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 Sendo o paganismo uma forma de religiosidade que enfatiza o aspecto feminino da divindade, trago este texto esclarecedor sobre o papel dominante das mulheres nas civilizações antigas. É pra quem gosta de História!
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Sociedade matriarcal é um termo aplicado às formas ginecocráticas de sociedade, nas quais o papel de liderança e poder é exercido pela mulher e especialmente pelas mães de uma comunidade.  A etimologia  de matriarca deriva do grego mater ou mãe e archein  (arca) ou reinar, governar.
 Apesar de fontes arqueológicas confirmarem amplamente a existência de divindades femininas, a realidade de uma sociedade matriarcal é por vezes contestada. A possível existência foi inicialmente sugerida no século XIX, em 1861, quando o arqueólogo britânico Sir Arthur Evans descobriu a civilização minóica e afirmou tratar-se de uma sociedade matriarcal. Essa afirmaçao foi enfatizada por outras pesquisas arqueológicas quando os pesquisadores da chamada Era do Gelo (40.000 - 10.000 a.C.) descobriram grande quantidade de estátuas femininas conhecidas como vênus e identificaram-nas como representações de deusas-mãe.
  Uma das mais conhecidas representações é a Vênus de Willendorf. Alguns sugerem que a corpulência representa um elevado estatuto social numa sociedade caçadora-recolectora e que, além da óbvia referência à fertilidade, a imagem podia ser também um símbolo de segurança, de sucesso e de bem-estar. Para os antigos, que viviam dependentes da agricultura e dos ciclos da natureza, a fertilidade proveniente da natureza era a idéia mais imediata da divindade generosa que fornecia frutos, e a fertilidade feminina é por isso associada à divindade. Na mitologia antiga são consagrados também os mitos femininos das deusa-mãe, valquírias, erínias, harpias e a deusa da sabedoria, inteligência e da guerra, a deusa Atena,[2] entre muitos outros. As sacerdotisas (Diotima de Mantinea) ou pitonisas, as amazonas ou mulheres guerreiras, matemáticas (Hipátia de Alexandria, Theano) constituem exemplos de figuras femininas da sociedade grega.

A Mulher Pré-História
 A arqueologia registra que no período Paleolítico houve uma religião primitiva baseada no culto à mulher, ao feminino e a associação desta ao poder de dar a vida. Foram descobertas, no abrigo de rochas Cro-Magnon em Les Eyzies, conchas cauris, descritas como "o portal por onde uma criança vem ao mundo" e cobertas por um pigmento de cor ocre vermelho, que simbolizava o sangue, e que estavam intimamente ligados ao ritual de adoração às estatuetas femininas; escavações apresentaram que estas estatuetas eram encontradas muitas vezes numa posição central, em oposição aos símbolos masculinos localizados em posições periféricas ou ladeando as estatuetas femininas.
 O período conhecido como Neolítico foi caracterizado pela começo da História no sentido linear, da sedentarização, pedra polida, formação de clãs e aldeias, domesticação de animais e o desenvolvimento da agricultura pelas mulheres.

A Mulher na História
 Cicládica
 A Civilização cicládica foi uma cultura do começo da Idade do Bronze nas Ilhas Cíclades no Mar Egeu, que durou aproximadamente de 3.000 AC a 2.000 AC. A civilização é mais conhecida pelos ídolos femininos achatados (semelhantes às obras de Hans Arp e Constantin Brâncuşi), elaborados com o puro mármore das ilhas, séculos antes da Civilização minóica em Creta, ao sul. Quando a cultura palaciana de Creta surgiu, as ilhas foram esquecidas, com exceção de Delos, que manteve sua reputação arcaica de santuário durante todo o período da civilização grega clássica (ver Liga de Delos).
 Ilha de Malta
 Pesquisas arqueológicas contemporâneas evidenciam o culto a deidades femininas, as chamadas "damas gordas". Os inúmeros achados de imagens (estatuetas) femininas ao lado de evidências de culto e adoração a essas imagens inspiraram uma tradição inteira de acadêmicos sobre a difusão de uma religião pré-histórica fundamentada no culto à deusa-mãe.
 Celta
 Entre os celtas as mulheres possuíam o mesmo status social dos homens, recebiam treinamento para a guerra, dispunham dos bens herdados da maneira que lhes conviesse, não sofriam discriminação por se divorciar e assumir outro estado civil. Sempre foram descritas como livres e insubmissas aos homens. Boudicca, rainha da tribo dos icenos, liderou uma ofensiva contra os romanos; apesar de derrotada, foi descrita pelo historiador Tácito como uma mulher com enorme capacidade de comando.
 Minóica
 Os afrescos descobertos pela arqueologia e ainda visíveis da civilização minóica revelam a importância conferida à mulher, as quais eram retratadas exercendo funções religiosas, administrativas e políticas. Os minóicos são considerados pacíficos, acreditavam que os deuses governavam tudo e a mulher era vista como fundamental para garantir a pacificação social.
 Amazonas gregas
 Da antiguidade até a era dos descobrimentos marítimos, as amazonas, mulheres guerreiras gregas, ficaram famosas por terem sido grandes guerreiras e líderes sociais, além de os primeiros seres humanos a adestrar cavalos e cavalgá-los. Devido a isso até hoje o termo refere mulheres que montam cavalos ou que cavalgam.
 América do Sul
 As icamiabas eram índias que dominavam a região próxima ao rio Amazonas,riquíssima em ouro. Quando Orellana desceu o rio em busca de ouro, descendo os Andes (em 1541) o rio ainda era chamado de Rio Grande, Mar Dulce ou Rio da Canela, por causa das grandes árvores de canela que existiam ali. A belicosa vitória das icamiabas contra os invasores espanhóis foi tamanha que o fato foi narrado ao rei Carlos V, o qual, inspirado nas antigas guerreiras hititas  ou amazonas, batizou o rio de Amazonas. Amazonas (a, "sem" e mazôn, "centro") é o nome dado pelos gregos às mulheres guerreiras.

FONTE: Wikipedia

* DICA DE FILME: "O Homem de Palha" (1973) e a nova refilmagem, com o nome "O Sacrifício" (2006). A versão original é indiscutivelmente melhor, com claros elementos pagãos e matrifocais. A nova versão traz Nicolas Cage como protagonista e é mais morna.

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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