Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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Trecho do Capítulo VII: The Ravenous Tide and the Motif of "Otherworldly Rescue". de Artisson, Robin. The Secret History: Cosmos, History, Post-Mortem Transformation Mysteries, and the Dark Spiritual Ecology of Witchcraft. Black Malkin Press. 
Contextualizando: até aqui, o autor estava explanando sobre a natureza cíclica do Universo influenciada por grandes ondas ou marés de energia que afetam planetas inteiros e a influência obscura da última maré que atingiu o nosso planeta. Esta proporcionou inicialmente  um desenvolvimento tecnológico e a ascensão da civilização, progredindo porém em uma degenerescência generalizada da humanidade e a perda do contato com o mundo espiritual. Ele continua, falando das das tentativas das religiões em restaurar o estado de consciência anterior à esta Queda. No texto, ele cita algumas vezes o que chama de Espírito Mestre, que seria a Potência ou Entidade de grande poder que rege o mundo e a vida sobre ele, identificado geralmente pela figura de um Deus Cornífero. Em certo momento, ele cita o que chama de Indivíduo da Terra, que seria a Potência ou Entidade que vivifica a Terra, que poderíamos chamar de Mãe Terra.
Podemos ver facilmente em algumas religiões modernas e proeminentes vestígios do que poderia ser descrito como vestígios metafísicos e arqueo-psicológicos muito obscuros (e geralmente muito incompreendidos) de verdadeiros "esforços de resgate" primordiais que sabemos que não funcionam no presente para trazer qualquer reparação ou alívio metafísico ou espiritual autêntico a qualquer um (supondo que eles já o tenham feito algum dia). Qualquer que seja a graça distante que pretendessem, ou quaisquer sistemas simbólicos arcanos há muito desbotados que ainda pudessem conter, não são coisas compreendidas a fundo pelas pessoas envolvidas nessas religiões. No entanto, os vestígios destas velhas línguas simbólicas que ninguém compreende atualmente e de ícones espirituais que não podem falar a sua verdadeira língua aos povos modernos, ainda revelam as "trilhas" dos Espíritos que poderiam ter indicado um dia. 
Alguns podem se perguntar - e considero perfeitamente justificável - por que a compaixão ou o poder do Invisível não pode efetivamente alcançar muitos daqueles que pertencem a religiões modernas como o Cristianismo ou o Islã. A resposta está na forma como o Cristianismo e o Islã são completamente subjugados e escravizados por dogmas civis inquestionáveis. Suas religiões são consequências - talvez as principais consequências - da "necessidade de centralização política e social" da civilização, colocadas em uma perspectiva espiritual. Nenhuma instituição na Terra além do capitalismo global tem tanto investimento em apoiar o paradigma civilizado para todas as pessoas como essas duas religiões. O desenvolvimento central destas mesmas civilizações que escravizam almas seria suficiente por si só, mas essas poderosas religiões reveladas passaram por vários momentos perniciosos. Elas intencionalmente moldaram civilizações para temer e odiar a diversidade; elas apoiam agendas anti-sociais e anti-diversidade em todas as frentes. O Espírito Mestre deste mundo é denominado "diabo" tanto pelo Cristianismo como pelo Islã por causa de sua natureza selvagem e livre e sua recusa em se ajustar a concepções puras e não-ameaçadoras, e os espíritos livres do mundo selvagem e do Invisível são todos denominados demônios. O próprio conceito de "selvagem" está subjacente a uma metafísica sombria do mal nessas religiões, associada à teimosia, ao egoísmo e à desobediência. Mesmo as partes profundas verdadeiramente livres no núcleo de cada ser humano, cada instinto humano e cada coração humano são ditos lugares defeituosos e perigosos: possíveis covas para demônios e tentações às quais os seres humanos nunca devem prestar atenção. A própria natureza, associada ao divino feminino, está sujeita à propriedade, à opressão, ao controle violento e à violação pelas mãos das sociedades humanas, com a plena sanção do Deus da Bíblia e do Alcorão. E as mulheres humanas (não surpreendentemente) universalmente caem em semelhantes destinos obscuros  nas mãos de todas as sociedades nas quais o Cristianismo ou o Islã historicamente mantiveram qualquer autoridade controladora ou governante. 
Dentro dessa condição de plena adesão ao paradigma da civilização, sancionada por um falso glamour espiritual, adquirida através da violência e do imperialismo espiritual e sustentada por complexos sistemas de lavagem cerebral e controle, as chances de qualquer espírito compassivo poder romper em qualquer nível para a maioria dos cristãos ou muçulmanos são muito pequenas. Os ateus que eles deixam atrás de si, aquelas almas arruinadas de pessoas desviadas (com sabedoria) pela loucura a que estas religiões reveladas submeteram o mundo, são também rompidas de tal maneira que a sua comunhão com o mundo invisível é muito improvável. Os ateus são os cadáveres vivos deixados para trás pelas máquinas assassinas das religiões reveladas, que mutilam e assassinam almas tão prontamente e regularmente quanto cometem de fato assassinatos em alguns lugares. 
O Cristianismo e o Islã destruíram quase completamente os cultos e as religiões de Mistérios, embora seja seguro dizer que mesmo muitos dos mistérios sagrados da antiguidade tinham entrado em vários estágios de decadência nas últimas eras da maioria das civilizações pagãs. A maioria das portas antigas que levam de volta para as Florestas e Prados do Invisível foram fechadas desde então, e estão fechadas agora para sempre... ou pelo menos fechadas até que algo inesperado aconteça que possa induzir algumas das portas antigas a serem reabertas ou criar novas portas que possam se abrir. Tais ocasiões serão raras. 
