Além do Físico

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"

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Trechos selecionados de "Oito Sabás para Bruxas", de Janet e Stewart Farrar



Imbolg, Bealtaine, Lughnasadh e Samhain são os ‘Sabás Maiores’; os Equinócios e Solstícios são os ‘Sabás Menores’. (As datas reais dos Equinócios e Solstícios podem variar em um dia ou dois no uso tradicional, e também de ano a ano em fato astronômico, ao passo que os Sabás Maiores tendem à envolver ambos “Véspera” e o “Dia”seguinte). Os Sabás Menores solar-astronômicos são ao mesmo tempo mais antigos e mais novos do que os Sabás Maiores naturais-de fertilidade – mais antigos no sentido em que eles foram a preocupação altamente sofisticada dos misteriosos povos Megalíticos que antecederam aos Celtas, Romanos e Saxões nas margens do Atlântico Europeu por milhares de anos; mais novos, no sentido que os Celtas – talvez a maior influência única ao dar à Antiga Religião o formato ritual verdadeiro no qual ela tem sobrevivido no Ocidente – não eram de orientação solar e celebravam apenas os Sabás Maiores, até o que Margaret Murray denominou como os “invasores solsticiais” (os Saxões e outros povos que se estenderam na direção oeste com a queda do Império Romano) se reuniu e interagiu com a tradição Celta. E ainda assim eles trouxeram apenas os Solstícios: “Os Equinócios, diz Murray, “nunca foram observados na Bretanha”

Tudo isso é refletido no fato de que são os Sabás Maiores que tem nomes Gaélicos. Dentre as várias formas que as feiticeiras utilizam, nós escolhemos as Gaélico Irlandesas, por motivo pessoal e histórico – pessoal porque vivemos na Irlanda, onde aquelas formas possuem significados vivos; histórico, porque a Irlanda foi o único país Celta que nunca foi absorvido pelo Império Romano, e portanto é na mitologia Irlandesa e em sua antiga linguagem que os contornos da Antiga Religião podem ser muitas vezes mais claramente discernidos. Mesmo a Igreja Celta permaneceu obstinadamente independente do Vaticano por muitos séculos.

Nós já salientamos que os Oito Sabás refletem dois temas distintos, com raízes históricas diferentes embora interativas: o tema solar e o tema da fertilidade natural. Eles não são mais separáveis, mas cada um deve ser compreendido caso ambos devam ser encaixados em nossa “sinfonia”. À nós parecia que uma chave para esta compreensão seria reconhecer que dois conceitos da figura de Deus estavam envolvidas. A Deusa está sempre lá; ela muda seu aspecto (em ambos seus ciclos de fecundidade como a Mãe Terra e em suas fases lunares como a Rainha do Céu), mas ela está sempre presente. Entretanto o Deus, em ambos os conceitos, morre e é renascido.
Isto é fundamental. O conceito de um Deus sacrificado e renascido é encontrado em toda parte, voltando aos menores vestígios da pré-história; Osiris, Tammuz, Dionísio, Balder e Cristo são apenas algumas de suas formas posteriores. Contudo você procurará em vão através da história da religião por uma Deusa sacrificada e renascida – temporariamente perdida de vista, talvez, como Perséfone, mas sacrificada, nunca. Tal conceito seria religiosamente, psicologicamente e naturalmente impensável.

Daremos uma olhada, então, nestes dois temas de Deus. A figura do Deus-Sol que domina os Sabás Menores dos solstícios e equinócios, é relativamente mais simples; seu ciclo pode ser observado mesmo através de uma janela de um flat elevado. Ele morre e renasce em Yule; começa a fazer sentir sua jovem maturidade, e a impregnar a Mãe Terra com ela, através do Equinócio da Primavera; brilha no ápice de sua glória no Meio do Verão; resigna-se com o poder decrescente, e a influência que diminui sobre a Grande Mãe, através do Equinócio de Outono; e novamente enfrenta a
morte e o renascimento na maré de Yule.

