Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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Algumas pessoas desinformadas assustam-se ao ouvir a palavra "Bruxaria", lembrando logo de sacrifícios de sangue e atrocidades ritualísticas. É claro que não fazemos nenhum dos dois, mas nossos antepassados faziam o uso de sangue de animais ou humanos para conseguir realizar seus propósitos mágicos. Hoje, algumas linhas do Candomblé [mas com objetivos sagrados, respeito com os animais, eles não fazem pior do que quem mata um boi para comer], satanistas extremistas e alguns poucos magos ainda o fazem, mas não os bruxos - pois respeitamos a Vida e a Natureza como sagradas e temos outras fontes de poder. Mas porque usar sangue?


O sangue é o fluído vital dos animais e está intimamente ligado com o fluído etérico que caracteriza um ser como vivo. O sistema circulatório é paralelo ao sistema de canais energéticos dos corpos sutis, podendo-se dizer que correm pelos mesmos caminhos. Por isso ele representa uma fonte rápida e poderosa de energia; o simples ato de derramar sangue já libera poder para uma operação mágica razoável e o mago só precisa controlá-lo, ao invés de gerá-lo. Além disso, para usos "obscuros", magistas inescrupulosos e frios fazem com que o animal sacrificado tenha uma morte dolorosa e agonizante, acrescentando uma carga extra de energia de medo, terror e dor, que será transmitida a alguém. Às vezes é oferecido à entidades e Deuses obscuros em troca de favores espirituais.

O sangue humano quase não é utilizado para os usos acima. Normalmente tem o propósito de estabelecer um laço mágico com o "doador" e um objeto, como nas operações de Voodoo - na qual um boneco é feito com material natural, no qual integra-se "partes" da pessoa, como unha, cabelo, jóias, roupas e, é claro, sangue.
Também é ingrediente de poções de amor (sangue menstrual - entrando na categoria de Magia Sexual, junto com o uso de sêmen), condensador fluídico para consagração de instrumentos ritualísticos e estabelecimentos de pactos. O sangue é também um meio de se conectar com os Ancestrais e dos dons que eles nos transmitiram hereditariamente.


CONTEXTO HISTÓRICO: Os astecas acreditavam que precisavam fazer sacrifícios de sangue para que o sol não morresse e deixasse de nascer. A Deusa Sedna teve os dedos cortados, e do sangue que saiu de seus dedos nasceram os animais marinhos.
A palavra blessing (abençoar) deriva do inglês arcaico blestain, primitivamente blodswean, cujo significado é abençoar com o sangue derramado.
A menstruação sempre foi valorizada como substancia dotada de poderes fertilizantes e curativos. Durante a Idade Média acreditava-se que dela poderia originar-se criaturas tidas como demônios. Dizem que bruxas da Tessália possuíam a capacidade de envenenar seus inimigos durante um eclipse lunar, valendo-se apenas da primeira menstruação de uma virgem.


Como já foi discutido em uma postagem anterior sobre vampiros psíquicos, pouquíssimos de fato "bebem" sangue, pois lhes basta a energia etérica pura, que sugam ao estabelecer contato físico ou mental com a vítima. No entanto, psi vamps, quando relacionam-se entre si, podem oferecer uma amostra de seu sangue ao parceiro, que o carrega consigo como símbolo de que a energia vital da pessoa lhe pertence. Entretanto, há uma doença chamada porfíria, que caracteriza ausência de enzimas no sangue do portador. Com a evolução da doença, ele adquire hipersensibilidade ao Sol e deformações cutâneas. Antigamente, houve relatos de que estes doentes atacavam pessoas para beber o seu sangue e beneficiar-se de suas enzimas. Atualmente há casos semelhantes, mas que na maioria das vezes devem-se mais à distúrbios psiquiátricos.


ADVERTÊNCIAS: Recomendo veementemente que nunca utilize sangue de animais ou de humanos em rituais. É um desrespeito à vida e sinal de preguiça, pois o bruxo/mago pode gerar o mesmo poder com concentração intensa, auxílio de cristais, ervas, energia elemental, solar e lunar. Além disso, existem muitas doenças transmitidas pelo sangue, como a Hepatite C, AIDS, Chagas, Malária, entre outras; sem levar em conta os possíveis riscos de hemorragia. 
LEMBRETE: A BRUXARIA E A WICCA NÃO UTILIZAM SACRIFÍCIOS DE SANGUE EM SEUS RITUAIS, RESPEITAMOS A VIDA! O SANGUE PESSOAL É UTILIZADO USUALMENTE, MAS APENAS PARA PROPÓSITOS PESSOAIS E NEUTROS.

Pessoal, desculpem-me por não estar atualizando tão frequentemente, é a correria desse miserável mundinho físico, heheh, mas encontrei vários exercícios que recomendo que pratiquem, postarei aos poucos e se alguém realmente os fizer, poste suas experiências nos Comentários.