Estou muito feliz em poder relatar (em meio a toda essa conversa um tanto sombria) que, graças à codificação de símbolos importantes e seus padrões de ação relacionados em certos contos e histórias antigos que temos a sorte de possuir algumas poucas chaves potentes para certas portas antigas ainda preservadas. A esses padrões de ação têm sido dadas formas de atualização ou expressão externa por parte de algumas pessoas esotericamente perspicazes que viveram antes de nós. A atividade sagrada de procurar e revitalizar essas preciosas chaves continua nas atividades de certas pessoas vivas hoje, inclusive eu e muitos dos maiores estudantes de feitiçaria e dos Mistérios que conheço, e sobre os quais eu confio firmemente. Certas pessoas antes de nós - os gigantes em cujos ombros certamente todos estamos - encontraram maneiras de regenerar essas forças potentes, mas escondidas. Alguns Mistérios - portais - ainda estão abertos. Além deles, encontram-se os raros campos verdejantes de outro mundo (aquele mundo que é a própria alma deste) e os espaços escuros e florestas sem fim daquela nossa estranhao lar, repleta de oportunidades para a sabedoria, a aquisição de poder e renovação para nossas almas. E precisamos disso; mais do que nunca. O conteúdo dos mistérios redescobertos e regenerados, que discutirei aqui logo que puder, são divididos por mim em dois "ramos", essencialmente divididos entre os mistérios relacionados com o próprio Espírito Mestre, e aqueles que mais propriamente caiam em maior afinidade com O Indivíduo da Terra (The Indweller of Earth). Eu acredito que ambos esses Poderosos interagiram diretamente ou através de seus agentes e daemons com seres humanos anteriores para lançar as fundações de muitos mistérios. Suas assinaturas estão claramente marcadas nos dois mistérios específicos de transformação de alma e destino que discutirei aqui. 
O Indivíduo do Mundo Ctônico, referido no texto como o Espírito Mestre ou apenas Mestre: entidade divina que vivifica o mundo superior terrestre e preside todas as formas de vida que respiram
O Indivíduo da Terra: entidade divina, a alma da Terra, que deu à luz todos os espíritos que nela vivem
Mas antes que possamos começar essas explorações (ou pelo menos olhar para minhas notas sobre o primeiro dos dois), temos de enfrentar uma questão que é reconhecidamente difícil de aceitar e processar em nossas mentes em nossos dias modernos. É a idéia da total incapacidade dos nossos estilos de vida moderna no que concerne à criação de qualquer forma de fundamento que possa nos tornar capazes de realmente compreender a essência completa dos Mistérios. Devemos compreender quão empobrecidas as nossas vidas ordinárias tornaram nossa compreensão básica da verdadeira sabedoria genuína, ou o que ela poderia significar em um sentido maior, mais expansivo ou mais profundo. Admitir que possamos ter grandes restrições ou deficiências nestas questões, é difícil para a maioria das pessoas processar. Entretanto, eu acho que poucas coisas poderiam ser mais importantes se nós estivermos comprometidos com a intenção de obter o tipo de transformações que nós realmente precisamos. Não importa quem nós somos; pela maneira como vivemos e por causa do show de horrores que nossas mentes e almas têm vivenciado, não é injusto dizer que estamos quase irremediavelmente perdidos perante a compreensão das profundidades sutis que descrevem a verdadeira natureza de nós mesmos e da nossa realidade. Sabedoria genuína e insights são tão raros para você ou para mim como encontrar um determinado grão de areia em uma praia em algum lugar. Não importa quão bem esse grão de areia possa ser descrito, e mesmo se tivessem permissão para olhar para uma imagem muito detalhada do mesmo, as nossas chances de encontrá-lo em uma pequena praia não seriam grandes. Imaginar que qualquer sabedoria que pudermos produzir  através de nossos próprios esforços solitários servirá para efetivamente desfazer os danos espirituais causados ​​por esta presente era obscura, ou que qualquer sabedoria que possuímos sozinhos ajudará a iluminar um caminho para nós através da escuridão do Mundo Invisível para além dos círculos deste mundo, é uma forma de loucura egocêntrica e orgulho vazio. A hubris da civilização é sua origem última. É uma postura que temos de aprender a despir se quisermos nos tornar o tipo de pessoa que pode real e genuinamente estar receptiva à ajuda que está lá fora, esperando por nós, no Invisível. Precisamos de aliados. Não podemos avançar sozinhos. 
Muitas pessoas, como já indiquei, rejeitam esta idéia de nossa insuficiência pessoal muito furiosamente. Eles afirmam que eles não acham que o problema é tão ruim, e que eles são "mais felizes do que infelizes". E eu sempre lhes digo que é perfeitamente compreensível por que eles podem se sentir felizes no grau que eles alegam; no coração de cada pessoa está o poder de bem-aventurança da própria vida. É um poder muito forte; não é preciso muito para atraí-lo. Deixe sua guarda cair apenas uma vez, e ele pode brotar de muitas maneiras sutis. No fundo, não importa o quão miserável possamos vir a ser, há sempre essa coisa que se sente como esperança; há sempre a idéia, a possibilidade de que tudo estará bem no futuro. Esta é a presença do Divino em nós - e pode ser tudo o que realmente precisamos para sobreviver, a menos que nós apenas tenhamos nascido com muita sorte. Aqueles que realmente perdem toda conexão com esse sentimento e com o otimismo básico que conduz à vida tendem a morrer rapidamente de uma causa ou outra, na maioria das vezes suicídio. Mas mesmo se uma pessoa pudesse encontrar uma maneira de manter esse sentimento genuinamente esperançoso e feliz dia e noite, eles ainda se encontrariam muito freqüentemente fazendo coisas e sentindo coisas que realmente prefeririam não fazer ou sentir. E às vezes - é inevitável - feriremos as pessoas que mais amamos, o que não é algo que jamais queremos fazer. Nossos sentimentos de compaixão pelos outros são abalados e ineficazes por causa dessa grande impotência que sentimos: a impotência de estar tão completamente enredado no malformado mundo social humano. Aqueles que mais amamos, eles, também, vão nos decepcionar, de muitas maneiras. Os sistemas políticos também. Lamentamos muitas coisas; desejamos que tivéssemos conhecido tantas coisas em retrospectiva, depois que é tarde demais. Somos enganados pelos outros (quando deveríamos tê-los conhecido melhor) e, apesar dos nossos melhores esforços, a luta contra o medo e a incerteza ocupa muitas das nossas vidas. Mesmo se não estamos conscientemente fazendo isso, a maioria de nós está lutando diariamente uma batalha desesperada e perdida contra o medo, desilusão e incerteza. Ela surge em nossos sonhos inquietos, em nossa busca desesperada de mais e mais estimulação ou euforia, mesmo em detrimento de nosso bem estar e autodestruição final. 

