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Época de Natal, e nós pagãos nos sentimos meio deslocados em meio à uma celebração "cristã" tão popular e influente em nossa sociedade. Mas se pesquisarmos sobre os elementos natalinos, veremos que são a maioria de origem pagã e quem se sentiria jogado pra escanteio seriam os cristãos. Se não fosse a cristianização de nossas celebrações pagãs, eles teriam seu Natal do modo como deve ser (comemoração ao nascimento de Jesus) com seus próprios simbolismos e em meados de Abril (a data mais provável para o nascimento do menino de Belém). O mesmo ocorreu com a Páscoa - os ovos coloridos vem da celebração pagã de Ostara!

Papai Noel

Odin, disfatçado de andarilho. O "velhinho barbudo"
  O mito do Papai Noel está diretamente relacionado ao deus germânico Odin. Esta divindade e suas variações míticas era adorada pelos povos do norte da Europa antes da invasão do Cristianismo. Os mitos relatam que, todos os anos, durante as festividades germânicas de Yule, um festival de inverno celebrado no dia 25 de dezembro segundo o calendário cristão, Odin promovia uma grande caçada festiva pelos céus.
Odin realizava esta caçada com o auxílio de seu cavalo de oito patas, conhecido como Sleipnir. Este animal mágico era capaz de percorrer grandes distâncias em um tempo muito curto, assim como as renas que puxam o trenó do moderno Papai Noel. Como durante a longa viagem Sleipnir sentia fome e cansaço, precisava fazer algumas paradas para se alimentar. Então, as crianças deixavam suas botas próximas à janela, repletas de feno, açúcar e cenouras. Odin retribuía tais gestos bondosos com generosos presentes. Diz-se que a prática sobreviveu até a cristianização dos vikings, e após isso Odin foi associado a São Nicolau (um "respeitável bispo" - o qual todos pensam ser a origem do "Bondoso Velhinho"). A tradição germãnica chegou aos Estados Unidos através das colônias holandesas de New Amsterdam e New York, antes da conquista britânica do século XVII, e está na base do hábito moderno de colocar uma meia na lareira, no Natal, semelhante ao costume difuso na Itália em 5 de janeiro para a chegada da Befana.


A árvore de Natal



Civilizações antigas que habitaram os continentes europeu e asiático no terceiro milênio antes de Cristo já consideravam as árvores como um símbolo divino. Eles as cultuavam e realizavam festivais em seu favor. Essas crenças ligavam as árvores a entidades imaginárias, mitológicas. Sua projeção vertical desde as raízes fincadas no solo, marcava a simbólica aliança entre os céus e a mãe terra.
Entre os egípcios, o cedro se associava a Osíris. Os gregos ligavam o loureiro a Apolo, o abeto a Átis, a azinheira a Zeus. Os germânicos colocavam presente para as crianças sob o carvalho sagrado de Odin.
Nas vésperas do solstício de inverno, os povos pagãos da região dos países bálticos cortavam pinheiros, levavam para seus lares e os enfeitavam de forma muito semelhante ao que faz nas atuais árvores de Natal. Essa tradição passou aos povos Germânicos.
No início do século XVIII, o monge beneditino São Bonifácio tentou acabar com essa crença pagã que havia na Turíngia, para onde fora como missionário. Com um machado cortou um pinheiro sagrado que os locais adoravam no alto de um monte. Como teve insucesso na erradicação da crença, decidiu associar o formato triangular do pinheiro à Santíssima Trindade e suas folhas resistentes e perenes à eternidade de Jesus. Nascia aí a Árvore de Natal.

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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