Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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Reuni uma coletânea de diversas imagens belíssimas, que retratam a natureza, os deuses, pentagramas, etc; vou postar aqui em forma de vídeo, pois se colocasse uma por uma, o blog ficaria pesado. Apreciem e COMENTEM!
video

P.S.: As imagens não são minhas, peguei no orkut, portanto, sem fonte conhecida.

O Ritual menor do pentagrama foi criado pela saudosista ordem chamada "Golden Dawn", uma ordem de estilo Maçônica/Rosacruciana com graus e iniciações. Esta Ordem foi devotada ao estudo da magia cerimonial ocidental e ao estudo do oculto, passando por estudos de qabalah, de Tarot, Tattwas (símbolos que representam os cinco elementos), viagem nos planos, entre outros. Apesar de não ter tido uma vida muito longa, esta ordem foi a base para a maioria das ordens magicas conhecidas hoje, e teve entre seus membros os maiores expoentes da magia da época, S.L. MacGregor Mathers, Aleister Crowley, Austim Osman Spare, Israel Regardie, Dion Fortune, W.B. Yeats, entre outros tantos. Estes mesmos magistas acabaram por fundar suas próprias ordens, ou adaptar as ordens que viriam a fazer partes, e muitas estão por aí até hoje.
Este ritual era o primeiro a ser ensinado a seus membros, ainda neófitos. Isto porque ele o introduzia a invocação, e servia como meditação, centralização e proteção. Este ritual é utilizado por várias ordens hoje em dia, e possui grande número de variações.
Aqui pretendo dar a versão como era utilizada pela "Golden Dawn", porém vou tentar também dar algumas dicas de como fazer uma variação mais Wicca. O ritual é feito em três partes, a cruz cabalística, a formação dos pentagramas e invocação dos arcanjos, fechando então novamente com a cruz cabalística

Cruz Cabalística
Toque na testa e diga: "Ateh" (I am I)
Toque no peito e diga: "Malkuth",(The Kingdom)
Toque no ombro direito e diga: "Ve Geburah", (The power)
Toque o ombro esquerdo e diga: "Ve Gedulah", (The Glory)
Junte as mãos em forma de palma em frente do coração e diga "Le-olam, Amen", (Forever and ever. Let it be so!)
Existe uma outra versão que talvez seja mais interessante para estudantes de wicca, que eu particularmente nunca pratiquei, por isso não posso dar uma opinião pessoal. Caso alguém venha praticar esta outra variação e consiga bons resultados, eu gostaria de um retorno. É muito parecida, as diferenças ficam por conta dos nomes, não mais em hebraico e um passo a mais. 

Cruz Purificadora
 
1. "Eu sou Eu", imaginando uma luz branca brilhante sobre a cabeça
2.Levante um braço acima da cabeça, apontando para cima e diga "Em harmonia com o paraíso...", e imagine a luz descendo, permeando, purificando e limpando você.
3.Desça o braço apontando para baixo e diga "...a terra..."
4.Toque o ombro direito e diga "...o Sol...", imagine uma luz brilhante no ombro direito, enquanto mantém a coluna de luz.
5.Toque no ombro esquerdo e diga "...e a Lua...", imaginando a luz indo de um ombro ao outro.
6.Junte as palmas em frente do coração e diga " ...para todo o sempre. Que assim seja!". Imagine uma luz irradiando vindo do coração.
Agora entra a parte principal do ritual. Virando-se para o oeste e usando uma adaga, ou caso não tenha apenas o dedo indicador. Siga os seguintes passos:

