sejam coisas boas ou más, pois até mesmo os problemas são veículos para a nossa evolução.

O outro nome do Sabát é Lammas, que significa "A Massa de Lugh". Isso se deve ao costume de se colher os primeiros grãos e fazer um pão que era dividido entre todos. Os membros do Coven devem fazer um pão comunitário, que deverá ser consagrado junto com o vinho e repartido dentro do círculo.
O primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do Caldeirão, para serem queimados juntamente com papéis, onde serão escritos os agradecimentos, e grãos de cereais.
O boneco representando o Deus do milho também é queimado, para nos lembrar de que devemos nos livrar de tudo o que é antigo e desgastado para que possamos colher uma nova vida. O Altar é enfeitado com sementes, ramos de trigo, espigas de milho e frutas da época.

FONTE: Old Religion

Há um certo tempo tive essa ideia, de reunir os festivais pagãos e suas datas para publicar aqui no blog, era pra ter começado no início de Janeiro, mas só agora eu tive disposição para isso. Em todo início de mês, postarei as celebrações de diversas culturas e religiões pagãs. As fontes sempre serão: Almanaque Wicca 2011 e Livro Mágico da Lua, de D. J. Conway.

Deus romano Janus, ao qual o mês de Janeiro é dedicado.


Janeiro é consagrado ao deus romano Janus, divindade pre-latina considerada deus do Sol e do dia. Janeiro é uma época cheia de possibilidades, mas ainda contém as restrições, lições e resquícios do ano anterior. Por isso é um período adequado para nos livrarmos do velho e ultrapassado, preparando planos e projetos para novas conquistas, mudanças e realizações.

A lua cheia de janeiro é chamada de Lua do Lobo, e também Lua Quieta, Lua da Neve (lembrando que essas denominações vêm de acordo com as influências culturais e climáticas do Hemisfério Norte), Lua Fria, Lua Casta, Lua Distante, Lua do Pequeno Inverno.

1° de janeiro: Dia consagrado ao par divino Zeus e Hera; Festival romano de Strenia, quando se trocavam presentes entre amigos e familiares; Januálias, festas romanas em honra aos deuses Janus e Jana; Celebração das Sete Divindades da Sorte no Japão e da Deusa romana Fortuna em Roma.
2 de janeiro: Nascimento da deusa Inanna, na Antiga Suméria; Celebração das Nornes, deusas do destino.
3 de janeiro: Festival romano em honra a Pax, deusa da paz; Festival Lanaia, da Grécia antiga, em honra a Dioniso, o deus do vinho e da fertilidade.
4 de janeiro: Ritual coreano das Sete Estrelas, em que se pede sorte e prosperidade às divindades da constelação da Ursa Maior, com oferendas de arroz.
5 de janeiro: Festa de Befana na Itália, reminiscência da antiga celebração à deusa Befana, a Anciã, também chamada de La Vecchia ou La Strega. Ritual noturno em honra a Kore, celebrado no Koreion, Alexandria; nascimento do deus chinês da riqueza, Tsai Shen (na verdade, celebrado no quinto dia do primeiro mês do calendário chinês).
6 de janeiro: Dia celta da Deusa Tríplice - Morrígan.
7 de janeiro: Dia da liberdade de cultos; Sekhmet, Ano Novo Egípcio.
8 de janeiro: Ano novo dos Druidas; Festival de Justitia, em honra da deusa romana da justiça.
9 de janeiro: Festa romana de Agonia, dedicada ao deus Janus.
10 de janeiro: Dia de Freya, a Deusa Mãe Nórdica, do amor, da fertilidade e da magia.
11 de janeiro: Dia de Jaturna, divindade das fontes e das águas proféticas e protetora de todos que trabalham na água. Dia de Frigga, deusa nórdica consorte do deus Odin.
12 de janeiro: Besant Panchami, ou Dawat Puja, o Festival de Sarasvati (deusa dos rios, das artes e do conhecimento) na Índia; ou na lua crescente mais próxima. Festival de Compitália, em honra dos Lares, deuses romanos dos lares.
14 de janeiro: Makara Sankranti, celebração hindu com banho no rio Ganges.
16 de janeiro: Festival da Concórdia, deusa romana das relações harmoniosas; festival hindu de Ganesha, deus-elefante, filho da deusa Parvati.
17 de janeiro: Festival celta das Macieiras; Dia de Felicitas, deusa romana da boa sorte e da felicidade; Dia da deusa grega Athena em seu aspecto de guerreira.
18 de janeiro: Teogamia de Hera, festival feminino celebrando todos os aspectos da Deusa. Festival hindu ao deus e à deusa Surya, divindades solares regentes da luz.
19 de janeiro: Lua cheia (2011) às 19:22, no signo de Leão a partir das 20:17.
20 de janeiro: Dia do Orixá Oxóssio, o deus irorubano da mata e dos caçadores.
21 de janeiro: Na Bulgária, o Baba Den, ou Dia da Avó, em honra da deusa Baba Den, ou Baba Yaga. Na China, dia do Deus da Cozinha.
22 de janeiro: Festival das Musas, horando as deusas da poesia, da arte, da música e da dança.
23 de janeiro: Celebração da deusa lunar egípcia Hathor, deusa da beleza, do amor e da arte.
24 de janeiro: Na Hungria, a Bênção da Vela das Mulheres Alegres, cerimônia de purificação honrando a deusa do fogo.
26 de janeiro: Celebração de Cernunnos, o deus celta da vegetação, fertilidade e senhor dos animais.
27 de janeiro: Paganalia, dia da Mãe Terra em Roma; Feriae Sementiva, festival romano em honra às deusas dos grãos e da colheita: Ceres, Deméter, Cibele e Gaia.
28 de janeiro: Dia da deusa Pele, padroeira do Havaí, guardiã do fogo vulcânico.
30 de janeiro: Festival da Paz, dedicado à deusa romana Pax. Celebração das deusas da cura Anceta e Angitia, cujas ervas sagradas e encantamentos curavam as febres e picadas de cobra.
31 de janeiro: Dia consagrado às Valquírias e às Parcas.