Exercício 1: Respiração Diafragmática
Fonte: Paul Tuitéan e Estelle Daniels, “Wicca Essencial”


Passo 1: Primeiro, fique de pé, deite de costas ou sente-se relaxadamente com a coluna reta. Coloque uma das mãos sobre o estômago, logo acima do umbigo, e a outra sobre o peito, na altura do coração; encoste a língua no céu da boca.

Passo 2: Inspire lentamente pelo nariz. Sinta com a mão o estômago elevar-se, mas procure não levantar o peito. Não queira encher os pulmões completamente, fazer o que se chama de grande respiração. Apenas procure levar o ar para as camadas mais profundas dos pulmões. A isso se dá o nome de respiração profunda.

Passo 3: Em seguida, contraia os lábios como se fosse assobiar, mantendo a língua no céu da boca. Expire lentamente pela boca, pressionando o estômago com a mão. Novamente, não deixe o peito subir ou descer.
Passo 4: Continue respirando assim, ritmicamente. Esse padrão deve criar um ritmo agradável, mas regular, de
Inspiração_ inspire pelo nariz e dirija o ar para as camadas mais profundas dos pulmões.
Retenção_ mantenha o fôlego enquanto se sentir bem.
Expiração_ expire pela boca o mais suavemente possível.
Retenção_ mantenha os pulmões vazios pelo tempo que conseguir.
[Seguindo a sugestão de Scott Cunningham, adote uma contagem de 3, 4 ou 5, o que for mais confortável. Por exemplo: inspire contando até 4, retenha o ar contando até 4, expire contando até 4, mantenha os pulmões vazios contando até 4, inspire contando até 4. Durante a respiração, mantenha sua atenção total e completamente focada na respiração.]
Repita a seqüência durante 10 minutos, pelo menos.

Como você estará substituindo o dióxido de carbono (que a maioria das pessoas armazena no fundo dos pulmões) por oxigênio numa quantidade considerável, você poderá induzir a hiperventilação. Por isso, tome cuidado, pois poderá ficar inconsciente. [Nem pense em deixar de fazer esse exercício só porque ficou com medo de respirar!] Alguns sinais que mostram que o ritmo não está adequado ao corpo (talvez você esteja respirando muito rápido ou muito lentamente) são tosse, bocejo ou tontura.
Não podemos dizer com precisão o que cada um desses sinais significa; eles podem variar entre as pessoas e as necessidades fisiológicas de cada indivíduo. No caso de Paul, por exemplo, ele às vezes boceja quando retém a inspiração por muito tempo_ detém parte do ciclo; tosse, se retém a expiração por muito tempo_ detém parte do ciclo; ou fica tonto, se respira com muita rapidez ou com muita força. Lembre-se, essas são três experiências pessoais e não incluem todas as variações que foram observadas.esperamos que cada um observe outras alterações em si mesmo.
Ao acostumar-se com esta técnica, você pode aplicá-la em qualquer situação_ correndo, caminhando, deitado_ e em qualquer lugar. Ela é uma técnica de meditação excelente, e pode ser-lhe útil sempre que tiver de enfrentar uma dificuldade física ou psíquica, pois ela centra e focaliza automaticamente a sua mente num padrão de comportamento que relaxa o corpo e o prepara para a ação. 