Invocando banindo

1. Faça o pentagrama da terra invocando, imagine que são feitos de chamas. Aponte para o centro do pentagrama e diga o nome divino - YOD HE VAU HE - imagine que sua voz é carregada para o oeste.
2. Vire-se e apontando para o Sul, faça o pentagrama novamente e diga da mesma forma que o anterior, agora imaginando a voz ir para o sul - ADONAI.
3. Repetindo a seqüência, agora virado para o leste diga - EHEIEH.
4. E agora virado para o norte - AGLA.
5. Retorne para o leste, agora cercado dos quatro pentagramas, apontando para o centro do primeiro.
6. Abra os braços em forma de cruz e diga, imaginando os arcanjos como figuras imensas:
          A minha frente Raphael
          Atrás de mim Gabriel
          A minha direita Michael
          A minha esquerda Auriel
          Diga então - "A minha volta flamejam os pentagramas e acima de mim a estrela de seis raios"
7. Repita a cruz cabalística
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Versão Wiccana
Existe uma versão que invoca os reis elementais, não há certeza da eficácia, mais se alguém se interessar em utilizar para ver no que vai dar, então seriam as seguintes diferenças no passo 6.
6. Abra os braços em forma de cruz e diga, imaginando os reis elementais
           A minha frente "Paralda" (Ar)
           Atrás de mim "Necksa" (Água)
           A minha direita "Djin" (Fogo)
           A minha esquerda "Ghob" (Terra)
           Diga então - " A minha volta flamejam os pentagramas e acima de mim a estrela de seis raios"
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Este ritual serve para varias funções, dentre elas estão:
           Iniciar e fechar rituais mais longos, ele serve para criar uma proteção.
           Como uma espécie de oração, invocando no inicio do dia, e banindo a noite.
           Como proteção contra magnetismo ruim, ou obsessão.Use o ritual banindo e para obsessão visualize o problema dando para ele um forma, depois expulse-o do campo dos pentagramas.
           Como meditação. Visualize todo o ritual mentalmente, imagine-se vestindo trajes rituais e usando a adaga, faça todos os movimentos mentalmente.

FONTE: http://www.casadobruxo.com.br/textos/ritualp.htm

Summerland é a Terra do Verão eterno. Um local de descanso entre as encarnações, propiciando assim uma oportunidade para o estudo de nossas ações, segundo nossa própria linha de conduta (“Faz o que tu queres”).
Assim como Annwn dos Galeses, Valhala para os Vikings ou Tir nan-Og dos Celtas, Summerland será o reduto e a imagem das crenças do Sacerdote Wiccaniano após sua morte física. Como a matéria que compõe o astral é de fácil modelagem, esse paraíso será a exata representação da crença do praticante. Se o Wiccaniano imagina Summerland como um vasto campo verde, com pastagens e animais, com rios e cascatas... é exatamente o que encontrará.
Summer em inglês significa VERÃO. Essa palavra foi particularmente escolhida, pois, sendo a Wicca doutrina vivificada por Gardner na Europa, onde o clima é gélido, representando o verão uma época de fertilidade e calor moderado. Enfim, a estação perfeita em que absolutamente tudo vive, cresce, floresce.
É em Summerland que se encontram os espíritos de nossos ancestrais, que repousam e meditam antes de seu retorno à Terra (reencarnação). Lá também encontraremos nossos irmãos da Arte, nossos animais queridos e amigos com crenças iguais. Esses espíritos permanecem em Summerland até que se encerre o período de
tempo necessário ao descanso e reavaliação de posturas próprias, quando então o plano elemental começa a atrair o indivíduo para o renascimento a qualquer dimensão que se harmonize com sua natureza espiritual e necessidade evolutória. Esse espírito então será atraído pelo vórtice energético ocasionado por uma união sexual em curso na dimensão física, reencarnando no embrião.


FONTE:  A Bruxaria saindo das Sombras - Millenium

Época de Natal, e nós pagãos nos sentimos meio deslocados em meio à uma celebração "cristã" tão popular e influente em nossa sociedade. Mas se pesquisarmos sobre os elementos natalinos, veremos que são a maioria de origem pagã e quem se sentiria jogado pra escanteio seriam os cristãos. Se não fosse a cristianização de nossas celebrações pagãs, eles teriam seu Natal do modo como deve ser (comemoração ao nascimento de Jesus) com seus próprios simbolismos e em meados de Abril (a data mais provável para o nascimento do menino de Belém). O mesmo ocorreu com a Páscoa - os ovos coloridos vem da celebração pagã de Ostara!