Há muito tempo atrás, um leitor do blog me pediu que fizesse uma lista indicando bons livros de bruxaria, mas só agora resolvi por essa ideia em prática. Eu realmente deveria ter procurado uma lista dessas, pois no começo eu julgava os livros pela capa e me decepcionava com obras fúteis e superficiais. Ainda não li todos os livros abaixo, são indicações de pessoas experientes, e as resenhas são as originais. A lista que se segue se baseia em diversas fontes e listas de discussões online, não vou colocar fonte pois as indicações são praticamente as mesmas. Temos alguns dos livros citados abaixo disponíveis para dowload aqui.



A Bruxaria Hoje, Gerald B. Gardner

Muito do que foi conquistado pela bruxaria nos dias atuais é devido a Gerald Gardner, que trouxe a público, de uma forma nunca antes feita, a antiga religião. A Bruxaria Hoje foi, e ainda o é, um importante marco nesta conquista. Um livro que traz os rituais como concebidos por Gardner, baseados nas mais diversas fontes.



O Significado da Bruxaria, Gerald Gardner

Você conhece as origens da Bruxaria? Sabe qual é a simbologia das velas, dos incensos e demais rituais de uma bruxa? Sabe o que é um coven, ou já participou de um sabá? Gerald Gardner, a figura mais importante no ressurgimento da Bruxaria, autor do célebre A Bruxaria Hoje e diretor do Museu de Magia e Bruxaria em Castletown, Ilha de Man, escreveu um livro a respeito desse assunto a fim de sanar as dúvidas e inquietações de correspondentes do mundo todo Eis alguns dos assuntos deste livro: · A Bruxaria na Bretanha; · Memórias e Crenças sobre as Bruxas; · As Origens da Bruxaria na Idade da Pedra; · A Bruxaria na Época dos Romanos e Saxões; · Signos e Símbolos; entre outros.

Os Mistérios Wiccanos, Raven Grimassi

Este livro é um guia essencial e completo para as pessoas que desejam compreender os variados aspectos da religião Wiccana, descobrindo os significados intrínsecos de seus ritos, crenças e símbolos. O que é Wicca? Em que os bruxos acreditam e o que praticam? Quais as bases históricas das crenças presentes na Wicca? Raven Grimassi responde a essas e a muitas outras questões e revela, principalmente, os ensinamentos dos níveis iniciáticos da Antiga Religião. Desvendar os mistérios wiccanos pode revelar um mundo fascinante, que remeta à Europa pré-cristã, à antiga religião dos celtas e mostra que a Wicca está longe de ser uma reinvenção, como julgam os que desconhecem a tradição dos mistérios. As origens, as tradições e os mistérios da Wicca no mundo contemporâneo revelam-se neste livro de Raven Grimassi.
   