A mente é surpreendentemente resiliente; é brilhante em recontar as coisas para fazer até mesmo a pior situação mais palatável, mais suportável. Dizemo-nos que muitas das dores constantes que sofremos simplesmente existem porque "é assim que as coisas têm de ser" ou "é apenas uma parte normal da vida". Tomamos a posição "dura e madura" - rejeitando os tipos de coisas que eu estou dizendo aqui dizendo alguma variação de "cresça homem! A  vida é difícil, mas o objetivo é suportar, adaptar e superar essas coisas! Ninguém jamais disse que era para ser tudo fácil! "Embora seja verdade que a vida sempre teve desafios e sempre terá, a quantidade de desafios estranhos e artificiais que nós viemos a normalizar e aceitar como" apenas as coisas da maneira como são "é louco, e estamos simplesmente errados em assumir que é tudo normal. A vida como a encontramos atualmente não é naturalmente destinada a ser o que se tornou: tão cheia de estresse, angústia, ruído, pressa, imbelicidade e perdas. Mas nós temos essas vertentes particulares de negação com as quais nos apegamos com grande devoção, pelo bem compreensível que é a nossa própria sanidade. Nós tomamos lugar em certas histórias que talvez não devêssemos, histórias destinadas a atuar como abrigos para a crônica dolorosa do nosso mundo e de nossas vidas. Mas a dor do mundo, as lágrimas do mundo são muito grandes. Por "mundo", eu sempre quis dizer o mundo social humano, não o "Mundo" com um M maiúsculo - não o Mundo natural, o mundo espiritual. Uma das maneiras de interromper ou quebrar este sistema de negação constante e inteligente é nos render ao desejo egocêntrico de evitar a admitir a fraqueza. Se pudermos fazer isso, admitir o pouco que realmente sabemos sobre as verdades mais profundas de nós mesmos e deste mundo, e admitir a nossa incapacidade de fazer muitas coisas, já vai resolver muito dessa dor que abraçamos, então novas possibilidades se abrirão para nós: novas possibilidades da mente e da alma. É a minha crença sincera de que o Espírito Mestre e muitos poderes no Mundo Invisível desejam trazer clareza sobre nós e nos levar a uma paz duradoura. Ele e Eles querem nos restaurar a uma condição de sabedoria mais profunda e muito menos dolorosa. A "deriva existencial" que normalizamos é um sintoma de uma doença, não um aspecto simples, natural e normal da vida. Os poderes Ancestrais querem que sejamos poupados da loucura. Eles têm o poder de ajudar e têm o motivo para ajudar: fazem parte da nossa grande cadeia de relações ancestrais. Nós compartilhamos a mesma vida que eles manifestam. Os Antigos querem ajudar em nosso alívio e recuperação da sabedoria. Eles não querem que estejamos sob controle de toda essa insanidade de uma maneira tão desequilibrada e inconsciente como nos tornamos. Mas essa insanidade é uma função de um padrão temporal mais sombrio que nenhum de nós, nem mesmo eles, quis que acontecesse ou se tornasse real. É apenas uma maré que vem de vez em quando. Não há necessidade de procurar culpar alguém por isso. Talvez "marés escuras" como aquela que nos assedia agora já aconteceram muitas vezes antes. Seja qual for o caso, enfrentamos nosso desafio com esta, agora. E nós temos mais coisas a nosso favor, espiritualmente falando, do que podemos perceber. Antigas tentativas por parte d’Eles em nos alcançar em um nível mais profundo foram feitas ao longo da história civilizada, para que a vida não tivesse que ser tão unilateral e dolorosa, mas o mais importante, para que a morte não tivesse que ser tão incerta e terrível. Como conseqüência do dano da alma que todos nós sofremos, a morte é incerta e aterrorizante para a maioria das pessoas, e as Estradas do Além, que costumavam levar ao nossos lares ancestrais e círculos de fogo, agora se estendem para a névoa de  “não sabemos onde”. Para muitos dos mortos, cada um deles carregando seus próprios medos, raivas, ódios, limitações e feridas na alma para a profundidade de seu ser, o caminho para o Além é um lugar incerto e confuso. Às vezes, a pista pode desaparecer completamente. Temos esperança de que o nosso Self Ancestral que acompanha a maioria de nós através da vida e até a morte agirá como guia quando morrermos; mas os Mistérios vêm a nós neste ponto, e com eles vem uma oferta de mais ajuda e uma aliança mais extraordinária. Eles vêm com ofertas de ajuda em tempos de maior necessidade ou crise, e seríamos tolos, de fato, para não aceitar essas antigas mãos ajudantes tão prontamente oferecidas. Temos poderes aliados no Invisível que querem nos ajudar. Nem todos os poderes no Invisível se preocupam com o nosso bem-estar, mas alguns o fazem, em alto grau. Certos poderes, é claro, estão se aproveitando para nos predar, mastigando ruidosamente nossa força vital nestes tempos feridos. Esses Poderes amam tragédia - shows como o nosso que sangram tanta força vital. Outros Poderes são indiferentes. Os Poderes que realmente cuidam, se importam porque somos parte de sua grande família. Temos laços antigos que há muito tempo descartamos no esquecimento sob o poder embriagador da respiração e o pela amnésia induzida pela narrativa civilizada. Então, o Espírito Mestre emerge e faz esta coisa muito importante...