Papai Noel

Odin, disfatçado de andarilho. O "velhinho barbudo"
  O mito do Papai Noel está diretamente relacionado ao deus germânico Odin. Esta divindade e suas variações míticas era adorada pelos povos do norte da Europa antes da invasão do Cristianismo. Os mitos relatam que, todos os anos, durante as festividades germânicas de Yule, um festival de inverno celebrado no dia 25 de dezembro segundo o calendário cristão, Odin promovia uma grande caçada festiva pelos céus.
Odin realizava esta caçada com o auxílio de seu cavalo de oito patas, conhecido como Sleipnir. Este animal mágico era capaz de percorrer grandes distâncias em um tempo muito curto, assim como as renas que puxam o trenó do moderno Papai Noel. Como durante a longa viagem Sleipnir sentia fome e cansaço, precisava fazer algumas paradas para se alimentar. Então, as crianças deixavam suas botas próximas à janela, repletas de feno, açúcar e cenouras. Odin retribuía tais gestos bondosos com generosos presentes. Diz-se que a prática sobreviveu até a cristianização dos vikings, e após isso Odin foi associado a São Nicolau (um "respeitável bispo" - o qual todos pensam ser a origem do "Bondoso Velhinho"). A tradição germãnica chegou aos Estados Unidos através das colônias holandesas de New Amsterdam e New York, antes da conquista britânica do século XVII, e está na base do hábito moderno de colocar uma meia na lareira, no Natal, semelhante ao costume difuso na Itália em 5 de janeiro para a chegada da Befana.


A árvore de Natal



Civilizações antigas que habitaram os continentes europeu e asiático no terceiro milênio antes de Cristo já consideravam as árvores como um símbolo divino. Eles as cultuavam e realizavam festivais em seu favor. Essas crenças ligavam as árvores a entidades imaginárias, mitológicas. Sua projeção vertical desde as raízes fincadas no solo, marcava a simbólica aliança entre os céus e a mãe terra.
Entre os egípcios, o cedro se associava a Osíris. Os gregos ligavam o loureiro a Apolo, o abeto a Átis, a azinheira a Zeus. Os germânicos colocavam presente para as crianças sob o carvalho sagrado de Odin.
Nas vésperas do solstício de inverno, os povos pagãos da região dos países bálticos cortavam pinheiros, levavam para seus lares e os enfeitavam de forma muito semelhante ao que faz nas atuais árvores de Natal. Essa tradição passou aos povos Germânicos.
No início do século XVIII, o monge beneditino São Bonifácio tentou acabar com essa crença pagã que havia na Turíngia, para onde fora como missionário. Com um machado cortou um pinheiro sagrado que os locais adoravam no alto de um monte. Como teve insucesso na erradicação da crença, decidiu associar o formato triangular do pinheiro à Santíssima Trindade e suas folhas resistentes e perenes à eternidade de Jesus. Nascia aí a Árvore de Natal.

Hoje é Solstício de Verão, o Sol encontra-se em seu apogeu e esta meditação é perfeita para se energizar neste dia tão especial - Litha, para nós, pagãos.



Relaxe e faça a Contagem Regressiva de Cristal para entrar em alfa (ou qualquer outra técnica para entrar em alfa, ou seja, transe - vou colocar a técnica ao fim, mas ela deve ser feita ANTES de começar a meditação do Sol Egípcio.)

Quando estiver pronto, veja um fulgurante sol psíquico brilhando uns 2 m acima de sua cabeça. Note como pulsa a sua energia dourada. Veja o poder solar que dele se desprende, ávido por repartir-se com todas as coisas vivas.
Com o tempo, notará seis raios de luz solar, semelhantes a raios laser, dirigidos para você. Eles deixarão o globo incandescente e descerão para seis áreas do seu corpo:
O primeiro raio penetra-lhe na cabeça e vai até a glândula pineal, seu Terceiro Olho.
O segundo raio entra no chakra da garganta, onde está localizada a tireóide.
O terceiro raio penetra-lhe no peito, no chacra cardíaco.
O quarto raio penetra no plexo solar, entre a caixa torácica e o estômago.
Sacerdote em posição de oração. Original encontra-se no Museu do Louvre.
Em seguida, erga as mãos, as palmas para cima, como na postura egípcia para orar. Ambas as mãos devem estar no nível dos ombros, as pontas dos dedos apontadas para fora, para a direita e para a esquerda (ver imagem acima, do sacerdote).
Deixe agora que o quinto e o sexto raios penetrem no centro da palma das mãos.
Quando os seis raios tiverem penetrado em seu corpo, sinta os raios dourados fluindo em seu sangue, seu sistema nervoso, subindo e descendo ao longo da coluna vertebral, para cada célula de seus músculos, para cada órgão interno. Sentirá, finalmente, uma sensação de formigamento nas pontas dos dedos. Pode ser uma sensação gelada ou quente. Toque os pés um no outro e cruze as mãos sobre o peito. Com os olhos ainda fechados, retenha a luz no interior de seu corpo. Banhe-se em seu cálido fulgor, deixando-o renovar suas energias por todo o tempo em que isso lhe for agradável. Diga repetidas vezes a si mesmo: “O Sol me dá energia física e psíquica.” Mantenha-se nessa postura entre 10 e 15 minutos, e sentir-se-á plenamente energizado no corpo, mente e aura.