Enciclopédia da Bruxaria, Doreen Valiente

Este é um livro de Bruxaria escrito por uma bruxa praticante. Trata-se de uma enciclopédia completa a ser usada pelos estudiosos deste assunto tão vasto e fascinante por meio de verbetes explicativos que vão de termos ligados à Bruxaria a uma síntese biográfica a respeito dos grandes nomes do mundo da magia e do ocultismo, como Aleister Crowley, Charles Leland, Gerald Gardner, John Dee e Margaret Murray.  A renomada autora, Doreen Valiente, estuda o oculto há mais de trinta anos. Ela foi iniciada em quatro facções diferentes do culto à Bruxaria que estão surgindo na Grã-Bretanha Este livro tem a intenção de ser uma contribuição séria ao estudo de um assunto que ficou no obscuro por muito tempo devido ao preconceito e ao sensacionalismo. 

Feitiçaria: a Tradição Renovada, Evan John Jones

Este não é um livro de Wicca. É, sim, um dos poucos livros sobre Bruxaria Tradicional já escritos no mundo e, provavelmente, o único traduzido para o português. Foi escrito segundo a tradição que era ensinada por Robert Cochrane na década de 50 no seu grupo chamado Clan of the Tubal Cain.
A primeira parte fala sobre os fundamentos da Arte, da sua forma de ver o mundo, da sua espiritualidade e religiosidade, além da sua História.A segunda parte fala sobre o coven e a sua organização. As funções de cada participante, bem como das iniciações. A terceira parte é dedicada aos instrumentos e símbolos da Arte e as suas consagrações. Disserta sobre a Faca, o Cordão, a Estaca, a Taça, a Vassoura, a Espada, o Caldeirão e o Crânio (e o seu uso oracular e de comunicação com espíritos). A quarta e última parte dedica-se aos rituais. Explica amplamente os quatro Grandes Sabás (Candelária, Véspera de Maio, Lammas e Véspera de Todos os Santos) e também o Ritual de Contrato (casamento bruxo). As instruções sobre jejum e purificação são muito úteis.
Oito Sabás para Bruxas, Janet e Stewart Farrar


Este é um livro que nasceu do amor e do comprometimento dos autores para com a grande mãe, difundindo de maneira série e objetiva a maneira como se trilham as veredas secretas da Antiga Arte.
Janet e Stewart Farrar há mais de dez anos estudam e praticam a bruxaria, sendo sacerdotes de um coven na Irlanda, onde os rituais expostos no presente livro foram criados. Rituais de extrema beleza e profundidade, que nos levam ao nascimento do paganismo e da tradição mágica ocidental.
Que cada bruxo que venha lê-lo saiba beber desta taça e entender, nas entrelinhas, a mensagem oculta.



O Poder da Bruxa, Laurie Cabot

 A conhecida bruxa de Salem rompe o silêncio e revela os segredos da bruxaria. Ensina como fazer poções, sortilégios, magia prática e construir altares. Para ela, a bruxaria é uma poderosa ferramenta para harmonização com a natureza.

Dançando com Feiticeiras, Lois Borne

Lois Bourne é uma das feiticeiras inglesas vivas mais conhecidas e amadas pelos seguidores da arte no mundo inteiro. Dançando com feiticeiras, narra em detalhes a sua profunda amizade com Gerald Gardner, um dos maios importantes e controvertidos feiticeiros do ramo tradicional. Além de Gardner, Lois teve outros amigos que compartilhavam com ela vivências iniciáticas – um deles foi Idries Shah, ocultista famoso, líder do movimento sufi em Londres, envolvido pessoalmente com os dervixes Mevlevi, na Turquia. Os leitores irão se deliciar com os momentos mágicos de Lois Bourne com Gerald Gardner na Grécia – os passeios do Partenon, a colina sagrada de Acrópole, Delfos, a cidade sagrada de Apolo. E, também se impressionarão com o assédio dos leitores de Bourne, que narra alguns encontros seus com duas alemãs que viajam à Inglaterra em busca de ajuda. Dançando com Feiticeiras é um conjunto de vivências, depoimentos, experiências dentro e fora do círculo mágico.

