Além do Físico

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No dia 21 de dezembro, próxima terça, às 21:38 (de acordo com o Almanaque Wicca 2011 - Horário de Brasília, considerando o horário de verão) o Sol entra no signo de Capricórnio, marcando o início do verão - o dia mais longo do ano.


 
Litha, também conhecida como Meio do Verão (Midsummer), é o Solstício de Verão, por volta de 21 de junho no Hemisfério Norte, e 21 de dezembro no Hemisfério Sul. Litha é o nome de uma deusa saxônica dos grãos, correspondente a Deméter ou Ceres, e seu festival é de alegria, abundância e jogos. No Cristianismo, tornou-se o dia de São João.
Essa celebração é feita especificamente em honra da Grande Mãe Terra, que nos alimenta com a generosidade de Seu caldeirão inesgotável, mas devemos também honrar o Pai Sol nesse período. Litha é um festival de famílias, parceiros de casamento e crianças. É a melhor época para casamento e rambém uma época para visões do futuro e favores das fadas.
Litha é uma época sagrada para a magia de todos os tipos. Celebre o sacrifício e a renovação da natureza e faça mudanças em sua própria vida. Fabrique um talismã solar protetor para pendurar na porta. Cuide de suas plantações e colha ervas mágicas do jardim (que têm mais poder nesse dia). Decore seus altares com flores do verão, use uma toalha de altar e velas brancas, verdes, azuis ou laranja, e encha seu cálice com água. É um período especial para honrar e abençoar animais, por isso leve seus mascotes e 'familiares' (animais com os quais você tem elo psíquico) para o Círculo. Dedique-lhes cuidados e atenção.

O Solstício do Verão (ou Meio do Verão, Alban Hefin ou Litha), também conhecido como Dia de São João, na Europa, marca do dia mais longo do ano, quando o Sol está no seu zênite. Para os Bruxos e os Pagãos, esse dia sagrado simboliza o poder do sol, que marca um importante ponto decisivo da Grande Roda Solar do Ano, pois, após o Solstício do Verão, os dias se tornam visivelmente mais curtos.
Em certas tradições wiccanas, o Solstício do Verão simboliza o término do reinado do ano crescente do Deus Carvalho, que é, então, substituído pelo seu sucessor, o Deus Azevinho do ano decrescente. (O Deus Azevinho reinará até o Sabbat do Inverno do Natal, o dia mais curto do ano.)
O Solstício do Verão é uma época tradicional, em que os Bruxos colhem as ervas mágicas para encantamentos e poções, pois acredita-se que o poder inato das ervas é mais forte nesse dia. é o momento ideal para as divinações, os rituais de cura e o corte de varinhas divinas e dos bastões. Todas as formas de magia (especialmente as do amor) são também extremamente potentes na véspera do Solstício do Verão, e acredita-se que aquilo que for sonhado nessa noite se tornará verdade para quem sonhar.
Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Solstício do Verão são vegetais frescos, frutas do verão, pão de centeio integral, cerveja e hidromel.


Alguns antigos costumes do Solstício de Verão
- Na Europa, as celebrações deste sabá foram absorvidas pela festa cristã de São João, cujo nome originou-se da erva usada com fins curativos e mágicos, como proteção ou para proporcionar sonhos e presságios.
- As homenagens aos seres da Natureza ou às divindades naturais também foram sbstituídas pelas populares e folclóricas festas juninas.
- Antigamente, os casamentos eram celebrados em junho para garantir-se a fertilidade, sendo esta uma data muito propícia, embora diferente de Beltane, que era reservada aos ritos de fertilidade e ao Casamento Sagrado das divindades.
- Em Creta, o Ano Novo começava no solstício de verão, marcando o fim da colheita do mel. Para os cretenses, o zumbido das abelhas era a voz da Deusa anunciando a sua regeneração. O touro personificava o Deus e, ritualisticamente, era sacrificado para simbolizar a sua morte e seu renascimento das entranhas da Terra. A lenda do Minotauro representa nada mais nada menos do que a descida simbólica à escuridão, encarando os medos e encontrando os meios da renegeração, ao seguir o fio da vida tecido pela Deusa.