Essa meditação pode ser feita ao acordar, para carregar as baterias para os trabalhos diários, ou quando você estiver muito cansado e ainda precisar fazer algo desgastante. Mas como ela fornece muita energia, aterre o excedente (coloque pés e mãos no chão, visualizando a energia sendo drenada pela Terra) para não ser prejudicado pelo excesso de carga.

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A Contagem Regressiva de Cristal
Fonte: Laurie Cabot, “O Amor Mágico”

Há vários métodos de passar a atividade cerebral, das ondas beta normais associadas à consciência desperta, para as ondas alfa mais profundas, típicas da consciência visionária. Embora os métodos variem entre os magos, médiuns, xamãs, curandeiros e Bruxas, todos eles concordam que o estado alfa é o portal ao trabalho sensitivo criativo. Alguns métodos incluem tambores, cânticos, danças, respiração profunda, música e determinadas posturas corporais. O método que ensino como parte da Ciência da Bruxaria [a Tradição fundada por Laurie Cabot chama-se Tradição Cabot de Ciência da Bruxaria] chama-se “Contagem Regressiva de Cristal” [Crystal Countdown], um processo de visualização que combina cor e número. Feche os olhos, respire profundamente algumas vezes e visualize um 7 vermelho ou o número 7 num fundo vermelho. Detenha-se nessa imagem por alguns segundos e depois visualize um 6 laranja. Prossiga visualizando um 5 amarelo, um 4 verde, um 3 azul, um 2 índigo e um 1 lilás. Quando sua atenção concentrar-se no 1 lilás, diga: “Agora estou em alfa e tudo o que fizer será preciso e correto. Assim seja.” Aprofunde o estado ainda mais, contando regressivamente de dez a um sem qualquer componente cromático e depois repita a sugestão conforme descrito acima.
Nesse momento, faça o seu feitiço, projeção, energize um objeto ou realize qualquer trabalho mágico que tiver planejado. [Por exemplo, a Meditação do Sol Egípcio].
Para voltar ao seu estado de consciência normal, conte lentamente de um a sete. As cores não são necessárias para o retorno. Respire profundamente algumas vezes, tornando-se lentamente consciente do ambiente físico que o cerca.



No dia 21 de dezembro, próxima terça, às 21:38 (de acordo com o Almanaque Wicca 2011 - Horário de Brasília, considerando o horário de verão) o Sol entra no signo de Capricórnio, marcando o início do verão - o dia mais longo do ano.


 
Litha, também conhecida como Meio do Verão (Midsummer), é o Solstício de Verão, por volta de 21 de junho no Hemisfério Norte, e 21 de dezembro no Hemisfério Sul. Litha é o nome de uma deusa saxônica dos grãos, correspondente a Deméter ou Ceres, e seu festival é de alegria, abundância e jogos. No Cristianismo, tornou-se o dia de São João.
Essa celebração é feita especificamente em honra da Grande Mãe Terra, que nos alimenta com a generosidade de Seu caldeirão inesgotável, mas devemos também honrar o Pai Sol nesse período. Litha é um festival de famílias, parceiros de casamento e crianças. É a melhor época para casamento e rambém uma época para visões do futuro e favores das fadas.
Litha é uma época sagrada para a magia de todos os tipos. Celebre o sacrifício e a renovação da natureza e faça mudanças em sua própria vida. Fabrique um talismã solar protetor para pendurar na porta. Cuide de suas plantações e colha ervas mágicas do jardim (que têm mais poder nesse dia). Decore seus altares com flores do verão, use uma toalha de altar e velas brancas, verdes, azuis ou laranja, e encha seu cálice com água. É um período especial para honrar e abençoar animais, por isso leve seus mascotes e 'familiares' (animais com os quais você tem elo psíquico) para o Círculo. Dedique-lhes cuidados e atenção.