Paganismo: uma Introdução da Religião Centrada na Terra, Joyce e River Higginbotham
Se você tem curiosidade sobre Paganismo, esta é a obra certa para o seu estudo. Fornece fatos e informações sobre o Paganismo, a fim de ajudar o leitor a entender este movimento e fornecer ferramentas que lhe permitirão seguir adiante em seu desenvolvimento pessoal e espiritual. Ao ler esta obra, você poderá obter uma compreensão mais profunda sobre crenças, valores e práticas do Paganismo, bem como ter um entendimento maior de suas próprias crenças e valores.





A Dança Cósmica das Feiticeiras, Starhawk


A Bruxaria é uma religião que retira os seus ensinamentos da natureza e inspira-se nos movimentos do sol, da lua e das estrelas, no vôo dos pássaros, no lento crescimento das árvores e nos ciclos das estações. Obra clássica de espiritualidade que influenciou o movimento feminista. Para os interessados em se aprofundar nos conhecimentos de Bruxaria, este é um dos volumes indispensáveis sobre a Antiga Religião e a Grande Deusa.






Wicca: A Feiticaria Moderna, Gerina Dunwich

Wicca é uma religião de natureza xamanística, positiva, com duas deidades reverenciadas e adoradas em seus ritos. Wicca inclui a prática de várias formas de magia branca e ritos para harmonização pessoal com o ritmo natural das forças da vida marcados pelas fases da lua e pelas quatro estações do ano. Wicca é uma religião orientada para a natureza, e a maioria de seus membros está envolvida de uma maneira ou de outra com o movimento ecológico e com as reivindicações ambientais e atuais. Wicca não aceita o conceito arbitrário do pecado original ou do mal absoluto. Wicca não pratica qualquer forma de magia negra, não cultua o diabo, demônios ou qualquer entidade do mal. O dogma principal de Wicca é o Conselho Wiccaniano, código moral simples e benevolente: Sem Prejudicar Ninguém, Realize sua vontade.


Enciclopédia De Wicca E Bruxaria, Raven Grimassi
Um livro indispensável para os que procuram referência sobre o surgimento, a história e a cultura da Wicca e da Bruxaria Moderna. ENCICLOPÉDIA DE WICCA E BRUXARIA é o primeiro livro escrito por um Elder da Arte, que apresenta a Religião da Deusa como um caminho espiritual, associando conceitos religiosos e espiritualidade, tanto com a experiência histórica quanto com a prática moderna.Além das ricas informações sobre o folclore europeu e do ocultismo ocidental, relacionados a Wicca e a Bruxaria Moderna, o leitor terá acesso a importantes assuntos ligados à religião: teologia, história, lugares, objetos, rituais e praticantes de renome. Contém também, terminologias, referências bibliográficas, web sites, organizações, símbolos, etc.


História da Bruxaria, Jeffrey B. Russel


Da feitiçaria antiga à implacável perseguição às bruxas; dos precursores da bruxaria moderna aos recentes movimentos neopagãos. Jeffrey B. Russell e Brooks Alexander percorrem um longo caminho para contar uma história que está nas entrelinhas da própria História. Uma trajetória silenciosa, mas não por isso menos verdadeira e devastadora.

Freqüentemente listada como uma das obras referenciais para o estudo do tema, História da Bruxaria desvenda o lento processo de formação e transformação de um estereótipo que a mentalidade coletiva, a rigor, preserva até hoje. Reais ou imaginárias, as bruxas exerceram um papel singular em várias sociedades de diferentes épocas. Acreditemos ou não, a história não contradiz a máxima: que elas existem, existem.

Wicca: a Religião da Deusa, Claudiney Prieto

Um guia para quem deseja iniciar-se na religião wicca, que não tem dogmas e baseia-se na ética e na conduta pessoal. Práticas mágicas, invocações e rituais são explicados sucintamente. Às portas do século XXI ressurge uma Religião que se propõe celebrar novamente a Deusa Mãe e as forças da Natureza. Em ´Wicca, a Religião da Deusa´, Claudiney Prieto apresenta um livro esclarecedor para quem pretende se iniciar nela. Como Religião, Wicca não tem dogmas impostos. é uma forma de vida que inclui uma filosofia religiosa e uma filosofia ética, de conduta pessoal.



