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Europa Medieval (455-1400 d.C.)

Como a Magia ligava as pessoas às suas crenças e tradições pré-cristãs, a igreja cristã trabalhou de forma diligente para separar a magia da religião. O uso da magia pelo povo foi proibido, enquanto a própria igreja adotava o que considerava útil e sistematicamente bania o resto. Na Europa ocidental, a maioria das vilas tinha curandeiros, pessoas que trabalhavam com plantas e parteiras. Esses praticantes, chamados de bruxos, eram em sua maioria mulheres. Suas artes eram denominadas Baixa Magia (humilde, acessível); ao contrário da Alta Magia (exaltada, elite), como a Alquimia. Essas mulheres, que continuaram a seguir as Práticas Antigas, foram alvo de perseguição do Canon Episcopi da igreja, editado por volta do ano 900: "Algumas mulheres maléficas são pervertidas pelo diabo e desviadas por ilusões e fantasias induzidas por demônios, de modo que elas acreditam cavalgar à noite com Diana, a deusa pagã, e com uma horda de mulheres. Elas acreditam que no silêncio da noite elas atravessam grandes distancias... Afirmam que obedecem aos comandos de Diana e em algumas noites são chamadas a servi-la".
Apesar da proibição da Magia pela Igreja, a Alquimia prosperou na Europa entre os séculos VII e XVII. Baseada no Hermetismo, a Alquimia tem suas origens no antigo Egito. Quando os árabes conquistaram o Egito, no século VII, eles adoraram a Alquimia egípcia e a levaram para Marrocos e Espanha. Menos de 200 anos depois, a Espanha era o centro de estudos alquímicos. Logo essa ciência se espalhou pela Europa. Entre os séculos VIII e XVI, várias formas de magia medieval surgiram de uma revivificação das doutrinas neoplatônicas, cabalistas e orientais levadas de volta à Europa pelas Cruzadas. A magia medieval floresceu como um sistema no século XII. Os Cavaleiros Templários, ordem criada em 1118, desenvolveram um sistema mágico que aprenderam com a seita joanita em Jerusalém.
Os magos da Europa eram homens instruídos, eruditos, médicos e alquimistas. A magia deles consistia em procedimentos intrincados que envolviam vestimenta, instrumentos consagrados, símbolos mágicos e nomes sagrados de poder para chamar ou afastar vários espíritos. O nome inefável do Deus hebraico Jeová conhecido como o Tetragrammaton (quatro letras: "YHVH"), se tornou o nome mais poderoso.
Os magos e feiticeiros não tiveram muitos problemas com a igreja até o século XIII, com a criação da inquisição. Nos séculos XIII e XIV, a filosofia aristotélica superou a platônica. Segundo o pensamento aristotélico, não existe nenhuma magia natural no mundo; portanto, a magia é divina ou demoníaca. No século XV, os magos - considerados competidores da Igreja - foram molestados e perseguidos, embora nunca tenham sofrido uma perseguição tão intensa quanto os bruxos: milhares deles foram brutalmente torturados e executados por heresia. Os séculos de perseguição de 1227 a 1736 são lembrados pelos praticantes de magia como "Os Tempos da Fogueira".


A Renascença (1400-1605 d.C.)

O termo "feiticeiro" foi usado pela primeira vez em 1440 e era, na época, aplicado tanto para homens quanto para mulheres. Quase todas as vilas ou cidades na Grã-Bretanha e na Europa tinham pelo menos um feiticeiro, que era respeitado e temido pelos moradores locais. O feiticeiro da vila era especializado em Baixa Magia e suas práticas incluíam uma variedade de serviços mágicos, como adivinhações, encontrar pessoas e objetos desaparecidos, encontrar tesouros escondidos, cura de doenças em pessoas e animais, interpretação de sonhos, descoberta de roubos, exorcismo de fantasmas e fadas, lançar feitiços, quebrar feitiços de fadas e bruxos maus, fazer talismãs da sorte e poções do amor. Como adivinho dos culpados de crimes, a palavra do feiticeiro tinha muito peso nas vilas e cidades.
A magia medieval alcançou seu apogeu na Renascença no século XVI com Cornélio Agrippa von Nettesheim e Paracelso na Europa; e John Doeu e Robert Fludd na Inglaterra. Filosofia Oculta, de Agrippa, incluía nomes divinos, magia natural e cosmologia. Paracelso reforçou a doutrina hermética de “Como acima, também abaixo”, que afirma que o microcosmo da Terra repete o macrocosmo do Universo. Fludd, um cabalista, tentou reconciliar as filosofias neoplatônica e aristotélica e relacioná-las à cabala.
Durante a Renascença, o feiticeiro, como mago Supremo, era um intelectual que buscava a Alquimia e a sabedoria hermética. Ele estudava e seguia os ensinamentos de Agrippa, Paracelso, Dee, os filósofos neoplatônicos e de outros. Os feiticeiros liam grimórios e invocavam espíritos em cerimônias rituais. Com freqüência, esses Altos Feiticeiros serviam como conselheiros e mentores especiais (vizires) para a realeza. A rainha Elizabeth I contava com John Dee como "Feiticeiro da Corte" e conselheiro. Com seu sócio, Edward Kelly, Dee desenvolveu o sistema da Magia Enochiana, uma linguagem que compreende chamamentos de espíritos e viagem aos planos astrais.

 John Dee

2 comentários:

nossa q horror eles torturavam pessoas inoscentes junto com bruxos sendo q eles nao fazem nada demais!

muito bom! fico feliz de ver um garoto da tua idade se interessar por história e essas coisas.

abraço!

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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