Trechos selecionados de "Oito Sabás para Bruxas", de Janet e Stewart Farrar



Imbolg, Bealtaine, Lughnasadh e Samhain são os ‘Sabás Maiores’; os Equinócios e Solstícios são os ‘Sabás Menores’. (As datas reais dos Equinócios e Solstícios podem variar em um dia ou dois no uso tradicional, e também de ano a ano em fato astronômico, ao passo que os Sabás Maiores tendem à envolver ambos “Véspera” e o “Dia”seguinte). Os Sabás Menores solar-astronômicos são ao mesmo tempo mais antigos e mais novos do que os Sabás Maiores naturais-de fertilidade – mais antigos no sentido em que eles foram a preocupação altamente sofisticada dos misteriosos povos Megalíticos que antecederam aos Celtas, Romanos e Saxões nas margens do Atlântico Europeu por milhares de anos; mais novos, no sentido que os Celtas – talvez a maior influência única ao dar à Antiga Religião o formato ritual verdadeiro no qual ela tem sobrevivido no Ocidente – não eram de orientação solar e celebravam apenas os Sabás Maiores, até o que Margaret Murray denominou como os “invasores solsticiais” (os Saxões e outros povos que se estenderam na direção oeste com a queda do Império Romano) se reuniu e interagiu com a tradição Celta. E ainda assim eles trouxeram apenas os Solstícios: “Os Equinócios, diz Murray, “nunca foram observados na Bretanha”

Tudo isso é refletido no fato de que são os Sabás Maiores que tem nomes Gaélicos. Dentre as várias formas que as feiticeiras utilizam, nós escolhemos as Gaélico Irlandesas, por motivo pessoal e histórico – pessoal porque vivemos na Irlanda, onde aquelas formas possuem significados vivos; histórico, porque a Irlanda foi o único país Celta que nunca foi absorvido pelo Império Romano, e portanto é na mitologia Irlandesa e em sua antiga linguagem que os contornos da Antiga Religião podem ser muitas vezes mais claramente discernidos. Mesmo a Igreja Celta permaneceu obstinadamente independente do Vaticano por muitos séculos.