O Solstício do Verão (ou Meio do Verão, Alban Hefin ou Litha), também conhecido como Dia de São João, na Europa, marca do dia mais longo do ano, quando o Sol está no seu zênite. Para os Bruxos e os Pagãos, esse dia sagrado simboliza o poder do sol, que marca um importante ponto decisivo da Grande Roda Solar do Ano, pois, após o Solstício do Verão, os dias se tornam visivelmente mais curtos.
Em certas tradições wiccanas, o Solstício do Verão simboliza o término do reinado do ano crescente do Deus Carvalho, que é, então, substituído pelo seu sucessor, o Deus Azevinho do ano decrescente. (O Deus Azevinho reinará até o Sabbat do Inverno do Natal, o dia mais curto do ano.)
O Solstício do Verão é uma época tradicional, em que os Bruxos colhem as ervas mágicas para encantamentos e poções, pois acredita-se que o poder inato das ervas é mais forte nesse dia. é o momento ideal para as divinações, os rituais de cura e o corte de varinhas divinas e dos bastões. Todas as formas de magia (especialmente as do amor) são também extremamente potentes na véspera do Solstício do Verão, e acredita-se que aquilo que for sonhado nessa noite se tornará verdade para quem sonhar.
Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Solstício do Verão são vegetais frescos, frutas do verão, pão de centeio integral, cerveja e hidromel.


Alguns antigos costumes do Solstício de Verão
- Na Europa, as celebrações deste sabá foram absorvidas pela festa cristã de São João, cujo nome originou-se da erva usada com fins curativos e mágicos, como proteção ou para proporcionar sonhos e presságios.
- As homenagens aos seres da Natureza ou às divindades naturais também foram sbstituídas pelas populares e folclóricas festas juninas.
- Antigamente, os casamentos eram celebrados em junho para garantir-se a fertilidade, sendo esta uma data muito propícia, embora diferente de Beltane, que era reservada aos ritos de fertilidade e ao Casamento Sagrado das divindades.
- Em Creta, o Ano Novo começava no solstício de verão, marcando o fim da colheita do mel. Para os cretenses, o zumbido das abelhas era a voz da Deusa anunciando a sua regeneração. O touro personificava o Deus e, ritualisticamente, era sacrificado para simbolizar a sua morte e seu renascimento das entranhas da Terra. A lenda do Minotauro representa nada mais nada menos do que a descida simbólica à escuridão, encarando os medos e encontrando os meios da renegeração, ao seguir o fio da vida tecido pela Deusa.


    Sugestões de ritual:

Para solitários:

Círculo Sagrado


Você também encontra um ótimo ritual no livro Wicca para Todos na página 85, disponível em:
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Para membros de grupos, círculos e covens:
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O altar e o círculo são decorados com rosas e outras flores de verão. Uma fogueira é acesa no centro do círculo. O sacerdote carrega uma figura do Deus feita de pedaços de pau entrelaçados. Um pão (cuidadosamente embrulhado em várias camadas de folha de alumínio) é escondido em seu centro. Uma grinalda de rosas e flores-do-campo é colocada sobre o altar. Membros do coven e convidados também usam flores.
Reúna o grupo, faça uma meditação da respiração e acenda o fogo. A Sacedotisa diz:
- Este é o tempo da rosa, florescência e espinho, fragância e sangue. Agora, neste dia mais longo, a luz triunfa e, no entanto, começa a declinar para a escuridão. O Rei Sol amadurecido abraça a Rainha do Verão no amor que é morte, pois ele é tão completo que tudo se dissolve na única canção de êxtase que move os mundos. Portanto, o Senhor da Luz morre para si e navega através dos mares misteriosos do tempo, buscando a ilha da luz que é o renascimento. Giramos a roda e partilhamos seu destino, pois plantamos as sementes de nossas próprias transformações e, a fim de crescermos, devemos aceitar até mesmo a partida do sol.
Purifique, disponha o círculo e invoque a Deusa e o Deus.
Dance a dança espiral, cantando:

Ela é luminosa
Ela é branca
Ela é resplandecente
Coroada de luz!
Ele é radiante!
Ele é brilhante
Ele está subindo
Ele alça vôo!