Desde os primórdios da humanidade, a Lua têm sido visto com admiração e receio pelo Mistério que representa, a beleza mutável que arrasta consigo as marés, os hormônios humanos, o ciclo menstrual das mulheres (que também dura aproximadamente 28 dias), o crescimento da colheita, do cabelo, e preside as práticas da Magia e do Inconsciente...
No entanto, o desconhecido gera medo, e ao longo dos séculos o ser humano, principalmente o homem, renegou as influências da Lua em sua vida. É claro que nas mulheres isto é mais evidente - e na Idade das Trevas isso contribuiu para manchar a figura feminina, já rebaixada dentro do contexto cristão em que o mundo vivia e ainda vive. Só se valorizava o Sol, a Iluminação total, em que tudo é visto sem ilusões... mas isso não corresponde à verdade, uma vez que uma luz muito forte distorce a visão, e assim não podemos ver por exemplo, o brilho das outras estrelas. É ao luar, com sua luz difusa, que conseguimos ver o Oculto, o Subconsciente aflora, nossos sentidos psíquicos latentes têm mais força, principalmente na Lua Cheia (embora Konstantinos, bruxo da Tradição Noturna, alegue que na Lua Negra os poderes da mente são potencializados).
Na Antiguidade a Lua era vista como uma deidade, uma Deusa (e ainda é, no neopaganismo). Mesopotâmia, Egito, Grécia, China, Roma, Civilização Celta, Japão... todas estas civilizações tiveram deusas lunares, que eram muitas vezes, dominantes sobre as deidades masculinas solares. Ainda mais atrás, na Pré-História, não se têm relatos de veneração à imagens masculinas, apenas figuras associadas à Terra e à Lua, vistas como Mães. O culto religioso era presidido por sacerdotisas e a sociedade era matriarcal. Atualmente, estrutura semelhante é vista na Tradição Diânica da Wicca, na qual o Deus Cornífero é colocado em segundo plano. Nas culturas da Antiguidade citadas, tudo o que restou é tido como Mitologia e Folclore, na religiosidade propriamente dita, o Patriarcado dominou. Uma importante remanescência chinesa é o I Ching (sistema de símbolos que fornecem conselhos espirituais) e da Europa, o Tarô (baralho composto de 22 Arcanos Maiores e 56 Menores, destinado à Adivinhação e aconselhamento espiritual). Ambos os sistemas são formas de manifestação do Conhecimento Lunar, a Sabedoria do Subconsciente.
O Ocidente quase não conheceu a figura da Grande Mãe (a não ser nos cultos xamânicos, indígenas, maias, astecas e incas - os três últimos se extinguiram sem deixar uma herança palpável). Mas desde 1949, com o ressurgimento da Bruxaria por Gardner, e com o movimento New Age nas décadas de 70 e 80, a sociedade ocidental (ou pequena parcela dela) vem presenciando o reconstrucionismo das Antigas Práticas e Crenças, que vêm para reestabelecer o equilíbrio entre Masculino e Feminino, Sol e Lua, Consciente e Subconsciente... Esse é o objetivo de meu artigo, divulgar o EQUILÍBRIO  e a IGUALDADE. Que os Homens reverenciem a Lua, as Mulheres venerem o Sol, e vice-versa. Que o Inconsciente e suas manifestações tenham o reconhecimento devido e o Abstrato seja valorizado como parte fundamental da Mente Humana.



P.S.: A inspiração para este post é o livro que estou lendo: O Oculto, de Colin Wilson, que associa a Magia, os Poderes Psíquicos e o Subconsciente à Lua. Além disso, sou fascinado pela Lua e hoje, que se inicia a sua fase Nova, inicio uma Diário Lunar, que me ajudará a perceber a influência deste astro e sua divindade em minha vida, nos níveis físico, emocional, mental e psíquico. Aconselho aos leitores experimentarem essa simples técnica. Nos próximos posts, escreverei sobre as Deusas Lunares e técnicas e Meditação com a Lua.

A próxima sexta-feira caíra num dia 13, por isso decidi escrever esse artigo, reunindo algumas relaçõs desse dia com a temática desse blog. No entanto, a maior parte das superstições desse dia tem origem cristã, que não vem ao caso, e portanto vou omití-las.


Existem duas versões que provêm da mitologia nórdica que explicam a superstição. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça.

Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa.

Numerologicamente, este dia está associado à evolução do ser, sendo um dos dias mais poderosos pois o número 13 somado é igual a 4, e este representa os quatro elementos: àgua, terra, fogo e ar.

No Tarô, o Arcano 13 é a Morte, com o seguinte significado:
Esse arcano fala de mudanças profundas, tanto internas quanto externas. Mostra que não mais podemos continuar com os mesmos pensamentos ou atitudes.
Simboliza a poda dos galhos que estão morrendo para que galhos novos surjam no lugar. É a destruição com a função de construção. Muito raramente esse arcano se refere à morte física, embora seu significado indique uma nova vida, simbolizada por uma mudança de atitude ou ponto de vista. No entanto, esse processo quase nunca é fácil e indolor.A simples aparição dessa lâmina mostra que temos estrutura para agüentar as perdas.


Concluindo, tem se que sexta-feira 13 é um dia regido por energias transformadoras. A próxima sexta em questão será de lua nova (na verdade, fino crescente vespertino) na casa astrológica de Virgem - cujo momento mágico é propício para:
Está é uma lua extremamente propícia para quem pretende realizar os encantamentos que envolvam trabalho, saúde e estudos. Lua também muito propícia para rituais de cura das doenças ligadas aos intestinos e sistema nervosos. As velas utilizadas devem ser de cor azul escura, tendo no mercúrio seu metal totem.
Estes aspectos serão trabalhados com energias crescentes, mas ainda fracas, portanto, reforce a magia quando a lua estiver definitivamente crescente.

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O uso das técnicas, rituais e conhecimentos adquiridos no Além do Físico é de responsabilidade única e exclusivamente sua, caro leitor. Não me responsabilizo, em nenhum nível, pela má utilização de tais ferramentas mágicas e espirituais.

Quem sou eu

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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