Nós já salientamos que os Oito Sabás refletem dois temas distintos, com raízes históricas diferentes embora interativas: o tema solar e o tema da fertilidade natural. Eles não são mais separáveis, mas cada um deve ser compreendido caso ambos devam ser encaixados em nossa “sinfonia”. À nós parecia que uma chave para esta compreensão seria reconhecer que dois conceitos da figura de Deus estavam envolvidas. A Deusa está sempre lá; ela muda seu aspecto (em ambos seus ciclos de fecundidade como a Mãe Terra e em suas fases lunares como a Rainha do Céu), mas ela está sempre presente. Entretanto o Deus, em ambos os conceitos, morre e é renascido.
Isto é fundamental. O conceito de um Deus sacrificado e renascido é encontrado em toda parte, voltando aos menores vestígios da pré-história; Osiris, Tammuz, Dionísio, Balder e Cristo são apenas algumas de suas formas posteriores. Contudo você procurará em vão através da história da religião por uma Deusa sacrificada e renascida – temporariamente perdida de vista, talvez, como Perséfone, mas sacrificada, nunca. Tal conceito seria religiosamente, psicologicamente e naturalmente impensável.

Daremos uma olhada, então, nestes dois temas de Deus. A figura do Deus-Sol que domina os Sabás Menores dos solstícios e equinócios, é relativamente mais simples; seu ciclo pode ser observado mesmo através de uma janela de um flat elevado. Ele morre e renasce em Yule; começa a fazer sentir sua jovem maturidade, e a impregnar a Mãe Terra com ela, através do Equinócio da Primavera; brilha no ápice de sua glória no Meio do Verão; resigna-se com o poder decrescente, e a influência que diminui sobre a Grande Mãe, através do Equinócio de Outono; e novamente enfrenta a
morte e o renascimento na maré de Yule.

O tema da fertilidade natural é muito mais complexo; ele envolve duas figuras de Deus – o Deus do Ano Crescente (que aparece vez e outra na mitologia como o Rei do Carvalho) e o Deus do Ano Decrescente (o Rei do Azevinho). Eles são os gêmeos claro e escuro, cada um sendo o “outro self” do outro, eternos rivais, eternamente conquistando e sucedendo um ao outro. Eles competem eternamente pelo favor da Grande Mãe; e cada um, no ápice de seu reino de meio-ano, é sacrificialmente desposado com ela, morre em seu abraço e é ressuscitado para completar o seu reinado.
‘Luz e escuridão’ não representam ‘bem e mal’; elas significam as fases expansiva e de contração do ciclo anual, uma tão necessária quanto a outra. A partir da tensão criativa entre as duas, e entre elas por um lado e a Deusa por outro lado, a vida é gerada. Este tema de fato excede nos Sabás Menores de Yule e Meio de Verão. Em Yule o Rei do Azevinho termina o seu reinado e cai para dar lugar ao Rei do Carvalho; no Meio de Verão o Rei do Carvalho é por sua vez substituído pelo Rei do Azevinho.

Livro: Os Mistérios Wiccanos
Autor: Raven Grimassi


Como já observamos, na Tradição dos Mistérios a Deusa da Lua é conhecida por traços ligados às quatro fases da Lua: nova, crescente, cheia e minguante [para efeitos mágicos, pegamos as datas do calendário e consideramos "Nova" três dias antes e três dias depois da Lua Nova. Consideramos "Crescente" três dias antes e três dias depois da Lua Crescente. "Cheia" três dias antes e três dias depois da Lua Cheia. "Minguante" três dias antes e três dias depois da Lua Minguante.] . Nas tradições públicas de antanho, a Deusa Lunar possuía três aspectos: Donzela, Mãe e Anciã. Nos níveis iniciados, seu quarto aspecto era revelado como A Encantadora. Assim, cada face da Lua era identificada como um aspecto da deusa:Lua Nova: Encantadora
Lua Crescente: Donzela
Lua Cheia: Mãe
Lua Minguante: Anciã

A Lua Nova (quando não é vista por três noites) é o período correspondente à Encantadora. Na verdade, sempre que a Lua não puder ser vista ou é oculta por nuvens, também são seus períodos de poder. A Lua Crescente pertence à Donzela; a Lua Cheia, à Mãe; a Minguante, à Anciã. A Encantadora não segue uma ordem de aparição como o fazem a Donzela, a Mãe e a Anciã. Sua natureza pode surgir em qualquer dos outros aspectos da Deusa e pode ainda refletir-se em seus contrapontos humanos.
Ela tece o seu caminho entrando e saindo das outras características como bem lhe praz, extamente como se espera de uma deusa com seu nome. Os Mistérios Lunares não possuíam orientação linear, como os Mistérios Solares, de modo que a progressão das fases personificadas não seguia necessariamente um padrão estabelecido. A necessidade de se estabelecer uma ordem cronológica é algo que os povos modernos herdaram de seus ancestrais patriarcais.

A natureza da Encantadora pode aflorar nas mulheres em qualquer das fases, Donzela, Mãe ou Anciã, pois a Donzela pode ser sedutora e encantadora/tentadora assim como a Mãe; as naturezas são aspectos diferentes da sexualidade. A Anciã também pode ser encantadora/tentadora, atraindo por sua graça, sabedoria e experiência. Eis por que a Encantadora também é conhecida como Tentadora. A Tentação, na mentalidade pagã, não possui conotação negativa, e significa simplesmente ser atraído para fora de seu curso original preconcebido. Uma mulher (ou uma deusa), como tentadora, não necessita ser associada à sexualidade ou à negatividade.