O tema da fertilidade natural é muito mais complexo; ele envolve duas figuras de Deus – o Deus do Ano Crescente (que aparece vez e outra na mitologia como o Rei do Carvalho) e o Deus do Ano Decrescente (o Rei do Azevinho). Eles são os gêmeos claro e escuro, cada um sendo o “outro self” do outro, eternos rivais, eternamente conquistando e sucedendo um ao outro. Eles competem eternamente pelo favor da Grande Mãe; e cada um, no ápice de seu reino de meio-ano, é sacrificialmente desposado com ela, morre em seu abraço e é ressuscitado para completar o seu reinado.
‘Luz e escuridão’ não representam ‘bem e mal’; elas significam as fases expansiva e de contração do ciclo anual, uma tão necessária quanto a outra. A partir da tensão criativa entre as duas, e entre elas por um lado e a Deusa por outro lado, a vida é gerada. Este tema de fato excede nos Sabás Menores de Yule e Meio de Verão. Em Yule o Rei do Azevinho termina o seu reinado e cai para dar lugar ao Rei do Carvalho; no Meio de Verão o Rei do Carvalho é por sua vez substituído pelo Rei do Azevinho.

Livro: Os Mistérios Wiccanos
Autor: Raven Grimassi


Como já observamos, na Tradição dos Mistérios a Deusa da Lua é conhecida por traços ligados às quatro fases da Lua: nova, crescente, cheia e minguante [para efeitos mágicos, pegamos as datas do calendário e consideramos "Nova" três dias antes e três dias depois da Lua Nova. Consideramos "Crescente" três dias antes e três dias depois da Lua Crescente. "Cheia" três dias antes e três dias depois da Lua Cheia. "Minguante" três dias antes e três dias depois da Lua Minguante.] . Nas tradições públicas de antanho, a Deusa Lunar possuía três aspectos: Donzela, Mãe e Anciã. Nos níveis iniciados, seu quarto aspecto era revelado como A Encantadora. Assim, cada face da Lua era identificada como um aspecto da deusa:Lua Nova: Encantadora
Lua Crescente: Donzela
Lua Cheia: Mãe
Lua Minguante: Anciã

A Lua Nova (quando não é vista por três noites) é o período correspondente à Encantadora. Na verdade, sempre que a Lua não puder ser vista ou é oculta por nuvens, também são seus períodos de poder. A Lua Crescente pertence à Donzela; a Lua Cheia, à Mãe; a Minguante, à Anciã. A Encantadora não segue uma ordem de aparição como o fazem a Donzela, a Mãe e a Anciã. Sua natureza pode surgir em qualquer dos outros aspectos da Deusa e pode ainda refletir-se em seus contrapontos humanos.
Ela tece o seu caminho entrando e saindo das outras características como bem lhe praz, extamente como se espera de uma deusa com seu nome. Os Mistérios Lunares não possuíam orientação linear, como os Mistérios Solares, de modo que a progressão das fases personificadas não seguia necessariamente um padrão estabelecido. A necessidade de se estabelecer uma ordem cronológica é algo que os povos modernos herdaram de seus ancestrais patriarcais.

A natureza da Encantadora pode aflorar nas mulheres em qualquer das fases, Donzela, Mãe ou Anciã, pois a Donzela pode ser sedutora e encantadora/tentadora assim como a Mãe; as naturezas são aspectos diferentes da sexualidade. A Anciã também pode ser encantadora/tentadora, atraindo por sua graça, sabedoria e experiência. Eis por que a Encantadora também é conhecida como Tentadora. A Tentação, na mentalidade pagã, não possui conotação negativa, e significa simplesmente ser atraído para fora de seu curso original preconcebido. Uma mulher (ou uma deusa), como tentadora, não necessita ser associada à sexualidade ou à negatividade.

