Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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A Wicca é uma religião matrifocal, onde o culto à Deusa em suas variadas formas é geralmente predominante ao culto do Deus Cornífero. Por essa razão o número de homens adeptos à essa religião não é tão expressivo, pois a cultura patriarcal em que vivemos favorece o Homem, e ele se acomoda nos sistemas judaico-cristãos.
No entanto, aqueles que ouvem o Chamado e se Inicim na Wicca, tendem a identificar-se e focar-se no Deus Galhudo. Isso não é, de forma alguma, algo ruim; pois o Deus ensina ao homem como ser indomado sem ser cruel, irado sem ser violento, sexual sem ser coercivo, espiritual sem ser assexuado e capaz de amar verdadeiramente. Essa é a verdadeira essência masculina, perdida em algum lugar dentro do homem moderno, substituída pelos estereótipos os quais se espera que ele se encaixe.
No entanto, o seu contato com a Deusa é mais indireto, ou pelo menos não tão profundo. A tendência é que ele a identifique como a Mãe (arquétipo universal com qual todo homem tem ligação), ou a Indomável Amante. Mas ele a vê fora de si, algo tão oposto à sua natureza, que não pode ser incorporado.
Dentro da própria instituição wiccana, estabeleceu-se indiretamente que os homens devem invocar e corporificar o Deus, deixando a Deusa para as mulheres. É ainda mais raro que as sacerdotisas contatem o Cornífero.
Já sofri com gozações ao corporificar e invocar a Deusa, como se isso fosse um sinal de tendências homossexuais ou quebra de papéis. A Wicca é justamente um sistema que desmistifica e quebra os tabus impostos pela sociedade atual. A nudez, o sexo, o corpo físico: é tudo sagrado!
A invocação dos deuses pode ser de dois modos: por Polaridade, ou por Semelhança.
O modo mais usual é o da Semelhança: sacerdotisas invocam a Deusa e realizam a prática de "puxar a lua para baixo"; sacerdotes invocam o Deus e "puxam o sol para baixo". Isso parte da lei da Magia de que igual produz igual.
Mas deve-se explorar a lei da Polaridade, tal como num imã: polos opostos se atraindo.
Algo poderoso acontece àquele homem que invoca a Deusa e a traz para dentro de si! Ele se torna completo e uno com a divindade, conhece a si mesmo num nível mais profundo, integra os seus selves (plural de self - a unidade constituinte do indivíduo, em vários níveis) e descobre potenciais que, de outra forma, permaneceriam apenas latentes.
O mesmo se aplica às mulheres, que descobrem com o Galhudo, que podem ser incisivas, corajosas, independentes, furiosas, indomadas.
Também não quero generalizar. Dentro de Tradições bem estruturadas (e que não sejam diânicas), acredito que haja o equilíbrio. O problema é com os grupos ecléticos e de orientação livre.
O segredo é experimentar. Eu experimentei um contato direto com Tisífone, uma das Fúrias gregas, e a experiência foi incrível. Não seja tímido, ouse, explore, descubra.


Hudson

1 comentários:

Ah, é bom saber que outro homem já chamou a Deusa para si. Mais de uma vez, e por variados motivos, também já fiz isso.

E seria realmente bom que o contrário também acontecesse: que as mulheres tomassem ciência do Galhudo e do peso de seus (nossos?) chifres.

Felicidades.

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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