Por muito tempo procurei a técnica através do qual eram obtidos os sigilos pessoais dos magos, aqueles que funcionam como assinaturas mágicas destes no plano astral e enfim encontrei-o num site caoísta em inglês chamado Neuromagick. Esse tipo de sigilo é feito com base no mapa astral da pessoa (ou evento), sendo uma representação bem fidedigna da mesma, assim como o seria um testemunho tradicional (qualquer material biológico ou objeto físico que carregue a energia da pessoa). O método atual é uma adaptação da Golden Dawn e utiliza as correspondências das 22 letras hebraicas com os glifos planetários e dos signos zodiacais. O alfabeto hebraico é dividido em 3 letras-mãe, 7 letras duplas (que podem ter um sonho forte ou suave) e 12 letras simples. 

Utiliza-se o alfabeto hebraico porque a Golden Dawn tem a sua base mágica teórica na Cabala. De acordo com o pensamento cabalístico, as letras hebraicas formam os padrões básicos e as ferramentas com que Deus criou o universo. O mesmo pensamento se aplica às runas nórdicas, por exemplo, e métodos alternativos poderiam ser desenvolvidos.
Através de substituição fonética simples, chega-se à seguinte tabela:




Assim, tomemos um mapa astral fictício para demonstrar o método. Ele foi gerado gratuitamente no Astodienst, para uma Selena nascida em 12/12/1992 às 12:12, em Brasília. 


Eu uso esse site pra fazer a transliteração do português (ou inglês, no caso), para hebraico. Através dele, cheguei à transliteração de Selena para סלנה (SLNH), lembrando que em hebraico não existem vogais. Por isso uso o site, o ideal seria alguém fluente, como um rabino, para fazer a transliteração correta. Através das tabelas, chega-se ao seguinte sigilo (inicia-se no círculo e termina no traço perpendicular):


O meu exemplo, por acaso, só se valeu das letras simples, mas teste com o seu próprio nome e mapa e veja o resultado. 

Você provavelmente já parou pra pensar porque algumas pessoas nascem ricas, outras pobres, algumas deficientes e alguns gênios. Da mesma maneira, certamente em algum momento já se questionou a razão de algumas pessoas serem gays, lésbicas ou transgêneros. Você pode ter lido em algum lugar que trata-se de condicionamento psicológico, experiências traumáticas na infância, distúrbios hormonais ou genética. Ultimamente a ciência vem mostrando que este último fator é preponderante, mas não é no mérito destas questões que quero entrar.Vou compartilhar um pouco do que eu penso, baseado em minhas buscas espirituais, leituras e debates. 
Ninguém escolhe ser gay, pelo menos não nessa vida. Dispa-se imediatamente do conceito completamente equivocado de "opção sexual", e também daquilo que acabei de citar como condicionamento psicológico. A Psicologia já nos fez o favor de derrubar a ideia completamente deturpada do "homossexualismo" como distúrbio psíquico (que tinha inclusive registro no CID - Código Internacional de Doenças, argh! Se não sabia, o sufixo -ismo denota doença, então pare de usá-lo já! O certo é homossexualidade). Pense bem, quem gostaria de escolher pra si mesmo uma vida cheia de julgamentos, violência verbal e física, confrontos familiares e estereótipos sociais? Porém, numa perspectiva de espírito, enquanto livres do corpo físico, temos uma compreensão muito mais ampla das coisas e pensamos no que podemos aprender com cada experiência, não no possível sofrimento implicado. Nosso objetivo cósmico, a nível espiritual, é aprender, no nível mais profundo dessa palavra. É passar por todas as experiências possíveis, ter todas as oportunidades em cada situação imaginável. Não existe injustiça, em que tem-se alguns favorecidos em detrimento dos demais. 
Você escolheu ser gay antes de nascer. Simples assim. Uma metáfora muito legal é pensar na vida como um curso de graduação. Você escolhe a carreira e se matricula nas disciplinas, e dessa vez você escolheu uma realmente difícil, que é ser gay. Alguns terão professores extremamente rígidos e até desumanos... Você pode não passar na disciplina :( . Outros terão professores bacanas que te incentivarão. Cada espírito é único, cada situação é única. Parafraseando Aleister Crowley, "cada homem e cada mulher é uma estrela". 
Não é libertador pensar que você é responsável por sua vida, exatamente do jeito que ela é? Nada foi imposto e você, na verdade, é um estudante ambicioso. Não é exatamente tão simples, entretanto. Continuando com nossa metáfora, imagine que o espírito não tenha passado no vestibular porque não estudou o suficiente (não aproveitou as oportunidades oferecidas em vidas anteriores), então ele não tem a liberdade de escolher o curso que realmente quer. Tem que passar então pela reescolha, sendo-lhe apresentadas apenas algumas opções. E deixar de estudar não é uma delas... 
Se por algum momento você pensou que ser homofóbico (por exemplo) é uma disciplina na qual alguém se matriculou, está errado. Essa pessoa está falhando em algum ponto da sua grade curricular e vai sofrer consequências por isso. Pois se o ciclo de vidas não é exatamente uma escala evolutiva progressiva, e sim uma espiral de possibilidades, a moral e o caráter o são. A ideia nesse sentido é só progredir e qualquer forma de preconceito ou intolerância é retrocesso, ou no mínimo, estagnação. 
Vou desenvolver o pensamento religioso no próximo post, mas a ideia geral é essa. Vale para tudo e para todos, independente de acreditarem ou não. Leis não são passíveis de crença, ninguém sai flutuando por aí por não acreditar na gravidade... :)
Os próximos 2 posts seguem esta temática, falarei de Espiritualidade e Magia para LGBTs. Aguardem.