Por muito tempo procurei a técnica através do qual eram obtidos os sigilos pessoais dos magos, aqueles que funcionam como assinaturas mágicas destes no plano astral e enfim encontrei-o num site caoísta em inglês chamado Neuromagick. Esse tipo de sigilo é feito com base no mapa astral da pessoa (ou evento), sendo uma representação bem fidedigna da mesma, assim como o seria um testemunho tradicional (qualquer material biológico ou objeto físico que carregue a energia da pessoa). O método atual é uma adaptação da Golden Dawn e utiliza as correspondências das 22 letras hebraicas com os glifos planetários e dos signos zodiacais. O alfabeto hebraico é dividido em 3 letras-mãe, 7 letras duplas (que podem ter um sonho forte ou suave) e 12 letras simples. 

Utiliza-se o alfabeto hebraico porque a Golden Dawn tem a sua base mágica teórica na Cabala. De acordo com o pensamento cabalístico, as letras hebraicas formam os padrões básicos e as ferramentas com que Deus criou o universo. O mesmo pensamento se aplica às runas nórdicas, por exemplo, e métodos alternativos poderiam ser desenvolvidos.
Através de substituição fonética simples, chega-se à seguinte tabela:




Assim, tomemos um mapa astral fictício para demonstrar o método. Ele foi gerado gratuitamente no Astodienst, para uma Selena nascida em 12/12/1992 às 12:12, em Brasília. 


Eu uso esse site pra fazer a transliteração do português (ou inglês, no caso), para hebraico. Através dele, cheguei à transliteração de Selena para סלנה (SLNH), lembrando que em hebraico não existem vogais. Por isso uso o site, o ideal seria alguém fluente, como um rabino, para fazer a transliteração correta. Através das tabelas, chega-se ao seguinte sigilo (inicia-se no círculo e termina no traço perpendicular):


O meu exemplo, por acaso, só se valeu das letras simples, mas teste com o seu próprio nome e mapa e veja o resultado. 

Você provavelmente já parou pra pensar porque algumas pessoas nascem ricas, outras pobres, algumas deficientes e alguns gênios. Da mesma maneira, certamente em algum momento já se questionou a razão de algumas pessoas serem gays, lésbicas ou transgêneros. Você pode ter lido em algum lugar que trata-se de condicionamento psicológico, experiências traumáticas na infância, distúrbios hormonais ou genética. Ultimamente a ciência vem mostrando que este último fator é preponderante, mas não é no mérito destas questões que quero entrar.Vou compartilhar um pouco do que eu penso, baseado em minhas buscas espirituais, leituras e debates. 