    Sugestões de ritual:

Para solitários:

Círculo Sagrado


Você também encontra um ótimo ritual no livro Wicca para Todos na página 85, disponível em:
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Para membros de grupos, círculos e covens:
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O altar e o círculo são decorados com rosas e outras flores de verão. Uma fogueira é acesa no centro do círculo. O sacerdote carrega uma figura do Deus feita de pedaços de pau entrelaçados. Um pão (cuidadosamente embrulhado em várias camadas de folha de alumínio) é escondido em seu centro. Uma grinalda de rosas e flores-do-campo é colocada sobre o altar. Membros do coven e convidados também usam flores.
Reúna o grupo, faça uma meditação da respiração e acenda o fogo. A Sacedotisa diz:
- Este é o tempo da rosa, florescência e espinho, fragância e sangue. Agora, neste dia mais longo, a luz triunfa e, no entanto, começa a declinar para a escuridão. O Rei Sol amadurecido abraça a Rainha do Verão no amor que é morte, pois ele é tão completo que tudo se dissolve na única canção de êxtase que move os mundos. Portanto, o Senhor da Luz morre para si e navega através dos mares misteriosos do tempo, buscando a ilha da luz que é o renascimento. Giramos a roda e partilhamos seu destino, pois plantamos as sementes de nossas próprias transformações e, a fim de crescermos, devemos aceitar até mesmo a partida do sol.
Purifique, disponha o círculo e invoque a Deusa e o Deus.
Dance a dança espiral, cantando:

Ela é luminosa
Ela é branca
Ela é resplandecente
Coroada de luz!
Ele é radiante!
Ele é brilhante
Ele está subindo
Ele alça vôo!

Quando o poder é elevado, o cântico, gradualmente, muda. (Os versos que seguem são cantados repetidamente; diferentes membros cantam diferentes versos, simultaneamente):

ELA que está ao CENTRO, ELA QUE FLORESCE!
Ser FLOLHADO Ser VIVO Ser FOLHADO Ser VIVO...
Ela que é COROADA, Ela que ABRAÇA!

O sacerdote dança com a figura do Deus, no centro do círculo. Ainda cantando, membros do coven colocam flores sobre a figura, entrelaçando-as com os paus, até que, enquanto o poder cresce, a figura esteja coberta com flores. O círculo se espalha: o cântico transforma-se em um cone de poder sem palavras, à medida que sacerdote e sacerdotisa dançam mais próximos ao fogo. Quando o cone chega ao seu máximo, a sacerdotisa estende os braços e clama:
- Para mim! Para mim!
O sacerdote lança a figura às chamas. Todos estão em silêncio, meditando sobre as flores que murcham e queimam.
Enquanto as flores morrem, membros podem cantar, suavemente, “Navegue”. Um membro do coven carrega a grinalda em volta do círculo, segurando-a próximo ao rosto da pessoa para que esta possa ver as chamas através dela. Ele diz:
- Veja com a visão límpida.
Ela suspende a grinalda, e prossegue:
- E conheçam o mistério do círculo contínuo!
Sacerdote e sacerdotisa retiram o pão do fogo e o abrem. A sacerdotisa eleva-o.
Sacerdotisa: - Vejam, o Deus penetrou o grão!
Todos: Ele nos alimentará!
Sacerdotisa: O sol está sobre a água!
Todos: Ele saciará nossa sede!
Sacerdotisa: O Deus está no milho!
Todos: E este crescerá viçoso!
Sacerdotisa: O Deus está sobre a árvore a vinha!
Todos: Ele amadurecerá no tempo certo!
Sacerdotisa: O sol não está perdido!
Todos: Ele nascerá novamente!
Sacerdotisa: O sol está dentro de nós!
Todos: Veja como brilhamos!
Todos cantam “Veja como brilhamos!”, enquanto pão e bebida são passados ao redor do círculo.
Partilhe alimentos e abra o círculo.


FONTES: Bruxaria.net; Circulo Sagrado; Wicca Para Todos (Claudiney Prieto); A Dança Cósmica das Feiticeiras (Starhawk) e Grimório para o Aprendiz de Feiticeiro (Oberon Zell-Ravenheart).

1 comentários:

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O uso das técnicas, rituais e conhecimentos adquiridos no Além do Físico é de responsabilidade única e exclusivamente sua, caro leitor. Não me responsabilizo, em nenhum nível, pela má utilização de tais ferramentas mágicas e espirituais.

Quem sou eu

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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