Olá pessoal! Sim, estou retornando das brumas, após um longo, longo tempo sem postar nada. Mas uma vez que você desperta para esse mundo de magia, nunca mais volta a ser o mesmo, e mais cedo ou mais tarde ele cobra de você. Conhecimento não compartilhado é como água parada, cria lodo e torna a água insalubre.
Pois bem, vamos falar sobre magia de espelhos, assunto o qual foi abordado por Wagner Perico num Hangouts do canal WiccaTCS. Vou compartilhar aqui o que aprendi nesta palestra.


A magia de espelhos é muito rica e fascinante, servindo a inúmeros propósitos que um magista ou bruxo possa vir a precisar. Constitui-se por si só um arsenal mágico muito poderoso para ataque e defesa mágica, comunicação psíquica, harmonização de ambientes, contato com seres multidimensionais, contato com a Sombra, e os mais variados tipos de feitiços.

Existem, a princípio, dois tipos de espelhos. O Espelho Negro, cuja função é promover o contato com a Sombra e o Submundo (assim como deidades e seres ligados à esta dimensão), e os espelhos propriamente ditos, de superfícies regular e refletiva. Estes podem ser programados para usos diversos e é deles que vamos falar hoje.
Um espelho é basicamente um portal, e nisso se baseia o seu mecanismo de funcionamento mágico. Para começar a trabalhar com espelhos, o primeiro passo é escolher o espelho certo para o seu propósito. O seu formato, apesar de não ser essencial para a magia, é uma correspondência que você pode usar para intensificar o seu propósito. Geralmente, os de formato circular são os melhores: o círculo é uma forma perfeita, sem começo e sem fim, perfeitamente regular, assim, as energias que ele emana ou absorve são assimiladas de maneira regular e uniforme pela superfície. É também uma analogia ao espelho natural mais poderoso que conhecemos, a Lua. Para feitiços específicos, você pode escolher formatos que remetam diretamente ao seu propósito, como por exemplo, em formato de estrela, para prosperidade, poder pessoal e carisma.
Tendo escolhido o espelho, é necessário purificá-lo para que nenhuma energia estranha ao seu propósito interfira na magia. Se o espelho adquirido é novo, purificações simples com os quatro elementos serão suficientes, passando-o pela fumaça de um incenso e lavando-o com água e sal. Se o espelho foi adquirido de outra pessoa, de um antiquário ou fonte desconhecida, é melhor fazer um banimento mais eficiente. Você pode usar defumação de ervas, chás, transferir as energias do espelho para um cristal ou outro objeto do qual possa se livrar depois, etc. Há algumas técnicas de banimento que já ensinei aqui no blog, deem uma pesquisada. Uma técnica fácil, mais eficiente do que as purificações simples, porém não tão poderosa consiste em pegar uma bacia com água (gelada, de preferência, pois ressalta a polaridade magnética da água no plano astral) e transferir as energias do espelho para ela. Isto é feito tocando o espelho com a mão receptora (geralmente a esquerda), absorvendo a carga através do chakra localizado na palma da sua mão, conduzindo ele pelo braço, passando pelo tórax e descarregando na bacia com a mão projetora (normalmente, a direita). Durante o processo, use a visualização para designar uma cor para a energia que você está manipulando. Esteja atento às sensações que ela lhe traz e só termine o processo quando sentir que toda a energia foi descarregada na água, caso contrário, ela poderá ficar no seu corpo.
O próximo passo é contatar o "espírito" ou "númen" do espelho para alinhá-lo com as suas energias e seus propósitos. Já falei sobre númen aqui no blog, mas recordando brevemente, trata-se de um poder consciente que reside em todos os objetos e materiais inanimados, apresenta um certo grau de consciência, percepção e sentimento em relação a outros seres e arredores. O númen é o responsável por escolhermos o cristal certo para nós, por exemplo. É possível estabelecer contato com esta consciência. Isso é feito entrando em alfa, projetando sua consciência para o objeto (no caso, o espelho), sentindo o mundo a partir dele. A comunicação pode não ser exatamente verbal. Na verdade, é mais provável que se traduza na forma de imagens e sensações. Você também pode, ao invés de projetar a sua consciência, alinhar a sua frequência áurica à do objeto (exercício 27 do Treinamento Mágico Completo, no menu do blog), o que resultará no mesmo tipo de conexão. Transmita para o espelho o seu desejo de trabalhar com ele e com que propósito (seja bem claro aqui) e veja se ele aceita. A resposta vem através de uma sensação inequívoca, você simplesmente sabe se deu certo ou não. Se ele recusar, você precisa encontrar outro espelho, não adianta insistir. É impossível trabalhar magicamente com objetos sem a cooperação da consciência que nele habita.