Ninguém escolhe ser gay, pelo menos não nessa vida. Dispa-se imediatamente do conceito completamente equivocado de "opção sexual", e também daquilo que acabei de citar como condicionamento psicológico. A Psicologia já nos fez o favor de derrubar a ideia completamente deturpada do "homossexualismo" como distúrbio psíquico (que tinha inclusive registro no CID - Código Internacional de Doenças, argh! Se não sabia, o sufixo -ismo denota doença, então pare de usá-lo já! O certo é homossexualidade). Pense bem, quem gostaria de escolher pra si mesmo uma vida cheia de julgamentos, violência verbal e física, confrontos familiares e estereótipos sociais? Porém, numa perspectiva de espírito, enquanto livres do corpo físico, temos uma compreensão muito mais ampla das coisas e pensamos no que podemos aprender com cada experiência, não no possível sofrimento implicado. Nosso objetivo cósmico, a nível espiritual, é aprender, no nível mais profundo dessa palavra. É passar por todas as experiências possíveis, ter todas as oportunidades em cada situação imaginável. Não existe injustiça, em que tem-se alguns favorecidos em detrimento dos demais. 
Você escolheu ser gay antes de nascer. Simples assim. Uma metáfora muito legal é pensar na vida como um curso de graduação. Você escolhe a carreira e se matricula nas disciplinas, e dessa vez você escolheu uma realmente difícil, que é ser gay. Alguns terão professores extremamente rígidos e até desumanos... Você pode não passar na disciplina :( . Outros terão professores bacanas que te incentivarão. Cada espírito é único, cada situação é única. Parafraseando Aleister Crowley, "cada homem e cada mulher é uma estrela". 
Não é libertador pensar que você é responsável por sua vida, exatamente do jeito que ela é? Nada foi imposto e você, na verdade, é um estudante ambicioso. Não é exatamente tão simples, entretanto. Continuando com nossa metáfora, imagine que o espírito não tenha passado no vestibular porque não estudou o suficiente (não aproveitou as oportunidades oferecidas em vidas anteriores), então ele não tem a liberdade de escolher o curso que realmente quer. Tem que passar então pela reescolha, sendo-lhe apresentadas apenas algumas opções. E deixar de estudar não é uma delas... 
Se por algum momento você pensou que ser homofóbico (por exemplo) é uma disciplina na qual alguém se matriculou, está errado. Essa pessoa está falhando em algum ponto da sua grade curricular e vai sofrer consequências por isso. Pois se o ciclo de vidas não é exatamente uma escala evolutiva progressiva, e sim uma espiral de possibilidades, a moral e o caráter o são. A ideia nesse sentido é só progredir e qualquer forma de preconceito ou intolerância é retrocesso, ou no mínimo, estagnação. 
Vou desenvolver o pensamento religioso no próximo post, mas a ideia geral é essa. Vale para tudo e para todos, independente de acreditarem ou não. Leis não são passíveis de crença, ninguém sai flutuando por aí por não acreditar na gravidade... :)
Os próximos 2 posts seguem esta temática, falarei de Espiritualidade e Magia para LGBTs. Aguardem.