Quando o poder é elevado, o cântico, gradualmente, muda. (Os versos que seguem são cantados repetidamente; diferentes membros cantam diferentes versos, simultaneamente):

ELA que está ao CENTRO, ELA QUE FLORESCE!
Ser FLOLHADO Ser VIVO Ser FOLHADO Ser VIVO...
Ela que é COROADA, Ela que ABRAÇA!

O sacerdote dança com a figura do Deus, no centro do círculo. Ainda cantando, membros do coven colocam flores sobre a figura, entrelaçando-as com os paus, até que, enquanto o poder cresce, a figura esteja coberta com flores. O círculo se espalha: o cântico transforma-se em um cone de poder sem palavras, à medida que sacerdote e sacerdotisa dançam mais próximos ao fogo. Quando o cone chega ao seu máximo, a sacerdotisa estende os braços e clama:
- Para mim! Para mim!
O sacerdote lança a figura às chamas. Todos estão em silêncio, meditando sobre as flores que murcham e queimam.
Enquanto as flores morrem, membros podem cantar, suavemente, “Navegue”. Um membro do coven carrega a grinalda em volta do círculo, segurando-a próximo ao rosto da pessoa para que esta possa ver as chamas através dela. Ele diz:
- Veja com a visão límpida.
Ela suspende a grinalda, e prossegue:
- E conheçam o mistério do círculo contínuo!
Sacerdote e sacerdotisa retiram o pão do fogo e o abrem. A sacerdotisa eleva-o.
Sacerdotisa: - Vejam, o Deus penetrou o grão!
Todos: Ele nos alimentará!
Sacerdotisa: O sol está sobre a água!
Todos: Ele saciará nossa sede!
Sacerdotisa: O Deus está no milho!
Todos: E este crescerá viçoso!
Sacerdotisa: O Deus está sobre a árvore a vinha!
Todos: Ele amadurecerá no tempo certo!
Sacerdotisa: O sol não está perdido!
Todos: Ele nascerá novamente!
Sacerdotisa: O sol está dentro de nós!
Todos: Veja como brilhamos!
Todos cantam “Veja como brilhamos!”, enquanto pão e bebida são passados ao redor do círculo.
Partilhe alimentos e abra o círculo.


FONTES: Bruxaria.net; Circulo Sagrado; Wicca Para Todos (Claudiney Prieto); A Dança Cósmica das Feiticeiras (Starhawk) e Grimório para o Aprendiz de Feiticeiro (Oberon Zell-Ravenheart).


"Que eu seja como a que tece o pano na floresta, profundamente escondida.
Que eu possa fazer o meu trabalho sem interrupção.
Que eu seja uma exilada, se é este o sacrifício.
Que eu conheça a procissão sazonada do meu espírito e do meu corpo, e possa celebrar os
quartos em cruz, solstícios e equinócios.
Que cada Lua Cheia me encontre a olhar para cima, nas árvores desenhadas no céu luminoso.
Que eu possa acariciar flores selvagens, cobri-las com as mãos.
Que eu possa libertá-las, sem apanhar nenhuma, para viver em abundância.
Que meus amigos sejam da espécie que ama o silêncio.
Que sejamos inocentes e despretensiosos.
Que eu seja capaz de gratidão.
Que eu saiba ter recebido a alegria, como o leite materno.
Que eu saiba isso como o meu cão, nos ossos e no sangue.
Que eu fale a verdade sobre a alegria e a dor, em canções que soem como o aroma do alecrim,
como todo o dia e na antigüidade, erva forte de cozinha.
Que eu não me incline à auto-integridade e à autopiedade.
Que eu possa me aproximar dos altos trabalhos da terra e dos círculos de pedra, como raposa
ou mariposa, e não perturbar o lugar mais que isso.
Que meu olhar seja direto e minha mão firme.
Que minha porta se abra àqueles que habitam fora da riqueza, da fama e do privilégio.
Que os que jamais andaram descalços não encontrem o caminho que chega à minha porta.
Que se percam na jornada labiríntica.
Que eles voltem.
Que eu me sente ao lado do fogo no inverno e veja as achas brilhando para o que vier, e nunca
tenha necessidade de advertir ou aconselhar, sem que me peçam.
Que eu possa ter um simples banco de madeira, com verdadeiro regozijo.
Que o lugar onde habito seja como uma floresta.
Que haja caminhos e veredas para as cavernas e poços e árvores e flores, animais e pássaros,
todos conhecidos e por mim reverenciados com amor.
Que minha existência mude o mundo não mais nem menos do que o soprar do vento, ou o
orgulhoso crescer das árvores.
Por isso, eu jogo fora minha roupa.
Que eu possa conservar a fé, sempre.
Que jamais encontre desculpas para o oportunismo.
Que eu saiba que não tenho opção, e assim mesmo escolha como a cantiga é feita, em alegria
e com amor.
Que eu faça a mesma escolha todos os dias, e de novo.
Quando falhar, que eu me conceda perdão.
Que eu dance nua, sem medo de enfrentar meu próprio reflexo."