Wicca Gardneriana, Mario Martinez

Pela primeira vez apresentamos ao público um livro sobre Wicca que se propõe a descortinar um panorama ainda não revelado sobre a Antiga Arte. Diferente das demais obras sobre a Antiga Religião, nesta não existem encantamentos, rituais ou listas de divindades, que geralmente compõem a maioria dos livros sobre esse tema apaixonante.
Aqui, o leitor se defrontará com um dos maiores desafios vividos por todos os iniciados na Arte, desde tempos imemoriais: o próprio desenvolvimento. É sobre isso que este livro trata, apresentando algumas das antigas técnicas que fazem parte do aprendizado iniciático da Wicca Gardneriana.
Como temos sempre ouvido falar que o maior instrumento de um bruxo é o próprio bruxo, a importância desta obra é inegável para todos os que pretendem se dedicar a seguir a Antiga Arte, tanto os iniciantes quanto os praticantes mais experientes.
  
      Ritos e Mistérios Secretos do Wicca, Gilberto de Lascariz


Este livro é uma inovação ao longo da história da literatura oculta, pois enfatiza uma abordagem exclusivamente esotérica e iniciática do Wicca, sem facilitações nem concessões "new age". Não se trata apenas de um genuíno instrumento esotérico de transformação da alma em sintonia com os deuses e os paradigmas iniciáticos do Wicca, mas de um livro gerador de uma verdadeira gnose pagã. Aqui são revelados muitos dos segredos iniciáticos presentes em cerimônias wiccanianas que estavam sepultados até agora no sigilo de alguns Iniciados e no esquecimento dos próprios coventículos. Esta obra é também uma tentativa de provocar um "tour de force" no discurso literário wiccaniano em nível mundial, rejeitando os referenciais "new age" e o psicologismo selvagem do patrimônio mágico herdado de Gerald Gardner.


O Anuário da Grande Mãe, Mirella Faur
Apresentando 600 deusas, este calendário anual permanente, que inclui rituais, em várias tradições, além de ciclos lunares, reverencia, diariamente, todos os aspectos e atributos da Grande Mãe.Conecte-se com este poder.

Trabalho mágico para Covens - Edain McCoy 
Trabalho Mágico para Covens é o primeiro guia para todos os aspectos do trabalho mágico em um grupo ou coven. Escrito por uma Bruxa que tem cerca de duas décadas de experiência mágica com a prática de grupo, este livro é ideal para praticantes de nivel intermediário começando um conven ou integrantes de um conven já existente que estão procurando por dicas e sugestões de feitiços.

Aradia, o Evangelho das Bruxas, Charles Leland
Em "Aradia: O Evangelho das Bruxas", Charles Godfrey Leland nos presenteia com o que podemos chamar de capítulo inicial de uma coletânea de cerimônias, feitiços e encantamentos. Nele, o autor traz a história de Aradia, bruxa enviada à Terra para propagar os ensinamentos da Bruxaria. No decorrer do livro, também são descritos os encantamentos, conjurações e invocações, no original em italiano, ensinados por sua mãe Diana, deusa das bruxas.

O Deus das Feiticeiras, Margaret Murray
Esta obra é um relato histórico e uma análise antropológica fundamental aos que buscam conhecimentos elementares sobre a origem dos principais ritos da bruxaria. Não deixa de ser um trabalho etnográfico, descrevendo minúscias do culto ao Deus de Chifres, falando sobre os adeptos, o clero, os rituais e as cerimônias mágicas e religiosas, bem como um capítulo inteiro sobre as vítimas divinas, os que morreram em nome de Deus nas ´santas´ fogueiras da Inquisição. É uma fonte preciosa de saber histórico e religioso.

O Culto das Bruxas na Europa Ocidental, Margaret Murray

Todo o movimento pagão, wicca e da bruxaria na atualidade é advindo, em grande parte, deste livro. Em O Culto das Bruxas na Europa Ocidental a autora relata a sobrevivência de um culto marginal vulgarmente conhecido como bruxaria. Este culto teve uma existência paralela aos cultos greco-romanos e mesmo ao cristianismo, as religiões do Estado.  Um livro de leitura imprescindível para todo bruxo, wicca e pagão.