Olá pessoal! Sim, estou retornando das brumas, após um longo, longo tempo sem postar nada. Mas uma vez que você desperta para esse mundo de magia, nunca mais volta a ser o mesmo, e mais cedo ou mais tarde ele cobra de você. Conhecimento não compartilhado é como água parada, cria lodo e torna a água insalubre.
Pois bem, vamos falar sobre magia de espelhos, assunto o qual foi abordado por Wagner Perico num Hangouts do canal WiccaTCS. Vou compartilhar aqui o que aprendi nesta palestra.


A magia de espelhos é muito rica e fascinante, servindo a inúmeros propósitos que um magista ou bruxo possa vir a precisar. Constitui-se por si só um arsenal mágico muito poderoso para ataque e defesa mágica, comunicação psíquica, harmonização de ambientes, contato com seres multidimensionais, contato com a Sombra, e os mais variados tipos de feitiços.

Existem, a princípio, dois tipos de espelhos. O Espelho Negro, cuja função é promover o contato com a Sombra e o Submundo (assim como deidades e seres ligados à esta dimensão), e os espelhos propriamente ditos, de superfícies regular e refletiva. Estes podem ser programados para usos diversos e é deles que vamos falar hoje.
Um espelho é basicamente um portal, e nisso se baseia o seu mecanismo de funcionamento mágico. Para começar a trabalhar com espelhos, o primeiro passo é escolher o espelho certo para o seu propósito. O seu formato, apesar de não ser essencial para a magia, é uma correspondência que você pode usar para intensificar o seu propósito. Geralmente, os de formato circular são os melhores: o círculo é uma forma perfeita, sem começo e sem fim, perfeitamente regular, assim, as energias que ele emana ou absorve são assimiladas de maneira regular e uniforme pela superfície. É também uma analogia ao espelho natural mais poderoso que conhecemos, a Lua. Para feitiços específicos, você pode escolher formatos que remetam diretamente ao seu propósito, como por exemplo, em formato de estrela, para prosperidade, poder pessoal e carisma.
Tendo escolhido o espelho, é necessário purificá-lo para que nenhuma energia estranha ao seu propósito interfira na magia. Se o espelho adquirido é novo, purificações simples com os quatro elementos serão suficientes, passando-o pela fumaça de um incenso e lavando-o com água e sal. Se o espelho foi adquirido de outra pessoa, de um antiquário ou fonte desconhecida, é melhor fazer um banimento mais eficiente. Você pode usar defumação de ervas, chás, transferir as energias do espelho para um cristal ou outro objeto do qual possa se livrar depois, etc. Há algumas técnicas de banimento que já ensinei aqui no blog, deem uma pesquisada. Uma técnica fácil, mais eficiente do que as purificações simples, porém não tão poderosa consiste em pegar uma bacia com água (gelada, de preferência, pois ressalta a polaridade magnética da água no plano astral) e transferir as energias do espelho para ela. Isto é feito tocando o espelho com a mão receptora (geralmente a esquerda), absorvendo a carga através do chakra localizado na palma da sua mão, conduzindo ele pelo braço, passando pelo tórax e descarregando na bacia com a mão projetora (normalmente, a direita). Durante o processo, use a visualização para designar uma cor para a energia que você está manipulando. Esteja atento às sensações que ela lhe traz e só termine o processo quando sentir que toda a energia foi descarregada na água, caso contrário, ela poderá ficar no seu corpo.
O próximo passo é contatar o "espírito" ou "númen" do espelho para alinhá-lo com as suas energias e seus propósitos. Já falei sobre númen aqui no blog, mas recordando brevemente, trata-se de um poder consciente que reside em todos os objetos e materiais inanimados, apresenta um certo grau de consciência, percepção e sentimento em relação a outros seres e arredores. O númen é o responsável por escolhermos o cristal certo para nós, por exemplo. É possível estabelecer contato com esta consciência. Isso é feito entrando em alfa, projetando sua consciência para o objeto (no caso, o espelho), sentindo o mundo a partir dele. A comunicação pode não ser exatamente verbal. Na verdade, é mais provável que se traduza na forma de imagens e sensações. Você também pode, ao invés de projetar a sua consciência, alinhar a sua frequência áurica à do objeto (exercício 27 do Treinamento Mágico Completo, no menu do blog), o que resultará no mesmo tipo de conexão. Transmita para o espelho o seu desejo de trabalhar com ele e com que propósito (seja bem claro aqui) e veja se ele aceita. A resposta vem através de uma sensação inequívoca, você simplesmente sabe se deu certo ou não. Se ele recusar, você precisa encontrar outro espelho, não adianta insistir. É impossível trabalhar magicamente com objetos sem a cooperação da consciência que nele habita.