Fonte: Rae Beth, A Bruxa Solitária

A Wicca é uma religião matrifocal, onde o culto à Deusa em suas variadas formas é geralmente predominante ao culto do Deus Cornífero. Por essa razão o número de homens adeptos à essa religião não é tão expressivo, pois a cultura patriarcal em que vivemos favorece o Homem, e ele se acomoda nos sistemas judaico-cristãos.
No entanto, aqueles que ouvem o Chamado e se Inicim na Wicca, tendem a identificar-se e focar-se no Deus Galhudo. Isso não é, de forma alguma, algo ruim; pois o Deus ensina ao homem como ser indomado sem ser cruel, irado sem ser violento, sexual sem ser coercivo, espiritual sem ser assexuado e capaz de amar verdadeiramente. Essa é a verdadeira essência masculina, perdida em algum lugar dentro do homem moderno, substituída pelos estereótipos os quais se espera que ele se encaixe.
No entanto, o seu contato com a Deusa é mais indireto, ou pelo menos não tão profundo. A tendência é que ele a identifique como a Mãe (arquétipo universal com qual todo homem tem ligação), ou a Indomável Amante. Mas ele a vê fora de si, algo tão oposto à sua natureza, que não pode ser incorporado.
Dentro da própria instituição wiccana, estabeleceu-se indiretamente que os homens devem invocar e corporificar o Deus, deixando a Deusa para as mulheres. É ainda mais raro que as sacerdotisas contatem o Cornífero.
Já sofri com gozações ao corporificar e invocar a Deusa, como se isso fosse um sinal de tendências homossexuais ou quebra de papéis. A Wicca é justamente um sistema que desmistifica e quebra os tabus impostos pela sociedade atual. A nudez, o sexo, o corpo físico: é tudo sagrado!
A invocação dos deuses pode ser de dois modos: por Polaridade, ou por Semelhança.
O modo mais usual é o da Semelhança: sacerdotisas invocam a Deusa e realizam a prática de "puxar a lua para baixo"; sacerdotes invocam o Deus e "puxam o sol para baixo". Isso parte da lei da Magia de que igual produz igual.
Mas deve-se explorar a lei da Polaridade, tal como num imã: polos opostos se atraindo.
Algo poderoso acontece àquele homem que invoca a Deusa e a traz para dentro de si! Ele se torna completo e uno com a divindade, conhece a si mesmo num nível mais profundo, integra os seus selves (plural de self - a unidade constituinte do indivíduo, em vários níveis) e descobre potenciais que, de outra forma, permaneceriam apenas latentes.
O mesmo se aplica às mulheres, que descobrem com o Galhudo, que podem ser incisivas, corajosas, independentes, furiosas, indomadas.
Também não quero generalizar. Dentro de Tradições bem estruturadas (e que não sejam diânicas), acredito que haja o equilíbrio. O problema é com os grupos ecléticos e de orientação livre.
O segredo é experimentar. Eu experimentei um contato direto com Tisífone, uma das Fúrias gregas, e a experiência foi incrível. Não seja tímido, ouse, explore, descubra.