Bruxaria Hereditária, Raven Grimassi

Braxaria Hereditária: teria ela sobrevivido à Inquisição ou nem teria existido? Será que as Bruxas hereditárias têm se escondido tão bem e por tanto tempo que ninguém acredita mais nelas, mesmo que finalmente se apresente? Este livro versa sobre a Antiga Religião das Bruxas hereditárias e contém material de considerável antiguidade.

  




A Deusa Branca, Robert Graves
 A Deusa Branca é um livro extraordinário. Em seu prefácio, Robert Graves escreveu: "Minha tese consiste em afirmar que a linguagem do mito poético difundido na Antiguidade, pelo Mediterrâneo e pelo Norte da Europa, era uma linguagem mágica vinculada a cerimônias religiosas populares em honra á deusa-lua ou Musa, algumas das quais dotavam da idade da Pedra, a qual permanece como linguagem da verdadeira poesia". Ao defender suas idéias, Robert Graves empreendeu esta obra singular que constitui uma gramática histórica do mito poético.

  
O Mundo de uma Bruxa - Patrícia Crowther

Patricia Crowther é uma das mais famosas bruxas do Ocidente. Foi grande amiga e confidente de Gerald Gardner, o homem que a iniciou na Arte da Sabedoria. Em O Mundo de uma Bruxa, Patricia, que também é Alta Sacerdotisa da Grande Deusa, faz um fascinante relato de sua vida de feiticeira. Conta como se tornou o alvo de rituais de Magia Negra, praticados por sacerdotes cristãos, e de como descobriu um antigo livro do século XVII, que narrava a tradição do uso da liga feminina por parte das bruxas. Os leitores irão se deliciar com o surpreendente relato das peregrinações de Patricia por lugares distantes, sempre procurando provas da existência da Deusa.Em sua análise do sistema de Graus na Arte, a autora cita a forma pela qual foi usado nos tempos antigos e fala sobre a sua amizade com bruxas, bruxos e ocultistas da estirpe de Ray Bone, William Gray e Ruth Wynn-Owen.

 A Feiticeira, Jules Michelet
Jules Michelet, historiador, foi chefe da seção histórica dos arquivos nacionais da França, o que lhe deu acesso ao vasto material de pesquisa, pano de fundo desta obra. O ambiente desse período histórico é essencial, aliás, ao nascimento desse ser especial. A despeito do rótulo de romântico dedicado ao historiador, sua postura sensível diante da mulher, sua visão mesmo, é atual. Mais do que falar da feiticeira, o livro sublinha a essência da própria mulher, enaltecendo-a. No entanto, Michelet é escritor e, como tal, não foge à trama de seu enredo, que trata, como o título o diz, de um ente mágico. Sem deixar, em nenhum momento, de vangloriar a mulher, seja sob aspectos corriqueiros como o da vida doméstica, seja sob aspectos religiosos como a visão da Virgem, ele tem sempre como personagem a feiticeira. A breve apresentação dessa obra de Michelet, lida exaustivamente há décadas e décadas por diferentes gerações, pouco diz diante da magnitude do texto integral.

A Casa Mágica, Scott Cunningham
A casa mágica pode ser sua. Não são necessários anos para que sua vida melhore, mas apenas seu desejo de alcançar o melhor para você e seus entes queridos. Por que não começar agora? Não é necessário nada além deste livro e das coisas que você já tem em casa. Você aprenderá encantamentos para prosperidade, amor e saúde; rituais simples para ajudar a purificar a casa, a proteger seus ocupantes, a transformá-la em um local onde os ritos místicos sejam celebrados como parte natural da vida.