Esta comunicação com o espírito do espelho já é a programação dele (e a consagração, se você fizer tudo dentro de um Círculo Mágico, que é o recomendado), como geralmente se faz com cristais ou pêndulos. Então, se a resposta dele foi afirmativa, estabeleça todos os parâmetros e cláusulas mágicas que estarão vigentes para este espelho mágico.
Você pode ir adquirindo vários espelhos ao longo de sua vivência mágica, mas a princípio, é mais prático programar um espelho mágico geral, que ficará em seu altar. Você determina o que ele deve fazer quando for usar (em alfa), e quando acabar, ele já está pronto para outro propósito.
O segundo espelho que você deve ter é um espelho guardião; o qual será responsável pela proteção mágica de todos os outros espelhos da sua casa, sejam eles mágicos ou não. A partir do momento que você começa a usar magia de espelhos, todos aqueles que houverem em sua casa "despertam" o seu potencial oculto e se tornam pontos de vulnerabilidades. Cada espelho no mundo se interconecta com os outros, através de uma dimensão que lhes é própria, e da qual podem partir para qualquer outra dimensão. Um outro magista pode usar qualquer espelho da sua casa (de fato, qualquer superfície reflexiva que funcione temporariamente como espelho) como portal para um ataque psíquico, por exemplo. Você nunca será capaz de monitorar todos os espelhos de sua casa, até mesmo a água do vaso sanitário pode se comportar como um. Então, a programação de um espelho guardião é essencial. Opere do mesmo modo, contate o espírito do espelho e veja se ele aceita trabalhar para este propósito.
A partir de agora, você pode usar espelhos para quaisquer propósitos que desejar. Exemplos:
- banimento: use um espelho como portal para sugar as energias desarmônicas de um local ou de uma pessoal. Sele o espelho, guarde-o em local seguro, quebre ou faça um banimento mais potente depois.
- comunicação psíquica: mande uma mensagem para outra pessoa, usando um espelho mágico, e designe que esta mensagem seja entregue pelo primeiro espelho pela qual a outra pessoa olhar. Isto vai passar apenas o teor da mensagem, talvez, apenas a sua imagem mental será captada pela pessoa (se ela for sensitiva o suficiente). Para uma comunicação mais eficiente, pode-se programar dois espelhos para que funcionem como um "walkie-talkie", ou combinar com outra pessoa que ela esteja de frente para um espelho quando você for mandar a mensagem.
- prosperidade: use um espelho como um portal para um lugar que remeta à prosperidade, de modo que ele vai irradiar as vibrações deste ambiente para a sua casa.
- proteção: o uso mágico de espelhos com este propósito é clássico. Programe um espelho para absorver ou refletir quaisquer energias desarmônicas que forem direcionadas para você. Faça uma caixa revestida de espelhos por fora e coloque dentro dela o nome ou representações mágicas de pessoas que você deseja proteger.
- contenção: faça uma caixa revestida de espelhos por dentro e coloque nela o nome de pessoas que você deseja conter, isolar a influência energética delas na sua vida.
Além disso, você pode usar as correspondências mágicas que usaria em feitiços comuns, atrelando mais poder à magia de espelhos. Trabalhe na moldura, escolhendo a cor, o material, gravando símbolos e colando acessórios que remetam à energia com a qual você vai trabalhar.
Você pode traçar símbolos na superfície do espelho e ele os projetará no espaço espiritual de seu ambiente, trazendo os atributos daquele símbolo para sua vida. Isso é especialmente válido ao se trabalhar com runas.
Os espelhos também podem captar energias de uma determinada fonte, armazená-la e só emiti-la quando você determinar. Para isso, carregue consigo um espelho portátil programado para tal. Quando estiver em determinada situação ou lugar em que seja interessante usar a energia ali disponível, absorva-a com o espelho. Quando chegar em casa, use o espelho geral para direcionar a energia para o seu destino final. Ou você pode usar o princípio do "walkie-talkie" e manter um espelho em sua casa que atue como o correspondente emissor daquele portátil que você carrega.
A magia de espelhos, como qualquer outra, também pode ser empregada para ataque. Obviamente, sujeita às leis universais de retorno energético (karma). Por exemplo, um pequeno espelho pode ser colocado próximo ao seu alvo (fisicamente falando), de modo furtivo, atravessando as barreiras mágicas dele que, de outro modo, não poderiam ser transpostas. O espelho emite as energias que você definiu, diretamente nos arredores de seu alvo.
Lembrando desse mecanismo de portais, vários feitiços e técnicas mágicas podem ser aliadas ao uso de espelhos. A magia é limitada, basicamente, por duas coisas: a sua crença ou Vontade e a capacidade de mobilizar a quantidade de energia necessária para promover os efeitos desejados. Tendo isso em mente, nada é impossível.
"O sucesso será a sua prova".
Blessed be!