Hudson

No próximo dia 21 de dezembro, três grandes marés mágicas de poder coincidirão: o Solstício de Verão (quando se comemora o sabá de Litha no Hemisfério Sul), Lua Cheia e um eclipse lunar total (que ocorrerá às 6:16 a.m.)! O Solstício representa o ápice de incidência solar no nosso hemisfério, o auge dos poderes do sol e o Plenilúnio, o auge dos poderes da lua... e logo depois a escuridão total. Será um grande desafio para os magos e bruxos trabalharem magicamente nesse dia, mas também uma ótima oportunidade de realizar os mais variados tipos de feitiços.



Há quem diga que o bruxo deve-se abster das práticas normais num dia de eclipse, pois todas as emanações de energia da Terra se embaralham e os resultados podem ser catastróficos. Mas há também quem diga que os efeitos do eclipse, magicamente falando, só são eficazes uma hora antes, durante sua ocorrência, e uma hora depois. Se você não quiser se arriscar, pratique magia que seja "simpática" à energia do eclipse: renovação, banimento, proteção, destruição para regeneração, contato com a Sombra e com as profundezas da psique.
Para iniciantes, apresento um simples rito do livro "Kit de Magia para Jovens", de Silver Ravenwolf:


Muitas pessoas que praticam magia acreditam que o eclipse seja um sinal de mudança e possa representar um momento decisivo na nossa vida. Existe a suposição de que o eclipse solar afere mais os eventos externos e o eclipse lunar, o nosso mundo interior, mexendo com as nossas emoções e mudando o que existe dentro de nós. O truque para trabalhar com o eclipse e o seguinte:

* Planeje antecipadamente o que você quer mudar na sua vida.
* Comece o trabalho de magia dez minutos antes do eclipse e continue a trabalhar enquanto ele ocorre, ate que tenha terminado. A chave é captar a energia do eclipse e puxar essa energia para o seu trabalho, enquanto o eclipse estiver em curso.
Água do Trovão

Algures Bruxos esperam ansiosamente pelo eclipse lunar para poder fazer a “Água do Trovão”— um tipo de água benta que pode expulsar qualquer energia negativa com muita eficiência.

Você precisará de:

* Um almanaque (para que possa saber com precisão a data dos eclipses)

* 1/4 de uma colher de chá de sal

* Uma garrafa pequena de água mineral

* Um espelhinho

Pua fizer este encantamento, você precisará ver o eclipse. Dez minutos antes dele, arrume seus ingredientes num local onde possa ver a Lua (ao ar livre, de preferência). Cinco minutos antes, comece a entoar (ou sussurrar) uma sucessão de palavras criada por você. Por exemplo: Lua, Magia, Poder, Proteção...

Continue a repetir as palavras. Acrescente o sal a garrafa de água. Visualize a garrafa brilhando como se a água se tingisse com uma luz branco-azulada. Quando a Lua escurecer, segure espelho de modo que ele capte o reflexo da Lua e fique inclinado na direção da garrafa. Isso talvez exija alguns ajustes, por isso tenha a certeza que você terá tempo suficiente.

Concentre-se na água enquanto o eclipse ocorre, sem parar de entoar as palavras mágicas, Continue a repeti-las por pelo menos cinco minutos. Quando sentir que basta, diga:

“Meu Senhor e Minha Senhora, abençoem esta água. Que assim seja!”

Tampe a garrafa e guarde-a num local seguro. A Água do Trovão pode ser usada para borrifar a porta da sua casa e afastar a negatividade dos que entram por ela, ou para borrifar os objetos que você não quer jogar fora, mas que lhe foram dados por alguém de quem você ê não gosta (para retirar as energias negativas).

Se alguém conhecer outras práticas para serem realizadas durante o eclipse, envie-me por este link e eu atualizarei este texto. Logo estarei postando sobre o ritual de Litha!:

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O uso das técnicas, rituais e conhecimentos adquiridos no Além do Físico é de responsabilidade única e exclusivamente sua, caro leitor. Não me responsabilizo, em nenhum nível, pela má utilização de tais ferramentas mágicas e espirituais.

Quem sou eu

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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