Esta comunicação com o espírito do espelho já é a programação dele (e a consagração, se você fizer tudo dentro de um Círculo Mágico, que é o recomendado), como geralmente se faz com cristais ou pêndulos. Então, se a resposta dele foi afirmativa, estabeleça todos os parâmetros e cláusulas mágicas que estarão vigentes para este espelho mágico.
Você pode ir adquirindo vários espelhos ao longo de sua vivência mágica, mas a princípio, é mais prático programar um espelho mágico geral, que ficará em seu altar. Você determina o que ele deve fazer quando for usar (em alfa), e quando acabar, ele já está pronto para outro propósito.
O segundo espelho que você deve ter é um espelho guardião; o qual será responsável pela proteção mágica de todos os outros espelhos da sua casa, sejam eles mágicos ou não. A partir do momento que você começa a usar magia de espelhos, todos aqueles que houverem em sua casa "despertam" o seu potencial oculto e se tornam pontos de vulnerabilidades. Cada espelho no mundo se interconecta com os outros, através de uma dimensão que lhes é própria, e da qual podem partir para qualquer outra dimensão. Um outro magista pode usar qualquer espelho da sua casa (de fato, qualquer superfície reflexiva que funcione temporariamente como espelho) como portal para um ataque psíquico, por exemplo. Você nunca será capaz de monitorar todos os espelhos de sua casa, até mesmo a água do vaso sanitário pode se comportar como um. Então, a programação de um espelho guardião é essencial. Opere do mesmo modo, contate o espírito do espelho e veja se ele aceita trabalhar para este propósito.
A partir de agora, você pode usar espelhos para quaisquer propósitos que desejar. Exemplos:
- banimento: use um espelho como portal para sugar as energias desarmônicas de um local ou de uma pessoal. Sele o espelho, guarde-o em local seguro, quebre ou faça um banimento mais potente depois.
- comunicação psíquica: mande uma mensagem para outra pessoa, usando um espelho mágico, e designe que esta mensagem seja entregue pelo primeiro espelho pela qual a outra pessoa olhar. Isto vai passar apenas o teor da mensagem, talvez, apenas a sua imagem mental será captada pela pessoa (se ela for sensitiva o suficiente). Para uma comunicação mais eficiente, pode-se programar dois espelhos para que funcionem como um "walkie-talkie", ou combinar com outra pessoa que ela esteja de frente para um espelho quando você for mandar a mensagem.
- prosperidade: use um espelho como um portal para um lugar que remeta à prosperidade, de modo que ele vai irradiar as vibrações deste ambiente para a sua casa.
- proteção: o uso mágico de espelhos com este propósito é clássico. Programe um espelho para absorver ou refletir quaisquer energias desarmônicas que forem direcionadas para você. Faça uma caixa revestida de espelhos por fora e coloque dentro dela o nome ou representações mágicas de pessoas que você deseja proteger.
- contenção: faça uma caixa revestida de espelhos por dentro e coloque nela o nome de pessoas que você deseja conter, isolar a influência energética delas na sua vida.
Além disso, você pode usar as correspondências mágicas que usaria em feitiços comuns, atrelando mais poder à magia de espelhos. Trabalhe na moldura, escolhendo a cor, o material, gravando símbolos e colando acessórios que remetam à energia com a qual você vai trabalhar.
Você pode traçar símbolos na superfície do espelho e ele os projetará no espaço espiritual de seu ambiente, trazendo os atributos daquele símbolo para sua vida. Isso é especialmente válido ao se trabalhar com runas.
Os espelhos também podem captar energias de uma determinada fonte, armazená-la e só emiti-la quando você determinar. Para isso, carregue consigo um espelho portátil programado para tal. Quando estiver em determinada situação ou lugar em que seja interessante usar a energia ali disponível, absorva-a com o espelho. Quando chegar em casa, use o espelho geral para direcionar a energia para o seu destino final. Ou você pode usar o princípio do "walkie-talkie" e manter um espelho em sua casa que atue como o correspondente emissor daquele portátil que você carrega.
A magia de espelhos, como qualquer outra, também pode ser empregada para ataque. Obviamente, sujeita às leis universais de retorno energético (karma). Por exemplo, um pequeno espelho pode ser colocado próximo ao seu alvo (fisicamente falando), de modo furtivo, atravessando as barreiras mágicas dele que, de outro modo, não poderiam ser transpostas. O espelho emite as energias que você definiu, diretamente nos arredores de seu alvo.
Lembrando desse mecanismo de portais, vários feitiços e técnicas mágicas podem ser aliadas ao uso de espelhos. A magia é limitada, basicamente, por duas coisas: a sua crença ou Vontade e a capacidade de mobilizar a quantidade de energia necessária para promover os efeitos desejados. Tendo isso em mente, nada é impossível.
"O sucesso será a sua prova".
Blessed be!

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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