Olá! Depois de mais de um mês sem postar, encontro algum tempo nessas férias para escrever. Confesso que ando meio sem inspiração, portanto, não hesitem em me mandar sugestões de postagens por email ou comentário.

Bem, vamos lá, vou falar um pouco sobre clarividência e as minhas percepções dos planos sutis através dela. Antes de mais nada, façamos uma distinção entre os termos clarividência e vidência. Não são definições universais, mas clarividência é uma habilidade anímica (ou seja, do próprio espírito) que permite a percepção mais ou menos ampla e mais ou menos detalhada dos planos sutis e os seres que neles habitam. A vidência é uma faculdade mediúnica que permite a visão limitada do plano astral e de alguns de seus habitantes que estejam na vizinhança vibratória do médium. E há também um termo que está em desuso, que é a dupla-vista. A pessoa que é dotada de dupla-vista vê o plano astral e seus habitantes todo o tempo, em sobreposição com o plano físico e seus habitantes. Vê tanto com os olhos abertos quanto fechados e é também uma habilidade anímica, mas dependente de predisposição orgânica.
A diferença fundamental entre clarividência e vidência é que a primeira é permanente, pois que é uma conquista do Espírito, enquanto a segunda é transitória, pois trata-se de uma faculdade mediúnica emprestada para o cumprimento da missão de determinado espírito encarnado. A vidência, como mediunidade, tem um alcance limitado de visão do astral e dos espíritos, porque é uma habilidade passiva direcionada pelos espíritos guias do trabalho.
A clarividência pode ser puramente anímica ou também mediúnica. No meu caso, eu já possuía um certo grau de clarividência devido ao treinamento com bruxaria, mas com o desenvolvimento mediúnico (que me trouxe também a incorporação), ela se expandiu bastante. Acredito que todas as pessoas tenham certo grau de clarividência e que pode ser desenvolvido, mas elas não o percebem porque de início é muito sutil. Quem vê é o chakra frontal ou terceiro olho, não os olhos físicos, por isso as imagens se formam na mente e é mais fácil se concentrar nelas com os olhos fechados. Com a prática, você pode manter os olhos abertos e ainda continuar vendo mentalmente as cenas (estou mais ou menos nesse estágio). Para certas pessoas, com bastante treino, a "visão" se torna tão clara de um modo como de outro, aproximando-se de um estado de dupla-vista, mas que depende da sua Vontade, do seu controle.
A abrangência da percepção proporcionada pela clarividência é proporcional à concentração do clarividente e consequentemente, da profundidade do estado de transe em que se encontra. Isto deve-se à liberdade que o espírito pode desfrutar - quanto mais concentrada a pessoa estiver, quanto mais profundo for o transe, mais o seu espírito (na verdade, corpo astral e, ocasionalmente, corpo mental inferior) se encontra livre das amarras físicas que lhe bloqueia as percepções psíquicas.
Foi desse modo que obtive um desenvolvimento rápido de minha clarividência através do trabalho mediúnico. Eu o faço num templo de Apometria (leia um post sobre isto aqui), onde sempre se emprega uma técnica para "desdobrar" ou dissociar os corpos sutis (ou níveis de consciência) do médium. Através de comandos da Vontade e pulsos magnéticos, a aura do médium é desdobrada e cada nível passa a habitar temporariamente o plano que lhe é próprio: corpo astral no plano astral, corpos mentais nos planos mentais. Isso aumenta muito a capacidade do médium ou clarividente em perceber o que há nesses planos. Além disso, o doutrinador pode direcionar o foco da clarividência para os pontos que interessam num tratamento, e pode usar recursos oferecidos pela espiritualidade que mais parecem tecnologia de ponta, como por exemplo visão de raios-X, zoom, visão panorâmica, etc. Isso acontece porque a Vontade molda o plano astral facilmente e tais artifícios são apenas necessários para que o subconsciente amplie as capacidades que já possui. Um mago clarividente pode, portanto, fazer uso dos mesmos recursos sem depender necessariamente do auxílio de outros espíritos.

Há também aqueles objetos de vidência, tais como bolas de cristal, espelhos, keek-stane, bacias d'água e até copos contendo ovos crus. Quando se utiliza eles, o termo correto é "scrying". É uma questão de preferência do clarividente ou médium, para alguns, esses instrumentos ajudam a despertar a faculdade e ela toma um controle ativo da sua consciência, "pulando pra fora" e se manifestando nos referidos instrumentos. Pessoalmente, não vejo necessidade deles. Acho até mais difícil a ocorrência dessa "clarividência externa". Mas se eles forem devidamente consagrados, utilizando-se das correspondências adequadas [por exemplo, com as energias da Água (sistema elemental) da Lua ou Netuno (sistema planetário) ou energias de Peixes e Escorpião (sistema zodiacal)], tais instrumentos podem ampliar a clarividência.