Guia Essencial da Bruxa Solitária - Scott Cuningham 
Este é um livro destinado a ter um notável impacto social. Baseado em quase duas décadas de prática Wiccana por parte do autor, apresenta um quadro eclético de vários aspectos dessa religião. Cunningham traz um sistema completo para o praticante solitário atingir um relacionamento mágico com a energia vital do universo, além de exercícios criados para desenvolver a proficiência em magia, um ritual de autodedicação, magia de ervas, rúnica e de cristais, e receitas para os festivais dos Sabbats. Escrito de maneira simples e acessível, esta obra integra tanto as artes mágicas quanto os aspectos religiosos da Wicca num todo harmonioso, pois trata-se de uma religião festiva que brota de nossa união com a natureza. Ela nos une às Deusas e aos Deuses, as energias universais que criaram toda a existência. É uma celebração da vida, positiva e pessoal. E agora está à disposição de todos.
 O Livro Completo de Bruxaria do Buckland, Raymond Buckland

O autor ensina nesta obra a história, a prática, a composição, as fórmulas, os mecanismos de magia, herbologia, adivinhação etc. da wicca gardneriana. Não apresenta apenas uma tradição, faz uma aproximação não sectária e mostra como o leitor pode estruturar a religião para que se ajuste as suas necessidades particulares.

O Guia da Tradição Wicca para Bruxos Solitários, Raymond Buckland

Alguns wiccanos não conseguem encontrar um coven; outros simplesmente preferem praticar a Bruxaria sozinhos. De um jeito ou de outro, a prática solitária é uma opção absolutamente válida, pois se baseia em tradições muito mais antigas do que as dos covens organizados.Conhecido como o pai da Wicca norte-americana, Raymond Buckland é autor de vários livros sobre todos os aspectos da Arte da Bruxaria. Este é o seu livro mais importante: um manual abrangente e moderno sobre a prática solitária da Wicca ao longo de todos os estágios da vida. Você vai aprender tudo sobre a Bruxaria, desde como se tornar um bruxo até como melhorar a sua vida por meio de encantamentos mágicos, rituais, tradições e celebrações.

 A Bruxa Solitária, Rae Beth
Neste livro a autora, desmistifica o conceito tradicional da bruxa como adoradora do diabo e instrumento do poder do mal. O livro traz de forma clara e objetiva os elementos da magia, o papel dos bruxos e a utilizaçào das fontes de energia da natureza na elaboração de rituais mágicos. Revelando a bruxaria como uma religião purificadora, fundamentada em um sistema de crenças e práticas encantadoras.




Por ora, basta. Os livros acima são os mais indicados e dos autores mais consagrados. Procure também outras obras dos autores citados, pois muitos deles têm diversas outras obras publicadas, tais como Scott Cunningham, Claudiney Prieto, Gerina Dunwich, entre outros. Alguns livros não são mais publicados e encontram-se, com sorte, em sebos. 

O mito a seguir é a versão oral difundida pela Tradição das Fadas (ou FERI, de Victor Anderson), extraída do livro "A Dança Cósmica das Feiticeiras". Cada linha de Bruxaria possui um mito de criação, embora pouco mude na essência, esta é apenas a versão da Tradição referente.

CRIAÇÃO

Solitária, majestosa, plena em si Mesma, a Deusa, Ela, cujo nome não pode ser dito, flutuava no abismo da escuridão, antes do início de todas as coisas. E quando Ela mirou o espelho curvo do espaço negro, Ela viu com a sua luz o seu reflexo radiante e apaixonou-se por ele. Ela induziu-o a se expandir devido ao seu poder e fez amor consigo mesma e chamou Ela de "Miria, a Magnifica".
O seu êxtase irrompeu na única canção de tudo que é, foi ou será, e com a canção surgiu o movimento, ondas que jorravam para fora e se transformaram em todas as esferas e círculos dos mundos. A Deusa encheu-se de amor, que crescia, e deu à luz uma chuva de espíritos luminosos que ocuparam os mundos e tornaram-se todos os seres.
Mas, naquele grande movimento, Miria foi levada embora, e enquanto Ela saía da Deusa, tornava-se mais masculina. Primeiro, Ela tornou-se o Deus Azul, o bondoso e risonho deus do amor. Então, transformou-se no Verde, coberto de vinhas, enraizado na terra, o espírito de todas as coisas que crescem. Por fim, tornou-se o Deus da Força, o Caçador, cujo rosto é o sol vermelho mas, no entanto, escuro como a morte. Mas o desejo sempre o devolve à Deusa, de modo que ele a Ela circula eternamente, buscando retornar em amor.

A lemniscata, símbolo usado na Tradição Feri para demonstrar os ciclos espirais da divindade, a partir do ponto inicial da Criação, a Deusa Estelar, no centro.

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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