A clarividência pode ser muitas vezes subjetiva e metafórica, porque cada pessoa experimenta o mundo astral de uma maneira única e particular, moldada por suas crenças, por seu conteúdo mental inconsciente, por seus medos e por seu conhecimento. Desse modo, dois clarividentes podem estar observando algo ao mesmo tempo e ainda assim ver coisas diferentes, cores e símbolos diferentes que têm significados singulares para cada um. No trabalho em grupo, isso representa geralmente um problema, mas que é facilmente contornado através do ajuste vibratório dos médiuns ou clarividentes, conectando todos a uma mesma egrégora (o que geralmente é feito através de orações em círculo, de mãos dadas).
E o que é possível ver através da clarividência? Tudo depende, como já dito, da profundidade do transe e da concentração. Pode-se ver os chakras, os nadis (acho geralmente difícil ver os nadis, é preciso um esforço maior, a não ser pelo Sushumna - por onde sobe a Kundalini - que é bem visível), corpos sutis (dos mais densos para os mais sutis, aumentando o grau de dificuldade), auras de pessoas, objetos e animais, espíritos desencarnados e todos os habitantes do plano astral, como elementais, elementares, cascões astrais, miasmas, formas-pensamento, etc. Também é possível ver através de paredes e objetos físicos, assim como ver à distância (isso envolve necessariamente desdobramento).


Através disso, o clarividente pode obter um grande número de informações, que vêm principalmente da análise dos chakras e da aura de uma pessoa. Pelo estado e cor em que se encontram, ele pode conhecer as características gerais de personalidade, o estado de saúde, a conduta sexual, a presença de selos iniciáticos, a ocorrência de aparelhos parasitas implantados por obsessores, grau de desenvolvimento espíritual, entre outras coisas. Para fazer uma análise detalhada de como fazer tudo isso, eu precisaria de um post inteiro. Mas daí já pode-se perceber a responsabilidade do uso dessa habilidade, a ética com o uso das informações adquiridas e o karma que pode advir do mal uso. Digamos que não faz parte da etiqueta psíquica ficar investigando a aura dos outros... mas quem sabe disso e não quer ter a privacidade invadida, tem meios de se proteger.
Por último, me perguntaram sobre os famosos chás para abrir a vidência. Eles funcionam basicamente de dois modos: como condensadores fluídicos ou como psicotrópicos. Os do tipo condensador fluídico usam o "númen espiritual" da planta, ou seja, sua contraparte etérica que tem propriedades energéticas estimulantes para o chakra frontal. Além disso, as ervas podem ser colhidas em momentos astrológicos favoráveis e serem impregnadas pela Vontade com outras energias para se tornarem ainda mais eficazes. Esse tipo de chá é relativamente inofensivo, considerando as doses terapêuticas normais, e pode-se utilizar para este fim pétalas de rosa, artemísia, louro, alecrim, erva-doce, anis estrelado, etc.
Os chás psicotrópicos contém alguma substância quimicamente ativa que abre rapidamente o chakra frontal e outros centros de energia, "escancarando" os selo de segurança que normalmente barram a nossa visão. Eles são muito perigosos e devem ser utilizados com muito cuidado, apenas por pessoas altamente entendidas do assunto e acompanhados de guias, tanto físicos quanto espirituais, para protegerem a pessoa durante a "viagem".
"Sem ninguém prejudicar, faça o que desejar" e "Tudo o que fizeres voltará em triplo para ti"... Abençoados sejam!

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O uso das técnicas, rituais e conhecimentos adquiridos no Além do Físico é de responsabilidade única e exclusivamente sua, caro leitor. Não me responsabilizo, em nenhum nível, pela má utilização de tais ferramentas mágicas e espirituais.

Quem sou eu

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Faço Psicologia na USP, tenho 22 anos, sou bruxo, magista e médium, sempre em busca das verdades espirituais. Encontro prazer imenso na leitura, que nos possibilita viajar através de dimensões, espaço e tempo num folhear de páginas.

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